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A ironia de Joaquim Barbosa ao PT

Da Época

No STF, críticas e ironias dirigidas ao PT. Pode?

Paulo Moreira Leite

Joaquim Barbosa tinha um sorriso de ironia nos lábios quando fez um comentário à parte no julgamento do mensalão, hoje.  Referindo-se às alianças do governo Lula para conseguir votos no Congresso, lembrou a observação de um parlamentar do Partido Popular, o PP, segundo o qual suas diferenças  entre a legenda e o PT eram  grande demais para haver uma aproximação. A ideia é que não poderia haver um acordo com bases políticas – o que parecia sob encomenda para explicar o suposto esquema de compra de votos.

Joaquim não resistiu ao argumento do deputado e sacou a conhecida tese de que  os partidos políticos “no Brasil” são iguais, não se registrando diferenças ideológicas relevantes eles. Outro ministro, Marco Aurélio Melo fez uma observação semelhante.

Lembrou,  também numa referência ao PT, que no passado muitos brasileiros chegaram a acreditar que havia um partido com diferenças ideológicas. Já que nunca fizeram observações semelhantes em julgamentos que envolviam tucanos, pefelistas e outros, restou a conclusão de que, ao menos para estes dois ministros, o PT pode ser considerado um partido até pior do que os outros. Pelo menos, decepcionou quem imaginava que era um partido diferente e depois do mensalão convenceu-se de que havia se enganado.

A doutrina de que os políticos “só pensam em roubar” é antiga e já alimentou diversas experiências contra a democracia mas as pesquisas indicam que não é assim que pensa a maioria dos brasileiros. Mesmo no auge das denuncias do mensalão, no segundo semestre de 2005, o PT seguia segundo o partido mais popular entre os eleitores. E não era popular como um ídolo de programa de auditório.

Era aquele que mais se preocupava com os mais pobres e injustiçados. De lá para cá, quando você pergunta ao eleitor, desde então, qual seu partido predileto, 25% dizem que é o PT. O segundo colocado fica em 5%. Isso não quer dizer que o PT é um partido melhor ou pior. Mas demonstra que tem uma identidade política própria e, pelos números,  única.

Muitos brasileiros não concordam com isso. Outros estão de pleno acordo. Outro tanto fica no meio. Democracia é assim. Garante a todo mundo e a cada um o direito de pensar diferente.

Não é isso o que importa, agora. Eu acho sintomático que o relator do mensalão tenha aproveitado uma conversa paralela  para deixar escapar, em tom irônico, uma observação tão negativa sobre o partido que está no centro do julgamento. E acho mais curioso que outro juiz, imediatamente, tenha se manifestado de acordo. Os dois muito a vontade, falando de microfones abertos.

Isso diz respeito a isenção que se espera de um tribunal? Não sei.

Justiça cega? Também não sei. O antecedente do mensalão do PSDB, com direito a desmembramento e um longo passeio pelos tribunais inferiores, não é um bom sinal.

Há tantos sábios por aí que garanto  aos mais eruditos o direito de falar primeiro. Mas confesso que nunca tive a oportunidade de ouvir ministro do STF fazer referências tão explícitas a uma das partes envolvidas. Muito menos a outros partidos.

Discordo de visões conspiratórias sobre o julgamento. Os juízes estão lá, no exercício de sua soberania.

Mas eu acho que essa manifestação do relator e de Marco Aurélio expressam um ponto de vista político sobre o governo Lula.

É a visão do governo como um universo sem ideologias, sem interesses políticos reais, sem base social a dar respostas, onde tudo é um grande arranjo, às costas do povo e dos verdadeiros interesses do país. E eu acho que essa visão ajuda a entender a linha política que está presidindo o julgamento até aqui.

Essa visão do “eles só querem roubar” é coerente com um esforço para criminalizar a política de alianças do governo Lula. Ignora as condições reais em que são feitas as campanhas eleitorais no país, que misturam dinheiro de caixa 2, dinheiro limpo e também dinheiro corrupto. Sem mudanças nessas regras, nada vai acontecer. E, sem querer ser chato, até agora não se demonstrou que o DNA financeiro do PT tenha uma formação diferente daquele de seus adversários.

Na melhor das hipóteses, a democracia brasileira será amputada ao sabor das decisões da Justiça, que ora pode andar de um jeito, ora de outro. O mensalão tucano sequer chegou aos tribunais e, além do mestre Jânio de Freitas e deste modesto aprendiz de jornalismo, ninguém mais diz que isso é um disparate. Sem falar, claro, de Wanderley  Guilherme dos Santos, que publicou uma aula sobre o tema no site O Cafezinho.

A linguagem da acusação tem-se mostrado preocupante. Seria irônico se não tivesse um aspecto trágico. No esforço para provar compra de votos, a acusação selecionou alguns projetos do início do governo Lula, como a reforma da Previdência, a reforma tributária. Em seu tempo, estes projetos  chegaram a ser elogiadas,  como demonstração de que o PT rompera com dogmas considerados pré-históricos. Custaram uma divisão e até mesmo um racha na bancada do PT. Mas receberam elogios gerais.

