6 de junho de 2026

CNJ pune menos de 1% dos casos envolvendo juízes e procuradores

Embora sejam ágeis em anunciar apuração, casos travam em órgãos de controle – casos polêmicos são arquivados e julgamentos relevantes, evitados
Foto: Reprodução

Jornal GGN – Embora tenham por objetivo fiscalizar o trabalho de juízes e promotores, os conselhos nacional de Justiça e do Ministério Público têm se destacado pelo arquivamento de casos conhecidos em detrimento da punição efetiva.

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Embora os órgãos mostrem rapidez para anunciar a apuração de desvios éticos, muitas vezes as análises não apresentam resultados práticos: o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já autuou ao menos 13.638 processos disciplinares, mas em apenas 104 casos, o equivalente a 0,78%, houve punição a magistrado.

Uma análise elaborada pelo jornal Folha de São Paulo coloca como exemplo a operação Lava-Jato: embora a demanda pela apuração de conduta dos procuradores e juízes tenha partido até mesmo do STF (Supremo Tribunal Federal), nenhum caso foi para frente.

Tanto o ex-juiz Sergio Moro como o procurador Deltan Dallagnol responderam, cada um, a mais de 30 procedimentos, mas todos têm tramitação lenta ou foram arquivados.

Outro exemplo envolve uma representação apresentada pelo PT, que acusa Moro de ter publicado uma conversa telefônica entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a então presidente Dilma Rousseff sem decisão judicial. O assunto esteve na pauta do CNJ por mais de 15 vezes, mas nunca foi chamado para julgamento.

 

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8 Comentários
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  1. Antonio Francisco das Neves

    26 de julho de 2020 10:46 am

    E qual é a perspectiva de haver alguma mudança quanto a este esdrúxulo procedimento?

  2. Yuri

    26 de julho de 2020 10:52 am

    Como dizia o grande Hélio Luz, o Estado não serve a sociedade, a sociedade serve ao Estado. Perdemos nosso tempo na dialética esquerda-direita, enquanto que a base que fundamenta ambos é só mais um instrumento de conivência. ADVOGADOS – ACORDEM!!! PAREM DE PRESTAR SERVIÇO A TIRANIA, PAREM DE SER OS CACHORRINHOS DE GUARDA DA TIRANIA!!!!! A LEI NÃO EMANA DO HOMEM, DIREITOS INDIVIDUAIS NOS SÃO ATRIBUÍDOS NA CRIAÇÃO. DEFENDAM A LEI UNIVERSAL E ATEMPORAL, E NÃO O RELATIVISMO MORAL DOS PRIVILÉGIOS DO HOMEM TRAVESTIDOS DE DIREITOS. DESOBEDECER LEIS IMORAIS É UMA OBRIGAÇÃO! A LEI DO HOMEM SOMENTE PODE LEVAR AO CAOS POIS É BASEADO EM AÇÕES COERCITIVAS, COAÇAO É ROUBO, POR DEDUÇÃO LÓGICA JAMAIS CRIARÁ UM RESULTADO IGUALITÁRIO, SEMPRE SERÁ O QUE É, EUFEMISMO PRA VIOLÊNCIA E ESCRAVIDÃO! ACORDEM!

  3. Antonio Francisco das Neves

    26 de julho de 2020 11:25 am

    Noronha concede HC a juiz Federal de SP acusado de corrupção em precatórios
    Prisão preventiva será substituída por medidas cautelares.

    https://www.migalhas.com.br/quentes/331142/noronha-concede-hc-a-juiz-federal-de-sp-acusado-de-corrupcao-em-precatorios

  4. Perguntar não ofende

    26 de julho de 2020 11:30 am

    Que tal um projeto para acabar com a aposentadoria compulsória em caso de condenação, se dentro do funcionalismo público, uma demissão a bem do serviço público retira os direitos?

  5. fel

    26 de julho de 2020 11:48 am

    O cnj é o exemplo claro da impunidade de magistrados no brasil. Impossível acreditar em qualquer país do mundo que um calhorda jurídico como o moro continua totalmente blindado por essa instituição. Um exemplo contrário disso é que no Paraguai, país tão difamado pelos brasileiros, mantém preso uma antiga estrela brasileira, o tal ronaldinho gaúcho, com direito a ensinar ao brasil que lá as instituições tem independência funcional e não fazem dessa independência uma balbúrdia. No brasil, pra que existem cnj, amb, ajufe, cnmp? só pra dizerem que aqui existem ficadalização do judiciário, mas só servem pra referendar os absurdos dos magistrados.

  6. IA2

    26 de julho de 2020 12:40 pm

    Membros da corporação punindo membros da corporação, só a esquerda domesticada acredita nesta baboseira. A inutilidade e perigo das corporações ligadas ao sistema dito de “Justiça” já está comprovada, conspiraram contra a democracia e a soberania nacional, destruindo empresas brasileiras e vide base de Alcantara onde em alguns lugares não poderão entrar CÃES NEM BRASILEIROS , igual a China no século XIX.

  7. naldo

    26 de julho de 2020 1:37 pm

    Esse tipo de associação só serviu para um coisa, unificar o salário em todo o país, antes cada estado tinha o seu próprio valor estipulado, hoje, o piso é único no pais …. maravilhoso,não? Óbvio que um dia terá que ser substituído por um tribunal popular, e nem pode ter chiadeira pois o poder emana do povo e por ele será exercido.

  8. +almeida

    26 de julho de 2020 2:42 pm

    A seletividade, o preconceito e a perseguição são acusações seculares contra não apenas ao CNJ, mas, em geral, contra a Justiça Brasileira. Imagino que na mente de muitas autoridades do judiciário nasceu a ilusão de que existe uma Constituição Federal do Corporativismo Judiciário, onde não faltam botes e boias salva vidas que garanta a sobrevivência dos seus, em tempos de tormentas e terremotos. Quem sabe, se existem resgastes variados conforme a importância, o conhecimento de segredos e/ou a graduação da autoridade judiciária envolvida? De todo modo, eu avalio que se for feito uma enquete e invocar o dito popular, ele estará mais tiririca do brejo do que para flor cheirosa.

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