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Folha "denuncia" cobertura sobre A Privataria

O fato editorial do ano foi o livro "A Privataria Tucana", lider de vendas de livros em todo o país e, portanto, fato jornalístico dos mais expressivos. Quem é antijornalista: quem não fala sobre o livro ou quem fala? A Folha não apenas nada deu sobre o livro como proibiu seus colunistas de sequer mencioná-lo em suas colunas. Criou um índex e agora pretende estendê-lo a todas as publicações.

Por esquiber

Da Folha de S. Paulo

Revista ligada ao governo critica PSDB e diz que Serra 'está morto'

DE SÃO PAULO

Em resenha sobre o livro "A Privataria Tucana", o site da "Revista de História da Biblioteca Nacional" criticou o PSDB e afirmou que o ex-governador José Serra (PSDB) está "aparentemente morto".

A biblioteca é vinculada ao Ministério da Cultura. Além de ser patrocinada pelo governo e pela Petrobras, a revista tem o nome da presidente Dilma Rousseff e da ministra Ana de Hollanda no seu expediente.

O texto foi ao ar no dia 24 de janeiro. As críticas a Serra foram repercutidas nesta quarta pelo jornal "O Globo".

O livro, escrito pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr., acusa Serra de receber propinas de empresários que participaram das privatizações conduzidas pelo governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

Assinada por um dos repórteres da revista, a resenha diz que o livro joga "uma pá de cal na aura de honestidade de certos tucanos". Afirma ainda que ele mostra que o "jornalismo está vivo".

Em nota, a direção do PSDB criticou o texto. "O PSDB, que é o verdadeiro alvo dessa vilania, presa sua história e seus valores. Por isso, continuará combatendo o aparelhamento político-partidário desenfreado do Estado brasileiro e seus efeitos secundários indesejáveis", diz o presidente da legenda, Sérgio Guerra.

A associação que edita a revista admitiu o erro e pediu desculpas. De acordo com ela, o texto não foi avaliado pelos editores antes de ser publicado.

"O artigo é um posicionamento pessoal do repórter e contraria a linha editorial da revista, que não defende posições político-partidárias", diz o presidente da Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional, Jean-Louis de Lacerda Soares.

De acordo com ele, a Biblioteca Nacional não tem responsabilidade sobre os textos da revista.

Folha entrou em contato com o Ministério da Cultura, mas ainda não obteve resposta.

Por daSilvaEdison

Da Revista de História

O jornalismo não morreu

‘Privataria Tucana’ prova que a reportagem de investigação está viva e José Serra, aparentemente, morto

Celso de Castro Barbosa

Engana-se quem imagina morta a reportagem de investigação no Brasil. Embora os jornalões, revistas semanais e emissoras de TV emitam precários sinais vitais do gênero, ele está vivíssimo, como prova A Privataria Tucana, livro do premiado repórter Amaury Ribeiro Jr.

Lançado em dezembro e recebido pela grande imprensa com estridente silêncio, seguido de críticas que tentaram desqualificar a reportagem e o autor, o sucesso do livro, já na terceira edição e no topo das listas dos mais vendidos, não se deve a suposto sentimento antitucano.  Até porque os fatos objetivos relatados não poupam o PT. Não há santos na Privataria.

Com base em documentos oficiais, da CPI do Banestado e outros que o autor conseguiu em cartórios, Amaury torna pública a relação de dirigentes do PSDB e a abertura de contas no exterior de empresas de fachada, responsáveis pelo retorno ao Brasil do dinheiro sujo da corrupção. Dinheiro que voltou, naturalmente, limpo.

Muita gente deve explicações à Justiça que, nesse episódio como em outros envolvendo expressivos representantes da elite brasileira, move-se a passos de tartaruga. Ou simplesmente não se move. Pelo cargo que ocupou na época das tenebrosas transações, as privatizações da era FHC, José Serra, então ministro do Planejamento e depois duas vezes candidato à presidência, prefeito e governador de São Paulo, é quem tem a imagem mais chamuscada, para não dizer estorricada, ao fim da Privataria Tucana.