O próprio Fernando Henrique Cardoso, em artigo recente onde alinhou um pacote de críticas ao governo Lula, lembrou  essas duas reformas como aspectos positivos, lamentando apenas que não tivessem ido adiante.

Na visão da acusação, contudo, essas reformas foram o símbolo da compra de votos. São descritas como de interesse  “dos corruptores.” Quer dizer: não havia interesse nacional, sequer um esforço de aproximação com a oposição. Não era política, essa atividade que pressupõe acordos, aproximações, afastamentos e ruptura. Era o “esquema.”

Na mesma linha, quando o governo consegue o voto de um partido que fora adversário para votar numa proposta que é mais oposicionista do que petista, a acusação define isso como “ato de ofício,” expressão equivalente a “recibo”de corrupção. Quando Delúbio Soares dá um depoimento, ele “confessa.” Nessa lógica, não são petistas que são acusados de  votar em seu partido, o que não faz sentido. É o PP que cobra para votar no que defendeu.

Ao explicar por que votara na reforma da Previdência, Roberto Jefferson lembrou, na Polícia Federal, que o caráter trabalhista de seu partido não impedia que fosse favorável a medidas como a reforma da previdência, que já apoiava quando estava na base do govedrno FHC.

Por trás de todos esses atos “criminosos” abriga-se aquilo que é visto como um plano maquiavélico, “perpetuar-se no poder”, que faz parte da cartilha de qualquer partido político que, por mais democrático que seja, nunca imagina que a oposição fará um governo melhor do que seu. (Salvo casos patológicos, de psicanalistas e crises existenciais, mas não vou falar disso agora).

Instrumento de determinada visão política, essa linguagem ajuda a montar um quadro sob medida para se chegar ao resultado que parece cada vez mais provável: a condenação, a penas pesadas, da maioria dos acusados, salvo alguns mequetrefes.

E aí vamos combinar: tudo vai estar perfeito se os condenados forem apanhados com provas verdadeiras e consistentes. Neste caso, as condenações serão justíssimas. Mas será diferente, no entanto, se uma visão política, que pressupõe a culpa, acabar prevalecendo. Não é isso o que está por trás da noção de “eles só querem roubar”? Do partido “sem ideologias?”

Sem votos

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em curitiba, vai tudo bem o candidato da base do governo federal, Ducce do PSB que esta  coligado com o PSDB, joga nos dois lado. assim ,  o Ratinho JR. lidera as pesquisa. curitiba esta abrindo olho. 

 

O pouco que vejo, por falta de tempo e por falta de estomago, me faz ter a seguinte conclusão;

O STF é um circo de horrores, daqueles que mostram pulgas amestradas, mulheres barbadas, sabe, acho que só o Brecht, ou Ionesco pra tentar criar um texto à altura do festival de horror fascista.

A única pena que sinto, é que nem eu, nem voces, nem Lula, nem "os honrados juizes" estaremos vivos para ler nas páginas da história, o ridículo papel que caberá ao STF e seus membros. Mas uma coisa eu sei o passo dado pelo povo brasileiro ao votar no PT e no Lula não vai retroceder!

Não acredito em Deus, não sou cristã, mas imagino que palavras os "honrados juizes usariam ao julgar o ícone do cristinaismo.

Lamentável! Lamentável

 

Ana Bednarski

Os partidos não todos iguais, posto que existem alguns mais iguais. Aos mais iguais reserva-se o direito de desmembramento de ações que dão costado no Supremo. o pretenso guardião da Constituição Federal. Ao pressuposto de inocência, preceito básico do Direito,  às favas! Suposições viram provas. Provas vão para o lixo! Parece o julgamento de Giordano Bruno pela podridão do santo ofício que de santo nada tinha, muito pelo contrário, estava mais para o diabo.

Aos menos iguais a execração pública ao som da banda da imprensa criminosa deste infeliz País que quando se vislumbra qualquer possibilidade de um porvir melhor para seus Cidadãos a elite vem com tudo prá cima para manter seus privilégios e em nome da sua democracia se dispõe a retomar o poder na marra, com luvas de pelica da justiça amestrada.

Com o devido respeito, que pena não termos a verve  e a sede de justiça que nortearam a Revolução Francesa que deu um basta num estado corrupto e totalitário que era a monarquia francesa de então. É por estas e por outras que a sua Democracia preserva-se e preservar-se-há por muitos séculos enquanto ecoarem em suas mentes os sons sibilante da lâmina e o do baque cavo de cabeças de opressores nos cestos dos patíbulos.

 

ironia ou bocalidade?

