5 de junho de 2026

Advogada de Bolsonaro pede que TSE não misture inquérito das fake news com processo de cassação

Karina Kufa enviou manifestação à Corte Eleitoral alegando que o inquérito do Supremo não tem nada a ver com o disparo de mensagens em massa na eleição

Jornal GGN – A advogada Karina Kufa, que faz a defesa de Jair Bolsonaro, enviou aos ministro do Tribunal Superior Eleitoral uma manifestação apelando para que as provas colhidas no chamado “inquérito das fake news”, do Supremo Tribunal Federal, não sejam admitadas na ação que pede a nulidade do resultado da eleição presidencial de 2018.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Conforme o GGN explicou na semana passada, o compartilhamento de provas é viável, já foi solicitado pelo PT no final de maio, e pode encorpar o processo de cassação de Bolsonaro e do vice Hamilton Mourão, levando a novas eleições.

Em manifestação enviada nesta sexta (5), Karina sustentou que a ação eleitoral, por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação, não tem relação com o objeto do inquérito das fake news.

“Em nada corrobora com esta ação a investigação capitaneada pelo Colendo Supremo Tribunal Federal sobre notícias falsas direcionadas à figura dos insignes Ministros daquela Egrégia Corte”, sustentou.

O inquérito das fake news apura ataques à honra e ameaças à segurança de ministros do STF. Mas em despacho que autorizou uma série de buscas e apreensões contra empresários e influenciadores bolsonaristas, o ministro relator Alexandre de Moraes anotou que os investigados têm conexão com o “gabinete do ódio”, a central de fake news que sustenta o governo Bolsonaro.

Para Kufa, requerer que as provas colhidas pelo Supremo sejam adicionadas ao processo de cassação “em nada acrescenta aqui”, porque “em nada um perfil falso se assemelha a contratação de empresas que realizem disparos de mensagens em massa via WhatsApp, foco da presente ação.” A advogado ainda argumentou que há “princípio da independência” entre as esferas “cível, penal e eleitoral.”
No documento, a defesa de Bolsonaro pede que o requerimento para juntar provas colhidas na CPMI das fake news, do Senado, também seja rejeitado pelo TSE.

AIJE 0601771-28.2018.6.00.0000

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Pau bate em Francisco

    5 de junho de 2020 11:01 pm

    E por qual motivo não?
    Ué, quem deve não teme… em bom direitês.
    É uma confissão?

  2. Rui Ribeiro

    6 de junho de 2020 2:12 am

    Vamos por parte. Cada crime é independente; uma coisa é uma coisa, como dizem os fisólofos brasileros, outra coisa é outra coisa
    Se Bolsonaro tiver noticia que o Queiroz foi assassinado por saber demais, ele vai dizer que foram as comorbidades e que cloroquina trata todas as comorbidades. Logo, se o Queiroz tivesse comprado sua cloroquina… eu não sentiria muito mas todo mundo vai morrer um dia. Portanto, adquira seu cartão do melhor plano de saúde, nada obstante, é só uma gripezinha e nóis, nóis vive na fossa e não se esgota, não é um viruzin véi desse, talkey?

Recomendados para você

Recomendados