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A saúde e o uso de agrotóxicos na agricultura

Do Fazendo Media

“É UM ABSURDO A ACADEMIA INSISTIR NA TESE DE QUE HÁ NÍVEIS TOLERÁVEIS DE AGROTÓXICOS E QUE ESSAS QUANTIDADES NÃO TÊM EFEITO NEGATIVO EM NOSSA SAÚDE”

A batalha contra a intensa utilização de agrotóxicos no país ganhou também o Congresso Nacional. No final de 2011, a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou um relatório que revela os riscos desses venenos para a saúde humana e ambiental. Após mais de seis meses de trabalho de investigação e de escuta de todos os setores envolvidos na produção, comercialização, utilização e pesquisa dos agrotóxicos, a subcomissão criada especialmente para estudar o tema concluiu que o ideal é que esses produtos parem totalmente de ser usados na agricultura do país. O deputado Padre João (PT-MG), autor do relatório, conta, nessa entrevista, as falhas que os parlamentares encontraram na legislação brasileira, as contradições nos discursos dos defensores dos agrotóxicos e as alternativas ao uso desses venenos, vistas de perto pelos deputados.

O relatório da subcomissão especial sobre o uso de agrotóxicos e suas consequências à saúde aponta que quando se fala de substâncias tóxicas, como os agrotóxicos, não há como suprimir o risco envolvido na utilização desses produtos, apenas reduzi-lo a níveis aceitáveis. O Brasil hoje utiliza agrotóxicos de forma a reduzir os riscos a níveis aceitáveis?

Infelizmente não. E esse é um aspecto muito delicado, porque estamos falando de algo que está sendo ingerido junto com nossa alimentação. Não temos o controle sobre o uso dos agrotóxicos nem na produção, nem na comercialização, muito menos na utilização desses venenos, que é feita intensamente no campo e até mesmo nas cidades, onde existem as tais capinas químicas (método de controle da vegetação com o uso de agrotóxicos). Então, os agrotóxicos atingem diretamente o campo e a cidade e, indiretamente, toda a população brasileira na forma de resíduos nos alimentos.

Qual a dimensão do risco que a população brasileira está correndo?

Infelizmente somos os campeões no consumo de agrotóxicos, e esse título não gostaríamos nunca de carregar. Levando-se em conta toda a América Latina, 80% de todo o agrotóxico é consumido aqui no Brasil, apesar de haver outros países vizinhos com produção agropecuária, como a Argentina. Trata-se de um grande problema que nós temos no dia-a-dia e a população não tem clareza desse risco. O pessoal do agronegócio e, infelizmente, alguns setores da academia insistem em dizer que não há problema em utilizar agrotóxicos. Mas precisamos pensar: recomendamos às pessoas que comam frutas, porque elas têm miligramas de vitaminas e nutrientes. Apesar de serem pequenas partículas dentro de uma fruta, esses nutrientes são importantes para o organismo. Uma laranja, por exemplo, tem alguns miligramas de vitamina C. É algo pequeno, mas isso tem efeito positivo para a saúde das pessoas, mesmo que seja a médio e longo prazo. Agora, quando pensamos em termos de resíduos dos agrotóxicos, também estamos falando de partículas pequenas que são consideradas toleráveis. Porque vamos acreditar que, após 30, 40 anos de ingestão, esses resíduos não causam impacto negativo em nossa saúde, da mesma forma que os miligramas de nutrientes das frutas exercem impacto positivo? É um absurdo a própria academia insistir na tese de que há níveis toleráveis de agrotóxicos e que essas quantidades não têm efeito negativo em nossa saúde, se nós ingerimos alimentos com diversos tipos de agrotóxicos e tudo isso se reúne em nosso organismo.

O relatório fala das dificuldades em comprovar a relação entre o uso de agrotóxicos e o surgimento de doenças, apesar de várias evidências. A subcomissão realizou uma ausculta pública na cidade de Unaí (MG), onde são diagnosticados cerca de 1.260 casos de câncer por ano em cada 100 mil pessoas, enquanto a média mundial não ultrapassa 400 casos. Ainda são necessárias novas evidências da relação de causa e efeito entre o uso de agrotóxicos e doenças como o câncer e outras?

Nós temos algo bem evidente. Vimos situações, sobretudo no Noroeste de Minas Gerais, na região de Unaí, de pessoas que perderam um rim. Quando essa intoxicação por agrotóxicos é direta ou aguda, ela apresenta um efeito nítido que provoca a perda do rim, além de problemas na pele e outras doenças. Mas o grande problema são os efeitos a médio e longo prazo, sobretudo para quem tem essa convivência ainda maior, embora todos nós sejamos atingidos quando ingerimos os alimentos. Os defensores dos agrotóxicos insistem em dizer que não existe essa relação entre esses venenos e as doenças, mas isso ficou muito claro para nós da subcomissão nas regiões onde há utilização em grande escala e muito concentrada dos agrotóxicos, como no Noroeste de Minas Gerais, na região do Jaíba (Norte de Minas Gerais), em Lucas do Rio Verde (GO), em Mato Grosso e em Petrolina (PE). Está claro que o índice de câncer nessas regiões está muito maior do que o índice mundial, então, o nexo causal é muito evidente. Outro grande problema que percebemos é que existe um lobby muito forte sobre os próprios profissionais de saúde para que eles não registrem os casos de intoxicação. Temos depoimentos do Leste de Minas Gerais informando que uma pessoa morreu intoxicada por agrotóxicos em uma lavoura de café, e no atestado de óbito constou como infarto.

É possível que haja responsabilização criminal em casos como esse?

É importante destacar que se trata de um crime. Por isso, temos propostas de projetos de lei e, entre eles, um projeto que tipifica essa subnotificação do profissional de saúde como uma infração sanitária grave. A punição recairia, nesse momento, sobre o profissional de saúde porque é dele que parte a prova. Daí, seria desencadeada uma série de outros processos, mas, sem essa prova, ficamos nesse dilema. Então, a raiz do problema é a subnotificação. Se reduzirmos isso, vamos ter dados precisos e poderemos envolver todos os responsáveis – o proprietário da lavoura, quem vendeu o agrotóxico sem orientação, as empresas produtoras. Hoje, temos um quadro de subnotificação generalizada. Infelizmente, falta capacitação para os médicos e enfermeiros.  Apenas agora, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), junto ao Ministério da Saúde, fará a capacitação com formação à distancia para cerca de 400 profissionais de saúde. A previsão é que essa formação seja ampliada a cada semestre, mas ainda assim falta capacitação na própria academia, na grade de formação dos cursos dos profissionais de saúde.

Após a conclusão dos trabalhos da subcomissão é possível avaliar se a legislação brasileira é muito permissiva aos agrotóxicos ou se o problema está mesmo no descumprimento da legislação vigente?

Ela é permissiva no que diz respeito aos incentivos, como a isenção de impostos. Há uma política de incentivo ao uso de agrotóxicos baseada na tese do abastecimento, do Brasil como celeiro do mundo.  Com uma visão muito equivocada de segurança alimentar, como se segurança alimentar fosse apenas quantidade e não visasse também qualidade, essa tese leva a essa quantidade de isenções. Por outro lado, as legislações que existem sobre pulverização aérea, por exemplo, e o próprio receituário agronômico não são cumpridas e não há uma fiscalização. O aparato fiscalizador do nosso país chega a ser ridículo. Temos 90 técnicos capacitados para isso, somando os profissionais da Anvisa, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Ministério da Agricultura e Pecuária. E dentro desses 90, menos de 50 efetivamente fiscalizam. Isso para um país continental, onde a agricultura e a pecuária são muito fortes, não é nada, não dá para atender nem uma unidade da federação. Então, temos que aprimorar a legislação. Por isso, o próprio relatório traz algumas propostas e ainda estamos estudando outras, porque se viessem todas no bojo do relatório nós teríamos problemas para aprová-lo por causa do lobby que existe também no próprio Congresso. Mas nada adiantará se não estruturarmos esse aparato fiscalizador, seja do Meio Ambiente – e aí seria o Ibama e a Agência Nacional das Águas (ANA), que não tem nenhum controle e nenhuma informação sobre a contaminação das águas pelos agrotóxicos -, seja da Saúde, com a Anvisa e também no campo da saúde do trabalhador, além do próprio Ministério da Agricultura e Pecuária.  Os fiscais do Ministério do Trabalho não têm nenhuma capacitação para lidar com a contaminação dos trabalhadores e a qualidade de vida deles em relação aos agrotóxicos. Também em relação à fiscalização, sugerimos que o receituário agronômico tenha cinco vias, ao invés das duas que possui atualmente, de maneira que uma via seja enviada obrigatoriamente para os governos dos estados e outra para o governo federal. Já existe uma lei sobre a necessidade do receituário, mas ela não foi bem regulamentada e, por isso, estamos propondo novos projetos de lei, para que a fiscalização funcione de fato e possamos penalizar quem se omitir nas informações.

