“Deus me vê” virou tornozeleira: Bolsonaro, antes protegido pela impunidade, agora vive sob vigilância e paranoia. Entenda o impacto psicológico e histórico dessa mudança
Após décadas agindo nas sombras, Jair Bolsonaro enfrenta um novo tipo de vigilância: a tornozeleira eletrônica. O dispositivo, que deveria ser apenas um instrumento judicial, tornou-se símbolo de um medo profundo — o de finalmente estar sendo observado. Relatos indicam que o ex-presidente chegou a ouvir vozes vindas da tornozeleira, revelando um estado de paranoia que contrasta com sua trajetória marcada pela impunidade.

Do “Deus me vê” à sensação de controle
Nos tempos de Colégio Marista, uma imagem marcante dominava as salas: um olho vigilante acompanhado da frase “Deus me vê”. Era um lembrete constante de que nada escapava ao olhar divino — um mecanismo de controle moral que moldava comportamentos. Essa metáfora ajuda a entender o impacto psicológico da tornozeleira em Bolsonaro: para quem sempre se sentiu invisível, a ideia de monitoramento permanente é devastadora.
Uma vida nas sombras
Bolsonaro construiu sua carreira política e militar longe dos holofotes da legalidade. Dos porões da ditadura às ligações com milícias e o chamado Escritório do Crime, passando por mortes de aliados após rompimentos políticos, sua história foi marcada pela ausência de testemunhas. Como sintetizou o colunista Celso Rocha de Barros: “Bolsonaro, o maior criminoso da República”.
O perfil lombrosiano
Para compreender esse comportamento, vale lembrar Cesare Lombroso (1835–1909), médico italiano que tentou classificar os tipos de criminosos. Segundo sua teoria, traços como impulsividade, falta de empatia e inteligência astuta, porém limitada, são comuns entre delinquentes. Bolsonaro encaixa-se em várias dessas características:
Impulsividade: incapacidade de prever consequências
Falta de empatia: natureza “selvagem”
Instinto agressivo: animalidade herdada
Busca imediata de prazer: ausência de controle moral
Inteligência astuta, mas limitada: “sagacidade do predador”
Indiferença à dor alheia: frieza inata
As risadas diante das vítimas da Covid-19 são um exemplo emblemático dessa indiferença, uma das cenas mais repulsivas da história recente.
Da impunidade à vigilância
Com a imposição da tornozeleira, Bolsonaro perdeu a sensação de invisibilidade. Agora, enfrenta não apenas a Justiça, mas também os fantasmas de um passado marcado por crimes que até Deus duvidaria. Para quem sempre agiu nas sombras, a luz da vigilância é insuportável.
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Fábio de Oliveira Ribeiro
23 de novembro de 2025 5:16 pmVocê esqueceu algo importante, Nassif. Boa parte das provas usadas contra seu Jair foram fornecidas pelas lives que ele fez no Facebook. Ele vigiava as atividades dos inimigos na rede social, mas esqueceu que deixava rastros que seriam utilizados contra ele. O sistema de coleta de dados do Facebook funciona como um imenso espião que tudo sabe e ele sabia tudo o que seu Jair falava e vomitava contra o TSE e para criar o cenário de golpe de estado. Curiosamente ele se exibia no Facebook como não estivesse sendo vigiado ou como essa vigilância fosse irrelevante quando o golpe tivesse se consolidado. Faltou juízo ao seu Jair, e capacidade de avaliar o momento histórico também. O mundo “ditadura 1964 restaurada” em que ele vivia era apenas uma ilusão reforçada pelos militares que faziam tudo o que ele mandava.
AMBAR
23 de novembro de 2025 5:48 pmÉ ruim de o bozo ter tido essa “paranóia” que serenamente narrou para a policial técnica que examinava a sua tornozeleira. Mais que uma ação orquestrada forjando uma reação popular e, ao tempo, uma tentativa de fuga (quiça outra intenção que ainda nos escapa), mancomunado com o filho hipócrita de choro cristão, o bozo botou a família a salvo e passou para o seu teatro. Arquitetura de 3 pontos: agitação popular, fuga, perseguição, (se tivesse tiros e morte – que legal!) atenção da mídia, e quem sabe, abrigo numa das embaixadas já tratadas com antecedência pelo filho choroso.
Carioca
23 de novembro de 2025 8:23 pmEnredo estranho, mais uma vez, se aproxima:
Vozes que alucinam … Vozes que mandaram fazer … Não fui eu quem fez … quando percebeu tava feito … não dorme pq ouve vozes … ou porque a tornozeleira disse alguma coisa …
Interpelação junto aos tribunais: inimputabilidade …
pastores convocando orações, por rede social, claro, para afastar o encosto … feudos mantidos…
Será ?
baader
24 de novembro de 2025 5:29 amConcordaria com sua análise, sr.nassif não fosse um detalhe: não é possível acreditar na manifestação paranoica. Trata-se sim de um delinquente mas, no caso, de uma armação para fuga se se considera 1.conversa com Trump na véspera, 2.aglomeracao na porta 3.dificuldade queimar sozinho por longos minutos o mecanismo (problemas na região estomacal já se davam antes da suposta facada e havia cirurgia marcada, o q nunca mais se falou)
PS aos q acreditam q houve facada, basta lembrar do riocentro: é a mesma turma inimputavel q arma pra cima da sociedade. Única possibilidade desmascarar o tipo asqueroso q sempre foi, seriam debates com Haddad. Como evitar? Indo pra hospital. Motivo? Inventa-se (e aproveita-se cirurgia já necessária sem passar por fraco, mas forte: nem uma facada o abate). Teoria conspiração? Talvez.
Mais grave é uma sociedade q segue tipo como este. Esses fascistas cheio de odio, sempre existiram e tinham líderes menores, faltava um outro, nacional. É isso
AMBAR
24 de novembro de 2025 9:32 amPois é, parece que só você e eu nos lembramos que o mito com a sua equipe esteve em reunião com a equipe médica do hospital em Juiz de Fora antes do comício, por uma hora e meia, ( foi reportagem ao vivo que causou curiosidade) e que ele foi para a aglomeração com seguranças esparsos, deixando de , deliberadamente, utilizar colete a prova de balas.
Claro que as facas “guinso e a tramontina ” serrilhadas são as únicas capazes de cortar a carne sem guardarem traços de sangue ou da carne . Tecnologia de ponta.
Rui Ribeiro
24 de novembro de 2025 4:43 pmFoi curiosidade ou alucinação?