PRIORIDADES DA POLÍTICA ECONÔMICA PARA 2011

Gilmar Mendes Lourenço*

Decorridos 25 anos desde o começo da redemocratização brasileira, contados outros
21 anos a partir do regresso da prática de escolhas diretas para o cargo de presidente da
República, e completados 18 anos do impeachment de Fernando Collor de Mello, o Brasil
realizou, no ano de 2010, o maior pleito eleitoral de sua história, em um ambiente blindado
por indiscutível estabilidade institucional e econômica.
A prova disso repousa no fato de que as principais peças da política econômica do País
permaneceram intactas durante o calendário político. Mais que isso, os complexos assuntos
a elas subjacentes, particularmente as opções de políticas públicas, foram, de maneira absoluta e
proposital, excluídos dos embates travados entre os principais concorrentes, nas diferentes
esferas de confrontos.
Na visão dos meios especializados, a ausência da discussão econômica, no tempo
eleitoral, atestaria a construção de um arsenal de resistência a choques externos e anomalias
internas, por parte do sólido núcleo da orientação macroeconômica, constituído pelo regime
de metas de inflação com câmbio flutuante e acumulação de reservas em dólares.
A interpretação otimista da lacuna constatada, ao lado da maturação da democracia,
retratada em confrontos eleitorais entre agremiações detentoras de perfis e experiências
gerenciais, teria ensejado ao governo a tentativa de maximizar a conquista de dividendos
políticos e forçado os personagens da coligação de oposição à preparação de mensagens

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