No relatório, a subcomissão observa também que, apesar dos riscos, as autoridades brasileiras acreditam que os benefícios advindos dos agrotóxicos na produção agrícola superam os malefícios. Como superar esse pensamento?

Esse pensamento está no bojo dessa tese: ‘agora chegaremos a 7 bilhões de seres humanos, então, temos que produzir alimentos e não há como produzir hoje sem agrotóxicos’. E isso não é verdade. Se, de um lado, a maioria pensa assim, tem outra parte que pensa diferente e já vem, na prática, buscando a superação do uso dos agrotóxicos. Durante as audiências públicas e as visitas, fizemos questão de ir também em áreas de produção orgânica, que estão produzindo com qualidade e regularidade e cuja produção hectare/ano está superando aquelas que utilizam os agrotóxicos, até em produções como a de cana-de-açúcar. Recebemos proprietários de grandes usinas, que estão produzindo mais de 120 toneladas hectare/ano de cana, em uma média de 100 hectares. Visitamos também a fazenda Malunga, no entorno de Brasília, e pudemos constatar a produção em grande escala que é feita lá, com mais de 100 trabalhadores, produzindo sem agrotóxicos. Então, esse pensamento das autoridades brasileiras é consequência de uma cultura que veio ganhando espaço através das universidades desde a década de 1970, com a superação das sementes criollas, tudo muito bem montado pelas multinacionais. São as mesmas empresas que já conhecemos, como Monsanto, Syngenta e Dow, cuja força nas universidades desde a década de 1970 violentou a agricultura tradicional e familiar, levando a uma ruptura cultural violenta. As próprias empresas de assistência técnica também ficaram reféns dessas multinacionais dos agrotóxicos. Eu não estava no Congresso na legislatura passada, mas nossos deputados e senadores foram enganados quando aprovaram os transgênicos, com o discurso que iriam reduzir o uso dos agrotóxicos. Essa era a tese do agronegócio, uma mentira. Hoje, dobramos o consumo de agrotóxicos e, mesmo quem produz transgênicos, precisa utilizar agrotóxicos e em grande escala. Enganaram o Congresso.

Que políticas públicas seriam necessárias para que outro tipo de agricultura fosse potencializada no país?

Nós já fizemos algumas recomendações ao governo federal, reforçamos, por exemplo, a necessidade de avançar na pesquisa e na assistência técnica para a produção agroecológica porque quando dizem não dá para produzir sem veneno, na verdade, o que falta é assistência técnica porque toda a assistência e toda a pesquisa estão voltadas para a produção com agrotóxicos. É lamentável quando visitamos algumas áreas e os próprios agricultores estão fazendo experimentos sem o uso de agrotóxicos.. Não cabe ao agricultor fazer experimentos, cabe ao Estado Brasileiro propiciar isso através das empresas de pesquisa e garantir ao agricultor uma assistência técnica para dar segurança para aquele investimento que ele está fazendo. É lamentável que apenas 22% dos produtores rurais do país tenham assistência técnica. Outro dado importante é que em algumas áreas rurais os índices de analfabetismo chegam a 25%. Então, um público com alto percentual de analfabetismo, sem assistência técnica, está lidando com veneno no dia-a-dia. São trabalhadores e trabalhadoras reféns dessas multinacionais. Por isso, além de avançar na assistência técnica, temos também que aumentar os impostos para essas empresas, porque trazem prejuízos à saúde, ao Sistema Único de Saúde (SUS), à Previdência Social,. São muitos trabalhadores obrigados a se aposentar de maneira prematura. Portanto, os agrotóxicos trazem grande prejuízo para o povo brasileiro e, ainda assim, recebem incentivos. Temos que dar incentivo é para a produção agroecológica, que produz alimentos que garantem saúde e vida para o povo. Infelizmente, a produção agroecológica não tem incentivo.

A Revista Veja publicou recentemente uma matéria com o título ‘A Verdade sobre os agrotóxicos’. A publicação diz que esses produtos não representam riscos à saúde. Além disso, utilizando como fonte o coordenador geral de agrotóxicos do Ministério da Agricultura, Luís Eduardo Rangel, a revista afirma que o registro dos agrotóxicos no país é muito caro. O que o relatório aponta sobre isso?

Essa matéria da Veja não me espanta. É ridícula e não corresponde à realidade da vida, dos trabalhadores do campo e do povo brasileiro. O valor pago pelo registro no Brasil é irrisório se compararmos com o custo doregistro nos Estados Unidos, por exemplo. Inclusive, estamos com projetos para aumentar o valor da taxa, tanto para o registro, quanto para a avaliação. E exigimos também a reavaliação dos agrotóxicos a cada cinco anos. Atualmente, o produto fica registrado por um tempo indeterminado e não tem acompanhamento dos riscos para determinar se ele precisa ser retirado ou não do mercado.

O relatório apresenta também dados sobre a destinação final das embalagens dos agrotóxicos. Qual a dimensão desse problema?

Esse é um problema muito grave. Os dados que as empresas apresentaram de retorno das embalagens vazias de agrotóxicos não correspondem à verdade. O Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev), fundado pelas próprias empresas, trabalha com um número bem menor do que o total das empresas de agrotóxicos no Brasil. Eles trabalham com menos de 100 empresas, e, no total, são 136 com registro no país. Outro problema sério é quando o estabelecimento comercial obriga o agricultor a assinar um termo de compromisso que o responsabiliza pela entrega da embalagem no posto de recolhimento estipulado pelas empresas. Muitas vezes, esse posto está distante 300 quilômetros da propriedade rural. Tem estado com apenas um posto de coleta. Então, é algo totalmente precário, recolhem o mínimo e insistem que coletam 94% das embalagens. E essa embalagem não coletada é reutilizada na própria lavoura, como eu disse anteriormente, pelo problema do analfabetismo e da falta de orientação. De forma inocente, as pessoas reutilizam as embalagens para uso doméstico, em currais, e até para armazenar alimentos.

Outro apontamento do trabalho da subcomissão é uma maior integração entre os setores responsáveis pela fiscalização dos agrotóxicos e os órgãos estaduais. Mas sabemos que há um pensamento predominante de defesa do agronegócio e de métodos deste modelo de produção que tem se mostrado prejudiciais à saúde humana e ambiental. Como potencializar a fiscalização dos agrotóxicos diante desse quadro de governos que defendem as práticas do agronegócio?

Só vamos ter essa realidade quando a população tomar consciência de que ela está sendo envenenada a cada dia. Nesse sentido, eu saúdo o cineasta Silvio Tendler que, com o filme ‘O Veneno está na mesa ‘, aborda essa realidade. A população é tem que criar essa consciência coletiva e dar um basta. Não dá para esperar isso dos governos e dos políticos porque essas empresas também financiam campanhas políticas. No próprio Congresso, a maioria está em defesa do agronegócio, que não abre mão da utilização de veneno na produção de alimentos. E é lamentável quando temos uma mesma empresa que mata o povo com uma mão e dá o remédio com a outra. A Bayer, por exemplo, ao mesmo tempo que fabrica venenos, também produz medicamentos.Essa legislação precisa ser revista com urgência.