 

O cargo de presidente do STF merece intervenções de autoridade mais enérgicas por parte do atual empossado. Como explicar que ele não use o rigor, que sua condição de presidente possui, para dar um fim aos constantes constrangimentos, grosserias e discussões, por vezes, desrespeitosas entre os próprios ministros? Para o público que acompanha o julgamento, pessoalmente ou pela TV, esses desatinos provocados pelos membros da mais alta corte do país tem muito mais gravidade do que eles possam imaginar. Além de constranger e causar perplexidade, essas práticas depõe contra tudo o que se espera da mais alta corte do país. Fazem-no sem a noção de quanto isso incomoda e constrange o público que os assistem. Além de tudo isso, somos obrigados a ouvir uma linguagem que muito lembra a era medieval ou lembra aqueles tribunais de séculos passados. Talvez seja preciso fazer um Upgrade no judiciário e deixá-lo atualizado e tão moderno quanto o século 21. E mais, em alguns momentos seus comportamentos fazem-nos parecer que estão no Olimpo, inovando argumentos e distribuindo, ao mundo, mostras excessivas e desnecessárias de saber. Não podemos esquecer que um grave acontecimento foi o fato de alguns ministros dormirem em pleno horário de trabalho. Rapidamente essa falta, gravíssima, foi abafada e esquecida pela imprensa. Como se pode esquecer que o fato de não prestar atenção aos argumentos para a defesa de um réu, por seu advogado, pode comprometer totalmente a avaliação e o desfecho de um julgamento? Como não lembrar que esse condenável comportamento pode absolver ou penalizar indevidamente um réu? No entanto, o presidente continua devendo mais rigor, a imprensa noticia o que lhe interessa e parece que tudo está correndo dentro do padrão de qualidade que a mais alta corte do país exige.

 

Não me surpreende  nada mais vindo deste "desequilibrado" Joaquim Barbosa que a grande mídia coloca como "Heroi moralizador" desde que suas manfestações odiosos sejam deferidas contra Dirceu e o "PT" direitos e garantias  constitucionais as favas .

Joaquim infrigiu os riquisitos mínimos de um ministro que julga 

Temos que começar a esclarecer a população desta grande  farsa.

 

Todo Brasileiro é um técnico de futebol. Podemos extrapolar e de agora em diante seremos também Juízes do Supremo. Por favor julguem os réus:


Réu: (Culpado ou Inocente / Dosemetria da pena)


José Dirceu:


José Genoíno:


Delúbio Soares:


Marcos Valério:


Ramon Hollerbach:


Cristiano Paz:


Rogério Tolentino:


Simone Vasconcelos:


Geiza Dias:


Kátia Rabello:


José Roberto Salgado:


Vinícius Samarane:


Ayanna Tenório:


João Paulo Cunha:


Luiz Gushiken:


Henrique Pizzolato:


Pedro Corrêa:


Pedro Henry:


João Cláudio Genu:


Enivaldo Quadrado:


Breno Fischberg:


Carlos Alberto Quaglia:


Valdemar Costa Neto:


Jacinto Lamas:


Antônio Lamas:


Bispo Rodrigues:


Roberto Jefferson:


Emerson Palmieri:


Romeu Queiroz:


José Borba:


Paulo Rocha:


Anita Leocádia:


Professor Luizinho:


João Magno:


Anderson Adauto:


José Luiz Alves:


Duda Mendonça:


Zilmar Fernandes:

 

Caro Nassif

O comentário dessa "toga" aí, só vem mostrar a necessidade de reforma profunda, no cerne, do Poder Judiciário porque igual a esse indivíduo vejo muitos outros seja no judiciário, seja no MP.

Joaquim Barbosa é apenas mais um que não está a altura da toga que veste. Em verdade, ele e seus similares reduzem a toga a paramento circense e o plenário do STF a picadeiro.

Vergonhoso!

 

Barbosa é um sádico! Imagina quantas pessoas simples ele deve ter prejudicado na Justiça Comum!

 

Ironia nada! Juizo de valor mesmo!

 

Região Serrana Fluminense:Vergonha!Vergonha!Vergonha!

Não suporto esse ressentido déspota desse Joaquim Barbosa que a cada palavra proferida contra o Zé Dirceu e ao PT,não consegue desfarsar o ar de satisfação...

 

Muito conteúdo descaradamente racista aqui. 

 

Desde que surgiu a lei da ficha limpa eu suspeitava que somente um propósito a norteava: impedir Lula de voltar à politica como candidato a seja lá o que fosse. A opinião pública foi mais uma vez manipulada escandalosamente para aprovar e até patrocinar um lei totalmente inconstitucional, que atinge a cidadania no coração, como uma bala de prata.

Impedir um cidadão qualquer de se candidatar porque foi julgado por um "colegiado", independentemente de trânsito em julgado dessa decisão é um acinte ao direito individual ao devido processo legal. A constituição é clara quanto a isso.

Ademais se considerarmos que temos um MP passível de erros, para dizer o menos, e um Judiciário que não é exatamente um primor de correção e celeridade.

Essa lei só favorece o colarinho branco, que compra consciências, paga fortunas a advogados, e trama toda sorte de canalhices em conluio com essa mídia fascista e podre que nos ameaça constantemente.

Alguém em são consciência acredita que os "condenados" com base na lei são de fato culpados, e, pior, que os que não o foram são ficha limpa?

Mais um engodo enfiado goela abaixo do brasileiro ingênuo, que verá o único presidente deste país que realmente melhorou a vida da população, ser levado ao banco dos réus e declarado culpado para nunca mais poder se candidatar a nada. E na sequência, vamos eliminar a petralhada que "infesta" a nação, deixando seu governo para os "instruídos" que sempre a mantiveram cativa.

