22 de maio de 2026

Juíza do caso que culminou no suicídio de reitor da UFSC é afastada do cargo pelo CNJ

A decisão ocorre após a magistrada ter sido acusada de sumir com um alvará de soltura na operação Match Point
CNJ
Foto: Gil Ferreira/Agência CNJ

A juíza Janaina Cassol Machado foi afastada do cargo por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A magistrada foi uma das responsáveis pela prisão de Luís Carlos Cancellier de Olivo, o reitor da UFSC que cometeu suicídio, no âmbito da Operação Ouvidos Moucos. 

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No entanto, o afastamento da titular da 1ª Vara Federal de Florianópolis (SC), ocorre após ter sido acusada de sumir com um alvará de soltura na operação Match Point, autorizada em abril para investigar uma organização que praticava tráfico internacional e lavagem de dinheiro. Além de acusada de afrontar um conselheiro do CNJ.

Reitor inocente 

Em julho, o Tribunal de Contas da União (TCU) afirmou que não houve irregularidades e que Cancellier sempre foi inocente. Após a notícia, o caso ganhou ainda mais atenção e contou com a mobilização do Ministério da Justiça. 

Flávio Dino anunciou em julho que adotaria “providências cabíveis” contra abusos de agentes públicos federais.

A operação Ouvidos Moucos

A Ouvidos Moucos, a partir do modus operandi da operação Lava Jato, investigava o envolvimento de Cancellier e outros docentes em um suposto desvio de dinheiro público. A prisão do ex-reitor, exposto às situações mais vexatórias e humilhantes, foi decretada em setembro de 2017, pela delegada da PF, Erika Mialik Marena. 

Após 18 dias sem poder voltar para a universidade – seu lugar predileto – Cancellier suicidou-se, ao se jogar do último andar de um shopping, em Florianópolis. Em seu bolso, deixou um bilhete, que dizia que sua morte aconteceu após o seu afastamento da UFSC. 

Além da morte do reitor, a operação também comprometeu a saúde psicológica e a reputação de todos os envolvidos no caso. Eduardo Lobo foi um dos detidos que passaram 36 horas ininterruptas na Penitenciária da Agronômica, e foram submetidos a episódios desumanos. 

Ao GGN, Lobo narra os momentos em que esteve detido e relembra que apesar de toda a violência sofrida, nada se compara ao seu afastamento da universidade, algo que não teve fundamento algum. [Leia a reportagem completa de Tatiane Correia]

Abaixo, assista ao documentário do GGN que detalha a Ouvidos Moucos, idealizado pelo jornalista Luis Nassif e produzido por Patricia Faermann. 

Leia também no jornal GGN:

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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