De origem humilde, o tucano paulista exibe patrimônio incompatível com os rendimentos de um político. Tudo em nome de sua filha, Verônica, que ao lado de Ricardo Sérgio, tesoureiro das campanhas de Serra e Fernando Henrique, emergem como principais parceiros do ex-governador no propinoduto que marcou a venda das empresas de telecomunicação.

Além de jogar uma pá de cal na aura de honestidade de certos tucanos, o livro de Amaury tem ainda o mérito de questionar, involuntariamente, a atuação da grande imprensa no país. Agindo como partido único, onde só é permitida uma única opinião, jornais, revistas e mídia eletrônica defenderam, com unhas e dentes, a privatização. O principal argumento era a vantagem que traria aos consumidores: eficiência e tarifas baixas por causa da concorrência. Passados mais de dez anos, o Brasil cobra tarifas de telefone das mais altas do planeta e as concessionárias são campeãs de reclamação nos Procons.

Não bastasse, ao ignorar o lançamento do livro, a imprensa hegemônica mostra sua face semelhante à dos piratas: um olho tapado, que nada vê, e outro atento à movimentação dos adversários.

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Reprodução de carta redigida pelo jornalista Celso de Castro Barbosa, que foi censurado.


"Senhoras e senhores conselheiros da Revista de História da Biblioteca Nacional e da Sabin,

sou Celso de Castro Barbosa, brasileiro, jornalista profissional, 54 anos, há 36 em atividade. A essa altura da minha carreira julgava ter visto de tudo. Quanta ingenuidade...

Entre 5 de setembro de 2011 e 29 de fevereiro de 2012 fui o editor de texto da revista, subordinado à editora assistente Viviani Fernandes de Lima e ao editor e professor Luciano Figueiredo.

Depois de ler ‘A Privataria Tucana’, livro do premiado repórter Amaury Ribeiro Jr., destaque em todas as listas dos mais vendidos no país, sugeri a publicação de uma resenha no site da revista, haja vista o silêncio estridente com que livro foi recebido pela grande imprensa. Sugestão aceita, o texto foi publicado em 24 de janeiro de 2012, permanecendo à disposição dos leitores por nove dias até ser censurado e retirado do ar. Fato que me fez lembrar da ditadura militar, quando os gorilas de plantão ordenavam o recolhimento de alguma publicação que não lhes agradasse, mas, por conta da burocracia própria dos incompetentes, demoravam tanto a cumprir a ordem que os leitores recolhiam antes.


O que passo a contar agora não encontra paralelo em tudo o que vi e vivi em ambiente de redação. Em 1º de fevereiro fui chamado à sala do editor, que me comunicou o seguinte: que concordava com praticamente todas as observações da minha resenha; que o sr. Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central no governo FHC, mobilizara o alto escalão tucano para protestar contra o texto; que redigiria uma nota assumindo toda a culpa pelo episódio.

Sob meu protesto, pois entendia e continuo entendendo que ninguém é culpado de rigorosamente nada, disse ao editor que achava absurda a ideia de alguém assumir culpa. Afinal vivemos num país democrático, cuja constituição garante a todos os brasileiros o direito a opinião, sem falar da liberdade de imprensa. Disse ainda que o PSDB tinha todo o direito de reclamar, assim como o PT, que também não foi poupado na resenha. O editor insistiu em assumir o que chamou de culpa e, sem mais, nossa conversa chegou ao fim.

No dia seguinte, ao ler O Globo, o que primeiro me chamou a atenção na longa matéria sobre o imbróglio foi o fato de Luciano Figueiredo não ter assumido culpa ou responsabilidade alguma. O que chegou ao jornal foi uma nota mentirosa da Sabin, onde se lê que, ao contrário do procedimento padrão da revista, meu texto não fora lido nem avaliado pelos editores. Ou seja, que publiquei por minha conta.

Definitivamente, isto não é verdade. Meu texto foi, sim, lido e avaliado pelo editor do site, por minha chefe imediata e, ainda que depois de publicado, pelo próprio Luciano Figueiredo, que voltou de férias no dia 16. Com a publicação no dia 24 e permanência no ar na primeira página do site durante nove dias ele teve tempo mais que suficiente para ler, reler, avaliar e reavaliar.