 

 

O ministro Joaquim Barbosa conseguiu desmoralizar de vez sua participação nesse julgamento. Será, no futuro, um contra-exemplo de como não deve atuar um magistrado.

Vergonha total.

 

Aqui a minha homenagem ao Ministro Joaquim Barboza.

 

http://www.youtube.com/watch?v=G2YNDWCr4wM&feature=colike

 

Quando lembramos que foi o LuLa que indicou Barbosa para o STF...E ele ainda diz que partidos politicos são todos iguais. As pessoas são adjetivadas por outras pela forma como expressam seus pensamentos e pelas suas atitudes.

 

Eu só faço uma ressalva a declarção

 

“no Brasil” são iguais, não se registrando diferenças ideológicas relevantes eles"

No Brasil são iguais, apesar das ideologias, na prática, não se registra diferenças relevantes entre eles"

Basta obervar as composições de chapas nas cidades e municipios, tem até aliança entre PT e PSDB.

 

É hora de falarmos da grave ofensa que esse julgamento representa ao princípio da paridade de armas na política brasileira. O STF deveria lembrar desse princípio.

 

No julgamento do Mensalão do PSDB o JB vai precisar escolher entre continuar com os holofotes, o apoio e a "admiração" dos partidários do PIG + o desprezo das cabeças inteligentes desse país OU tentar recuperar sua imagem junto àqueles que esperam um comportamento isento do STF.  Seja qual for sua opção, ele jamais conseguirá limpar sua imagem e será mais um ministro que não deixará sua marca na história, porque julgamentos políticos, com falas carregadas de sarcasmo e ironia não podem causar respeito a ninguém com mais de 2 neurônios.

 

Demarchi

Alguns negros no Brasil ficaram para a história e nos enche de orgulho, outros como Joaquim Barbosa , não passam de uma aberração da natureza, causando perplexidade e vergonha pelo que representam para sociedade desigual, especialmente porque foi conduzido à Corte Suprema por Lula.

 

Clap clap clap! Parabéns ministro joaquim, O Cotista. Saiba o senhor que a História já não é mais escrita pelos "vencedores"! Clap cla clap!

 

     Caracterizado o comportamento partidarizado de alguns ministros do stf ( minúsculo ), talvez fosse a hora de o Senado Federal colocar em pauta alguns processos de impeachment. Acredito também que a sociedade civil organizada já deveria estar pensando na possibilidade de recorrermos a tribunais internacionais contra este tribunal de exceção. Fico aguardando discursos no Senado e na Câmara dos Deputados sobre o comportamento deste terceiro poder que sonha em ser o primeiro sem ter conquistado poder através das urnas eleitorais.

 

É por isso que Vargas foi o que foi e conseguiu o que conseguiu. A uma altura dessas, uma palhaçada dessa estirpe já estaria sendo interrompida pelo adentrar de um tanque de guerra no plenário do Supremo, rsrs.

Tem horas em que o lider ter cujones é fundamental, não dá pra ficar assistindo o golpe passar da janela.

 

Eu dou aula em uma grande universidade particular.

E vez por outra quando estou falando ideologia, pensamento e comportamento de classes, ideologia etc, gosto de soltar umas bombas assim:" Tem gente que foi beneficiária do bolsa família, participou do pró jovem e hoje tem Prouni aqui.Mas se alguém perguntar, fica calado e ao falar é mais burguês do que os burgueses. Essas pessoas acham que falando como os ricos serão identificadas com eles e aceitos".

Joaquim Barboza - melhor dizendo Braboza - é um desses.

Verdade que ele é capaz, mas só chegou lá num governo de Lula e do PT. Ou alguém consegue imaginar Serra ou FHC nomeando-o?

Mas, hoje ele pertence à elite mais fechada e intocável do País.

E como as grandes estrelas do cinema, que queimar os filmes pornôs do seu passado: enterrar a própria história.

 

Só conhecemos um homem, naquilo que ele tem de verdadeiro, quando fica nú. Confesso, deixei-me enganar pelo Ministro Barbosa, sofri com o sofrimento de Barbosa, mas fui cego, não percebi que a origem do sofrimento era pessoal, achei que era histórica, perpretada desde quando os navios negreiros atravessaram o Atlântico pela primeira vez. Era pessoal, forjada num sentimento de hoje, misturada à revanche, com pitadas generosas da ideologia dos dominantes.

Estranho, um dos únicos partidos no Brasil que busca incluir aquilo que a elite luta para manter separado é o alvo de Barbosa. Não era para ser a elite que separa, desune, explora, pisoteia, escarneia, cospe em seres como nós, do povo, e em gente como tantos iguais a Barbosa?

Por que a ironia de Barbosa volta-se à quem enfrenta a elite para poder incluir quem nunca teve nada? Será que é porque a luta pela inclusão, pela igualdade ressalta o fato de que Barbosa não nasceu no seio da elite, a quem parece servir com gosto? Barbosa ainda não se deu conta que ficará marcado para sempre na história como aquele que sucumbiu aos algozes  históricos da sua gente?