A conclusão do relatório aponta que o ideal seria o banimento total dos agrotóxicos e que isso pode acontecer a médio e longo prazo. De que forma isso pode ser feito?

Eu não posso dizer que essa mudança será em 10 ou 20 anos, mas acredito e vou lutar por ela. Quem diria que a Alemanha daria um basta à energia nuclear, com a meta de em 2020 não ter nenhuma usina nuclear funcionando? E justo em um país que não tem disponibilidade solar e de recursos hídricos, mas está criando condições para ter energia renovável. Eu acredito que um país como o nosso, com terra fértil, água e com tantos experimentos bem sucedidos na produção agroecológica, conseguirá alimentar não só os 200 milhões de brasileiros, mas dar uma grande contribuição para todos os outros continentes na produção de alimentos que vão garantir saúde e vida para o povo. Hoje, a grande produção está enganando a população, porque a pessoa compra pimentão, mas está comprando pimentão mais veneno. E muitos ainda não têm a clareza de que não basta apenas lavar o alimento. Isso retira apenas o resíduo externo, não o veneno, que está impregnado no alimento. Precisamos de uma posição do governo federal, junto com o Congresso, para banir de vez a utilização de agrotóxicos. Por isso, é urgente avançarmos na pesquisa e na assistência técnica para produção agroecológica. As indicações da subcomissão já foram encaminhadas aos diversos setores do poder público. Agora, iremos trabalhar cada uma delas fazendo gestões nos ministérios para os quais foram feitas as recomendações, além da Secretaria Geral da Presidência da República e da Casa Civil. O que nos alegra é que o próprio secretário geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, cultiva uma produção agroecológica em seu sítio e tem essa consciência. Esperamos buscar dentro do próprio governo pessoas que tenham essa consciência e possam entrar nessa luta. A Fiocruz, a Anvisa, algumas universidades que já estão comprometidas, os movimentos sociais, todos são estratégicos. Temos que unir o campo e a cidade para criarmos as condições para a superação do uso de agrotóxicos, já que nossa vida depende do que comemos e bebemos.

(*) Entrevista publicada orginalmente na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio.

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O padre precisa ler e estudar mais. Paracelsus (1493-1541), medico suiço estabeleceu o principio basico da Toxicologia: "Todas as substancias são venenosas: a dose correta diferencia o veneno do remedio." Ou, "a dose é que faz o veneno". In: As bases toxicologicas da ecotoxicologia, Azevedo & Chassin, editora RiMa, pag.2. 

 

Parabéns pela coragem em divulgar informações de alto valor à sociedade.


Agradeço por exitir caráter isento dos privilégios corruptivos que se praticam dentro do Congresso Brasileiro.


Saúde.


 

 

Aqui no Espirito Santo o governo está incentivando a agricultura familiar sem agrotóxico. E esta fazendo feiras só com produtos orgânicos. Esse é o  caminho...   Vitória ganha nova feira orgânicaO comércio de hortifrutigranjeiros é livre de agrotóxicos.
Feira vai acontecer na Praça do Papa, todas as quartas-feiras. 

Do G1 ES

 Comente agora Rede Globo)Orgânicos possuem mais nutrientes do que alimentos convencionais (Foto: Rede Globo)

Mais uma feira orgânica vai funcionar em Vitória. O comércio de alimentos livres de agrotóxicos vai ser aberto nesta quarta-feira (21), na Praça do Papa, na Enseada do Suá.

A feira com  22 barracas vai funcionar todas as quartas-feiras, das 17 às 21 horas. Feirantes de Iconha, Santa Maria de Jetibá, Santa Leopoldina e Vitória estão credenciados.

Segundo a prefeitura, com a instalação desta feira, Vitória passará a contar com 18 feiras livres situadas em diversos bairros, dentro do projeto Feira Legal. A outra feira de produtos orgânicos de Vitória funciona no bairro Santa Luiza, aos sábados, de 5h às 13 horas, na rua Arlindo Brás do Nascimento. 

 

 

 

"É um absurdo a própria academia insistir na tese de que há níveis toleráveis de agrotóxicos e que essas quantidades não têm efeito negativo em nossa saúde, se nós ingerimos alimentos com diversos tipos de agrotóxicos e tudo isso se reúne em nosso organismo." (Padre João - PT/MG)

A verdadeira "tese da academia", é a que ponho abaixo, mas há mais no Link, por favor, confiram:

Agrotóxicos e câncer

Fonte: Instituto Nacional do Câncer (INCA) - VIGILÂNCIA DO CÂNCER OCUPACIONAL

http://www.inca.gov.br/inca/Arquivos/publicacoes/vigilanciadocancerocupacional.pdf

O câncer é uma doença que, em geral, demanda longo tempo entre a exposição ao agente cancerígeno e o início dos sintomas clínicos. Estabelecer o nexo causal entre a exposição aos agrotóxicos potencialmente cancerígenos e o desenvolvimento de câncer nem sempre é possível e, em muitos casos, a doença instalada pode simplesmente não ser relacionada ao agente causador no momento do diagnóstico. Além disso, o câncer caracteriza-se por ser de origem multifatorial, e os mecanismos que interferem na carcinogênese são muitos. Dentre estes fatores, a exposição aos agrotóxicos pode ser considerada como uma das condições potencialmente associadas ao desenvolvimento do câncer, por sua possível atuação como iniciadores - substâncias capazes de alterar o DNA de uma célula, podendo futuramente originar o tumor - e/ou como promotores tumorais - substâncias que estimulam a célula alterada a se dividir de forma desorganizada (Koifman & Hatagima, 2003). A Agência Nacional de Pesquisa em Câncer (IARC) vem revisando diversos produtos, entre eles agrotóxicos, de acordo com o potencial carcinogênico para a espécie humana.

1. Inseticidas

1.1. Organoclorados

Estes inseticidas foram utilizados por várias décadas na saúde pública para o controle de vetores de doenças endêmicas, como a malária (Matos et al, 2002), assim como na agricultura. O DDT (inseticida) foi banido em vários países, a partir da década de 70. No Brasil, somente em 1992, após intensas pressões sociais, foram banidas (como BHC, Aldrin, Lindano, etc). As restrições à sua utilização originam-se da grande capacidade residual dos mesmos e de uma possível ação carcinogênica (Nunes  &Tajara, 1998).

Carcinogênese: A IARC classifica alguns organoclorados como pertencentes ao grupo “2B” (possivelmente cancerígeno para a espécie humana). O DDT, por exemplo, pertence a este grupo por estar associado ao desenvolvimento de câncer de fígado, de pulmão e linfomas em animais de laboratório. Outros organoclorados pertencentes ao grupo 2B são Clordane, Heptacloro, Hexaclorobenzeno, Mirex (IARC, 2005).

1.2. Organofosforados e Carbamatos

São agrotóxicos amplamente utilizados na agricultura e, dentre os inseticidas, os organofosforados são responsáveis pelo maior número de intoxicações e por um grande número de mortes por agrotóxicos no Brasil (Trapé, 2005).

Carcinogênese: Alguns organofosforados e carbamatos estão presentes na revisão da IARC (2005):

•Diclorvós (organofosforado): grupo 2B (possivelmente cancerígeno para o homem).

•Malation, Paration (organofosforados); Aldicarb, Carbaril, Zectran (carbamatos). Grupo 3: (não classificado como carcinogênico para o homem):

1.3. Piretróides

Tiveram seu uso crescente nos últimos 20 anos e, além da agropecuária, são também muito utilizados em ambientes domésticos (Matos et al, 2002; Trapé, 2005), onde seu uso abusivo vem causando aumento nos casos de alergia em crianças e adultos (FUNASA, 1998).

Carcinogênese: Os piretróides parecem não apresentar potencial cancerígeno para humanos. Como exemplo, a IARC classifica os agrotóxicos Deltametrina e Permetrina no grupo 3 (não carcinogênicos para o homem).

2. Herbicidas

São usados no combate a ervas daninhas. Nas últimas duas décadas, esse grupo tem tido sua utilização crescente na agricultura (FUNASA, 1998). Seus principais representantes são:

  • Paraquat: comercializado com o nome de Gramoxone®;
  • Glifosato: Round-up®;
  • Pentaclorofenol;
  • Derivados do ácido fenoxiacético: 2,4 diclorofenoxiacético (2,4 D) e 2,4,5 triclorofenoxiacético (2,4,5 T). 
  • A mistura de 2,4 D com 2,4,5 T representa o principal componente do agente laranja, utilizado como desfolhante na Guerra do Vietnan. O nome comercial dessa mistura é Tordon.
  • Dinitrofenóis: Dinoseb, DNOC

Carcinogênese dos Herbicidas:

Estudos epidemiológicos demonstram diversas associações entre o uso desses agrotóxicos e câncer em humanos, incluindo linfoma não-Hodgkin e câncer de tireóide (Solomon, 2000).

Dioxinas: a presença de dioxinas como impurezas nos herbicidas está associada ao desenvolvimento de distúrbios reprodutivos e alguns tipos de câncer, como os linfomas (Trapé, 2005). Foi relatado que o TCDD é o mais potente carcinogênico até hoje testado para roedores. Estudos em animais forneceram evidências conclusivas que o TCDD é um carcinógeno de múltiplos estágios, aumentando a incidência de tumores em locais distantes dos locais de tratamento. Em fevereiro de 1997, a Agência Internacional de Pesquisa do Câncer (IARC) reavaliou as dibenzo-p-dioxinas policloradas, bem como os dibenzofuranos policlorados, por representarem possíveis riscos carcinogênicos para os seres humanos. “Com base nos mais recentes dados epidemiológicos, em populações humanas expostas, através de bioensaios de carcinogenicidade experimental em animais de laboratório e evidências de apoio sobre mecanismos relevantes de carcinogênese, a 2,3,7,8-tetraclorodibenzo-p-dioxina (TCDD) foi avaliada como sendo carcinogênica para seres humanos - Grupo 1 da IARC (GREENPEACE, 2005).

 

"Um fósforo só não tem energia para queimar um bosque inteiro, mas pode começar o incêndio." (sobre as ideias, Jose Mayo)

Impressionante como existem defensores do indefensável. Concordo até que os parlamentares podem ter exagerado (são políticos...), mas não dá para desqualificar seus argumentos totalmente.

A questão de Unaí é mais séria do que parece. Quem tentou desqualificar, deveria investigar que tipo de lavoura é praticado lá, qual o consumo de agrotóxicos na região (é maior do que a média brasileira?) e de que tipo, antes de argumentar que não haveria relação do índice de câncer com os 'defensivos'.

Não há quase controle no Brasil e o nosso uso é mesmo espantoso. Eu mesmo já vi lavradores usando pesticidas no campo e eles quase sempre usam nenhuma proteção. Além disso, as épocas em que essas substâncias são usadas também é determinante para o teor residual que eles terão nos alimentos, mas quem estuda isso no Brasil para as nossas culturas (falo de plantações) e o nosso clima? E se há estudiosos, suas prescrições são seguidas? Temos exames periódicos desses resíduos nos alimentos que consumimos?

Por outro lado, esses controles são caros, pois demandam equimpamentos de baixíssimos limites de detecção. Pode ser muito mais simples reduzir o uso como estratégia de prevenção. Pensem no cigarro como caso emblemático.

Precisamos de agrotóxicos? Talvez. Mas em que quantidade? Com que frequencia? Se prosseguirmos com o uso que se faz no país, os fabricantes agradecem. Mas a população prossegue indefesa.

Abraços

 

Meu caro, correlação não significa causalidade; o fato de que, em Unaí, haja uma prevalência inusual de cancer em relação à média mundial, é digno de estudo, sim, mas para que houvesse relação de causa e efeito desse desvio do padrão com os agrotóxicos, o mesmo desvio teria que ocorrer em outras regiões onde também se usassem agrotóxicos em quantidades iguais ou parecidas. Considerando que, também nas palavras do mesmo autor, o mal uso de agrotóxicos é um problema nacional, seria de interesse comparar essa incidência "anormal" com outras dentro do país e de práticas parecidas.

Isso foi feito? Ou vamos continuar repetindo o "mantra" e acabar criando uma "verdade goebeliana", pelas muitas vezes que se repita?

E se não forem os agrotóxicos? O atraso produzido pela "incorporação" dessa idéia, em pesquisar e esclarecer as verdadeiras causas, se justifica?

Quem é o "nobre" parlamentar e o que conhece do assunto, para do alto da sua ignorancia mais que explicita, imprecar com tal força e arrogância contra a postura da Academia?

No mais, ratifico a afirmação da necessidade de investimento, em meios e pessoal, visando à fiscalização do uso e à educação, nesse uso, do nosso homem do campo, para que também no Brasil os agrotóxicos sejam usados com racionalidade e competência técnica e se prestem à função para a qual foram criados, que é a de auxiliar na produção de alimentos e não servir de "geni" e "mote de campanha" na boca daqueles que, ao invés de trabalhar para realmente resolver os problemas do campo, que são muitos, pretendem fazer deles, meramente, o seu trampolim político.

Saudações 

 

"Um fósforo só não tem energia para queimar um bosque inteiro, mas pode começar o incêndio." (sobre as ideias, Jose Mayo)

Prezado,

Desculpe-me, mas você pode estar na mesma posição daqueles que defendiam que o cigarro NÃO causa câncer, pois não havia prova da relação de causalidade. Ou daqueles que defendiam que o DDT não estava causando extinção de aves, para chegar num exemplo mais próximo ao caso. O caso do DDT é emblemático, pois mostrou que seu banimento salvou algumas espécies da extinção. Só para lembrar, a questão teria a ver com a fragilização das cascas dos ovos, o que impedia a sobrevivência dos filhotes até a eclosão.

Também defendo mais estudos e não chego a ponto de defender o banimento total de agrotóxicos. Mas acho que seria tacanho dizer que não deveria haver drástica redução em todo país. E que tal reduzir drasticamente em Unaí por uns 10 anos para ver o que acontece? E se o câncer diminuir, ainda se negará a causalidade? Eu prefiro que as pessoas não morram de câncer em número maior do que a média.

Abraços

 

Ademário,

Em nem uma linha sequer de todas as minhas intervenções eu defendi os agrotóxicos, então, essa suposição de que eu estaria repetindo a posição dos incrédulos do câncer ligado ao tabaco, não se aplica. Por outro lado, pelas anotações no teu perfil, suponho que você é ligado à área acadêmica, logo, você deve saber muito bem que não é assim que se faz pesquisa. Se foi detectado um grave desvio do padrão, da população de Unaí, ou de qualquer outra região do país, em relação a qualquer patologia, não são os "achólogos" de plantão, sem nenhum conhecimento básico da questão e muito pouca disposição para adquiri-lo, os que têm que dar palpites.

O correto é justamente chamar a "Academia", essa mesma, achincalhada na entrevista, e dar-lhe apoio, com meios técnicos e financeiros, para que investigue, conclua e nos diga, ou isto, ou aquilo. Senão, e conforme a tua tese, melhor será que todos paremos também de beber água por 10 anos, já que 100% dos cancerosos do planeta inteiro também bebem e... Quem sabe se não é a água a causa o câncer? Se a "pista" é o uso...

O sensacionalismo barato jamais ajudou a resolver problema nenhum em nenhum lugar do mundo. Botar a culpa no agrotóxico é cômodo. Agir como de fato deve agir um político; indo a fundo nas questões do campo, propondo leis normativas e se preciso coercitivas, trabalhar no sentido de sensibilizar as autoridades competentes e os aparelhos de Estado a envidar esforços de educação do trabalhador rural, disponibilizar assessoria técnica, amparo, acompanhamento e buscar solução às questões agrícolas... aí já é um pouco mais difícil, né? Pois é...

