21 de maio de 2026

OAB pede ao STF encerramento de inquéritos de “natureza perpétua” e questiona extensão do inquérito das Fake News

Ordem manifesta preocupação com a segurança jurídica e a duração razoável de investigações que já se aproximam de sete anos
Foto: Ascom OAB/RO

O Conselho Federal da OAB pediu ao STF a conclusão das investigações do Inquérito das Fake News, iniciado em 2019.
A OAB alerta que a duração excessiva do inquérito fere o princípio da duração razoável do processo e gera insegurança jurídica.
O documento condena vazamentos de dados sigilosos e solicita audiência para discutir a não abertura de novos procedimentos expansivos.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em manifestação conjunta de sua Diretoria Nacional e dos Presidentes das Seccionais, formalizou nesta segunda (23) um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que sejam adotadas providências voltadas à conclusão das investigações de longa duração, com destaque para o Inquérito n.º 4.781, popularmente conhecido como inquérito das Fake News.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

No documento, a Ordem expressa uma “extrema preocupação institucional” com a permanência desses procedimentos que, embora instaurados em um contexto de grave tensão e ataques às instituições, estariam agora excedendo os limites constitucionais de tempo e de objeto.

A argumentação da OAB sustenta que, apesar de reconhecer o papel central do STF na defesa da ordem democrática durante períodos de crise, a conjuntura atual exige uma reflexão serena sobre a conformação jurídica dessas apurações. A entidade destaca que o chamado inquérito das Fake News, iniciado em março de 2019, aproxima-se de sete anos de existência, o que fere o princípio da duração razoável do processo.

Segundo a Ordem, a lógica constitucional brasileira prevê que inquéritos devem investigar fatos determinados e não se tornarem procedimentos abertos à absorção sucessiva de novas condutas e pessoas que não possuem aderência direta ao núcleo originário da investigação. Para a advocacia brasileira, essa “elasticidade excessiva” compromete a previsibilidade do Direito e gera uma percepção de insegurança jurídica perante a sociedade.

A OAB alerta que a manutenção de um cenário de investigação por tempo indeterminado pode criar um ambiente intimidatório que afeta não apenas os investigados, mas também agentes públicos, a imprensa e o livre exercício da advocacia, especialmente no que tange ao sigilo profissional.

O documento também condena de forma veemente os acessos ilegais e vazamentos de dados sigilosos, classificando tais práticas como inaceitáveis e merecedoras de punição exemplar, sobretudo quando violam a confidencialidade entre advogado e cliente.

Ao final da nota, o presidente do Conselho Federal, Felipe Sarmento Cordeiro, solicita uma audiência com o STF para apresentar contribuições da classe e reforça a necessidade de que não sejam abertos novos procedimentos com características expansivas e indefinidas.

Leia a íntegra do pedido abaixo:

Powered By EmbedPress

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Carlos

    23 de fevereiro de 2026 12:27 pm

    Pergunto a brava OAB: As fake News acabaram?
    Se as mentiras continuam, aliás, perpetuam, se encerrado o inquérito qual são as ações propostas pela gloriosa OAB para conter os absurdos na Internet?

  2. Mário Mendonça

    23 de fevereiro de 2026 1:29 pm

    Se os conselhos regionais não servem para nada a não ser agir como uma confraria, que pratica reserva de mercado com sua prova / concurso, imagina o conselho federal!

    A pergunta que tem que ser respondida é: em nome de quem faz esse pedido?

Recomendados para você

Recomendados