10 de junho de 2026

Entenda o impacto da aprovação da Lei Geral do Licenciamento Ambiental pelo Senado

Projeto que tramita há mais de 20 anos avança com apoio da bancada ruralista e oposição do Ministério do Meio Ambiente
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (21) a criação da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, uma proposta que tramitava há mais de duas décadas no Congresso Nacional. Com 54 votos favoráveis e 13 contrários, o texto segue agora de volta à Câmara dos Deputados, já que os senadores promoveram alterações em relação à versão original.

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A medida é defendida por parte do governo e setores do agronegócio como uma forma de desburocratizar e agilizar processos de licenciamento ambiental, especialmente para obras de infraestrutura e atividades produtivas. Porém, ambientalistas, pesquisadores e o próprio Ministério do Meio Ambiente denunciam a proposta como um risco à proteção ambiental e aos direitos de povos tradicionais.

Um texto que divide o governo

A aprovação foi vista dentro do governo como uma derrota parcial, mas necessária para garantir governabilidade. Segundo apuração do portal Metrópoles, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, atuou diretamente nos bastidores para suavizar os impactos políticos da medida, negociando com a base aliada para conter excessos do texto.

Nos bastidores, aliados do Planalto acreditam que a nova lei pode destravar obras paradas há anos por entraves legais, especialmente projetos de médio porte.

Críticas contundentes do Meio Ambiente

Em nota oficial, o Ministério do Meio Ambiente, liderado por Marina Silva, condenou o projeto. O texto foi classificado como uma ameaça à segurança ambiental no país e um violador do princípio da proibição do retrocesso ambiental, que impede o Estado de adotar medidas que enfraqueçam direitos já consolidados.

Para ambientalistas, a nova legislação representa a “mãe de todas as boiadas”, uma referência à flexibilização de regras em favor de interesses econômicos, especialmente ligados ao agronegócio.

Pontos polêmicos da proposta

Entre os principais pontos criticados por especialistas e organizações ambientais, destacam-se:

  • Dispensa de licenciamento ambiental para atividades agropecuárias: O texto permite que empreendedores utilizem uma certidão declaratória, atestando por conta própria que suas atividades não causam danos ao meio ambiente.
  • Licença por Adesão e Compromisso (LAC): Hoje restrita a empreendimentos de baixo risco, a modalidade passa a abranger projetos de médio impacto ambiental, sem exigência de análise técnica prévia.
  • Licença Ambiental Especial: Uma emenda do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), cria uma nova categoria de licenciamento que poderá ser concedida por decreto governamental, gerando alertas sobre a centralização de decisões e a fragilização da fiscalização ambiental.
  • Desproteção de áreas indígenas e quilombolas não homologadas: O texto retira o status de área protegida de territórios ainda não oficializados, o que pode afetar diretamente comunidades tradicionais em processo de reconhecimento e demarcação.

Patrimônio arqueológico em risco

Além dos impactos ambientais, o projeto também levanta preocupações no campo da preservação histórica. Em nota técnica, a Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB) criticou o trecho que limita a consulta ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) apenas quando há bens identificados previamente. Segundo a entidade, muitos sítios arqueológicos ainda não foram explorados ou estão soterrados, e podem ser destruídos sem a devida análise prévia.

Próximos passos

O texto segue agora para a Câmara dos Deputados, onde precisará ser reavaliado por conta das mudanças promovidas no Senado. Enquanto isso, a sociedade civil e especialistas seguem mobilizados para tentar barrar ou ao menos mitigar os efeitos do projeto.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. João

    22 de maio de 2025 2:22 pm

    Dia 22 de Maio de 2025
    globo
    RJ1
    mera juíza loira
    pessoa pública
    Ironizar
    autoridade
    sociedade civil
    estabilidade
    pagar o tributo
    a justiça foi criada para coibir o abuso
    a justiça é cega
    tendencioso
    produção
    CÓDIGO PENAL
    DECRETO-LEI N. 2.848 DE 7 DE DEZEMBRO DE 1940
    TÍTULO II
    CAPÍTULO II
    DOS CRIMES PRATICADOS POR PARTICULAR CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL
    Usurpação de função pública
    Art. 328. Usurpar o exercício de função pública:
    Pena – detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos, e multa.
    Desacato
    Art. 331. Desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela:
    Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, ou multa.
    Resistência
    Art. 329. Opor-se à execução de ato legal, mediante violência ou ameaça à funcionário competente para executá-lo ou a quem lhe esteja prestando auxílio:
    Pena – detenção, de 2 (dois) meses a 2 (dois) anos.
    energia
    estabilizar o salário mínimo
    o salário mínimo vigente é adequado
    café
    carne
    chocolate

  2. Alexandre de Melo

    22 de maio de 2025 9:07 pm

    Nada diferente poderia se esperar deste que é o pior congresso até então, dominado pelo ogronegócio.

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