Saudações

 

"Um fósforo só não tem energia para queimar um bosque inteiro, mas pode começar o incêndio." (sobre as ideias, Jose Mayo)

Prezado,

Por favor, leia as reportagens abaixo, que encontrei após uma rápida busca na Internet. Já houve até assassinatos de fiscais do ministério do trabalho que tinham, entre outras coisas, multado fazendeiros que faziam os trabalhadores usarem agrotóxicos sem proteção. A cultura do feijão também têm sido apontada como uma das que o uso excessivo dos 'defensivos' é recorrente (cultura rés do chão e mais sujeita ao ataque de insetos). A cidade tem a liderança na safra mineira de grãos. As características que essa rápida busca aponta, fazem pensar no município como um dos 'campeões' no uso, o que aumenta a possibilidade de ter consequências 'fora da curva' normal.

Aceito plenamente os argumentos de que há casos em que o exagero ecológico pode ser danoso. Lembro bem de presenciar o caso em que a proibição de 'desmatamento', fez com que os agricultores de uma região não fizessem mais 'aceiros' em torno das áreas que pretendiam queimar para plantar. E eram áreas que já tinham sido usadas para plantio, não eram áreas de mata preservada. Resultado: queimadas ainda mais extensas e destruindo também áreas de mata nativa, pois os agricultores fizeram queimadas à noite e em terrenos em que não tinham podido fazer aceiros, que evitariam a propagação do fogo para a mata. Claro que queimar para plantar não é das melhores práticas agrícolas, mas impedir o desbaste do terreno para fazer o aceiro foi ainda pior.

Como já tinha lido antes sobre este caso de Unaí, fiz questão de escrever o esclarecimento, apesar de não ser especialista nesta área. Links mencionados:

http://www.ecodebate.com.br/2012/01/23/massacre-de-fiscais-em-unai-oito-anos-de-clamor-por-justica-artigo-de-gilvander-moreira/

http://www.cedefes.org.br/index.php?p=politica_detalhe&id_afro=7734

http://www.folhadeunai.com.br/2012/03/jornal-folha-de-unai-marco-de-2012.html

http://www.folhadeunai.com.br/2011/01/fiscalizacao-encontra-trabalho-escravo.html

Abraços

 

Ademário,

Vou ler com toda a atenção e depois falamos, mas veja bem, eu também não fiz crítica nenhuma aos movimentos ecológicos nem aos ecologistas; não os confundo de modo algum com os "ecologeiros", que são os que mais têm na internet, que nunca sentiram cheiro de esterco nem de terra molhada, nem viram uma vaca ao vivo ou um pé de couve em toda a sua vida, mas querem passar a idéia de que sabem mais que um engenheiro agrônomo.

Essa violência no campo, que também não é nenhuma exclusividade, têm nome, endereço (que muitas vezes não é no campo) e pode e deve ser combatida; mais violência, mal comparando, havia em algumas favelas do Rio de Janeiro e quando o Estado entrou para ficar, mesmo que só com as UPPs e muito pouca estrutura de assistência social (ainda), a bandidagem entendeu que o jogo havia virado e não ofereceu resistência nenhuma. Eles são fortes com os que são fracos, mas se o Estado cumpre com a sua obrigação e mostra a sua força, que não é só a polícia, mas sim todos os equipamentos sociais que a situação exija... aí, a coisa muda de figura e eles fogem da briga.

Saudações

 

"Um fósforo só não tem energia para queimar um bosque inteiro, mas pode começar o incêndio." (sobre as ideias, Jose Mayo)

hehehe,

vida longa aos vegetarianos!!

 

A vida é curta demais para se beber cerveja barata!!

A folha é contra a corrupção no pt, no psdb não!!!

 Frede69

Gostaria somente de saber qual a formação academica refente ao assunto para contestar as universidades. Uma entrevista desta é falar muita merda.

 

Todo mundo aí que comentou: - como diminuir o uso de defensivos agrícolas (agrotóxicos), num país onde a Assistência Técnica está nas mãos das multinacionais?

Acompanhem o orçamento da pasta da agricultura destinada a Assistência Técnica e Extensão Rural, é ridícula, para um país que possui a vocação agropecuária.

O jeito é lavar bem os alimentos, e boa sorte na vida.

 

Este é um assunto pra mais de metro.

Temos que acabar com os agrotóxicos? SIM!

Mas os mesmos rufiões ecoxiitas não sabem como! 

Jogam, nas costas do governo a solução.

Já disse e repito, se alguém equacionar como produzir 300.000 sacas de soja em 5.000 hectares com soluções orgânicas, tenho não cinco mas 750 mil hectares loucos para acabar com este custo abusivo e criminoso com agrotóxicos. Mas lembrem-se, os mesmo rufiões que bradam o fim dos agrotóxicos não fazem experiências em grande escala, ficam falando de sítios e chácaras, como se elas fossem alimentar o mundo. Quando equacionarem para economia de escala   serei o primeiro a trazer para meus clientes, soluções reais e não fantasias de laboratório. De conversa fiada o inferno está cheio...

Saiam de seus laboratórios e vão a lida! 

Sempre vou trazer aquela receita de produção de soja orgânica para verem a realidade hoje.

- Achei recomendações para produção de soja orgânica ( soja é o produto cultivado em 25 milhões de hectares atualmente no Brasil. As observações são minhas e o comentario final também.

Então:

RECOMENDAÇÕES PARA PRODUÇÃO DE SOJA ORGÂNICA

•PH do Solo: próximo de 6,0 (plantio direto: entre 5,5 e 6,0)

•Sementes:

- Tratamento com Trichogramma (N.C. Biotric)

- Usar inoculante (Rhyzobium) para aumentar a fixação simbiótica de

Nitrogênio

OBS: O inoculante já é largamente utilizado nas lavouras de soja

 

•Algumas variedades: BR-36, BRS-213, BRS-257

Obs: 3 variedades por enquanto...

•Micronutrientes: (Molibdênio, Cobalto e Zinco)
•Densidade de semeadura: 200-250.000 plantas por hectare

•Adubação:

- Usar fosfatos naturais e adubo orgânico de origem animal (esterco de peru peletizado facilita a distribuição). Para os anos seguintes, é interessante anteceder com espécies de adubação verde.

OBS: Fosfatos naturais são o fosfato de gafsa ( encontrado na Tunísia ) e fosfato de arad ( encontrado em Israel). Vale lembrar que esterco não é tão fácil assim de encontrar, principalmente de perus. Esterco para 25 milhões de hectares? aja esterco...

 

•Controle de parasitas e doenças:
•Lagarta: baculovirus anticarsia (para a lagarta comum da soja – Anticarsia)
•No caso de ocorrência da lagarta conhecida como falsa-medideira

(Pseudoplusia) – usar produto biológico à base de BT - Bacillus Thuringensis

(Ex.: Dipel)

•Percevejo – caso necessário fazer controle biológico com vespa Trissolcus

basalis (período final de floração e início de formação de vagens).

Obs: São 100.000 vespinhas por hectare a necessidade, daí... imaginei em um milhão de hectares, pensei no controle para 100 bilhões de vespinhas e são 25 milhões de hectares...

Empresa Megabio – Uberaba comercializa

Obs: Uma empresa por enquanto...

 

•Ferrugem: urina de vaca (deixar a urina em repouso em vidro escuro, 3-5 dias e aplicar diluído de 1 a 2,5%, de 15 em 15 dias)

Obs: Só pode ser brincadeira de mal gosto falar em urina pra plantio em escala de milhões de hectares. Alguém ai imagina como fazer isto?


•Composto A (inconveniente: não seletivo)

Obs: Não entendi nada deste Composto A.