Quem leu a matéria do Globo, reproduzida em jornais de todo o Brasil, há de concordar que fui exposto de forma vil, sem direito a defesa. Somente uma semana depois pude me manifestar na seção de cartas. Fui chamado, entre outros absurdos, de servidor público a serviço do aparelhamento do Estado. Lembro que embora cumprisse nove horas diárias de trabalho, não tinha sequer carteira assinada na Revista de História.

Gostar de um livro, senhoras e senhores conselheiros, não é crime. Já foi. Não é mais. Quanto à ameaça de processo por parte do PSDB, continuo aguardando uma decisão. Soube que desde que o livro foi lançado, em dezembro do ano passado, o presidente do partido ameaça processar o autor, mas, até agora, nada.

Esse episódio me levou a refletir sobre o papel de quem está no comando, especialmente porque tenho parâmetros. Fui chefiado por Marcos Sá Corrêa, para mim eterno exemplo de profissional correto e brilhante e de homem admirável. Não sou petista, muito menos entusiasta do governo Dilma e não tenho simpatia pela pessoa da presidente. Um fato, no entanto, me leva a admirá-la, ainda que parcialmente. O de não ter delatado seus companheiros de organização política, nos anos 1970, nem sob tortura. Admiração semelhante tenho por Roberto Marinho, que protegeu seus empregados sempre que foram atacados. Na ditadura e na democracia.

No caso da resenha, o que fez o professor Luciano Figueiredo? Fugiu de responsabilidades exclusivamente suas, ofereceu minha cabeça numa bandeja e sequer assinou a nota mentirosa da Sabin. É como se ele nada tivesse a ver com o episódio. E ele tem tudo a ver com o episódio. Não estou exagerando quando afirmo que imaginei já ter visto de tudo. De fato, é a primeira vez que vejo alguém mentir, mentir por escrito, e enviar a mentira, muito fácil de desmontar, aos jornais como fez o presidente da Sabin. Naturalmente, em defesa de minha honra, buscarei retratação e reparação.

Na verdade, apesar do pouco tempo de convivência, não foi essa a primeira manifestação de conduta, digamos, heterodoxa, do editor. Em dezembro ele já dera um sinal de sua maneira particularíssima de comandar, ao exorbitar do papel de editor e mandar que eu ajeitasse uma carta que pretendia enviar aos participantes de um festival de história que organizou em nome da revista. Tratava-se do comunicado de um calote. Os participantes, que se deslocaram até Diamantina simplesmente não receberiam o pagamento combinado. Luciano Figueiredo gostou tanto do texto final que me enviou esta mensagem: “Excelente. Até eu gostaria de receber um furo desse, edulcorado com essa prosópia.” A propósito, até a minha demissão, o editor jamais fez qualquer restrição ao meu trabalho como editor de texto da revista. Ao contrário.

Juntando os dois episódios – carta calote e nota da Sabin – apurei meu faro de repórter de forma a me proteger e saber com quem de fato estava lidando. Em consulta à página da Plataforma Lattes, do Cnpq, fiquei sabendo que o professor Luciano Figueiredo é contratado da Universidade Federal Fluminense em regime de dedicação exclusiva. Em consulta ao Gabinete do Reitor da UFFfui informado de que é vedado aos professores contratados sob este regime quaisquer atividades remuneradas, mesmo que relacionadas às suas áreas. E em consulta ao Ministério Público, fiquei sabendo que é crime acumular as duas funções.

Estou relatando esses fatos, senhoras e senhores conselheiros, porque considero o episódio da resenha muito grave, não só para a revista, mas para a democracia. E aproveito a oportunidade para propor uma reflexão. O que é mais grave: Luciano Figueiredo dirigir a Revista de História ou dar aulas na Universidade?
Na minha modesta opinião é muito mais grave ele dar aulas. Todos sabemos da grave crise educacional que o país vive há décadas. E de um professor, penso, não se espera que transmita apenas conhecimento. Ele também deve transmitir valores. Valores que o editor da Revista de História não cultiva e despreza.

