21 de maio de 2026

Texto da PEC do Estado de Emergência pode ser votado na quinta-feira

Relator recomenda aprovação do texto, que vai permitir ao governo Bolsonaro aumentar benefícios que não seriam autorizados em ano eleitoral
Foto: Nilson Bastian /Câmara dos Deputados

O deputado federal Danilo Forte (União Brasil) apresentou na noite desta terça-feira o seu parecer na comissão especial que analisa a chamada PEC do Estado de Emergência (PEC 1/22), em reunião que prosseguiu até o início da madrugada desta quarta-feira (06/07).

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O texto do deputado é um substitutivo que consolida as redações das duas PECs (15/22 e 1/22) sem alterar o mérito já aprovado no Senado. Está previsto o estado de emergência no país até 31 de dezembro, justificado pela elevação “extraordinária e imprevisível” dos preços do petróleo, combustíveis e seus impactos sociais.

Na prática, a medida permite ao governo de Jair Bolsonaro (PL) ampliar benefícios sociais que não seriam autorizados em ano eleitoral, o que deve gerar um impacto de R$ 41,2 bilhões nos cofres públicos.

O pacote prevê o aumento do Auxílio Brasil para R$ 600, um auxílio de R$ 1 mil para caminhoneiros, vale-gás de cozinha e reforço ao programa Alimenta Brasil, além de recursos extras para taxistas, financiamento da gratuidade no transporte coletivo de idosos e compensações para os estados que reduzirem a carga tributária dos biocombustíveis.

A presidente do colegiado, deputada Celina Leão (PP), concedeu vista para que os demais parlamentares possam analisar a proposta por mais duas sessões. A comissão volta se reunir na quinta-feira (7), a partir das 9 horas, quando poderá ser votada a matéria.

Com informações da Agência Câmara de Notícias

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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