 

- Dados: Emater RS - Agricultura de base ecologica

 

COMENTO: Enfim tá tudo muito bom, tá tudo muito bonito mas temos 25 milhões de hectares para plantar com soja e produzir 74 milhões de toneladas do produto POR ANO,  tragam a solução... de verdade.

 

"Como culpar o vento pela desordem feita, se fui eu que esqueci as janelas abertas?"

Acrescente a isso a própria "pressão de seleção" sobre a microbiota e a microfauna de extensas áreas de terra dedicadas a monocultivos ("desertos verdes"); A própria alteração da edafologia e até do "cheiro" da própria terra, agem como elemento inibidor ou "repelente" para certas espécies de fungos, bactérias, insetos e vários outros pequenos animais, tais como sapos, lagartixas e toupeiras, potencialmente benéficos para o agricultor, ao serem predadores de pragas.

Com relação às "vespinhas", por exemplo... Você bota elas lá, mas elas ficam?

Saudações

 

"Um fósforo só não tem energia para queimar um bosque inteiro, mas pode começar o incêndio." (sobre as ideias, Jose Mayo)

Um video bem interessante: O veneno está na mesa

 

Os agrotóxicos, e os garfos, podem ser armas terríveis, dependendo do uso que se faça deles (já pensaram num louco enfurecido, com um garfo em cada mão, trancado num elevador com um monte de gente?); Nenhum abuso é inofensivo, nem mesmo de água, que dirá de "veneno".

Agora, o que não contribui à conscientização, é o argumento falacioso e o exagero. Por exemplo nesta frase: "O relatório fala das dificuldades em comprovar a relação entre o uso de agrotóxicos e o surgimento de doenças, apesar de várias evidências. A subcomissão realizou uma ausculta pública na cidade de Unaí (MG), onde são diagnosticados cerca de 1.260 casos de câncer por ano em cada 100 mil pessoas, enquanto a média mundial não ultrapassa 400 casos. Ainda são necessárias novas evidências da relação de causa e efeito entre o uso de agrotóxicos e doenças como o câncer e outras?" (o "negrito" é do autor). Reparem a besteira: O autor proclama que, na cidade de Unaí, há um desvio significativo da media dos casos de câncer por habitante, em relação à média mundial, e pergunta se "são necessarias novas evidências"... É óbvio que sim! Ou é só em Unaí que usamos agrotóxicos no Brasil? E no mundo então, ninguém usa agrotóxicos? Os agrotóxicos provocam câncer só em Unaí? Quem foi que disse que são os agrotóxicos?

Por questões como essas, falar por falar é igual a não ter o que dizer.

Saudações

 

"Um fósforo só não tem energia para queimar um bosque inteiro, mas pode começar o incêndio." (sobre as ideias, Jose Mayo)

Você tem razão quando diz que o parlamentar exagerou na afirmação mas também não deve simplesmente desqualificar e reduzir a zero o trabalho dele.

 

Não reduzi nada "a zero", Edmundo, concordo em que muito é preciso fazer para a conscientização desse problema (o uso abusivo de agrotóxicos), mas a solução certamente não envolve jogar fora a criança, junto com a água da bacia; agrotóxicos são necessários. O problema do "discurso fácil", impensado, ou pensado apenas para impressionar platéias, é que, o "caronista" da ideia, até pode e deve aproveitar-se dela (desde que ajuda a divulgar), mas pelo menos deveria procurar informar-se e cuidar de não deixar pontos frágeis, que possam diminuir a importância não só do que se diz do assunto, mas mesmo sobre o próprio assunto, pela percepção clara de que, quem fala, não domina o tema.

"Agrotóxicos" não é um nome, e pronto! É o designativo de um grupo de produtos aplicados à agricultura como "defensivos" que, sim, se não usados corretamente e em concentrações metabolizáveis, podem oferecer serios riscos à saúde, mas principalmente à saúde do agricultor que com eles lida diretamente e está sujeito, portanto, à sua ação aguda e direta, daí a importancia crítica da conscientização e da educação do agricultor para o tema, mas veja: O agricultor manipula volumes e concentrações, dessas substâncias, suficientes para a "cobertura" de hectares de lavoura, não nas quantidades e concentrações presentes, por exemplo, no tomate que está na salada da tua mesa.

Não conheço um só caso relatado, em qualquer publicação médica, de intoxicação aguda por agrotóxicos provinda de alimentos ingeridos em qualquer cidade, em qualquer quantidade e em qualquer mesa, mesmo que notoriamente se apliquem em quantidade excessiva e desnecessária e, sim, prejudiquem sobremaneira a saúde do agricultor, o meio-ambiente e a Natureza.

Saudações

 

"Um fósforo só não tem energia para queimar um bosque inteiro, mas pode começar o incêndio." (sobre as ideias, Jose Mayo)

"Não conheço um só caso relatado" 

ai você forçou demais hein, só porque sabe que o negócio age devagar né? uma simples pesquisada na internet e tem vários artigos, vou colocar alguns links e um trechinho de cada, esse primeiro aqui é bem abrangente, fala de todos os atingidos pelos venenos e tambem sobre o consumidor:

http://www.feagri.unicamp.br/tomates/pdfs/eftoxic.pdf

2.2.Resíduos nos alimentos 

A contaminação dos alimentos no País teve várias constatações na década de 70 aos anos 80s, com estudos feitos pelo Instituto Adolfo Lutz (Lara et al., 1981) e Instituto de Tecnologia de Alimentos de São Paulo (Yokomizo et al., 1982) entre outros.

http://www.radioagencianp.com.br/10432-Cancer-Numero-de-brasileiros-mortos-certamente-ser%C3%A1-muito-grande

PMH: Seria simplista da minha parte culpar o agrotóxico pelo aumento da incidência. Mas, certamente existem produtos químicos que são carcinogênicos, que podem levar a formação de câncer. Acho importante não jogar todos os produtos na mesma categoria, porque eles são diferentes. É muito importante que a gente tente usar o menos possível esses produtos.


ftp://ftp.cve.saude.sp.gov.br/doc_tec/hidrica/doc/surtodta_pergresp.pdf

A ingestão de alimentos contaminados com agrotóxicos e outros produtos químicos causa intoxicações, envenenamentos e até óbitos.

 

http://www.brasildefato.com.br/content/contamina%C3%A7%C3%A3o-de-alimentos-por-agrot%C3%B3xicos-aumenta-no-pa%C3%ADs

“Hoje já se tem relação, por exemplo, entre vários agrotóxicos que são interferentes endócrinos, ou seja, eles são capazes de imitar em nosso corpo o comportamento de hormônios sexuais e com isso provocar uma série de alterações de saúde. Por exemplo, a puberdade precoce, uma redução progressiva de espermatozóides presentes no sêmen, que podem levar a um nível de infertilidade masculina. Há os casos dos cânceres também, que você tem um leque de evidências”.

 

Só pra corroborar o que o parlamentar disse na entrevista dele

http://www.scielosp.org/pdf/rsp/v40n2/28547.pdf

Como explica o gerente-geral de Toxicologia da Anvisa, Luiz Cláudio Meirelles, o risco dessas irregularidades para a saúde humana não é imediato, mas os danos causados pelo consumo de produtos com agrotóxicos a longo prazo precisam ser levados em consideração. “Dificilmente alguém vai comer um tomate, ou mamão, e passar mal no momento seguinte, mas o consumo de alimentos com resíduos de agrotóxicos envolve riscos que podem ser cumulativos e até desconhecidos”, explica

 

Edmundo, pinçar dum contexto o grupo de palavras que nos interessa, é uma forma de "desonestidade intelectual", então, o debate contigo já não me interessa. O que eu escrevi foi isto:

"Não conheço um só caso relatado, em qualquer publicação médica, de intoxicação aguda por agrotóxicos provinda de alimentos ingeridos em qualquer cidade, em qualquer quantidade e em qualquer mesa, mesmo que notoriamente se apliquem em quantidade excessiva e desnecessária e, sim, prejudiquem sobremaneira a saúde do agricultor, o meio-ambiente e a Natureza."

Procura primeiro informação a respeito do que é "intoxicação", depois procura nesses textos todos, e mais alguns, não tenho pressa, se há algum caso de intoxicação por agrotóxicos, NA CIDADE, derivada da ingestão de qualquer produto alimentar em qualquer mesa.

O primeiro artigo refere-se a intoxicações, no campo e na cidade, pelo uso do produto agrotóxico, não por ingestão de alimentos contaminados com agrotóxicos. Muitos, mesmo na cidade, usam agrotóxicos ou congêneres na dedetização dos seus lares e se intoxicam, pelas mesmas razões que os agricultores: Falta de educação específica para o uso e manipulação adequados desses venenos que, além de tudo, sendo solventes orgânicos, penetram muito facilmente pela pele; não é necessário que você os “coma”, para que se intoxique com eles.

O segundo refere-se ao câncer, também não há como relacioná-lo à intoxicação por alimentos; Não tem nada a ver intoxicação com acúmulo e efeitos de longo de longo prazo. A intoxicação é uma situação aguda, que pode ser gravíssima no caso dos agrotóxicos (age sobre o coração e o sistema nervoso) e pode levar rapidamente a óbito, na ausência de cuidados médicos.

O terceiro é propaganda, carrega nas cores, se refere muito mais a doenças transmitidas por alimentos que a intoxicações por agrotóxicos, e fazem muito bem em “reforçar as idéias” para melhor efeito educativo, mas não tem qualquer valor como documento técnico.

O quarto é um artiguinho muito sem assunto, da mídia, e chove no molhado “alimentos contaminados por agrotóxicos”.  À exceção dos orgânicos TODOS SÃO, estranho é que eles digam que a ANVISA falou que a contaminação ocorre só em 28% (vinte e oito por cento).

O último também não corrobora o discurso mal feito do parlamentar coisa nenhuma, aliás, não há nele uma única linha a respeito da suposta epidemia de câncer agrotóxico-dependente de Unaí, nem de qualquer outra do Oiapoque ao Chuí... antes de afirmar o que contêm um documento, pelo menos LEIA!

Finalizando, em nenhum momento das minhas intervenções e em nenhuma linha das minhas palavras eu disse que os agrotóxicos são bons para a saúde ou são isentos de problemas. Disse apenas que são necessários e que, SIM, é preciso educar o nosso homem do campo para o seu uso seguro e que, SIM, é no campo que acontecem a maior parte dos problemas.

No mais, passar bem, com “falácias do espantalho” não dá pra discutir nenhum tema. 

 

"Um fósforo só não tem energia para queimar um bosque inteiro, mas pode começar o incêndio." (sobre as ideias, Jose Mayo)

Meu caro, apela fácil hein, que estória é essa de falácia? jogou para as cucuias a defesa sutil dos venenos? para mim falácia é ficar defendendo o uso de agrotoxico como a única solução para todos poderem se alimentar, isso é mentira! assim como também é uma falácia que a única maneira de se garantir a paz é se entupindo de armamentos. Isso é o pensamento dominante e o seu discurso faz parte do pensamento dominando, não tem porque ficar bravo. sobre o último link eu disse que corrobora o discurso do parlamentar e você de novo reduziu o discurso a uma única fala dele (a questão de Unaí), não é mesmo?

 

Continua procurando Edmundo. Quando você achar, te respondo; até lá, me erra,

 

"Um fósforo só não tem energia para queimar um bosque inteiro, mas pode começar o incêndio." (sobre as ideias, Jose Mayo)

Vai me desculpar senhor Jose, mas se por acaso eu ler alguma coisa que você escrever e não concordar eu vou dar minha opinião, esse espaço foi feito para isso, quer o senhor goste ou não.

 

Edmundo, tens todo o direito de responder ao que você quiser e o que você bem entenda. E, sim, também tens todo o direito de dar a tua opinião. O que não tens direito é de atribuir, aos outros que escrevem, as tuas falhas de compreensão de texto e os teus problemas no entendimento da matéria.

Ignorancia, quando é sincera, se aceita, desonestidade intelectual não!

Você afirmou e reafirmou que escrevi coisas que eu não escrevi, e o que escrevi está à vista de todos, portanto, basta que qualquer um leia. Agora, eu não tenho obrigação de responder nem a você nem a ninguém, e muito menos de me "defender" de palavras que não escrevi e nem disse, e que só existem na dislexia de quem me interpreta.

Portanto, mais uma vez, passar bem! 

 

"Um fósforo só não tem energia para queimar um bosque inteiro, mas pode começar o incêndio." (sobre as ideias, Jose Mayo)

Se tem alguem desonesto aqui com certeza é o senhor! não apenas tenta desqualificar a entrevista do deputado, tenta desqualificar todos os textos que não atendem à sua vontade e principalmente tenta me desqualificar me chamando de desonesto e dislexo. Como você mesmo disse, está tudo ai para qualquer um ler, se é que alguém vai se interessar por essa discussão (a não ser que o senhor se ache uma celebridade né?), o senhor (utilizando sua propria fala) "pinçou" a fala do deputado em que ele tenta associar o número de câncer em Unaí com os agrotóxicos e por ser difícil (não impossível) de provar a ligação o senhor vem querer desmerecer/desqualificar/tornar insignificante/reduzir a zero o discurso e a discussão, nas suas próprias palavras "Por questões como essas, falar por falar é igual a não ter o que dizer.". Desonestidade intelectual? falácias? clichês? vai me desculpar meu senhor, eu não tenho obrigação nenhuma de concordar com suas dissimulações, o senhor é um defensor da indústria de agrotóxicos sim, esse papinho de uso correto é só para desviar a discussão e querer convencer as pessoas de que os consumidores não correm risco algum, mentira! eu quero ver essa carinha brava do senhor quando os estudos forem melhor feitos e o lobby da industria não conseguir enganar mais a população, passar bem!

 

é verdade quem vai intoxicado para os hospitais, são trabalhadores rurais, que não se protegem na manipulação dos venenos.

se são necessários??? não sei não.

agora querer acreditar que toda a carga de veneno que ingerimos durante a vida não vai nos comprometer, é no mínimo uma bobeira. uma vez que ingerido não se consegue eliminá-los completamente.

e ainda mais com os venenos associados aos transgenicos, que matam todo tipo de ser vivo, a única coisa que sobrevive a ele é a planta mutante, insetos, animais e bactérias benéficas as plantas são exterminados, praticamente esterilizando o solo. 

 

A vida é curta demais para se beber cerveja barata!!

A folha é contra a corrupção no pt, no psdb não!!!

 Frede69

É por aí, Frederico, também tenho serias desconfianças quanto à inocuidade dos transgênicos, especialmente em relação ao meio ambiente, mas veja bem, são sistemas biológicos de todo modo e os "xeno-genes" que carregam também o são; o que ocorre ali, na verdade, são implantações de pedaços de genes de outras espécies vegetais, ou animais, com algumas especificidades consideradas "úteis", que se encadeam com o genoma da espécie que nos interessa modificar para que adquiram certas propriedades não naturais naquela espécie, ou produzam substâncias do nosso interesse.

Por exemplo: Existe uma planta arbustiva, de nome "ném", ou "neem", originária da Índia, que produz um tremendo inseticida natural e não interfere com o metabolismo humano. Lá, eles usam essa planta, melhor dizendo os seu ramos e folhas, para resguardar os grãos produzidos do ataque de insetos; Outra planta "inseticida", bem conhecida, é o crisântemo, essa flor muito comum nos cemitérios e na decoração de igrejas. Ela é a que produz o "ácido crisantêmico", que é o agente ativo, por exemplo, do "SBP", aquele mesmo, de uso doméstico.

