Sobre as motivações dos últimos protestos em São Paulo

Por Paulo de Sousa

Comentário ao post “Os Black Blocs e o ovo da serpente

Em SP não há nenhum motivo para manifestações contra Alckmin? Não foi em SP que bilhões de reais foram roubados no esquema Alstom-Siemens? Nâo é SP onde professores e policiais tem os piores salários do Brasil? Dai estranhar que ao invés de protestar contra Alckmin, o alvo é outro. Queria entender que forças ocultas estão por trás dos mascarados no RJ: Traficantes insatisfeitos com as UPPs? Millcianos a serviço de Garotinho? Nazistas-fascistas em ação? Só sei que não são amadores e aperfeiçoam seu modus operandi, no que isso vai dar não sabemos,só sei que, estejam eles a serviço da direita a da esquerda, uma coisa é certa: Desse ovo algo positivo não sairá, nunca:

Do Estadão

SP: Após invasão de Black Blocs, passeata termina com 13 bancos depredados

Doze manifestantes chegaram a ser retidos pela polícia para averiguação, mas foram liberados após 20 minutos  

Bárbara Ferreira Santos – 26 de julho de 2013

Protesto em São Paulo

Objetivo inicial dos manifestantes era apoiar os atos contra o governador Sérgio Cabral no Rio de Janeiro José Patrício/Estadão 

Uma passeata pacífica de 300 pessoas na Avenida Paulista em apoio aos protestos cariocas se transformou em uma marcha de depredação. Doze anarquistas mascarados dos Black Blocks tomaram a liderança do ato, depredaram pelo menos 13 agências bancárias e queimaram um veículo da Rede Record. Uma faixa contra o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), foi aberta. 

 Grupo de manifestantes tombou e quebrou os vidros de um veículo da Rede Record - José Patrício/AE

José Patrício/AE

Grupo de manifestantes tombou e quebrou os vidros de um veículo da Rede Record

Na altura do Viaduto Pedroso, enquanto o grupo seguia em direção ao centro com o intuito de ir até a Prefeitura, a Polícia Militar chegou em seis carros da Força Tática e motos de apoio e jogou bombas de efeito moral nos manifestantes. No entanto, eles continuaram o caminho pela Avenida Brigadeiro Luís Antônio e voltaram para a Avenida Paulista.

A marcha só terminou quando o grupo foi bloqueado por viaturas da PM perto do Shopping Pátio Paulista. Doze manifestantes chegaram a ser retidos pela polícia para averiguação, mas liberados depois de 20 minutos. Um deles ainda reclamou que havia sido atingido por um PM com um cassetete.

A tropa de choque anarquista tomou a frente da passeata por volta das 20h, quando o grupo estava perto da Estação Brigadeiro do Metrô. Na Avenida 23 de Maio, eles pararam um ônibus biarticulado e bloquearam a via no sentido zona sul, enquanto os manifestantes a pé fechavam o lado oposto. Mas logo a PM chegou e liberou o ônibus.

A essa altura, metade dos manifestantes que estava desde o começo, no vão livre do Masp, já tinha desistido do ato. Entre eles, os organizadores e o Grupo de Apoio ao Protesto Popular, voluntários que dão suporte a manifestações pacíficas. “Não apoiamos nenhum tipo de depredação do patrimônio público ou privado”, disse, quase às lágrimas, o publicitário e integrante do grupo Alexandre Morgado, de 29 anos. 

O grupo saiu do protesto ainda na Avenida Paulista, por volta das 19h30, momento em que os manifestantes bloqueavam a via no sentido Paraíso. No caminho, os Black Blocks atacaram agências bancárias, quebraram lixeiras e um relógio público e picharam o símbolo do anarquismo em todo lugar, entre eles nas Estações Brigadeiro e Trianon-Masp. Parte dos manifestantes ainda colocou fogo em sacos de lixo e destruiu duas cabines da PM, que foram jogadas na pista.
Enquanto isso, a PM só observava. Um tenente afirmou ao Estado que a ordem era não intervir. Quando um dos manifestantes pacíficos questionou sobre a falta de ação a um outro soldado, o PM respondeu: “Se você for até a delegacia e identificar eu vou levar (o suspeito de vandalismo). Se não, não posso.”

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora

6 comentários

  1. Alckmin blindado?

    Manifestantes voltam a protestar contra Alckmin … – Folha de S.Paulo

     

    21/08/2013 – Grupo de 30 manifestantes mascarados, segundo estimativa da Polícia Militar, realizou na noite desta terça-feira (20) nova manifestação …

    Protesto contra Alckmin tem confusão e 18 presos em São Paulo …

     

    01/08/2013 – Além de pedir a renúncia do governador, grupo cobra resposta sobre o desaparecimento do pedreiro Amarildo.

    05/09/2013 21p6 – Atualizado em 06/09/2013 01p2

    Ato bloqueia Av. Paulista em São Paulo; um manifestante foi detido

    Entre as reivindicações está a CPI para apurar contratos do Metrô e CPTM.
    Manifestante foi preso na Consolação e encaminhado ao 8º distrito policial.

    http://g1.globo.com/sao-paulo/transito/noticia/2013/09/manifestantes-interditam-pista-da-avenida-paulista-nesta-quinta.html

  2. Black Blocs no Brasil é menos

    Black Blocs no Brasil é menos problema politico e mais comportamental.

    Muita gente aqui fica maluca tentando enquadrá-los em uma corrente politica ou sob uma liderança.

    Não é nada disso.

    Pra um Black Bloc o objetivo É o protesto. Tanto faz a causa ou a consequênca.

  3. Ausência de investigação e inteligência na polícia?

    Isso, esta constatação faz recordar aquela polêmica sobre a exclusividade do poder de investigar. No caso e em muitos outros), nem ministério público nem polícia investigam. A polícia, além da incapacidade ínsita, sofre de perturbador controle partidário do Governo. Na esfera federal não é diferente.

  4.  
    Como é contra um governo

     

    Como é contra um governo aliado da mídia, essa, já está incentivando que a polícia bata “sem dó nem pena”. SP é o atraso do país para que a democracia inclusiva avance.

  5. Essas manifestações virarm

    Essas manifestações virarm cenário de vandalismo e violência. O Governo orienta a Polícia a fazer o que é certo, que é conter esses atos. Senão, meu camarada, o Rio vai virar um campo de batalha entre os próprios manifestantes.

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome