O Exército concluiu nesta semana o Inquérito Policial Militar (IPM) que investigou a participação de militares sobre as tentativas e incitação a um golpe militar para a manutenção de Jair Bolsonaro no poder em 2022. Na peça, o Exército exclui a alta cúpula das acusações e não fala em tentativa de “impedir ou dificultar o exercício do poder legitimamente constituído”, que é o crime de golpe de Estado, mas reduziu crimes a “indisciplina militar” e “crítica indevida”.
A decisão da Justiça Militar indicia três coroneis por produzir uma carta do Exército que pedia a adesão das forças militares para impedir a posse do presidente Lula, por meio de uma ação de Garantia da Lei e da Ordem.
Apesar da carta golpista ter ocorrido em 2022 e ter sido encaminhada aos militares do Exército, incluindo o próprio general Marco Antônio Freire Gomes, então comandante do Exército, nenhum comandante militar foi apontado na investigação.
Na investigação militar, o general Freire Gomes não foi indiciado e não foi apontada relação dele com a carta, ou a sua negligência de atuação.
Tanto na carta, como no caso da minuta golpista, o comandante do Exército admitiu, aos investigadores, que ele tinha tomado conhecimento destes e de outros documentos que buscavam impedir a posse de Lula ou manter Bolsonaro no poder.
No caso da minuta golpista, o próprio general disse que quando Jair Bolsonaro apresentou propostas de minutas ou decretos golpistas, ele teria rechaçado a proposta e informado Bolsonaro que a medida não tinha chance de dar certo e que ele poderia ser responsabilizado por isso.
Apesar de afirmar não aderir às propostas golpistas, Freire Gomes não denunciou a tentativa, imediatamente, às autoridades, prestando os esclarecimentos somente após os investigadores terem tido acesso aos documentos.
Dentro do Exército, o atual comandante do Exército no governo Lula, o general Tomás Paiva, determinou a abertura de um Inquérito Policial Militar (IPM), mas especificamente para investigar a carta dos militares.
A carta foi encontrada pela Polícia Federal, que apura as tentativas de golpe, incluindo a minuta golpista, no celular do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid. Após ter acesso ao documento, a carta foi remetida ao Exército para providências.
O general Tomas Paiva decidiu abrir a investigação, e o inquérito foi concluído nesta semana, não apontando responsabilidade do antigo comandante do Exército, mas pedindo a punição dos militares que teriam sido os autores da carta: os coronéis Anderson Lima de Moura, da ativa, e Carlos Giovani Delevati Pasini e José Otávio Machado Rezo Cardoso.
O inquérito também não os acusa de tentativa de golpe, mas de “incitação à indisciplina militar e crítica indevida”, com com pedidos de prisão que podem chegar até 4 anos e 2 meses.
Além dos três, outro coronel autor da carta, Alexandre Castilho Bitencourt da Silva, foi retirado da investigação por ter conseguido uma liminar na Justiça que paralisou as investigações contra ele.
Douglas da Mata
31 de outubro de 2024 2:14 pmHahahahaha…
Alguém esperava algo diferente?
Assim com a lei de anistia foi um brinde, agora, tudo se repete.
Pais de presidente frouxo, de instituições covardes e de povo de m*rda.
jucemir rodrigues da silva
31 de outubro de 2024 5:07 pmA única e verdadeira liderança da Intentona de 8 de Janeiro sempre foi Fátima de Tubarão.
Um ou outro militar que supostamente teria participado ou mostrado simpatia nada mais seriam que inocentes úteis que a solércia de Fátima tentava comprometer.
Alguma dúvida?…
José de Almeida Bispo
31 de outubro de 2024 7:38 pmSubscrevo-o. Kkkkkkkkkkkkkkkk
Paulo Dantas
31 de outubro de 2024 6:56 pmEntão tá
Bom saber disto.
José de Almeida Bispo
31 de outubro de 2024 7:37 pmNo Brasil… expulsaram um Imperador; deram um golpe… e tudo continuou como se nada tivesse havido. Até hoje o embaixador chileno (quem melhor descreveu) se revolve no túmulo, com dúvida se aquilo não foi alguma alucinação. Um imperador. Este país é um milagre!
Marcus
31 de outubro de 2024 9:52 pmO Exército Brasileiro precisa realizar um expurgo para remover golpistas, corruptos e os indolentes e traidores da pátria. Se não tomarmos uma providência, logo surgirá um novo primitivo igual ao Capitão Bolsonaro.
Valdelirio Lubeck
31 de outubro de 2024 11:04 pmLamentável a posição do Exército! E o povo pagando esses golpistas sangue-sugas…
emerson57
1 de novembro de 2024 6:06 amO exercito segue e obedece seus comandantes.
Estes tem o domínio do fato e da tropa.
Eis os únicos culpados.