Bolsonaro diz que ‘não dá’ para manter auxílio emergencial por muito tempo

Apesar das declarações do presidente, equipe econômica considera prorrogar o pagamento do benefício até dezembro, mas com valor menor

Foto: Reprodução

Jornal GGN – O presidente Jair Bolsonaro voltou a dizer que não é possível continuar com o pagamento do auxílio emergencial por muito tempo, por conta do seu custo.

Segundo Bolsonaro, o pagamento custa R$ 50 bilhões por mês, e a economia “tem que funcionar”. “Alguns estão defendendo o auxílio indefinido. Esses mesmos que quebraram os estados deles, esse mesmo governador que quebrou seu estado, está defendendo agora o [auxílio] emergencial de forma permanente. Só que, por mês, são R$ 50 bilhões. Vão arrebentar com a economia do Brasil”, disse o presidente ao criticar quem defendia que o benefício se tornasse perene, segundo o jornal Folha de São Paulo.

Apesar do posicionamento de Bolsonaro, a equipe do Ministério da Economia avalia uma extensão do auxílio emergencial até dezembro – existe o entendimento de que pressões políticas podem levar à prorrogação dos pagamentos, mesmo com o impacto fiscal da medida.

Existe a avaliação de que, caso o programa seja mantido com as mesmas regras até o final do ano, ele teria um custo total de R$ 450 bilhões. Já o ministro Paulo Guedes defende o pagamento de um valor de R$ 200, entendendo que o valor representa a média aproximada do que é pago no Bolsa Família – contudo, Guedes já defendia a redução dos valores em maio, quando foi decidida a prorrogação dos pagamentos de R$ 600 por mais dois meses.

 

 

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