Barbosa não sabe que a história é movimento, e que um dia, talvez, a elite só aparecerá nos manuais escolares como aparece hoje o infortúnio dos irmão de África?

A quem pensa servir Barbosa? A si próprio? Ou se servindo a si próprio não serve absolutamente a elite que sonha em construir, de novo, o país das desigualdades?

 

Perdí o interesse na relatoria da ação penal 470 quando percebí que a mesma prestava-se APENAS  para a promotoria...

Triste FIM de um ministro do STF, ser lembrado NÃO COMO MINISTRO E SIM COMO "PROMOTOR" auxiliar do PROCURADOR. Vai CONJECTURAR ASSIM NOS QUINTOS DOS INFERNOS...

Como já conheço a peça do Gurgel, acompanhei toda, e fez-me RIR.

Vou aguardar o "CONTRADITÓRIO" do REVISOR, e espero que este NÃO HAJA COM O FÍGADO, mas com a lei.

Preparem-se para o SBF (SUPREMO BARRACO FEDERAL) que o Min. Barbosa patrocinará...

O PIOR ESTÁ POR VIR...DOIS ANOS DE BARBOSA NA PRESIDÊNCIA DA "SUPREMA" CORTE. Criminalizando a política, corremos o risco DO PRÓPRIO MANDAR OS POLÍTICOS PARA CASA ( tornando todos os expoentes inelegíveis) E ASSUMIR COMO SUMO PONTÍFICE DA NAÇÃO...

 

Joaquim Barbosa está mostrando que assiste e é fortemente influenciado pela TV Globo bem como pela Folha e a revista Veja. Como assim "os partidos são todos iguais"? Esta é a proposta desses órgãos de imprensa (?), de querere confundir o eleitor dizendo que "são todos farinha do mesmo saco", mas não são!

Por que J. Barbosa desconsiderou os milhões de cidadãos que ascenderam à classé média? Ou os milhões que deixaram a linha da pobreza? Ou a libertação do Brasil diante do FMI? Ou o fim da submissão aos interesses dos países centrais? Ou o crescimento da 6ª economia do mundo?

Como assim "são todos iguais" Ministro??

 

Importante explicar isso!

O que é um Tribunal de Exceção? O art. 5º (o maior artigo do mundo...), inciso XXXVII, é muito claro ao afirmar que não haverá juíz ou tribunal de exceção. Mas o que caracteriza um tribunal de exceção?

Um tribunal (ou juízo) de exceção é aquele formado temporariamente para julgar um caso (ou alguns casos) específico após o delito ter sido cometido. Um exemplo famoso, é o Tribunal de Nuremberg criado pelos aliados para julgar os nazistas pelos crimes de guerra.

 

E qual o grande problema dos tribunais de exceção? O primeiro e mais claro é que eles invariavelmente não são imparciais, uma vez que a sua criação é direcionada para um caso específico. Ou seja, só é criado um tribunal de exceção quando há algum interesse na direção das decisões e do resultado.

 

Outro problema é que a pessoa, ao ser julgada por um tribunal de exceção, perde algumas das outras garantias  do processo, como a do duplo grau de jurisdição e do juiz natural, por exemplo. E não necessariamente o tribunal é formado por juristas, podendo ser composto por qualquer pessoa, para julgar qualquer caso, contra qualquer pessoa. É uma boa forma de se acabar com a segurança jurídica.

 

Por isso, os tribunais de exceção, em sua grande maioria, são expressões de países totalitários ou formas de repressão pública de alguns indivíduos “desviados” ou que, aos olhos da população, mereçam severa repreensão (como os nazistas de Nuremberg). Países que se dizem democráticos, como o Brasil, devem abolir todo e qualquer tipo de tribunal de exceção.



Leia mais: http://oprocessopenal.blogspot.com/2008/06/o-que-um-tribunal-de-exceo.html#ixzz26pRSdzVi

 

Acho que é isso aí que o JV prevê. Será o candidato do PIG para presidente. Aliás, já está em campanha.

josé maria de souza

 

O problema é arranjar um partido para ele. Já que criminaliza todos. O pig é partido de fato, ms não de direito.

O sonho do herói do povo brasileiro é constituir uma casta de iluminados para governar (e proteger) os pobres diabos sujeitos às espertezas corruptas dos políticos (só os trabalhistas, senão não terá apoio do pig).

Não tinha a república de Platão? Então seria a república do Joaquim. O que coincide com o desejo do Reinaldo Azevedo, que em texto logo após a reeleição do Lula, afirmou estar buscando a fórmula da democracia sem povo

 

Juliano Santos

Não sou especialista em direito, mais ao ler os artigos, de fácil compreensão, sobre o tema, escritos por Janio de Freitas, Paulo Moreira Leite e outros fico a imaginar que deve ter algo mais por trás dos absurdos cometidos pelo relator, que foge à minha imaginação, a não ser que o objetivo real seja transformar o PT em mártir.

