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As escolas particulares e o ensino médio

Por veras

A manifestação das escolas particulares

Do Último Segundo

"Ensino médio muda se vestibular mudar", diz representante

Para presidente da Federação das Escolas Particulares, processo seletivo das universidades dita currículo nesta fase

Cinthia Rodrigues, iG São Paulo | 05/05/2011 19:31

A aprovação de novas diretrizes para o ensino médio só representará uma mudança significativa nos currículos se os vestibulares também mudarem. A avaliação é do presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), José Augusto de Mattos, para quem a principal preocupação das instituições ao montar a grade curricular é dar condições aos alunos de ingressar nas melhores universidades.

Na quarta-feira, o Conselho Nacional de Educação aprovou uma flexibilização maior da etapa. A grade horária de disciplinas e a organização em anos ou semestres poderiam ficar a cargo das escolas conforme cada projeto político pedagógico. A intenção é tornar o currículo mais atraente.

SeguSegundo o representante da Fenep, ainda este mês as mudanças devem ser estudadas pela entidade e em junho o sindicato paulista das escolas privadas fará reuniões nas regionais sobre possíveis mudanças. No entanto, as mudanças podem demorar. "Enquanto os vestibulares exigirem todos os conteúdos, fica difícil enfatizar uma área em detrimento de outra", diz.

Para Mattos, "a autonomia é benvinda" para evitar a criação de novas obrigatoriedades. "Tem escola com 10, 15 disciplinas, enquanto em outros países o normal é a metade", diz. Mas ele acha que as diretrizes só vão gerar mudanças significativas se as universidades adaptarem os processos de seleção. "O Enem (Exame Nacional de Ensino Médio) deveria ter este papel, mas até agora, como todos os problemas acumulados, não mostrou a que veio."

A diretora do Colégio Albert Sabin, Gisele Magnossão, concorda. "É fato que todos os nossos alunos têm o vestibular como alvo importante e, portanto, a composição é bastante influenciada", afirma. Para ela, no entanto, algumas instituições podem aproveitar o momento para refletir e decidir por mudanças. "Acho que a proposta de todo mundo repensar sua proposta é interessante."

"Sempre fizemos assim"

O diretor-presidente do Colégio Bandeirantes e integrante do Conselho Estadual de Educação de São Paulo, Mauro Aguiar, diz que a autonomia é prevista na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) de 1996. "O problema é que o governo federal, irresponsavelmente, acrescentou outras obrigatoriedades e isso foi se perdendo", reclama.

Segundo ele, o conselho paulista esclareceu que novos conteúdos não precisam ser incluídos como disciplinas, mas as escolas públicas acabaram aderindo. "Entre as particulares, muitas já fazem currículos diferenciados", defende. Entre elas, está o Bandeirantes que tem três opções de currículo de ensino médio após um 1º ano comum: biológicas, exatas e humanas.

Governo aprova

O ministro da Educação, Fernando Haddad, elogiou nesta quarta a aprovação das novas diretrizes, que ainda serão homologadas por ele. Segundo ele, planos de governo dos últimos anos permitiram visualizar caminhos. Em São Paulo, o secretário-adjunto, João Cardoso Palma Filho, também concorda com as alterações e diz que é a favor do agrupamento de disciplinas. 

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Comentários

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A Univ. Veiga de Almeida foi a falencia por causa de um debito de 200 milhoes de reais. Sr. Mario Veiga de Almeida Junior teve que vender para pagar o debito. Ninguem vende uma empresa que o pai tanto lutou para ter sucesso e ate' morreu de cancer por causa disso quando poderia aproveitar a vida. Pela falta de inteligencia financeira dos filhos, a universidade comecou a ter debitos e mais debitos. Nao contente com isso o Sr. Marinho nao teve escolha, a nao ser vender para pagar os debitos. Como diz o ditado: "Avo rico, filho nobre, bisnetos pobres". Com a recessao mundial eles nao conseguiram continuar devido ao mal investimento dos herdeiros de Mario Veiga de Almeida (Pai). Fontes pessoais da propria familia informam que Sr. Marinho (Jr.) resolveu se casar apos seus 60 anos e agora tem dois filhos que mais parecem seus netos. Uma epoca atras a familia sustentava um centro espirita para fazer mandingas para melhorar a situacao financeira da universidade. Com a morte do pai e fundador, desistiram da umbanda e voltaram ao catolicismo, por conselho da mae (Dona Juscelina Moura - apelidada de Nina. Os Veigas foram sempre pessoas odiadas por muitos. Uma das filhas de Mario Veiga de Almeida chamada Anunciata tentou as colunas sociais por muito anos mas nao sendo aceita por nao ter "sangue azul" pois vieram de classe pobre (por parte da mae) e media (por parte de paim eram desprezados pela sociedade carioca. Ela se casou com Fernando Barbosa Lima, um diretor de TV. Tentou a vida artistica numa ponta numa novela que foi totalmente um fracasso. Os Veiga nao estao pobres, nao se preocupem, mas nao mais desfrutam da riqueza que o pai criou. O nome Veiga de Almeida agora e' quotado pelas colunas sociais como passe' e fora da limelight carioca, que na verdade nunca pertenceu. Sr. Marinho nega a falencia, mas quem nessa altura da recessao mundial venderia a legacia de uma universidade de segunda classe por uma bolada? So' mesmo para pagar dividas. A verdade sempre aparece. Ninguem e' idiota. Os compradores nao sao idiotas. Quem vende a legacia de um pai e' porque esta' pendurado. Isso e' obvio e nos ja' vimos as provas disso. Espero que o Whitney Group que comprou a universidade possa fazer melhor, afinal eles ja' tentaram vender o Centro Universitario Jorge Amado em Salvador, Bahia varias vezes por falta de renda, mas ninguem quiz comprar. Agora compraram a Veiga de Almeida e Estacio para ampliar, ja' que fizeram mal negocio com o Centro Jorge Amado. Vamos ver se eles conseguem melhorar e tirar proveito do dinheiro que pagaram para cobrir as dividas do Sr. Marinho Veiga de Almeida (o junior). Well, good luck!

