Carapuça de vírus, por Rui Daher

É isso que merece um país com tanto território, potencial econômico e proeminência?

Carapuça de vírus, por Rui Daher

Depois de uma semana de mão direita quebrada (continua) e de Nordeste, volto insolente, como sempre.

E não é que o imbecil Regente Insano Primeiro (RIP), em inédito episódio de carapuça, vestiu hoje, 18/03, a imagem do pandêmico coronavírus? Nunca mais deixarei de associar suas imagens, tão semelhantes e facínoras.

O que seriam os significados daquelas máscaras para tão valente capitão reformado? Ô Guedes, só sabes mentir quando mascarado? Foi seu auge. Fora o acumpliciamento com milícias cariocas, Jair lutou contra algum inimigo de valor? Ou o fez a mando de seus rebentos, zeros um, dois e três, para assassinar líderes comunitários, como Marielle e Anderson, sabe-se lá quais mais?

A cidade que, através de panelas, buzinas, cartazes, desfiles na Avenida Paulista, agiu para derrubar Dilma, e preparar o caminho para a volta do Acordo Secular de Elites, hoje se envergonhou. Refez-se.

Não pensem em mudança ideológica a favor da democracia social, da justa cidadania, e dos direitos igualitários entre raças e gêneros. Nem sabem o que é isso. Acharam que poderiam comprar armas e se defender, sem ao menos imaginarem que o custo de uma arma equivaleria a dois meses de alimentos.

Foram enganados? Sim. Mas quem, na esperança de melhora, não o seria? Citem-me um debate em que ele participou, como em todas as eleições no Brasil e no planeta? Um ignaro cagão, escondido numa “fakeada” e, hoje em dia, dá entrevistas de cercadinho, para claques do tipo Sílvio Santos, Huck, Faustão.

É isso que merece um país com tanto território, potencial econômico e proeminência?

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Estamos num enorme perrengue econômico. Interno, por termos como ministro da Economia, homem de pequenez intelectual já reconhecida, agarrado a preceitos neoliberais já ultrapassados. Um bobo a pedir reformas sem saber de quê e de quem depende. Externo, pois se a crise já era enorme, num retorno a 2007/8, com a pandemia se tornou muito maior.

Os mais musculosos financeiramente, já fizeram gorduras na Bolsa, e se foram espertos, caíram fora na hora certa. Pouco perderão. Os ilusionistas médios, que pensaram Guedes correto, perderão o rabo que nem mesmo tinham. Os pobres, estes nunca perderam, vivem na miséria e dela não passam ou passarão. Foram condenados pela meritocracia burguesa a servir-nos como combustível de nossos desejos materiais.

Acredito, meus São Benedito e São Bento, que Bergoglio, o Papa Francisco, veio a entender tudo isso. Pena que um pouco tarde, quando o capitalismo já se “evangelizava”, em crescimento da livre ganância.

Inté.

 

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