Jornal GGN – O senador republicano Ted Cruz construiu sua reputação política com base no combate ao establishment do partido – o que, no fundo, se revelou em uma ligação com o lado da extrema-direita republicana e aqueles que apoiaram Donald Trump na presidência.
Em artigo publicado no jornal Washington Post, o jornalista Philip Bump explica que a aproximação entre Cruz e Trump tinha como objetivo atrair a base pró-Trump para o lado do político texano e absorver essa base de apoio político. Porém, não foi bem o que ocorreu.
“Depois que Trump perdeu a eleição presidencial de 2020, Cruz ficou com Trump enquanto o presidente repetidamente enganava seus apoiadores sobre supostas fraudes eleitorais”, diz Bump, ressaltando que, conforme o tempo passava e nenhuma evidência de fraude eleitoral era confirmada, Cruz e outros republicanos no Capitólio silenciaram, apostando que era politicamente mais seguro ficar com Trump do que ficar com a realidade.
Cruz tomou a frente pró-Trump em uma tentativa de obstruir a contagem formal dos votos durante a sessão parlamentar de 06 de janeiro. “Pesquisas recentes mostram que 39% dos americanos acreditam que a eleição que acabou de ocorrer, entre aspas, foi fraudada”, disse Cruz, em discurso no Capitólkio. “Você pode não concordar com essa avaliação. Mesmo assim, é uma realidade para quase metade do país”.
Ao defender tal posicionamento, Bump afirma que Trump (e Ted Cruz, por omissão) acabou por enganar o público a serviço de seu próprio poder. “Trump e Cruz fizeram afirmações obviamente falsas a um eleitorado agravado, sabendo que as afirmações eram imprecisas, para que eles pudessem manter o poder (no caso de Trump) ou logo ganhá-lo (no caso de Cruz)”.
Segundo Philip Bump, esta não foi a primeira tentativa do texano de trafegar entre o limite senatorial e o que a base de extrema-direita pró-Trump gostaria de ouvir, mas foi a primeira vez em que Cruz tentou uma manobra para usar a insurgência em seu favor. Enquanto Cruz discursava, os militantes da extrema-direita invadiram o Senado, e o discurso do texano ficará na história.
Jorge Manoel Santos da Silva
6 de janeiro de 2021 9:30 pmDo sonho, para o pesadelo norte-americano; Em poucas décadas.
Omar Madureira
7 de janeiro de 2021 6:29 pmÉ gravíssima a semelhança de idéias e posturas do Bozo e seus a apoiadores aos de Trump. Mas os EUA já se livraram do deles. É URGENTE que nós façamos o mesmo via impedimento ou anulação da eleição de 2018. O Bozo e seus filhos são os maiores inimigos do Brasil. Basta deles.