Investigações sobre Witzel indicam esquema de propina no Judiciário no RJ

Afastado em processo de impeachment, governador tentou colocar estado em esquema que envolveu desembargadores da Justiça do Trabalho

Wilson Witzel, governador do RJ afastado em meio a processo de impeachment. Foto: Alan Santos/PR

Jornal GGN – A investigação que levou Wilson Witzel (PSC) a ser afastado do governo do Rio de Janeiro apontou sinais de um suposto esquema de propina paga a desembargadores da Justiça do Trabalho no estado.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, informações da Procuradoria-Geral da República (PGR) revelaram que Witzel tentou incluir a Secretaria de Saúde num esquema pré-existente no TRT-1 (Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região), no que seria um braço de propina. O esquema não se concretizou.

O PGR afirma que a ligação entre o governo do estado e o tribunal foi o desembargador Marcos Pinto da Cruz, citado a partir da delação do ex-secretário de Saúde Edmar Santos – onde, segundo Santos, Cruz o procurou para que dívidas trabalhistas de organizações sociais fossem pagas diretamente à Justiça, o que agilizaria o pagamento de dívidas das entidades e o recebimento de “restos a pagar” do estado.

O esquema só não se concretizou por conta de uma divergência a respeito da divisão da propina com o presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo – apontado como um dos coordenadores do esquema de corrupção no estado.

 

 

Leia Também
A (in)Justiça x Wilson Witzel, por Fabio de Oliveira Ribeiro
Considerações sobre Witzel, o genocida, e o uso político das investigações, por Luis Nassif
Alvo de ação que afastou Witzel foi condenado por grampear Sergio Moro

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

Leia também:  Uma análise pós-eleições e o que esperar para 2022

1 comentário

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome