21 de maio de 2026

Corregedor Luís Felipe Salomão pede explicações sobre conduta de juiz Malucelli em caso Tacla Duran

Corregedor nacional de Justiça estabelece prazo de cinco dias para desembargador prestar informações sobre caso Tacla Duran

O ministro Luís Felipe Salomão, corregedor nacional de Justiça, estabeleceu um prazo de cinco dias para o desembargador Marcelo Malucelli, que atua no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, a explicar sua conduta em torno do caso envolvendo o advogado Rodrigo Tacla Duran.

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O pedido tem por base despacho feito por Malucelli recentemente, onde manteve decisão tomada pelo juiz Luiz Antonio Bonat, da 13ª Vara Federal de Curitiba, que entre outras colocações manteve o pedido de prisão preventiva do advogado.

Contudo, o despacho do desembargador criou uma situação de impasse, uma vez que estava em vigor uma decisão tomada pelo juiz Eduardo Appio, atual responsável pela Operação Lava Jato, que revogou a prisão preventiva do advogado, que atualmente está na Espanha.

Tacla Duran está na Espanha e atende o protocolo de condição de testemunha protegida pelo programa federal de testemunhas.

Em sua decisão, Salomão afirma que o cenário em torno de Malucelli ‘pode sugerir, em linha de principio, alguma falta funcional com repercussão disciplinar’ por parte do desembargador, o que levou o CNJ a intervir.

O caso também ganhou outras perspectivas diante das diversas ligações entre o desembargador e Sergio Moro, tanto em termos profissionais como pessoais – o filho de Malucelli, João Eduardo Barreto Malucelli, é namorado da filha do senador e sócio de Moro e de Rosangela Moro em um escritório de advocacia.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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4 Comentários
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  1. beto

    16 de abril de 2023 3:20 pm

    dr felipe presta um inestimável serviço ao Pais. Frear uma “inocente” tentativa de desrespeitar as cortes superiores; Moro usou e abusou desse expediente, quem nao lembra os audios vazados da Presidenta Dilma. Parabéns Ministro.

  2. Anônimo

    16 de abril de 2023 11:57 pm

    A decisão do desembargador foi tomada por iniciativa de quem???? De ofício ou por iniciativa do parquet?

  3. Vladimir

    17 de abril de 2023 8:37 am

    Este é mais um exemplo do poderio desmedido da gang curitibana.
    O sujeito que ocupa a toga como desembargador,agora,como já vem dizendo,informará que não disse o que disse.
    É importante avaliar que esse sujeito,ao ameaçar de prisão uma testemunha, retardou propositalmente o andamento do processo judicial e,portanto, deverá ter a punição máxima.
    Quem sabe,até a perda do cargo,já que não se pode esperar este tipo de ação de quem está investido em um cargo de tamanha envergadura.

  4. Anônimo

    17 de abril de 2023 10:34 am

    Nosso Judiciário(Paraná), é o Verdadeiro Samba do Crioulo Doido !!

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