Sem mais,
Celso de Castro Barbosa"

http://conexaojornalismo.blogspot.com.br/2012/03/conexao-jornalismo-priv...


 

Ei, o saldo da nota fasicl paulista vale para as compras feita dentro do estado de sao paulo, mesmo que eu nao more nele? Por exemplo: Indo de ferias, minhas compras sao validas, fazendo-as la? Grato e aguardo a resposta.

 

Se o tema não fosse recorrente, eu diria que o Chico era vidente, e que adivinhou até o livro do Amaury:

"Dormia a nossa pátria mãe tão distraída,
sem perceber que era subtraída
em tenebrosas transações"

 

http://www.youtube.com/watch?v=9A_JrsJF6mM

 

E para o PêTê, que soltou a franga no tema, a parte: 

"Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a cantar
A evolução da liberdade até o dia clarear
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral vai passar".


Vamos ver o que história vai dizer, daqui a uns 10 anos. Por enquanto é esquisito, mesmo.

 

Comentários de Eliane Catanhêde sobre "A Privataria... ops... sobre a casa da moeda:

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/elianecantanhede/1045425-de-leiloes.shtml

Preste atenção nessa frase, camarada. O link está aí em cima, se você duvidar que a colunista disse isso mesmo. Leia devagar.

“Você aí em casa, funcionário(a) público(a), assalariado(a), tem alguma “offshore”? Em paraíso fiscal?! Vamos pensar juntos: para que será que o tal Denucci e a filha têm não apenas uma, mas duas? E, se de fato movimentaram aquela dinheirama toda, de onde ela veio? Dizem por aí que dinheiro não nasce em árvore. Pelo menos, não nascia…”

Com a palavra, "The Veronica's Twins".

OBS.: Tem gente que, ultimamente, pra se mostrar em evidência, anda botando o emprego em risco escevendo sem ler...

 

Até na revista da Fapesp tem saído matéria com "críticas" a la vila ao governo federal

E sem qualquer pudor ou pedido de desculpa; a mídia não denuncia aparelhamento psdbista...

 

>>>> "O artigo é um posicionamento pessoal do repórter e contraria a linha editorial da revista, que não defende posições político-partidárias", diz o presidente da Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional, Jean-Louis de Lacerda Soares.

Saiu uma retratação?

 

Não é nem um pouco possível que alguém atreva-se a falar em IMPARCIALIDADE da mídia.

Tenho uma convicção:

não falam por ingenuidade...ah! não falam.

 

Já processaram (Serra e PSDB) o autor do livro como haviam prometido?

 

Andrea Mattarrazo utiliza canal institucional para fazer propaganda eleitoral

http://s1-05.twitpicproxy.com/photos/large/508510731.jpg

 

 

À imprensa cabe dar publicidade a fatos relevantes e de interesse público! Ao "consumidor" de notícias cabe fazer seu juízo de valor. formar sua opinião! A imprensa não tem que editar a notícia e depois mastigar e dar na colher para o leitor. Só se for para "clientes" do tio rei, que não sabem interpretar nada do que está escrito! Vem no kit completo, basta abrir e consumir!

 

A que ponto chegamos. Estamos assistindo um fato que é o retrato do PIG. Ao denunciar uma publicação que trata de uma matéria que ela teria vergonhosamente escondido, ela portanto protesta contra a ANTI-CENSURA.

 

Quem não desconfia de si próprio não merece a confiança dos outros (ditado árabe)

É uma pena que a associação teve que se desculpar para evitar retaliação do PIG, parece que o que o PIG diz, apesar do obvio contrariar, acaba virando a verdade institucional. Conforme disse outros comentários, a revista não disse nada além do que se conclui por análise (chega a ser ridículo, já que salta aos olhos as observações), é fundada por instituições privadas e sustentada por assinaturas e aquisição de números, ao contrário de certos jornalões coniventes com a ditadura. Fato interessante que tanto a veja quanto Estadão e folha, apesar que aparentemente serem empresas distintas, quando do lançamento do livro coincidentemente ressuscitaram (ou requentaram) o mesmo assunto da falsidade do dossiê que chamaram ilhas cayman (que ninguém publicou o conteúdo na integra, mas que entende-se que o único erro foi no local da transação que deu nome aos documentos, estranho...) como se procurassem usar o livro como prova que o dossiê era mentiroso! Pobres leitores e eleitores infantis paulistas! Aliás, tá um silêncio deles, no começo estavam meio inquietos, parece que engoliram a lingua! Esse negócio de ficar tucanando assuntos na internet sempre termina em vergonha alheia. Vão comentar no Reinaldo Azevedo, lá estão protegidos, pois meus comentários nunca são publicados. Não que eu deixe de perturbar os censores por isso, quem sabe eu acordo algum estagiário.

