Recado do Nassif: Aras tira a Lava Jato dos tuiteiros e coloca em mãos profissionais

Procurador Geral da República Augusto Aras se livrou da síndrome das redes sociais os procuradores que, parafraseando Gilmar Mendes, sabiam mais de marketing do que das leis.

Há dois tipos de procuradores: os que procuram o reconhecimento dos seus pares, com seu trabalho profissional; e os marqueteiros, que jogam para a plateia.

A indicação de Anamara Osório para vice procuradora da cooperação internacional da Lava Jato, e de Janice Ascari para chefiar a operação em São Paulo, mostra que o Procurador Geral da República Augusto Aras se livrou da síndrome das redes sociais os procuradores que, parafraseando Gilmar Mendes, sabiam mais de marketing do que das leis.

Sua primeira indicação, Thamea Danelon, que se tornou conhecida por frequentar passeatas colhendo assinaturas para as 10 Medidas, e ter um perfil de Twitter onde exalta seu patriotismo e espirito religioso, seria um desprestígio para o trabalho silencioso dos procuradores profissionais.

Apesar de alguns exageros em operações, Anamara e Janice têm folha de trabalho relevante.

Depois de se livrar da amarra das redes sociais, falta agora Aras se livrar das imposições de Bolsonaro, parar de falar em Deus e no Evangelho, e indicar para a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão um procurador efetivamente comprometido com os direitos humanos, para colocar o Ministério Público Federal nos eixos, como poder profissional e laico. Seria a única maneira de compensar a escandalosa nomeação de um procurador anti-direitos humanos para a Secretaria de Direitos Humanos da PGR.

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8 comentários

  1. Não acredito em Aras, mas tenho certeza que em um dado momento vai trair Bolsonaro. Apenas não sei quando e não tenho certeza quanto as intenções da traição. Quanto às procuradoras não me parecem grandes mudanças, apenas midiaticamente menos desgastantes.

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  2. Eles estão trocando os nomes da lava a jato para se livrarem do flagrante das ligações telefônicas.

    É a mesma coisa de limpar o local ensanguentado do crime, passando o pano molhando.

    Ao invés de afastá-los das função pública, abrir processos disciplinares, eles querem é livrar-se
    e livrá-los do crime que cometeram.

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  3. Olhem, a despeito de todos os significados e debates que o texto do Nassif possa suscitar, quero deixar uma homenagem a inesgotável capacidade que ele têm de acreditar que instituições como o MP(F) e/ou o Judiciário possam ter um papel diferente daquele para os quais foram criados, ou seja: conservar e perpetuar uma sociedade hierárquica e desigual.

    Judiciário e Ministério Público, não esqueçamos, passaram incólumes por todos os regimes de exceção que tivemos, e não seria exagero dizer, deram aparência de normalidade a barbárie.
    Agora é pior: foi o Judiciário e o MP que chocaram o ovo da serpente, ao contrário de outras épocas. de outros golpes, quando apenas vinham a reboque.

    Nenhum juiz ou promotor foi exilado, cassado, ou admoestado por lutar pelo retorno do Estado de Direito. NUNCA!
    Mas essa Síndrome de Poliana do Nassif, de certa forma, expressa a maneira como ele enxerga sua profissão (como uma forma de estabelecer e restabelecer pontes, e não queimá-las).

    Precisamos sempre de gente assim como o Nassif.
    O problema é o contexto histórico: às vezes é preciso bombeiros, mas em outras precisamos de carbonários.

    Agora é hora de uma limpeza violenta nessas instituições, sem misericórdia, sem negociações ou salamaleques.

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    • Membros do MP e Judiciário quando defendiam posições éticas em estado de excessão não eram exilados ou presos e sim afastados e aposentados. Não adianta nomear esse ou aquele ciclano pra cargos na LJ com discurso de moralizar quando aqueles que cometeram irregularidades e até crimes sérios contra a soberania e a dignidade do poder público são promovidos pra abafar o escandalo com outro pior. Quando os personagens sãos os mesmos nada é o que parece ser.

