Lava Jato “invadiu escritório e pegou material” quando Zanin iria analisar acordo da Odebrecht

"Nesta semana deveríamos começar o exame do acordo de leniência da Odebrecht, guardado com muito sigilo. Dá para imaginar por que a Lava Jato invadiu nosso escritório e pegou nosso material?"

Jornal GGN – O advogado Cristiano Zanin denunciou no Twitter o “timing” da Lava Jato no Rio de Janeiro. O defensor do ex-presidente Lula afirmou, nesta quarta (9), que virou réu e alvo de busca e apreensões no âmbito da operação “Esquema S” justamente após seu escritório vencer uma batalha judicial de três anos contra a força-tarefa de Curitiba, para ter acesso ao acordo de leniência da Odebrecht.

“Nesta semana, após quase 3 anos de batalha judicial, deveríamos começar a fazer o exame do material proveniente do acordo de leniência da Odebrecht, que foi guardado até agora com muito sigilo pela Lava Jato. Dá para imaginar por que a Lava Jato invadiu nosso escritório e pegou nosso material?”, disparou Zanin na rede social.

O advogado lembrou que no último dia 31/08, outra vitória do escritório tirou a Lava Jato do eixo: o Superior Tribunal de Justiça “mandou o Ministro da Justiça falar em 5 dias sobre as cooperações internacionais da Lava Jato com os EUA – onde alguns juízes e promotores brasileiros fizeram ‘cursos’.”

A defesa de Lula há anos levantava indícios de que havia cooperação internacional irregular e relações conflitantes entre a Lava Jato e os Estados Unidos. Zanin acredita que a investida dos procuradores do Rio é uma “retaliação” por ele sempre ter denunciado o lawfare contra Lula.

Numa denúncia de 510 páginas, apresentada em 24 de agosto, a Lava Jato do Rio acusa Zanin de liderar uma “organização criminosa” que se beneficiou de recursos do Sistema S, por meio de contratos com a Fecomercio/RJ, quando presidida pelo delator Orlando Diniz. A força-tarefa alega que os contratos eram de fachada e que serviços não foram prestados, pois o que os vários escritórios envolvidos vendiam era “influência” sobre tribunais.

Zanin rechaçou a acusação e indicou, em nota, elementos de prova de que os serviços foram prestados. No comunicado à imprensa, o advogado ainda destacou que o juiz Marcelo Bretas não tem competência legal para julgar casos envolvendo o Sistema S. Leia mais abaixo:

Zanin denuncia “retaliação” e abusos de autoridade da Lava Jato no Rio

 

 

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