 

abçs

 

O grupo cachoeira deve ter muitos grampos com áudio dos ministros do STF e está roterizando o julgamento. O comportamento de Barbosa é sintomático. E nós, o que vamos fazer para jogar poeira no ventilador? Vamos ficar aqui, falando pra nós mesmos e aguardando a confirmação de nossas teses, para depois nos deliciarmos com a confirmação de que estávamos certos? Isso é egocentrismo. O golpe está acontecendo, é assim que se constrói uma ditadura, é disso que ela precisa: de tiranos, da massa e de intelectuais da palavra, apenas.

 

   CERCEAMENTO DA DEFESA....  nesse pseudo julgamento nada "ORTODOXO",  o ministro relator e "acusador pelo seu comportamento" Joaquim Barbosa   faz seu  voto sobre uma "fatia" da acusação, onde esta incluso varios réus e muitas situações,...usa "dezenas" de horas de ilações, pressões e divagacões, usando de persuazão, onde menciona maldosamente atitudes que supõe ilegais.

  A defesa teve apenas uma hora para se explicar perto de dezenas de horas do JOAQUIM BARBOSA de "argumentos" do "acusador". Portanto vejo com esse "fatiamento do julgamento", foi dado um passa moleque na defesa.

 

 


O Simão Bacamarte do STF foi nomeado pelo PT e Lula. Que sirva de lição, pois deveria ter siguido o caminho da competência e não nomear por cota racial.

 

Armando do Prado

O que todos suspeitavam ficou claro no comentário infeliz do ministro justiceiro, o julgamento é político sim e o STF o eleito para consertar o país com seus juízes iluminados. É muito ruim para a democracia quando um poder quer usurpar o poder do outro máxime quando atenta contra a soberania popular que é o voto. Nessa toada não duvido que as tentações golpistas aflorem e um ministro do supremo se apresente à nação como salvador da pátria.

 

Uma imagem diz mais do que mil cotas raciais...

Re: A ironia de Joaquim Barbosa ao PT
 

"In cat we trust" (Hilda Hilst/eu)

Com o objetivo de se perpertuar no poder, o partido PJB se juntará ou PSTJ e fundarão um novo partido:

PSJ: Partido do Supremo Joaquim.

A conferir.

 

O ministro, que se julga tão inteligente, parece ignorar o quão comum e disseminada é a prática do fisiologismo na política brasileira. Até mesmo o ex-presidente FHC disse que havia coligações para disputar eleições e coligações para manter a governabilidade eram coisas completamente diferentes. O ministro age na mais descarada má fé, deixando o mais claro possível a falta de decoro e legitimidade desse julgamento. O negócio é esperar pra ver como a Corte Interamericana vai apreciar esse caso, do mesmo tribunal que considerou legítimo o Estado torturar e assassinar seus cidadãos e depois se conceder uma auto-anistia.

Se eu fosse a Dilma, indicava o Zé Dirceu pra ministro do STF.

 

Nosso país é diariamente disputado por PT e PSDB.


Os crimes de um justificam os crimes do outro. Nesta polarização os abutres coligados, DEM, PMDB, PP, PSD, PSB, PCdoB, P.... e tantos outros, aparecem para se alimentar da carniça de nosso povo.


Para alguns os fins justificam os meios, para outros os crimes devem punidos para que uma nação seja justa com os honestos, que não COMETEM CRIMES, e contribuem para a formação de um país verdadeiro.


Os crimes cometidos por ambos devem ser, e se Deus quiser serão, exemplarmente punidos.


Mensalão do PSDB + Coligados e Mensalão do PT + Coligados, devem ser punidos com o rigor da lei, e que sirva de exemplo para aqueles que hoje defedem criminosos e principalmente para os nossos descendentes.


O festival da corrupção política, claramente exposta nas CPIs dos Correios, Mensalão de Minas, Mensalão do DF, Mensalão Federal e CPI do Cachoeira, passando pela formação de coligações oportunistas, estas sempre cegas a luz da boa ética, devem receber a punição máxima da lei. 


Políticos corruptos, empresários e banqueiros corruptores => CADEIA !!!


 

 

Muito bem. O Celso Daniel até deu uma ajeitadinha na nuvem agora. Penso que ele e Ulysses Guimarães estão assistindo juntos o julgamento.

 

Ironia de Barbosa ao PT

Busco em Carta Capital recente algo que envolve o Governo do PT e uma instituição tida pelos brasileiros como das mais respeitáveis, o nosso glorioso (?) Exército.

Penso que o Sr. Ministro Barbosa, futuro Presidente do STF, desde já poderia ir agindo junto ao Sr. Gurgel para que cumpra com o papel que lhe compete, ou seja, manifestar-se com a devida urgencia.

