23 de junho de 2026

Cobertura da imprensa sobre Caso Master visa tirar poder do Supremo, alerta Luís Nassif

Análise revela como pauta moral contra ministros encobre interesses da Faria Lima e ataques ao papel do Supremo

Luís Nassif critica a cobertura da mídia sobre o Banco Master, focada em escândalos envolvendo o STF e o ministro Toffoli.
O jornalista destaca o papel do Centrão em tentar mudar regras do fundo garantidor para beneficiar o Banco Master.
Nassif alerta que a campanha midiática visa enfraquecer o STF, que garante investigações contra grandes empresários e máfias.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Em editorial durante a abertura do programa TV GGN 20 Horas na noite de segunda (27), no Youtube [assista abaixo], o jornalista Luís Nassif alertou para a forma como a grande mídia brasileira tem coberto o caso do Banco Master, que envolve escândalos financeiros e políticos. Segundo Nassif, setores da imprensa têm se focado em uma “pauta moral” em torno de ativos atribuídos à família do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, criando uma “massa crítica de escândalos” em torno do STF. Ele critica a unanimidade na abordagem, que dificulta a percepção do que realmente está em jogo: os movimentos do Master junto ao Centrão para mudar a legislação sobre o fundo garantidor de crédito.

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“O Banco Master, antes de saber da situação dele, de virar escândalo, se aproximou de vários personagens do governo Lula. Mas a base da corrupção estava no Centrão. É o Centrão que tenta votar na Câmara uma medida para afastar diretores do Banco Central que estavam dificultando as maracutaias do [Daniel] Vorcaro [presidente do Master]. Eles tentam aumentar o limite do fundo garantidor de crédito, uma medida concreta que iria beneficiar o Master. De repente, Vorcaro some do noticiário. Os vazamentos dão notícias especificamente de ministros do Supremo e, agora, de Lula”, apontou Nassif.

Nassif expressou preocupação com a campanha midiática, que, em sua opinião, não se limita a denúncias pontuais, mas se manifesta como uma “campanha” diária de notícias, muitas vezes com tom escandaloso e reaquecendo informações antigas, tudo com a finalidade de atingir o STF e esvaziar seu poder e crédito junto à sociedade. Ele apontou que essa estratégia visa forçar a barra e beneficiar interesses específicos. O jornalista destacou que o Supremo é o “grande garantidor” de investigações que atingem os interesses de grandes empresários, atua contra máfias na Câmara Federal e é a garantia para as eleições, que possuem potencial desestabilizador. Por isso, está com um alvo nas costas.

“Assim como teve na Lava Jato, o que estão querendo é criar uma massa crítica de escândalos em torno do Master para, depois, tirar o poder do Supremo. O Supremo hoje é o grande garantidor das operações da Polícia Federal contra Faria Lima. A Faria Lima tem um papel relevante nisso, apoiando veículos que não devia apoiar, ou que não deviam ser apoiados”, explicou Nassif.

Para Nassif, a lógica da imprensa, ao selecionar e publicar escândalos, molda a percepção pública. O jornalista compara a situação atual com a cobertura da Lava Jato, onde a mídia, ao focar em determinados aspectos e personagens, conseguiu sedimentar uma ideia e influenciar a opinião pública, visando desestabilizar instituições e figuras políticas.

“O escândalo não é o que é apurado, é o que é vazado e o que é selecionado pela mídia”, disparou Nassif. “Vira campanha quando você passa a jogar diariamente notícias em tom escandaloso. Quando não tem notícia nova, requenta o prato anterior e volta a servir. Ou, senão, vem com essas matérias inacreditáveis”, como o caso Toffoli, disse Nassif.

Assista ao editorial abaixo:

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Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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