10 de junho de 2026

PF indicia ex-ministro Silvio Almeida em inquérito sobre assédio sexual

Almeida, que chefiava a pasta de Direitos Humanos, é alvo de inquérito remetido ao STF; indiciamento aponta importunação sexual
O ministro Silvio Almeida na Comissão de Direitos Humanos no Senado
Crédito: Reprodução Youtube

▸ Ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, é indiciado pela PF por importunação sexual. Caso está no STF com relatoria de André Mendonça.

▸ Denúncias de assédio vieram a público em setembro. Anielle Franco acusa Almeida de importunação física desde equipe de transição em 2022.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Polícia Federal (PF) indiciou o ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, no inquérito que apurava acusações de assédio sexual contra ele. O indiciamento, que aponta a prática de importunação sexual, foi formalmente encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e está sob a relatoria do ministro André Mendonça.

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As denúncias vieram a público em setembro do ano passado, após serem encaminhadas à organização Me Too Brasil. O caso, que tramita sob sigilo na Corte, levou o presidente Lula (PT) a demitir o então ministro no dia seguinte à revelação dos fatos.

Relatos de Anielle Franco e a investigação

Entre as acusações, está a da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. Em depoimento à PF, ela afirmou que as “abordagens inadequadas” de Almeida escalaram até a importunação física, começando antes mesmo da posse presidencial, em 2022, quando ambos integravam a equipe de transição.

Em entrevista à revista Veja, Anielle detalhou que houve “atitudes inconvenientes”, como toques inapropriados e convites impertinentes. A ministra reforçou a natureza do crime, destacando a necessidade de combater a violência: “É importante deixar claro que o que houve foi um crime de importunação sexual. Fui vítima de importunação sexual. Precisamos reforçar isso para evitar que mulheres continuem sendo vítimas desse tipo de agressão”.

Embate

Desde que as denúncias se tornaram públicas, Silvio Almeida tem repudiado as acusações e negado qualquer crime. Em entrevista, o ex-ministro chegou a alegar que Anielle Franco teria “se perdido no personagem” e caído em uma armadilha política.

Anielle, por sua vez, também acusa Almeida de usar o espaço público para desqualificar as vítimas e intimidá-las.

Consequências políticas

O episódio teve impacto direto no primeiro escalão do governo. Após se reunir com Almeida e, separadamente, com Anielle, o presidente Lula publicou a demissão do ministro, justificando que a natureza das acusações tornava “insustentável” sua permanência no cargo. A pasta de Direitos Humanos é atualmente comandada por Macaé Evaristo.

Além do processo na esfera judicial, que agora segue para análise do STF, o caso também é alvo de uma apuração na Comissão de Ética Pública (CEP) da Presidência. A comissão investiga a conduta de Almeida na esfera administrativa, por envolver um agente público.

O indiciamento formal pela Polícia Federal transfere a avaliação do caso para Mendonça, que deverá decidir sobre os próximos passos da investigação.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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