Em um cenário global marcado pelo avanço acelerado da extrema-direita, pela crise da social-democracia e pelo esgotamento do capitalismo financeiro em direção à economia de guerra, a TV GGN recebeu o sociólogo e pensador português Boaventura de Sousa Santos para uma conversa profunda e urgente sobre os rumos da política mundial.
Entrevistado pelo jornalista Luis Nassif, o professor comentou o lançamento de seu novo livro, Dicionário insubmisso para o século XXI (Editora Kotter), e analisou como o enfraquecimento das democracias e o colapso dos referenciais sociais estão abrindo espaço para o surgimento do que define como um “fascismo de rosto humano”.
Guerra, extremismo e a perda de rumo do Ocidente
Durante a entrevista, Boaventura apontou que a extrema-direita não usa mais a democracia para preservá-la, mas para destruí-la por dentro. Para o intelectual, vivemos um período de transição violenta, onde a crise do capital financeiro migra diretamente para o investimento massivo na indústria das armas.
“O crescimento da extrema-direita é basicamente o resultado de um avanço tão agressivo que se tornou incompatível com a democracia. Ela usa a democracia para chegar ao poder, mas, quando chega, não a exerce”, diz Boaventura durante participação no programa TVGGN 20 Horas.
Entre os principais tópicos debatidos no programa, destacam-se:
- O avanço da extrema-direita na Europa: O branqueamento do passado fascista em Portugal e a ascensão de discursos populistas.
- A disputa geopolítica EUA vs. China: A doutrina imperialista norte-americana e os rearranjos do Sul Global diante do fortalecimento chinês.
- A destruição ideológica: Como a captura do debate público pelas redes sociais, pela mídia de massa e pelo uso político da religião sufocou as alternativas de esquerda.
- Lawfare e testes eleitorais na América Latina: O uso da inteligência artificial e de reformas judiciais como ferramentas de manipulação e controle político na região.
Confira a entrevista completa pelo link abaixo:
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