Brasil registra 12,9 milhões de desempregados no primeiro trimestre

Taxa de desocupação apurada pelo IBGE chega a 12,2%; mais 1,2 milhão de pessoas entraram na fila por um trabalho nos últimos três meses

Foto: Reprodução

Jornal GGN – A taxa de desemprego no mercado brasileiro subiu 1,3 ponto percentual no primeiro trimestre de 2020 ante os últimos três meses de 2019, chegando a 12,2%, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na comparação com o primeiro trimestre de 2019 (12,7), o índice caiu 0,5 ponto percentual.

Com o acréscimo de 1,2 milhão de pessoas na fila por um emprego, o Brasil passa a totalizar 12,9 milhões de desempregados.

Segundo Adriana Beringuy, analista da pesquisa do IBGE, o crescimento do desemprego no período já era esperado. “O primeiro trimestre de um ano não costuma sustentar as contratações feitas no último trimestre do ano anterior. Essa alta na taxa, porém, não foi a das mais elevadas”.

Outro ponto de destaque foi a queda de 2,5% no contingente da população ocupada (92,2 milhões de pessoas) – o que representa cerca de 2,3 milhões de pessoas. De acordo com a analista do IBGE, este foi o maior recuo registrado pela série histórica e refletiu nos serviços domésticos (-5,9%), que também apresentou a maior queda da série.

Segundo o levantamento, todas as formas de emprego perderam força no trimestre, sendo que o destaque ficou com o recuo recorde de 7% no contingente de empregados sem carteira assinada no setor privado, o que representa uma saída de 832 mil pessoas.

O emprego com carteira registrada e o trabalho por conta própria sem o CNPJ também perderam força: de acordo com os dados divulgados pelo IBGE, o total de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos), estimado em 33,1 milhões, caiu -1,7% (menos 572 mil pessoas) frente ao trimestre móvel anterior e ficou estável ante o mesmo trimestre de 2019.

Já o número de trabalhadores por conta própria chegou a 24,2 milhões de pessoas, com queda (-1,6% ou menos 398 mil pessoas) em relação ao trimestre móvel anterior e alta de 1,7% (mais 409 mil pessoas) em relação ao mesmo período de 2019.

“Ou seja, foi uma queda disseminada nas diversas formas de inserção do trabalhador, seja na condição de trabalhador formal ou informal. O movimento, contudo, foi mais acentuado entre os trabalhadores informais. Das 2,3 milhões de pessoas que deixaram o contingente de ocupados, 1,9 milhão é de trabalhadores informais”, disse a analista da pesquisa.

Com isso, a taxa de informalidade passou de 41% no último trimestre de 2019 para 39,9% no primeiro trimestre deste ano, o que representa 36,8 milhões de trabalhadores.

 

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