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Embaixadora do Brasil na ONU antecipa resposta de Bolsonaro e ataca Nações Unidas

Embaixadora do Brasil na ONU, Maria Nazareth Farani Azevedo, ao lado de Damares Alves - Foto: Reprodução/Redes

Jornal GGN – Às vésperas do esperado e polêmico discurso de Jair Bolsonaro na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), a embaixada do Brasil na ONU enviou um recado com duras críticas ao organismo internacional, diante do pedido de investigação contra o governo Bolsonaro por suas políticas ambientais e de direitos humanos.

Antecipando a mesma resposta que deverá integrar o discurso do mandatário na Assembleia, nesta terça (22), a embaixadora Maria Nazareth Farani Azevedo, representante de Bolsonaro na ONU, adotou o tom de defensiva nacionalista para justificar afastar a fiscalização internacional sobre Bolsonaro.

“Essas recomendações não vão no espírito de colaboração e diálogo que sempre guiou a relação do Brasil com os mandatos”, disse a embaixadora, segundo coluna de Jamil Chade. As recomendações a que menciona são sobre o informe produzido pelo relator especial da ONY, Baskut Tunkat, que em missão especial no Brasil constatou diversas violações nas obrigações ambientais e de direitos humanos no país e solicitou que o Conselho de Direitos Humanos da ONU aprove a abertura de uma investigação.

Nesta segunda-feira (21), o novo relator especial que sucedeu Tunkat, Marcos Orellana, reafirmou diante da ONU a necessidade de se investigar o Brasil, sob o comando de Bolsonaro, pelos ataques contra o meio ambiente e direitos humanos. “O país foi por muitos anos uma liderança. Mas, tristemente, está em uma regressão profunda”, disse o sucessor de Tunkat.

Como resposta, a embaixadora que representa Bolsonaro criticou diretamente os relatores, afirmando que se trata de uma “tutela politizada, disfarçada de um mandato técnico” e que “o relator optou por uma crítica não construtiva”.

Após as acusações listadas por Orellana contra o governo brasileiro na reunião desta segunda, solicitando inclusive uma criação de sessão especial para apurar a protelçao à Amazônia. Segundo ele, sem um controle, a situação no Brasil não será somente uma calamidade para o país, como uma ameaça para o mundo.

 

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