 

hahahahahahahahahahahahahaa.... ainda não acabou o período validade das assinaturas da FSP que o Serra fez.

 

 

Por que será que toda a vez que sai alguma publicação contrária aos governos apoiados pela mídia-oposição, essa mesma mídia acusa os responsáveis pelo texto de serem patrocinados exclusivamente com dinheiro público do governo federal e seus aliados? Foi assim com boa parte da blogosfera e com a rede Brasil atual, acusada por estar ligada à CUT. Nem ao menos procuram saber como funcionam essas publicações ou como são suas relações de dependência  com os governos que porventura estejam ligadas.

 

Esquece-se a Folha de olhar para o próprio rabo, já que há registro de compra de jornais e revistas dos veículos amigos dos governos do PSDB,  sem licitação?

 

Esquece-se a folha de que a grande mídia recebe quase todas as verbas publicitárias das empresas remanescentes da privataria, como a SABESP ?

 

Esquece-se a Folha de que a Cultura, que é uma TV pública, sustentada com dinheiro público, não ousa  tocar em ‘pontos sensíveis’  do governo do estado, senão os responsáveis são “jogados” para fora, diferente dos que assistem a TV Brasil dizem?

 

Esquece-se a Folha de que omitiu escandalosamente o livro privataria tucana?

 

Por fim, esquece-se a Folha de que quando brada por liberdade de expressão, há de ter em mente que ela é válida tanto para quem concorda quanto para quem contrapõe aos seus interesses e pontos de vista?

 

 

É mais ou menos isso que o PT quer , o totalitarismo , e figura do Serra com sua audácia de mais de 45milhões de voto , é visto como uma ameaça , em no subcociente querem ele morto . Para a democrácia não é nada saúdavel , pois não havendo uma oposição forte a democrácia tambem padece . A outra coisa é uma publicação financiada por uma estatal ser tendenciosa , isso tudo é a consequencia de um estado com sua máquina inchada e viciada ...

 

Realmente o Serra é estremamente "audacioso".... Já que você citou as eleições devo lembrá-lo de dois episódios contundentes envolvendo a "audácia" desse senhor. Em um deles se tornou piada nacional por conta de uma bolinha de papel que mostra toda audácia do candidato em sustentar mentiras deslavadas.  Em outro demonstrou muita audácia ao se aliar ao discurso mesquinho do fanatismo religioso para angariar votos, desqualificando o debate durante as eleições. Não é a toa que perdeu toda credibilidade....

Os votos que o Serra conseguiu foi por conta do medo dos fiéis católicos e de alguns setores evangélicos. Aquele discurso meia-boca sobre aborto convenceu muita gente, não se engane. É ilusão acreditar que o Serra tenha ainda algum fôlego politicamente, nem para síndico esse aí se elege. Acho ótimo que alguns ainda insistam nessa figura sinistra, isso só diminui as chances dos propagadores do neoliberalismo entreguista, reacionários e corruptos (PSDB) de reconquistar qualquer credibilidade perante a opinião pública. Não se engane, meu caro,  o Serra se torna pauta justamente para que fique evidente a qualidade dos políticos que compõe a legenda.

 

  KKKKKKKKKKKKKKKKKK!!!!


  Quem serviu chá de lírio em vez de café ao cidadão aí de cima?

 

Acho que foi chá de acento vencido: como "consequencia" temos uma "democrácia saúdavel".

 

Sempre o mesmo Sanzio, quando não tem argumento para rebater, apela para desqualificar a opinião pelos erros de portuga, que coisa feia caro colégua !

