Sérgio Moro, um ex-juiz acima de qualquer suspeita de inteligência, por Luís Nassif

Sua declaração de que não revelaria voto em relação à Flávio Dino para o STF, é de uma burrice poucas vezes vista na área pública.

Lula Marques

Erros de português não significam, necessariamente, falta de inteligência. O sujeito pode ser esperto, sem ser sabido. Mas Sérgio Moro é decididamente pouco sabido e pouco inteligente. E pouco corajoso também.

Sua declaração de que não revelaria seu voto em relação à indicação de Flávio Dino para o Supremo Tribunal Federal, para não ser alvo de represálias, é de uma burrice poucas vezes vista na área pública.

Primeiro, pela demonstração explícita de falta de coragem. A suposta coragem do Juiz vingador foi apenas uma construção trágica da mídia. Moro, ao não declarar voto, seu amigo Deltan Dallagnol, com cenas explícitas de pânico, apenas realçam os anti-heróis instrumentalizados pela mídia.

Segundo, pela burrice. Ao não declarar voto conseguiu ficar sob suspeição tanto da situação quanto dos bolsonaristas.

Terceiro, pela falta de visão estratégica para o único objetivo do casal: enriquecer. Nunca teve dimensão intelectual ou conhecimento para entender jogos de poder. Mesmo a indicação para MInistro da Justiça foi vista, por eles, como oportunidade pessoal.

O que ele não se deu conta é que, suicidando-se politicamente, fecham-se os mercados para ele. 

O advogado Walfrido Ward criou o maior lobby jurídico contemporâneo, colocando sob suas asas de militares conspiradores, como Sérgio Etchegoyen, a juristas e políticos de esquerda. No auge da sua popularidade, Ward contratou um “parecer” de Moro por R$ 500 mil. Obviamente não foi devido ao notório desconhecimento jurídico do ex-juiz. Agora, Moro não servirá nem para pareceres junto ao TRF-4.

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Luis Nassif

2 Comentários

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  1. É um enigma a intrigar todos como Sérgio Moro conseguir alçar posições tão altas no serviço público, como o de juiz federal – cujo primeiro colocado no mesmo concurso foi uma inteligência de primeiro naipe, merecidamente aprovado para ministro -, e professor na prestigiosa UFPR. Em relação ao cargo de juiz, hoje vemos que não é caso raro haver pessoas medíocres nesses cargos, mas que lá chegaram por terem sido muito bem treinadas a fazer concurso. São medíocres e até mesmo pouco inteligentes, mas certamente não estúpidas. É o caso de Dallagnol. Tivesse sido aluno meu, certamente se destacaria por se sentar na primeira cadeira e copiar tudo que eu falasse, mas nunca esperaria um pensamento original ou surpreendente. Mas saberia fazer uma prova. O Sérgio Moro foge desse perfil. Não é apenas pouco inteligente, mas estúpido e ignorante mesmo. Não se trata apenas de falta de brilho intelectual, mas de coisas prontas para virar chacota na internet, sem a necessidade de edições contextualizadas. O problema de Moro é justamente o contexto. As palavras são mal ditas em discursos que são absolutamente sem sentido lógico. Acho ainda pior o fato dele ter sido aprovado como professor de uma universidade federal, pois não tem currículo acadêmico para concorrer sequer para uma vaga em concursos para doutorado nas melhores universidades. Doutorado que ele cumpriu, de forma estranha junto com mestrado em três anos, em uma tese que é um mero descrever de julgamentos nos EUA (isso sem falar no agradecimento à correção de seu “testo” a algum pobre revisor). Em relação à UFPR, é possível que sua influência como juiz federal tenha sido determinante. Conhecemos as relações corporativas entre os profissionais do Direito. O pior foram jornalistas muito bem relacionados incensarem esse parvo a gênio da raça.
    Sérgio Moro é, então, um enigma. Um argumento da inexistência da meritocracia pregada pelos privilegiados. Fosse eu juiz aprovado no mesmo concurso dele (ou qualquer outro da mesma natureza), sentiria vergonha. Ainda bem que tem o Dino.

  2. João Pedran Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Laus do TRF-4 e os *** do STJ e do STF que legitimaram os abusos da Lava Jato e participaram do golpe “com o Supremo, com tudo” (Luis Barroso e Gilmar Mendes entre os tais) são melhores do que Sujo Moro?

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