As ameaças do presidente Donald Trump à OTAN, para que aliados apoiem a reabertura do estreito de Ormuz, evidenciam a falta de uma estratégia consistente dos Estados Unidos para lidar com o Irã. A análise é de Dan Sabbagh, editor de defesa e segurança do jornal britânico The Guardian.
Após ataques conjuntos de EUA e Israel, o governo americano passou a pressionar países como Reino Unido, França, Japão e China a enviar apoio militar para proteger navios petroleiros na região. A resposta, porém, tem sido majoritariamente negativa ou hesitante, refletindo a falta de coordenação prévia e o desconforto dos aliados em se envolver em um conflito que consideram não ser da Otan.
Enquanto Washington tenta montar uma coalizão, o Irã já vinha se preparando para um confronto prolongado e tem adotado táticas assimétricas, como ataques com drones a embarcações comerciais — dezenas de navios já foram atingidos.
A limitação do apoio internacional expõe o isolamento dos EUA e a ausência de planejamento estratégico mais amplo, tanto militar quanto diplomático. Países europeus destacam que a Otan é uma aliança defensiva e rejeitam participar de uma operação que pode ampliar a guerra no Oriente Médio.
Além disso, a própria capacidade americana de garantir a segurança da rota marítima tem sido considerada insuficiente, o que reforça a percepção de improviso na condução do conflito.
Informações do jornal The Guardian.
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Rui Ribeiro
17 de março de 2026 11:59 amTrump afirma que o Irã “está totalmente vencido e quer um acordo, mas não um acordo que eu aceitaria”. Nada obstante a sua vitória total, ele pede a alguns países que se juntem a eles numa coalizão para escoltar petroleiros no Estreito de Ormuz e se defender de um país totalmente vencido. Kkkkkkk