5 de junho de 2026

Lava Jato: Toffoli fala de delações “sem fatos ilícitos” e “juízes autoritários”

"Ministério Público firmava acordos sobre fatos que não eram ilícitos penais. Repercussão na imprensa impressionante. E aí já pensam em ser candidatas."
Foto: Glenio Dettmar/CNJ

Jornal GGN – Além das críticas diretas à Lava Jato de Curitiba no Congresso Internacional de Direito Negocial, nesta terça (27), o ministro Dias Toffoli também falou que as delações premiadas foram fechadas sem “fatos ilícitos” e criticou “juízes autoritários”.

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As duas declarações foram entendidas como novas críticas à Lava Jato, tanto aos procuradores da força-tarefa de Curitiba, como ao ex-juiz Sérgio Moro. As informações foram divulgadas por coluna de Bela Megale, nesta sexta (30).

Neste primeiro caso, Toffoli descreveu a metodologia aplicada pela Lava Jato como forma de pressionar investigados a colaborar: “O Ministério Público, hoje nem tanto, foi um aprendizado, mas o Ministério Público, no passado, inclusive a Procuradoria-Geral da República, firmava acordos sobre fatos que não eram ilícitos penais. Aí o colaborador, que é instado a colaborar, pensa que determinado fato que ele fez era ilegal, quando não foi. Aí o MP coloca aquilo num anexo, o fato não é crime e aquilo é arquivado”.

“A culpa foi do colaborador ou foi do Estado, que aceitou aquilo como um meio de descoberta de prova? Mas prova do quê, se o fato relatado não era crime?”, questionou, antes do ministro do Supremo concluir o objetivo da estratégia: “Ah, mas dava uma repercussão na imprensa impressionante. E aí as pessoas já pensam em ser candidatas à presidência da República, a governador de estado.”

A referência à “candidatas à presidência” e a “governador” incluiria todos os lavajatistas e apoiadores da Operação. Questionado todas as vezes que é interpelado pela imprensa, Sérgio Moro não negou, até hoje, que tentará a disputa ao cargo máximo da República.

Novamente sem falar em nomes, Toffoli questionou o autoritarismo de juízes: “vejam o que nós passamos nos últimos tempos”, completou, em clara referência a Moro.

“O estado é vocacionado a ser autoritário. E o juiz que é vocacionado a ser autoritário não é juiz, ele não entende o Estado em que vive. Vejam o que nós passamos nos últimos tempos. Não vou entrar por essa seara”, foi a fala do ministro, durante a palestra.

 

Redação

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5 Comentários
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  1. Tania

    30 de outubro de 2020 6:09 pm

    Muito pouco. Muito tarde.

  2. fel

    30 de outubro de 2020 6:36 pm

    Ué, ele viu a luz????

  3. Zé Sérgio

    30 de outubro de 2020 8:42 pm

    “…delações “sem fatos ilícitos” e “juízes autoritários…” PAREM O MUNDO QUE PRECISO DESCER !!! Logo ali depois de Marte !!!! Quer dizer que o Estado Brasileiro e seu Poder Judiciário produziram tudo isto sob uma tal farsante Constituição Cidadã, sob o crime do Supremo Tribunal Federal e seus onde Juízes, sendo que Toffolli chegou a presidir tal Superemo? Então quem poderia e deveria ter obrigado a aplicação da Constituição? Alguém precisava ter feito alguma coisa, suplica Dias Toffolli !!! Quem?! Pobre país rico. Seria circo se não fosse barbárie. Mas de muito fácil explicação.

    1. Zé Sérgio

      31 de outubro de 2020 8:41 am

      ‘…sob o crime praticado por Juízes e Estado, subordinados ao Supremo Tribunal Federal, sendo que Toffolli chegou a presidir tal Supremo?..’

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