Defesa de Lula diz que procuradores tinham ódio e pede libertação de Lula

Novas mensagens mostram que integrantes da Lava Jato ironizaram as mortes de Marisa, irmão e neto do ex-presidente

Procuradores da Lava Jato. Imagem: reprodução

Jornal GGN – O ministro Edson Fachin ficará responsável por julgar um novo habeas corpus para que Lula seja solto.

A petição foi entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (27), pelos advogados do ex-presidente.

A defesa juntou ao pedido a reportagem publicada também hoje pelo UOL, em parceria com o site The Intercept Brasil, que mostra novas mensagens dos procuradores da Operação Lava Jato, desta vez ironizando a morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia e os pedidos do ex-presidente para ir ao velório do irmão e do neto.

“Referidas mensagens mostram, em verdade, que a atuação dos procuradores da República em questão sempre foi norteada por ódio e desapreço pessoal pelo paciente e pelos seus familiares”, pontua o advogado Cristiano Zanin segundo informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo.

O defensor disse ainda que o ódio torna os investigadores “absolutamente incapazes de cumprir com seus deveres de imparcialidade, impessoalidade e isenção garantidos pela legislação pátria e internacional”.

No dia 2 de fevereiro, quando saiu nos jornais que o cérebro de ex-primeira-dama havia parado de receber sangue, a procuradora Laura Tessler disse no mesmo grupo: “quem for fazer a próxima audiência do Lula, é bom que vá com uma dose extra de paciência para a sessão de vitimização”.

No dia seguinte, quando confirmado o falecimento de dona Marisa Letícia, a procuradora Jerusa Viecili comentou: “Querem que eu fique pro enterro?”. A frase foi acompanhada com o símbolo de um emoticon sorrindo com os dentes à mostra.

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Eles ainda comentaram o discurso de Lula no velório de Marisa, compartilhando o trecho em que o ex-presidente disse que os “facínoras que fizeram isso contra ela [Marisa] tenham um dia a humildade de pedir desculpas”.

“Bobagem total…. ninguém mais dá ouvidos a esse cara”, diz Deltan Dallagnol.

No dia 29 de janeiro deste ano, o irmão de Lula, Genival Inácio da Silva, de 79 anos, conhecido como Vavá, morreu em São Paulo em decorrência de um câncer no pulmão. Logo em seguida, no grupo, os procuradores passaram a discutir sobre o direito de Lula em sair da prisão para ir ao velório de Vavá.

“Eu acho que ele tem direito a ir. Mas não tem como”, escreveu Antonio Carlos Welter. O colega Januário Paludo então respondeu: “O safado só queria passear e o Welter com pena”.

No dia 1º de março, o neto do ex-presidente, Arthur Araújo Lula da Silva, de 7 anos faleceu devido a uma infecção generalizada provocada por bactérias.

“Preparem para nova novela de ida ao velório”, escreveu a procuradora Jerusa Viecili no chat. “Putz… no meio do carnaval”, respondeu Athayde Ribeiro Costa. Em outro grupo, a procuradora Monique Cheker, do Rio de Janeiro, comentou:

“Fez discurso político (travestido de despedida) em pleno enterro do neto, gastos públicos altíssimos para o translado, reclamação do policial que fez a escolta…vão vendo”.

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1 comentário

  1. Sugiro que corrijam o documento. A turma de CU não tinha ódio de Lula, eles TÊM ódio de Lula!
    Contudo, deveriam ser eternamente gratos à Lula. Afinal, não fosse toda esta safadeza que este grupelho torpe promoveu contra Lula, certamente estariam confinados aos seus gabinetes tratando de arquivos sem conseguir enganar com palestrazinhas que, apesar de vazias de conteúdo, rendem uma graninha.

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