Se querem opinar sobre tudo, opinem sobre o motorista dos Bolsonaro, diz Kennedy à turma de Dallagnol

 
Jornal GGN – Os procuradores de Curitiba não são comentaristas nem políticos, mas se querem agir como se fossem, para manipular a opinião pública, deveriam se posicionar também sobre o motorista dos Bolsonaro, que foi pego pelo Coaf movimentando R$ 1,2 milhão em transações suspeitas. Ou sobre o auxílio-moradia de juízes ressuscitado pelo Conselho Nacional de Justiça, entre outros temas que têm arrancado da turma de Deltan Dallagnol nada mais que silêncio. É o que afirma o jornalista Kennedy Alencar.
 
A análise do jornalista foi divulgada pouco antes de o presidente do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli cassar a liminar do ministro Marco Aurélio Mello contra prisões em segunda instância. A liminar poderia abrir caminho para a liberdade de Lula, mas com a ajuda dos procuradores de Curitiba e outros detratores, parte da grande mídia pressionou Toffoli a derrubar a decisão do colega.
 
“A reação de procuradores da República da força-tarefa da Lava Jato é uma tentativa antidemocrática de controlar a narrativa dos fatos relacionados ao ex-presidente Lula, manipulando a opinião pública. A decisão de Marco Aurélio não se aplicaria somente a Lula. A Lava Jato não se enfraqueceria por causa disso. São mentiras ditas para a opinião pública a fim de enfraquecer o ministro do STF”, comentou Kennedy.
 
“Procuradores da República não são comentaristas nem políticos. Se desejam tais posições, também poderiam dar opinião sobre as relações da família Bolsonaro com o motorista Fabrício Queiroz, que hoje deu bolo no Ministério Público. Poderiam comentar a vergonha da ressurreição do auxílio-moradia. Deveriam debater por que a Previdência, que paga altas aposentadorias a uma elite do funcionalismo, está em dificuldade”, disparou.
 
Para o jornalista, “numa democracia, as instâncias da Justiça têm um papel que precisa ser respeitado, sob pena de minar freios e contrapesos. Procurador da República não é órgão de controle externo do Supremo.”
 
Na coluna, Kennedy ainda ponderou que a culpa da crise no Supremo é do uso político da corte por alguns ministros, como Cármen Lúcia, que não pautou duas ações de relatoria de Marco Aurélio Mello sobre prisão em segunda instância para “prejudicar Lula”.
 
Leia a coluna completa aqui.

6 comentários

  1. Qual a parte…”dessa
    Qual a parte…”dessa p….com stf, com tudo” ele não entendeu?????

    O que falta para os poucos jornalistas que sobraram, num mundo de jornalixos, declarar que vivemos num estado de exceção, originado do golpe perpetrado por lojistas caqueticos?

    É medo????!!!?!????

  2. O Dallagnol quer ser célebre entre os Magnatas
    “1- A CORAGEM DE DIZER A VERDADE

    É evidente que o escritor deve dizer a verdade, não a calar nem a abafar, e nada escrever contra ela. É sua obrigação evitar rebaixar-se diante dos poderosos, não enganar os fracos, naturalmente, assim como resistir à tentação do lucro que advém de enganar os fracos. Desagradar aos que tudo possuem equivale a renunciar seja o que for. Renunciar ao salário do seu trabalho equivale por vezes a não poder trabalhar, e recusar ser célebre entre os poderosos é muitas vezes recusar qualquer espécie de celebridade. Para isso precisa-se de coragem. As épocas de extrema opressão costumam ser também aquelas em que os grandes e nobres temas estão na ordem do dia. Em tais épocas, quando o espírito de sacrifício é exaltado ruidosamente, precisa o escritor de muita coragem para tratar de temas tão mesquinhos e tão baixos como a alimentação dos trabalhadores e o seu alojamento. 

