O governo de Benjamin Netanyahu conseguiu chegar a um acordo com a oposição israelense para a formação de um “governo de emergência” em meio ao contra-ataque ao Hamas.
Segundo nota conjunta divulgada pelo primeiro-ministro israelense e o líder da oposição, Benny Gantz, foi feito um acordo em torno da “implementação de um governo de emergência e de um gabinete de guerra”.
“Israel em primeiro lugar”, disse Gantz em postagem em rede social após o anúncio.
Já o terceiro líder da oposição, Yaïr Lapid, não aderiu ao comunicado – embora o texto tenha dado a entender que ele teria um assento no gabinete de guerra.
Vale lembrar que o governo de Netanyahu tem sido alvo de sucessivas críticas por conta de sua aliança com a extrema-direita israelense e a imposição de medidas como uma reforma judicial que pretende colocar o Supremo Tribunal sob a influência de um governo que tem sido visto como “ditatorial”.
Gaza sem energia
Enquanto Netanyahu tenta uma sobrevida política em meio a três indiciamentos por corrupção – como sinalizado recentemente pelo jornal israelense Haaretz -, a única central elétrica de Gaza está próxima de ficar sem combustível para funcionar.
Embora o ministro palestino de energia tenha afirmado que a central elétrica tinha combustível para funcionar por mais 12 horas no máximo, a autoridade energética de Gaza afirmou que o combustível tinha acabado.
Com o corte de suprimentos por parte de Israel (que cortou o envio de energia, alimentação e água), os geradores que abastecem casas e hospitais estavam perto de se desligarem sem combustível e com o fechamento da passagem da fronteira sul de Gaza com o Egito.
Enquanto isso, o principal hospital da região já está completamente lotado e os feridos (em especial crianças) não param de chegar.
Com RFI e The Guardian
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