2 de setembro de 2026

Anvisa autoriza estudo clínico de vacina de mRNA contra Covid desenvolvida pela Fiocruz

Tecnologia pode ampliar autonomia brasileira na produção de imunizantes; ensaio de fase 1 vai avaliar segurança e resposta em 90 adultos
Foto: Erasmo Salomão/Ministério da Saúde

Anvisa autorizou estudo clínico fase 1 de vacina contra Covid-19 com tecnologia mRNA da Fiocruz.
Serão 90 voluntários entre 18 e 59 anos recrutados em dois centros no Rio de Janeiro.
Estudo avaliará segurança e resposta imunológica com três doses do candidato vacinal, baseado na variante XBB.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início do estudo clínico de fase 1 de uma vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), baseada na tecnologia de RNA mensageiro (mRNA).

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O ensaio terá como objetivo avaliar a segurança, a reatogenicidade e a resposta imunológica provocada pelo candidato vacinal em adultos saudáveis. Ao todo, serão incluídos 90 participantes, com idades entre 18 e 59 anos.

Os voluntários serão recrutados em dois centros localizados no Rio de Janeiro: a Unidade de Ensaios Clínicos para Imunobiológicos e a Policlínica Lincoln de Freitas Filho. A previsão é que o período de inclusão dos participantes dure seis meses. Depois de incluídos, eles serão acompanhados por outros seis meses.

O candidato desenvolvido por Bio-Manguinhos utiliza uma molécula de mRNA que contém as instruções para a produção da proteína Spike (proteína S) do coronavírus. A formulação que será avaliada tem como referência a variante XBB do vírus.

O estudo foi desenhado considerando o cenário epidemiológico e o histórico de vacinação da população brasileira. Por isso, o ensaio será aberto, multicêntrico, não randomizado e não controlado.

Serão avaliadas três concentrações do candidato vacinal: 25 microgramas, 50 microgramas e 100 microgramas. Como o estudo é aberto, tanto os pesquisadores quanto os participantes saberão qual vacina está sendo administrada.

Nesta primeira fase, o objetivo principal não é demonstrar a eficácia do imunizante para prevenir a Covid-19 na população, mas obter informações iniciais sobre sua segurança e sobre a capacidade de provocar uma resposta do sistema imunológico.

Diferentemente de plataformas tradicionais, os imunizantes de mRNA utilizam uma molécula que leva às células as instruções para produzir temporariamente uma proteína específica do agente infeccioso, permitindo que o sistema imunológico reconheça esse alvo e desenvolva uma resposta.

Para o Brasil, o desenvolvimento de um candidato vacinal nacional baseado nessa plataforma representa também um avanço na capacidade tecnológica do complexo econômico-industrial da saúde.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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