    Quando os camponeses são cobertos de honrarias e apontados como exemplo, é corajoso o escritor que fala da maquinaria agrícola e dos pastos baratos que aliviariam o tão exaltado trabalho dos campos. Quando todos os altifalantes espalham aos quatro ventos que o ignorante vale mais do que o instruído, é preciso coragem para perguntar: vale mais porquê? Quando se fala de raças nobres e de raças inferiores, é corajoso o que pergunta se a fome, a ignorância e a guerra não produzem odiosas deformidades. É igualmente necessária coragem para se dizer a verdade a nosso próprio respeito, sobre os vencidos que somos. Muitos perseguidos perdem a faculdade de reconhecer as suas culpas. A perseguição parece-lhes uma monstruosa injustiça. Os perseguidores são maus, dado que perseguem, e eles, os perseguidos, são perseguidos por causa da sua virtude. Mas essa virtude foi esmagada, vencida, reduzida à impotência. Bem fraca virtude ela era! Má, inconsistente e pouco segura virtude, pois não é admissível aceitar a fraqueza da virtude como se aceita a humidade da chuva. É necessária coragem para dizer que os bons não foram vencidos por causa da sua virtude, mas antes por causa da sua fraqueza. A verdade deve ser mostrada na sua luta com a mentira e nunca apresentada como algo de sublime, de ambíguo e de geral; este estilo de falar dela convém justamente à mentira. Quando se afirma que alguém disse a verdade é porque houve outros, vários, muitos ou um só, que disseram outra coisa, mentiras ou generalidades, mas aquele disse a verdade, falou em algo de prático, concreto, impossível de negar, disse a única coisa que era preciso dizer. 

    Não se carece de muita coragem para deplorar em termos gerais a corrupção do mundo e para falar num tom ameaçador, nos sítios onde a coisa ainda é permitida, da desforra do Espírito. Muitos simulam a bravura como se os canhões estivessem apontados sobre eles; a verdade é que apenas servem de mira a binóculos de teatro. Os seus gritos atiram algumas vagas e generalizadas reivindicações, à face dum mundo onde as pessoas inofensivas são estimadas. Reclamam em termos gerais uma justiça para a qual nada contribuem, apelam pela liberdade de receber a sua parte dum espólio que sempre têm partilhado com eles. Para esses, a verdade tem de soar bem. Se nela só há aridez, números e factos, se para a encontrar forem precisos estudos e muito esforço, então essa verdade não é para eles, não possui a seus olhos nada de exaltante. Da verdade, só lhes interessa o comportamento exterior que permite clamar por ela. A sua grande desgraça é não possuírem a mínima noção dela.”

    Trecho extraído do texto intitulado As 5 Dificuldades para se dizer a Verdade

  3. Kennedy Alencar

    O que Marco Aurélio fez foi cumprir RIGOROSAMENTE o que estabelece a Constituição de 88. O resto é tudo encenação política! O Supremo já vem se apequenando desde o processo de impedimento da Presidenta Dilma quando não barrou as tais pedaladas que em seguida foram institucionalizadas pelo governo Temer. Depois os desmandos de Moro que apenas ‘assustam’ as raposas velhas do STF. A manipulação da pauta, primeiro pela Bento Carneiro e agora por Toffoli. Se sem um governo militarizado o STF já anda borrando nas calças, como serão suas atitudes quando os generais já tiverem tomado conta de tudo? Estarão com medo do jipe, cabo e soldado?

    Meus parabéns ao jornalista Kennedy Alencar pelo posicionamento sempre sereno em todas as questões sem nenhuma espécie de partidarismo e fiando-se sempre no que está escrito na Lei máxima do país!

     

     

  4. Omaior respeito à república e
    Omaior respeito à república e o respeito a república.
    Para tantos alienados e amestrados, muitos embarcados em instituições republicanas, renegam, excluem o povo, verdadeiro soberano do público dono da coisa.
    Mamam na coisa, acredito que por achar quevela seja imortal, mas ao mesmo tempo deixam transparecer, que para eles, bom é que o público moŕra.

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