Qualquer dúvida, procurar Maurício Dias na Carta Capital - Seção Rosa dos Ventos

Copiado do site Conversa Afiada

"Corrupção :Um foco

Dnit tornou-se um nome mal afamado. Esta é a sigla do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte, órgão do Ministério dos Transportes envolvido em suspeitas de alianças de corrupção tanto com o escancarado mundo político quanto com fechado mundo da caserna.Não por acaso o ex-diretor geral do DNIT, Luis Fernando Pagot, foi chamado a depor na CPI do Cachoeira. Ameaçou falar o que sabia. Porém, ao depor, calou-se. Ele lidava com contratos de interesse das empreiteiras como, por exemplo, a Delta de Fernando Cavendish.Corre à margem do trabalho rumoroso dessa CPI, o caso envolvendo o DNIT e o Instituto Militar de Engenharia (IME), em curso na 2ª Auditoria Militar, no Rio de Janeiro.Há seis militares denunciados por crime de peculato em torno de licitações a partir de convênios firmados com o DNIT, apurado em Inquérito Policial Militar.Afora esses oficiais, uma ponta do problema aponta para o comandante do Exército, Enzo Peri. Por ter foro privilegiado a denúncia foi ao procurador geral da República, Roberto Gurgel.Desde então, ao que se sabe, adormece em alguma gaveta.

 

A valer os conceitos deste afro descendente as pastas ministeriais ocupadas por aliados também constituem compra de apoio e corrupção.


Colocar um ministro no STF depois de acordos também é corrupção.


Dar presentes a seja quem for também é corrupção.


Joaquim vai se falar de você por muito tempo, Judas é nomeado até hoje e não parece de maneira tão positiva.

 

Ortodoxo ou Heterodoxo ?


Disse o ministro Ricardo Lewandowski que o julgamento do chamado “mensalão” não é nada ortodoxo.

Logo, pode-se interpretar que o julgamento está sendo heterodoxo.

 

Não custa nada lembrar o que define o dicionário para essas duas expressões, vejamos:


Ortodoxo: De estrita conformidade com a doutrina; que obedece estritamente à Lei.

Heterodoxo: O que é contrário aos padrões tradicionais; o que contraria os princípios ortodoxos.

 

O julgamento da ação penal 470 vai fazendo história, para o bem ou para o mal.


Reclama o advogado Hermes Guerrero, que defende o publicitário Ramon Hollerbach, que o fatiamento adotado por Joaquim Barbosa "prolonga a angústia dos réus" e se revelou "cruel e desumano". Explica o advogado que o método "atrapalha a Justiça", na medida em que distancia os argumentos da defesa do momento de manifestação do entendimento de cada Ministro do Supremo.

 

Decerto, lá se vão mais de trinta dias em que o advogado pode usar uma hora para defender seu cliente. Enquanto que os ministros votam logo após o longo relato de Barbosa condenando os réus, fatiando a condenação em vários capítulos, sem que, contudo, utilize ele os argumentos da defesa, no mais das vezes repetindo à exaustão os argumentos do Procurador Geral da República, e seus próprios, pois que Barbosa vem cumprindo esse papel de retificar e ampliar as acusações do PGR. 

 

Teria sido mais honesto Joaquim Barbosa propor o fatiamento antes do início do julgamento, e uma vez acertado o roteiro ter permitido que antes de cada acusação fatiada pudessem os advogados apresentar suas defesas para cada capítulo. Teríamos então uma defesa se apresentando no momento em que fosse iniciada cada fatia, e assim permitir a apresentação do contraditório de forma clara e precisa, possibilitando a todos os demais ministros avaliarem acusação e defesa numa mesma empreitada.

 

Do jeito que ficou, é clara a ausência do direito da defesa expor seus argumentos no momento anterior em que se apresenta o voto do relator. O hiato de mais de trinta dias faz a defesa perder força em seus argumentos, já distantes e desconexos com o momento em que os demais ministros, chamados de vogais (exatamente aqueles que não tiveram tanto tempo exclusivo para exame da matéria em julgamento, como tiveram relator e revisor), manifestem seus entendimentos.

Temos assistido a muitos vogais correrem com suas obrigações e votando com o relator, sem muita fundamentação teórica e sem exame vertical de cada fato. Há até uma ministra que inicia seu pronunciamento com o voto condenatório, para depois expor algum argumento de sustentação, muitas vezes usando juízos de valores pessoais, se distanciando do Código Penal e mais ainda, da presunção de inocência e do direito ao contraditório, garantias constitucionais que vão sendo relevadas a plano secundário. 

 

Claro está que o fatiamento é mais uma artimanha utilizada para dar menor valor ao direito de defesa. Caso fosse adotada a sistemática de manifestação da defesa exatamente antes do início do relatório de cada capítulo, os vícios anotados de alguns ministros no primeiro voto seriam combatidos com mais ênfase no segundo capítulo e assim por diante. E mais ainda, o juízo de valor do relator seria contraditado mais vezes pelos absurdos paradigmas que vem adotando. Manifestação do ministro Luiz Fux, por exemplo, - de que a defesa tem que provar a inocência dos réus - seria combatida com a veemência que a aberração constitucional exigiria.

 

Como se vê, a heterodoxia desse julgamento ainda vai produzir muitos estudos e análises. A presunção de inocência, o direito ao contraditório, as provas e contraprovas constituídas na fase do contraditório, as teses do domínio do fato e do ato de oficio, conceitos que os ministros deveriam reverenciar, vão sendo deformados nas diversas fatias do julgamento. 


E você, é ortodoxo ou heterodoxo?

