As Forças Armadas tem por propósito defender a segurança territorial brasileira, mas sua aproximação com o presidente Jair Bolsonaro tem gerado uma contradição notória em seus objetivos.
Como aponta o jornalista Jânio de Freitas em sua coluna no jornal Folha de São Paulo, Bolsonaro levou a aplicação da proposta do militar para a Amazônia a um nível “nunca imaginado”, ao mesmo tempo em que facilitou a exploração ilegal por contrabandistas, grileiros, fazendeiros e agroindustriais e desprezou a preservação da floresta e os povos tradicionais.
Intermediada pelo ministro Fábio Faria, a recente reunião do presidente com o bilionário sul-africano Elon Musk – que também é conhecido por sua proximidade com Donald Trump, principal aliado de Bolsonaro nos EUA – pode ser o que faltava para que o país comece a perder a Amazônia.
Bolsonaro anunciou uma série de acordos fechados de boca com empresas de Musk, no que Freitas aponta como um “tratado lesa-pátria”.
“Implica violação de exigências constitucionais, contraria os interesses nacionais permanentes (expressão da linguagem militar) e configura violação da soberania sobre parte do território”, afirma o jornalista, apontando a contradição que afeta as Forças Armadas desde a última quinta-feira – dividindo-se entre a orientação ou comprometimento com as ações propostas pelo presidente.
“Musk veio ao Brasil para receber, sob as aparências de um acaso feliz, o que levou para os Estados Unidos. É notória a caça de metais preciosos e outros para inovações nas indústrias americanas de carros elétricos e de exploração espacial privada, por foguetes, satélites e telecomunicações. Três entradas no futuro, nas quais Musk é a figura proeminente no mundo”, lembra o articulista.
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