9 de junho de 2026

Procuradores da Lava Jato em SP pedem renúncia coletiva

Em carta à PGR, eles alegam "incompatibilidades insolúveis" com a atuação da procuradora do MPF Viviane de Oliveira Martinez

Jornal GGN – Oito procuradores da Lava Jato em São Paulo enviaram um ofício à Procuradoria-Geral da República informando sua renúncia coletiva e pedindo exoneração da força-tarefa até o final do mês.

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Na carta de renúncia, assinada pela coordenadora Janice Ascari, eles alegam “incompatibilidades insolúveis” com a atuação da procuradora Viviane de Oliveira Martinez, do Ministério Público Federal, que também atua no Estado e não fazia parte formalmente da força-tarefa.

A renúncia um dia depois que Deltan Dallagnol alega questões familiares para se afastar da coordenação da Lava Jato em Curitiba.

Em setembro, a PGR deve decidir se prorrogará as forças-tarefas da Lava Jato em SP, Rio de Janeiro e Paraná.

Procurada, a PGR ainda não se manifestou a respeito da renúncia coletiva, diz a Folha desta quinta (3).

Leia mais:

Deltan Dallagnol confirma saída da Lava Jato e anuncia sucessor

 

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2 Comentários
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  1. Vladimir

    3 de setembro de 2020 9:47 am

    Quais são as incompatibilidades insolúveis? A lei?

  2. Renato Lazzari

    3 de setembro de 2020 11:15 am

    Não há confissão mais eloquente dos crimes cometidos pelas pessoas que se organizaram nesse grupo que passou a se chamar “Lava Jato” do que essa debandada. Ninguém pede demissão se não tiver certeza de que ficar no cargo seria pior. Ainda mais porque ganhavam bem. E mais ainda porque, enquanto o golpe se mantiver, devastando empregos, direitos trabalhistas, previdência, aposentadoria, saúde, haverá mais dificuldade para manter-se. Se não tivessem certeza da “trapalhada”que fizeram e medo das consequências, esse procuradores não pediriam para sair. Se serão responsabilizados legalmente agora pelo que fizeram é outra história. Mas não há como fugir das responsabilidades pelo que fizeram: não há como apagar o passado e nem sua autoria.

    Que dêem-se como sortudos: os operadores da investida anterior do golpe, em ’64, foram “desativados”. Sérgio Fernando… Fleury que o diga. E fique a lição: ser operador do golpe não é ser do clube do golpista (como ser manobrista não é ser sócio do clube). Na verdade nem Paulo Guedes é do clube, imagina Sérgio Fernando Moro ou Deltan Dallagnol… ou pior ainda, um membro sem destaque desse grupo, “Lava Jato”. O golpe é dado por sócios que não querem que o número de sócios aumente; antes querem o clube o mais exclusivo possível. A mais inquestionável orientação capitalista é que ele deve ser concentrador, exclusivo – e não inclusivo. E a única força capaz de enfrentar o clube chamado dólar são estados nacionais, nações legitimamente democráticas. Tirar dos sócios do clube do dólar o acesso aos cofres e decisões públicos já está sendo providenciado… eles resistem mas não há como ganharem por muito tempo.

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