 

Lula teve grandes acertos e grandes erros também!

É um ser humano, portanto passível de falhas, porém, desconsiderar o viês conservador e politico do STF foi quase imperdoável! A direita sabe disso há mais de 500 anos!

 

Só quero que me expliquem porque alguns deputados da base aliada precisou receber para votar pelo governo??? E o que dirá dos deputados do PT que até então sempre votavam em blocos, gratuitamente???

 

Pela mesma razão que Dilma comprou a Marta Suplicy com um ministério para ter o apoio da senadora ao candidato petista. 

 

Em sendo o ex-presidente Lula ou a Presidenta Dilma, acionaria o Senado para chamar o "Joaquim Barbosa" às falas.

Se ele quer criticar o PT, não gosta de algum dirigente político, que o faça numa roda de amigos, numa mesa de boteco, e não no pleno do STF.

Ao invés de falar nos autos, ele fala PARA os alto-falantes da mídia.

 

Que poder tem o JB!

Sendo que a grande maioria dos ministros foi indicada por Lula e Dilma, não ocorre a ninguém que o que está acontecendo é uma a denúncia é bem fundamentada?

Só votam contra o compadre da Dna. Marisa e o ex advogado do PT.

Tudo é um grande complô ou pegaram a turma com a mão na massa?

O o que parece mais lógico é que alguns vestais eram uma fraude.

 

Cada vez mais acho esse senhor, o ministro (de)lator, um sem noção. Mistura alhos com bugalhos e pensa ser a pessoa mais influente do mundo. Mal sabe que a quem ele serve agora, ou pensa que serve, qualquer um é descartável, principalmente, quando mostra essa transparência tão crua de adesão. Não sei a quem ele serve, mas sua  própria lógica se vira contra ele mesmo. Se é possível, partindo de indícios, chegar à idéia da malversação do homem público, tendo Dirceu como exemplo, quem me garante que isso não está acontecendo com ele e com outros nesse momento? A ambição e a vaidade são características humanas, não dão em árvores. Apenas um detalhe desmonta sua tese: a história de vida de Dirceu. O que Joaquim Barbosa tem a oferecer como exemplos de vida pública? Olhando para ele, observando seus atos, imagino o que ele não faria durante a ditadura. Seria ele um Judas, um dedo-duro? Seria um alpinista, um Beto Rockfeller da vida? Não sei...

 

" O mensalão tucano sequer chegou aos tribunais e, além do mestre Jânio de Freitas e deste modesto aprendiz de jornalismo, ninguém mais diz que isso é um disparate. Sem falar, claro, de Wanderley  Guilherme dos Santos, que publicou uma aula sobre o tema no site O Cafezinho."

Parabenizo o jornalista Paulo Moreira Leite por seu excelente artigo.

Gostaria de solicitar esclarecimentos a quem pudesse fazê-lo, pois o que tem sido propagado pelos blogs ditos sujos, é de que o mesmo Ministro Joaquim Barbosa seria o Relator do processo tucano-mineiro no STF, inclusive por envolver Eduardo Azeredo e Clésio Andrade, detentores da prerrogativa do foro privilegiado por serem parlamentares, isto porque, diferentemente do caso da AP470, o caso mineiro-tucano foi desmembrado, permitindo assim que Marcos Valério, Ramon Hollerback e Cristiano Paz, etc...etc..., apesar de não serem homonimos daqueles já julgados e condenados por JB, mas rigorosamente os mesmos, por exemplo, estejam sendo julgados (?) nos tribunais de Belo Horizonte.

Um dia, em face do entrevero JB x GM, enviei e-mail de cumprimento e solidariedade ao Ministro Joaquim Barbosa, e novamente o farei, quando no próximo exercício da Presidencia do STF, findo o processo da AP 470 (uma autentica e deslavada caça ao PT) o Sr Presidente do STF pautar o início do processo dos acusados Eduardo Azeredo e Clésio Andrade.

Estou convicto que neste dia, senão antes quando vazarem as notícias do STF e das intenções do "promotor-presidente do STF" Joaquim Barbosa de inclusão em pauta de julgamento do caso tucano-mineiro, o Senhor Ministro conhecerá a verdadeira face deste monstro de sete cabeças, dez chifres (ou seriam antenas?) e inúmeras mãos (estas sempre prontas a servir aos cérebros que as comandam), esta despudorada mídia nacional, pois neste momento o extraordinário currículum vitae de Joaquim Barbosa poderá ser jogado no lixo, passando a se igualar ao de um Paulo Maluf, ou de um Fernandinho Beira Mar, ou até talvez, para ficarmos em nomes em atual evidencia, ser menos qualificado que um Marcos Valério de Souza ou Roberto Jefferson Francisco.

Sr. Ministro Joaquim Barbosa, como ainda prefiro aplaudi-lo proximamente, insisto em que findo o julgamento da AP 470, o senhor imediatamente insira na pauta de julgamento do STF o caso tucano-mineiro, pois afinal cabe-lhe demonstrar que a justiça finalmente vai alcançar a todos.

Estou convicto que o Brasil agradecerá pelo início efetivo de novos tempos!!!!