Lula condena censura judicial ao GGN: “Veneno para a democracia”

Por determinação de um juiz do Rio de Janeiro, o site removeu 11 reportagens sobre o BTG Pactual, assinadas por Luis Nassif e Patrícia Faermann

Foto: Ricardo Stuckert

Jornal GGN – O ex-presidente Lula afirmou no Twitter, nesta segunda (31), que “é muito grave a decisão do juiz que mandou proibir reportagens do Jornal GGN sobre o banco BTG.”

“A censura é um veneno para a democracia e está proibida expressamente em nossa Constituição. Toda solidariedade ao @luisnassif e ao GGN”, escreveu Lula na rede social.

Por determinação de um juiz do Rio de Janeiro, a pedido do BTG, 11 reportagens assinadas pelos jornalistas Luis Nassif e Patrícia Faermann, do GGN, foram removidas. Com apoio da ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e do Instituto Vladimir Herzog, o jornal vai recorrer da decisão.

Na sentença, o juiz da 32ª Vara Cívil do Rio afirma que a imprensa deve ser livre, mas não para causar “danos à imagem de quem quer que seja”.

Alegando que o GGN “transbordou os limites da liberdade de expressão” e que as reportagens poderiam causar prejuízos financeiros aos acionistas do BTG, o juiz determinou a remoção do conteúdo sem entrar no mérito das denúncias levantadas pelo site.

A ex-presidente Dilma Rousseff também manifestou solidariedade a Nassif e à equipe do jornal. Segundo ela, a decisão é “inconstitucional” porque fere a liberdade de expressão e o direito à informação. Ex-juiz, o governador do Maranhão, Flávio Dino, acrescentou que a sentença é “genérica” e deve ser derrubada.

O presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, também manifestou apoio ao GGN. Fernando Haddad, ex-ministro da Educação, sugeriu que a grande mídia, em nome da liberdade de imprensa, dê continuidade às reportagens sobre o BTG enquanto a decisão não é revisada.

O GGN recebeu apoio de políticos, juristas, acadêmicos, artistas, jornalistas e veículos da mídia independente. O site também entrou em contato com Abraji, Fenaj, Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, ANJ, entre outras associações de classe.

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3 comentários

  1. Um juiz qualquer do Rio pode censurar um site com leitores em todo o território nacional? Cada decisão suspeita da justiça, deveria haver um órgão para acompanhar todos os bens comprados ou ganhos pelo magistrado, seus amigos e familiares. O do moro, todo mundo viu. Ministério da Justiça mais nomeação para o STF, esta última, felizmente frustrada. A proibição só seria válida se as notícias fossem falsas, sendo verdadeiras, não pago um picolé de chuchu pela honra desse magistrado.

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