 

A Folha não faz mais jornalismo nem está preocupada de fato com liberdade de imprensa. Pelo contráro, ela é a censora, poda tudo aquilo que não interessa e critica, utilizando os piores recursos dignos de uma imprensa marrom, quando defende o que considera seus territórios. A revista citada oferece uma resenha ou um artigo assinado. Seu autor pode ser um colaborador ou um funcionário, no momento em que assina o texto, responsabiliza-se pela sua opinião. Nada de mais. Sendo ou não paga pelo contribuinte, uma revista de cunho histórico-cultural não pode ser limitada por um pensamento tacanho ou censurada internamente, muito menos por um meio de comunicação do mercado que deveria se pautar pela busca da verdade e da liberdade de pensamento e opinião. Informar não é conformar.

 

A Folha de SP é uma decepção de jornal. Poderia ser co-autora da Privataria Tucana, mas está nessa política contra o Brasil desde os tempos da ditadura militar, inclusive quando o "seu" presidente FHC desgovernava o país.

 

A nota do senador Guerra é essa? Foi transcrita corretamente? Afinal, nao entendi se o PSDB "preza" sua história ou "presa" sua história. Tem alguem preso ou com o rabo amarrado nessa história? Foi algum ato falho? Ou o repórter digitou errado?

 

Se foi correto ou não colocar essa matéria numa publicação governamental não sei, mas que ele fala verdades do começo ao fim, isso nem a Falha tem coragem de negar.

O jornalista escreveu de maneira direita e simples o óbvio, o que deveriam ter feito a Falha e demais orgãos piguentos, senão praticassem esse jornalismo fuleiro que a gente vê por aí.

Ficaram "putinhos" e espernearam

 

Juliano Santos

MARIO BLÁ_BLÁ_BLAYA

 

 

O título da matéria é canalha. A Biblioteca Nacional não é ligada ao GOVERNO. A BN é uma instituição do ESTADO. Será preciso desenhar a diferença entre "governo" e "estado"? E cadê a livre opinião?? É por isso que, junto ao expediente geralmente, se coloca a frase "a opinião dos autores não representa a opinião da revista", algo assim. A Revista da BN, pelo jeito, não prestou atenção nisso. De resto, denuncismo barato...

 

A lógica dos comentários:

Foi descoberto a cura do câncer: 1 ou 2 comentários

Serra xxxxx qualquer coisa : 105 comentários falando que ele acabou e não tem valor politico, que não significa nada (então pq comentaram algo de quem não tem valor politico).

Conclusão:

1- ódio patológico por quem teve 44 milhões de votos opondo se ao PT(não interessa quem é).

2- Pode ser orientação do partido para denegrir e intimidar qualquer um que tente se opor.

3- Querem que Serra seja realmente o próximo candidato, melhor um inimigo conhecido do que um desconhecido, assim dão evidência toda vez que ele é mencionado.

4- Cultura do Fla x Flu como forma de obter consistência ideógica politica.

 

 

O engraçado é que a Folha parece não achar o livro importante o suficiente para ser citado no jornal, mas acha a notícia dele em uma revista de pouca circulação importante o suficiente para citar...

É um panfleto político da tucanagem paulista e nada mais... Não merece a denominação de jornal.

 

ABAIXO A DITADURA

 

Erra quem acredita que Serra e seu casamento com a "Folha" acabarão tão cedo. São feitos um para o outro. Pensar, no entanto, em proibição a certos colunistas do jornal é forçar demais a barra. Até porque, Janio de Freitas foi veemente em atacar Marco Antonio Villa, quando este falou que o livro foi feito nos porões do Palácio do Planalto. Mais: confundiu Antonio com Aurélio, e na correção foi de ironia ímpar. Menas, minha gente, menas. 

 

Os dois maiores baluartes da honestidade, Arruda e Serra, estão tentando ressurgir das cinzas. Será que o PIG vai conseguir esse milagre?

 

Eu não disse que era só uma questão de tempo vir o incêndio contra a Biblioteca de Alexandria por causa desse livro "maldito"....rsss

 

 

...spin

 

 

 


Por mais que eu concorde que José Serra morreu politicamente, não posso concordar com uso da máquina pública a serviço de um partido. É lamentavel essa publicação da Biblioteca Nacional.

