A que horas mesmo?, por Marcondes Araújo

Que Horas Ela Volta?              

Ontem dia 15, fui, convidado por minha esposa, para assistir ao filme: Que Horas Ela Volta? De forma despretensiosa e meio desconfiado,  pela exteriotipizacão do povo, feita pela protagonista do filme, a atriz Regina Casé,  em seu programa global (O Esquenta), acabei indo ver o filme. Eis que fui surpreendido por uma atuação impecável e sem estereótipos.

O filme narra a história de uma mulher, que passou grande parte de sua vida servindo uma família de classe média-alta, da elite paulistana,  e que acreditava  levar uma vida digna e respeitada.  Estando no seu devido lugar, de empregada doméstica,  servindo aos seus nobres patrões.

 Porém,  a chegada de sua filha, vinda do Nordeste,- não aquele da seca e dos taxados de  iletrados,  mas o dos novos  tempos da inclusão social-,  isso causa uma reviravolta dos conceitos preestabelecidos e incutidos na cabeça da serviçal,  que nem como tal se enxergava,  pois se sentia como “parte da família”, porém,  o local e a postura de servidão serão afrontados.

O que surgirá desse embate de gerações (mãe e filha oriundas da mesma matiz cultural),  de classes sociais (patrões elitistas, empregada/serviçal e filha da empregada com outra visão  e leitura de mundo), é uma luz que tirará da invisibilidade, o  fetiche chamado empregada doméstica.

Marcondes Araújo

 

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