Circulação de nota de R$ 200 fica bem abaixo do esperado

Lançada sob justificativa de aumento da demanda com auxílio-emergencial, apenas 12,7% das cédulas previstas entraram efetivamente em circulação

Lobo-guará, o homenageado na nova nota de R$ 200. Foto: Wikipedia

Jornal GGN – O Banco Central colocou apenas 12,7% do total de cédulas de R$ 200 programadas para circularem no ano de 2020.

Até a última segunda-feira, a autoridade monetária comprou 57,3 milhões de unidades, o equivalente a R$ 11,4 bilhões. Na ocasião do lançamento da cédula, em agosto de 2020, foi anunciada a fabricação de 450 milhões de notas, ou R$ 90 bilhões.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, a produção da nota que estampa o lobo-guará contou como justificativa atender a maior demanda por papel-moeda por conta do pagamento do auxílio emergencial.

Também é importante lembrar que, em momentos de crise, as pessoas preferem guardar dinheiro, o que explica o entesouramento – ou seja, quando o papel-moeda não circula na economia – no início da pandemia de covid-19 no Brasil.

Na ocasião, o Banco Central declarou que seriam gastos R$ 113,8 milhões acima do previsto no orçamento anual para que novas cédulas fossem produzidas – o valor também incluiu a impressão de 170 milhões de cédulas de R$ 100 e, desde então, mais de 150 milhões de unidades começaram a circular.

Além desse orçamento extra, o Banco Central contava com recursos da programação normal para compra e distribuição de dinheiro – em julho, a dotação para aquisição de numerário era de R$ 788 milhões, em janeiro era de R$ 635 milhões e em novembro R$ 816 milhões.

 

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