Comissão de investigações sobre ações da OMS na pandemia veta participação de Teich

Lista de peritos que farão o trabalho foi divulgada nesta quinta-feira e não conta com nenhum brasileiro, uma derrota para o governo Bolsonaro

Reprodução

Jornal GGN – A relação do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) com a comunidade internacional não é das melhores. A tese foi confirmada nesta quinta-feira, 3 de setembro, após o nome do ex-ministro da Saúde, Nelson Teich, não ser escolhido para uma comissão que irá investigar a ação da Organização Mundial da Saúde (OMS) frente a pandemia da Covid-19. As informações são de Jamil Chade, no Uol. 

De acordo com o colunista, “o veto é uma derrota para a diplomacia brasileira”, uma vez que houve até campanha interna para que Teich fizesse parte da iniciativa, nome escolhido por Bolsonaro. 

Foi o governo dos Estados Unidos que pediu uma investigação sobre o comportamento diante da pandemia. Segundo a Casa Branca “a agência falhou em alertar ao mundo e que sofreu pressões da China para não declarar uma emergência global mais cedo”, destacou Chade. 

O inquérito foi aprovado em maio, logo depois os EUA anunciaram sua saída da entidade. No entanto, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, afirmou que a avaliação não será apenas limitada à agência e irá analisar como os governos do mundo se comportaram sobre as recomendações do organismo. 

“O Brasil estaria na mira justamente desse trabalho e críticos alertavam que poderia haver um choque de interesses. Havia ainda quem resistisse à ideia de um representante de Bolsonaro, um líder que é visto como adotando uma postura contra o fortalecimento do multilateralismo”, escreveu Chade. 

A lista dos peritos da Comissão foi anunciada nesta manhã, em uma reunião fechada entre governos em Genebra, na Suíça. Nenhum brasileiro fará parte do comitê, que contará os latino-americanos Mauricio Cárdenas, ex-ministro de Finanças da Colômbia, e Ernesto Zedillo, ex-presidente do México. 

Nomes da China, Índia e África do Sul também farão parte da iniciativa, liderada por Helen Clark, ex-primeira-ministra da Nova Zelândia, e Ellen Johnson Sirleaf, ex-presidente da Libéria.

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