Aborto: Deputada pedirá providências sobre vazamento de dados sigilosos à Sara Winter

Sara divulgou nas redes sociais o nome da menina de 10 anos estuprada pelo tio no ES, e o endereço do hospital onde ela seria internada para fazer o aborto, em Recife

Jornal GGN – A deputada federal do PT de Pernambuco, Marília Arraes, informou pelo Twitter, na noite de domingo (16), que “pedirá providências” via mandato sobre quem vazou o nome da menina de 10 anos estuprada pelo tio no Espírito Santo, e o endereço onde ela faria o aborto, em Recife, para a militante anti-aborto Sara Winter.

Sara fez uma live no Youtube e postou vídeos no Instagram usando o nome da menina e pedindo que seguidores se dirigissem ao hospital em Recife para tentar impedir que o aborto fosse realizado, mesmo estando previsto em lei e respaldado por uma ordem judicial.

“Quem passou a Sarah Winter o nome da criança e do hospital? Esses dados correm em segredo de justiça. Como ela conseguiu essas informações? Nosso mandato exigirá providências quanto a isso”, escreveu Marília no Twitter.

Segundo a deputada, “uma criança de 10 anos não está pronta, nem física nem psicologicamente, para dar prosseguimento a uma gravidez fruto de uma experiência tão traumática e violenta quanto um estupro. Não é uma questão de opinião ou religião: é a lei!”

Na visão do advogado Ariel de Castro Alves, especialista em Direitos Humanos, Sara “violou o direito ao respeito, previsto na Constituição Federal e no ECA [Estatuto da Criança e Adolescente], e também está incitando crime”, previsto no artigo 286 do Código Penal. “Incitando as pessoas a irem ao hospital para praticarem violência contra a criança e os profissionais da saúde que irão atender ela.”

O advogado ainda afirmou que é preciso apurar quem deu as informações sobre a localização da menina à bolsonarista. “Precisa ser investigado quem repassou informações para a Sara Winter, que pode ser alguém do Ministério de Direitos Humanos, da Prefeitura de São Mateus (ES), do Judiciário ou da Área de Saúde. O funcionário que revela informações sigilosas comete crime”, finalizou.

Com informações da Revista Fórum

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