 

Raul, dá um copy-paste do teu comentário acima, esse aqui também merece!

 

“O que me amedronta, não é o grito dos maus, mas o silêncio dos justos” Martin Luther King

É inadmissível que uma instituição pública - portanto de todos os brasileiros - publique uma resenha nos termos em que esta foi escrita, para ridicularizar ou denunciar adversário político. Seria lamentável, do mesmo modo, que caso o PSDB estivesse no poder, a revista da Biblioteca Nacional publicasse artigo denunciando ou ridiculartizando a Oposição, ou seja, o PT na época. Quanto a imprensa em geral, são empresas privadas. Não é com o meu dinheiro que fazem campanha para este ou aquele. ´~E lamentável que o partido atual no poder não compreenda o limite entre público e privado.

 

Ô, seu Manoell!!! O senhor entrou aqui só para dizer besteiras? Não leu o artigo corretamente nem os comentários?

Essa revista é publicada pela Associação de Amigos da Biblioteca Nacional! Ela é uma sociedade civil, dirigida por pessoas alheias ao poder público.

Informe-se melhor, antes de sair dizendo bobagens sem ler corretamente o que já foi debatido.

 

Só consegui ter acesso ao livro aqui do outro lado do atlântico a 5 dias, e terminei a leitura ontem à noite. Algumas impressões:

  1. O que mais fica do livro é a revolta pelas privatizações. É daquelas humilhações às quais apenas a américa latina se presta, como aceitar ditaduras militares a serviço de países/companhias estrangeiros, mergulhar em guerras fratricidas idiotas (guerra do paraguai), etc... O jornalista termina o livro com um capítulo de uma página fazendo um apelo a que se puna os responsáveis pelos imensos desvios e propinas. Eu vou além: que se reverta todas as privatizações aonde ou exista suspeita de propina, ou que foram feitas contra o interesse público, como o caso claro da Vale por exemplo, e que se persiga também os nomes estrangeiros que se envolveram nos crimes descritos;
  2. Nos 8 anos de governo FHC a blindagem da mídia foi total e irrestrita. E mesmo assim caíram uns 3 ou 4 ministros por casos escatológicos de corrupção. É difícil acreditar portanto que o Serra foi o único grande nome dentre os ministros que mergulhou na briberization junto com todo o seu entorno. É claro que não pode ter sido. Entretanto o livro evolui linearmente desde Ricardo Sérgio até o Serra, apenas o Serra. Grande falha do livro a meu ver, porque ao investigar Ricardo Sérgio me parece impossível que outros nomes e/ou pessoas do entorno de outros ministros não tenham aparecido. E, se apareceram, foram poupados pelos autor;
  3. E como esse livro reforça minha impressão da visão distorcida que o brasileiro tem de democracia, refletida numa paixão incondicional por leis moles e inócuas de todo tipo. Como é possível haver leis tão frouxas para lavagem de dinheiro, em um país com esgotos de corrução a céu aberto, e que permitam que, legalmente, empresas nacionais façam transações com empresas em paraísos fiscais que, legalmente, encobertam os nomes dos seus titulares? Há fortíssimas suspeitas colocadas no livro (e aparentemente documentadas) de recebimento de dinheiro de fontes desconhecidas por todo o entorno do Serra (incluindo a filha) e em momentos chave (durante a campanha de 2002 por exemplo). Está-se esperando o que pra iniciar investigações, inquéritos e CPIs? Eu tenho um palpite, que os "companheiro" não vão gostar: vai cair muuuuuuito nome petista do alto escalão também na rede, por mais que o PSDB e PFL sejam os mais atingidos. O Banestado está aí pra mostrar o que acontece nesses casos;
  4. Porque não se começou já a mudança nas leis de lavagem de dinheiro? 
  5. Que liberdade de expressão é essa que fecha os olhos pra existência, dentro da lei, de grupos de mídia imensos e completamente corrompidos (como mostra o autor ao falar por exemplo da Isto é quando noticia a sociedade de Veronica Serra com Veronica Dantas a serviço supostamente do Daniel Dantas)?
 