  4. Igualmente, eu não tenho boas expectativas acerca do trabalho de Aras, à frente da PGR. Para começar, as indicações para a nova equipe me parecem mais do mesmo. Tanto assim, que a reportagem assinala a inconsistente nomeação de um procurador anti-direitos humanos exatamente para a Secretaria de Direito Humanos, da PGR. É uma graça. Minha impressão é de estar bem disvirtuado o caráter de boa parte dos procuradores. Hoje, eles atuam numa corporação atenta aos interesses da classe, essencialmente. É a mentalidade de concurseiro: eu venci, eu me amo!

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  5. Vamos lá, o povo, criou a PGR por seu interesse, para fiscalizar a conformidade de atuação das instituições e de seus dirigentes, assim como fiscalizar a CF e, cujos procuradores, foram nomeados para em nome e interesse do povo e do país,implementarem com zelo, compromisso público e responsabilidade, essas funções públicas essenciais, dentre outras, para assegurarem a harmonia institucional, o estado de direito, a a democracia e a governabilidade fraterna. Espera-se, assim, como cidadãos brasileiros, enquanto é tempo, dessa organização pública, respeito e fidelidade, justiça imparcial ágil, ética e respeito à Constituição Federal e às leis em vigor, sob pena de que, havendo atos de parcialidade corporativa e/ou omissão de justiça, não há duvidas de que concorrerá para o aumento do descrédito da instituição pelo povo e isso, não será bom para a democracia.
    A atitude honrosa e justa dessa instituição, a PGR, nesses casos ou similares, será a pronta investigação imparcial e transparente, como a Constituição Federal e o Regimento Interno da PGR recomendam, dos possíveis nã só dos cidadãos comuns mas, também, de seus membros, suspeitos e/ou envolvidos em crimes de quaisquer espécies e, se comprovado a culpa do cidadão, que seja com urgência, agilizado os procedimentos legais internos de indiciação e o posterior encaminhamento dos processos ao STF, para urgente apreciação e julgamento.
    Para que não fiquem dúvidas do povo, por falta de informações sobre tais assuntos, que a direção da instituição tome a iniciativa de lhes informar pelos meios de comunicação públicas, sua decisão e/ou andamento dos autos.
    Deixamos nosso apelo a todos os cidadãos, que demostrem interesse em conhecer, pelo menos, os 07 primeiros Artigos de nossa Constituição, da Constituição Estadual e da Lei Orgânica do Município, associados ao Inciso X do Artigo 49; aos Artigos 70 a 75 e; ao §1º do Artigo 166 da Constituição Federal, dentre outros. Com certeza, essa simples instrução e conscientização sobre cidadania, se feito nas escolas, nas igrejas, nas instituições, nas organizações sociais, nos partidos políticos, nas praças públicas, nos shows artísticos, nos estádios e nas televisões e, se os Poderes constituídos fizerem nesse particular, a sua parte constitucional, juntamente com a imprensa, mudaremos o país para melhor para todos, SIM, porque o problema da nação brasileira é Ignorância e comodismo cívico.
    São essas as nossas observações e sugestões ao tema, vamos lê mais, a Constituição.
    Paz e bem

    Sebastião
    Um brasileiro nordestinamazônida

  6. SEi !!!QNDO ESPALHAR…Ou…USAR O “LUMINÓL”(reagente químico q detecta sangue criado em 1928”,,p/H.O.Albrecht)O “D.N.A.”,,,DOS LAVAJATEIROS…VAI ESTÁ EM TDS OS TEXTOS DO APLICATIVO TELEGRAM…TEXTOS ESSES “Q’ORA”,,ESTÃO “HOSPE’DADOS”,,NO CITADO ACIMA “T”,,ÀALGUMA DÚVIDA???

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