 

Do Blog da Hildegard Angel

Grupos financeiros adquirem as universidades do Rio. O que pensam disso os professores?

6 mai- 14h40

  

O mesmo grupo do Banco Mercantil do Brasil, que comprou a Universidade Gama Filho e a UniverCidade, está em vias de adquirir a Universidade Candido Mendes. As negociações correm céleres. Também neste caso, como nos demais, os antigos donos permanecem na instituição, mas sem o controle. Permanecem por um tempo determinado...

A Universidade Veiga de Almeida também foi vendida, porém para outro grupo...

As grandes famílias de educadores se afastam de seu negócio, deixando sua posse e sua gestão para os grupos financeiros...

Vamos ver o que os professores universitários pensam disso...

http://noticias.r7.com/blogs/hildegard-angel/

 

 

Odonir Oliveira

Já eram mercearias de ensino antes de serem vendidas, principalmente a UniverCidade, e em menor grau a Veiga de Almeida. Sobre a Cândido Mendes nao sei.

 

"Para presidente da Federação das Escolas Particulares, processo seletivo das universidades dita currículo nesta fase`"   eureka. descobriu a roda...

 

Ao André LB (e todos):

André, a Escola Amorim Lima é uma escola municipal de nível fundamental em São Paulo, capital. Lá eles colocam em prática um sistema inspirado na Escola da Ponte. A Amorim Lima é um exemplo vivo de que é possível fazer um ótimo trabalho com Educação. E é verdade, são educadores qualificados. A chave é a qualidade do Educador e valorizarmos este importante profissional.

O governo está preocupado em atrair gente para os cursos de Licenciatura, o que considero correto como visão estratégica. É preciso se preocupar com a formação desses novos educadores, para que eles saiam mais preparados da Universidade. Tem muito professor por aí que é rançoso, autoritário e não se recicla. Paulo Freire está aí para ser estudado.

 

É o fim da picada! Professores com salas com 40, 45 alunos zoando o tempo todo (às vezes até ameaçando os professores), trabalhando em 2 ou 3 escolas, exaustos, sem tempo de preparar aulas e corrigir trabalhos, sem possibilidades de aperfeiçoamento, salários de m., e ainda alvo desse tipo de críticas de gente sem noçao. Vá conhecer a realidade de uma escola de periferia, vá, antes de falar abobrinhas. Aliás, comece por ver o documentário Pro dia nascer feliz, que dá alguma idéia da realidade.

Quanto às tentativas do governo de atrair professores, nao me faça rir. Com cursos à distância, atraindo alunos cada vez menos privilegiados (o que nao seria problema, se nao tivessem também menor capital escolar), sem dar aumentos significativos de salários e sobretudo sem mudar as condiçoes de trabalho, realmente essas tentativas vao produzir ótimos resultados!  

 

Anarquista, eu conheço muito bem a realidade de uma escola de periferia, até porque moro em uma. No caso da Escola Amorim Lima, ela funciona porque são professores com brilho no olho, incluindo a diretora da escola. Há um envolvimento da comunidade escolar com a gestão da escola. Por comunidade escolar leia-se: direção, professores, pais e alunos. Numa escola com uma gestão ruim, fica difícil o professor sozinho fazer milagre. Mesmo assim, tenho amigos professores que ensinam em periferia e não perderam a paixão pela Educação. Eles continuam buscando e acreditando no potencial de seus alunos. Eles continuam buscando, independente se estão cursando uma especialização, porque ter uma atitude de aprender é um tesouro para a vida toda, e o professor deve ser o primeiro a saber disso. Esses professores têm todo o meu respeito e solidariedade às suas reivindicacões.