A incorporação de genes dessas plantas, que possuem defesas naturais contra os insetos, em outras espécies de utilidade alimentária que não os possuem, talvez permita, no futuro, uma redução considerável na utilização de inseticidas organo-clorados, ou organo-fosforados, por exemplo. O problema é encontrar o "pedaço" correto do genoma que codifica aquela função do nosso interesse e que, quando inserido na planta objetivo, esta adquira as propriedades novas sem perder ou modificar tanto as "antigas", que já não se aproveite.

A Biotecnologia é uma Ciência relativamente nova e impõe uma serie de novos desafios éticos e ambientais, por isso necessariamente avança devagar, mas promete.

Saudações

 

"Um fósforo só não tem energia para queimar um bosque inteiro, mas pode começar o incêndio." (sobre as ideias, Jose Mayo)

concordo contigo, que há muitas possibilidades nesta área, mas infelizmente o que a industria vem praticando de fato é o que eu disse antes, já discuti esse assunto com minha irmã que é bióloga e convenci ela disto que pode ser usado de maneira positiva, mas na prática estão levando para o caminho do mal. a prova disto é que o veneno utilizado com os transgenicos não tinha valor comercial até o dia que inventaram as plantas mutantes que sobrevivem ao veneno. até pode parecer real o argumento de que são menos eventos de pulverização de veneno na plantação transgenica, mas a realidade é que ele é o exterminador do futuro, pois destroi toda foram de vida orgânica.

Não estão procurando criar resistencia a doenças ou pragas, estão criando a resistência ao veneno!

 

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 Frede69

E dá-lhe RoundupReady!

A Monsanto agradece.

A população padece.

 

Em entrevista da apresentadora Marília Gabriela (29/09/2.011) com a Dra. Silvia Regina Brandalise, médica oncologista que preside o Centro Boldrini, um hospital filantrópico e de ensino fundado por ela em Campinas. A Dra. Fez a declaração de que os pesticidas (agrotóxicos, defensivos), são a primeira e maior causa de câncer no Brasil e em boa parte do mundo.

Nós temos aqui diversos aspectos desse problema.

Assim usamos os agrotóxicos:

 - Usamos os agrotóxicos como usamos antibióticos. Compramos e tomamos aquele que é a última palavra, o mais poderoso, aquele que mata tudo. Não lemos a bula, simplesmente usamos muitas vezes sob prescrição de médicos que não fazem o antibiograma, ou de agrônomos que não fazem vistorias e apenas emitem receitas para satisfazer a burocracia que exige receita para que o comércio venda esses produtos.

 - Aplicações preventivas quando deveríamos fazer uma avaliação da infestação e aplicarmos o remédio a partir de certa quantidade de pragas. As dosagens nem sempre são respeitadas por pensarmos que pondo uma mistura mais forte estaremos seguros de resolver o problema.

 - Falta de orientação correta dos aplicadores que sempre deveriam usar EPI equipamentos de proteção individual e isso na maioria das vezes não acontece.

Isenção de impostos para os produtos orgânicos já seria um bom começo, fácil de fazer, rápido de se decretar. Temos redução de impostos para veículos, linha branca, material de construção, etc., por que não estendê-la à produção e comercialização dos alimentos orgânicos? Até para ajudar na balança comercial.  

Temos também o problema de que aqui não conseguimos produzir genéricos dos pesticidas. Temos que pagar alto preço pelos de grife. Somos os maiores importadores de agrotóxicos. 

 

Daqui a pouco, aparecem aqui os defensores dos agrotóxicos, contra os ecochatos.

Veneno faz bem à saúde, gente!

 

ecochatos? por que? para não ser chato tem que ficar só observando toda a destruição e ficar caladinho?

 

Meu caro, acho que você não entendeu a ironia: eu sou um ecochato. 

Pelo menos é como sou considerado pelos apoiadores dos agronegociantes. E dos destruidores de rios, florestas e pequenos agricultores.

Você acha que gosto do sabor de veneno? Clara Crocodilo me livre!

 

Desculpa então.

 

 

E as abelhas não param de desaparecer, aqui no Brasil a grande imprensa de vez em quando faz uma materiazinha safada sobre o sumiço e diz que é tudo um grande mistério.


Abelhas estão desaparecendo no sul do Brasil

http://www.recid.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=580&It...

 Desaparecimento de abelhas intriga cientistas dos EUA

http://educacao.uol.com.br/ciencias/abelhas-3-desaparecimento-de-abelhas...

Pesticides hit queen bee numbers   (29/03/2012)

http://www.bbc.co.uk/news/science-environment-17535769

 

Edmundo, as abelhas pouco têm o que fazer nas plantações fora do período da floração, que não é quando mais se usam agrotóxicos. E, sim, parte do "mistério" que envolvia o desaparecimento de abelhas, pelo menos nos Estados Unidos, já está esclarecido... e não são os agrotóxicos, veja o link: 

"Mosca parasita "zumbi" mata as abelhas"

Além dessa mosca, a abelha sofre o ataque de vários fungos, virus, bactérias, ácaros e outros predadores de maior porte, tais como vespas, formigas, sapos, lagartixas e outros comedores de insetos sendo os agrotóxicos, conforme a região, o "menor" dos seus problemas.

Saudações

 

"Um fósforo só não tem energia para queimar um bosque inteiro, mas pode começar o incêndio." (sobre as ideias, Jose Mayo)

Não consegui abrir a página mas vi uma com o assunto semelhante e não está claro que este parasita é o responsável pelo desaparecimento das abelhas.

http://hypescience.com/mosca-parasita-transforma-abelhas-em-zumbis/

um trecho: Esse fenômeno foi responsável pelo extermínio de 90% das abelhas de algumas colmeias. Em 2006, casos do tipo já haviam sido relatados, mas em menor escala. [LiveScience]


não vai dizer nada sobre isso? http://www.bbc.co.uk/news/science-environment-17535769

Tradução google tradutor:

Alguns dos pesticidas mais utilizados do mundo estão matando as abelhas, prejudicando sua capacidade de navegar e reduzindo o número de rainhas, a pesquisa sugere.

 

Sim, Edmundo, é mais um inseticida que afeta as abelhas (todos os outros também; as abelhas são insetos), mas... o miolo da notícia é mais importante que essa constatação óbvia: É necessário que se aplique RACIONALIDADE ao uso dos agrotóxicos e que se eduquem as pessoas para o seu uso e manuseio, até, pelo menos, que se encontre uma alternativa menos agressiva para o meio-ambiente e pelo menos quase tão eficiente quanto os agrotóxicos, na função exclusiva que devíamos destinar-lhe, que é garantir a produção de alimentos. Por enquanto, ainda que todos queiramos, fervorosamente, eliminar o uso de agrotóxicos, não podemos.

 

"Um fósforo só não tem energia para queimar um bosque inteiro, mas pode começar o incêndio." (sobre as ideias, Jose Mayo)

Enquanto isso tem muita gente mais preocupada com o amianto nacional do que com os agrotóxicos importados...

 

Pelo menos  poderiam ser mais honestos, dentro do que eles defendem, e afirmarem:

- Sem veneno a população morre de fome.

 

CUIDADO:

Uma cenoura inflada, artificialmente, por agrotóxico tem menos vitaminas que uma pequena onde o veneno não foi usado.

Os pimentões "gigantes pós-agrotóxicos" já foram tirados de circulação. Mas, o veneno do "crescimento artificial", agora, estão sendo usados nas cenouras e pepinos e outros legumes, "inflados por agrotóxicos - FUJAM DELES, deixem-nas nas prateleiras e gôndulas. 

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

Muito próximos aos índices de inflação apurados em uma ano pelo IBGE/FGV. Quase 100%,  ratificando a incompetência (ou safadeza) do CADE.

Os R$ 18,40 de abril de 2011 agora são módicos R$ 34,50, no EXTRA/CASINO (depois de acabarem com as sacolinhas e venderem sacolões por R$ 1,99). "Propaganda Enganosa" - quem paga em dinheiro não tem direito ao "vale-troco", que Mantega não implantou, em "desrespeito ao povo" e "em respeito" aos novos "financiadores de campanha", franceses.

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.