Lamento que você tenha se incomodado com o meu comentário, mostra apenas que você vestiu a carapuça. Os professores não são os únicos profissionais do país a encontrar dificuldades. As minhas, por exemplo, você não conhece. Respeito, minha amiga, é uma via de mão dupla. É preciso lutar, existe um Brasil para se fazer. Mas pelo que leio das suas intervenções você já desistiu.

 

Reitero que é precipitado e superficial sairem descendo a lenha sem ver os detalhes da implementação: estudei em uma Escola Técnica Federal, nos anos 80, que já praticava uma forma de flexibilização. Como exemplo, nós tínhamos apenas um semestre de Biologia ao longo do curso, que era voltado para Eletrônica. Em compensação, o programa de Matemárica era "engordado" para contemplar também a Algebra Booleana.

Quanto ao acesso à Universidade, a nossa Escola Técnica Federal era campeã em aprovação nos vestibulares, oferecendo disparado o melhor ensino médio do nosso estado, superando as escolas particulares.

Alguém falou na Escola da Ponte, de Portugal. Pois bem: a Escola da Ponte utiliza, também, um modelo orientado a projetos de aprendizado. O objetivo é desenvolver a responsabilidade e a autonomia do estudante, que trabalha em seu projeto, é proativo e feliz. Os estudantes lá verdadeiramente aprendem. A Escola da Ponte obtém as melhores avaliações do sistema de Educação de seu país.

Concordo quanto à preocupação com o nível do ensino fundamental, porque é ali que as habilidades básicas devem ser desenvolvidas: raciocínio lógico, leitura e produção de textos e desenvolvimento do espírito crítico, as ferramentas que devem acompanhar a pessoa por toda a vida. Um dos grandes problemas no ensino médio é justamente receber estudantes completamente despreparados, verdadeiros analfabetos funcionais. Mas uma discussão não exclui a outra.

A reclamação das escolas particulares é uma bobagem de quem vê a Educação como moedor de carne para o vestibular, um sistema exclusivista que atende à indústria do bizu dos cursinhos pré-vestibulares. Quem já examinou com atenção as provas do ENEM percebe o que o Ministério da Educação está querendo: uma Educação inclusiva, transdisciplinar e com foco em criar pessoas capazes de exercer sua cidadania. A Escola tem que mudar. Precisamos formar novos professores como educadores capazes, criativos e com sensibilidade. Paulo Freire está aí para ser estudado.

 

Pois é Flávio:

Eu também estudei em uma Escola Técnica, e hoje desfruto de um bom emprego, bem remunerado. E dentre 4 filhos meus, três estudam no mesmo CEFET ( atual UTFPR ). Um engenheiro e uma "licencianda" em Física. Outra , mais nova estudou o ensino médio nessa mesma escola. A diferença é o emprego Federal, bem melhor remunerado. Os professores do ensino médio são os mesmos do ensino superior. Quase todos os alunos formandos do ensino médio foram apra boas faculdades públicas ou privadas, passando em vestibulares. a qualidade é excelente, desde os tempos que eu estudei por lá.

A qualidade nas escolas públicas do país passam necessariamente por melhores salários e melhores condições de trabalho, como por exemplo, disponibilidade de tempo para mestrados e doutorados e exigência de aperfeiçoamento contínuo para os professores. Penso que não é alterando os currículos que mudaremos alguma coisa no contexto geral. Estão aí as escolas de ensino médio ligados aos antigos CEFET para comprovar que o atual modelo funciona se for oferecido um ambiente propício para desenvolvimento da qualidade dos professores.

Aqui em Curitiba as escolas estaduais tem diferenças entre si relativamente à qualidade.

As escolas municipais também diferem na qualidade quando se afastam do centro da cidade e dos bairros de classe média.

 

Enquanto se discute por onde a galinha deve botar o ovo, deixa-se de alimentá-la bem e para que ela produza ovos de qualidade...

 

Discutir currículo de ensino médio para alunos que mal sabem ler e escrever (já dei aula em ensino médio público e privado), é desviar do foco principal: a base, o ensino fundamental, a formação de professores e as condições de trabalho.

 

A solução mirabolante e, muitas vezes, importada para a educação brasileira cheira a naftalina. O jovem e a nação brasileiros merecem algo melhor.

 

Quando os alunos brasileiros atingirem o mínimo (ler, escrever, interpretar e dominar a matemática elementar), estaremos prontos para dar o próximo passo: decidir quê tipo de brasileiros queremos para o futuro. Enquanto isso não acontece, a galinha dos ovos de ouro continuará fazendo parte da literatura e do falatório político.

 

 

 

 

veras,

Acho que você tem razão e as escolas particulares também.

Se é o vestibular que define tudo, o currículo vai ficar tão distorcido quanto o espaço-tempo pela gravidade da Terra.