Três comentários curtos:

1 - O Congresso retornou ao trabalho hoje, portanto agora começamos a pressão pela CPI;

2 - Se houver nomes de petistas, que apareçam. Não creio que ninguém aqui quer este tipo de acobertamento. Ficarei decepcionado, mas é vida que segue e melhor que apareçam logo.

3 - O final do livro exige providências do PT. Não dá para conviver com aquele tipo de traição. Tudo bem que são nomes grandes dentro da instituição e difíceis de derrubar, pois seriam eles a mandar abrir investigações, mas, sendo verdade, não dá para admitir petista confraternizando com esta imprensa bandida, colocando em risco a candidatura de Dilma e tudo ficar por isto mesmo. No chamado "mensalão" cairam cabeças e acho estas denúncias tão fortes quanto aquelas. Não leio nada sobre isto desde que o livro saiu.

 

Não somente a Folha esta nos devendo uma manifestação sobre esse assunto. Tambem estamos esperando a opinião de Helio Bicudo, do senador Suplicy e de outros guardas da moralidade pubica.

 

E, de maneira plena de 'senvergonhisse' a FSP assume, mais uma vez, o papel da defesa do PSDB (quando e quando não governo) fingindo que é isenta... Será o leitor da Folha tão acrítico assim que não consegue perceber essa mancada 'sem querer quererendo' do editorial do jornal?

Portanto, para nosotros, a leitura dos fatos e das partes reforça a importância do livro, o vínculo do jornal com um partido político que apresenta suas armas.

Vamos à luta!

 

É evidente que os jornalões ultrapassaram ostensivamente o limite borrado entre jornalismo e militância. A questão é: por que? Se não enterdermos esses paradigmas desencontrados vamos ficar esperneando críticas inutilmente (só vai servir para desabafar, se bem que isso já é alguma coisa) . Não é sensato achar que os jornalões jogariam público-leitor fora, eles devem ter pesquisas constantes com os leitores. Vamos pensar um pouco sobre que possibilidades temos:

A) Há um lado dos jornalões que parece acreditar que vale a pena investir num público-alvo militante, a classe A e B antipetista, pois essa é que paga assinatura. Os entusiastas do petismo e a nova classe C não assina jornal ou revista. Só isso pode explicar a publicação de uma ficha falsa na primeira página, e a sustentação dessa atitude por três semanas antes de um mui tímido "erramos".

B) Eles acham que o público-alvo não percebe ou, se percebeu, releva esta militância. E ainda, com certeza avaliam que o público-alvo não assina o veículo só pela questão política, mas sim por outras editorias e razões (promoções de badulaques, classificados, cobertura meramente cultural ou esportiva etc), que segurariam esse público como assinante. Há ainda a tradição, o costume de assinar sempre o mesmo veículo, numa libido com o produto que até Marx já explicava. Essa dispersão de interesses, ou comportamento apolítico do público-alvo oferece uma gordura que eles acham que vale a pena queimar.

C) Há acordões com governos oposicionistas, que precisam do apoio midiático porque está mesmo, como disse Judith Brito, muito fraca. Ou ainda, privilégios antigos que foram quebrados em nome da "democracia publicitária" dos governos petistas. Estaria havendo, portanto, uma busca do retorno aos privilégios, mas apesar das evidência já divulgadas nos blogs, tenho minhas dúvidas se os valores envolvidos justificariam a travessia explícita para a militância.

Em nenhuma dessas hiopóteses a aversão é gratuita, ou se trata de uma "briga de classes" (exceção talvez à Folha, já que Otavio Frias Filho, como se sabe, desafio o próprio Lula, desprovido de estudos acadêmicos, a provar competência num almoço em sua instituição). Acho que quanto mais situarmos o golpismo e a militância, atribuindo-lhe motivos, mais próximos estaremos de combatê-los e entendê-los.

 

"O PSDB, que é o verdadeiro alvo dessa vilania, presa sua história e seus valores."

Uma mentira, uma trapaça  e um ato falho na mesma frase.

A mentira consiste em dizer que o verdadeiro alvo é o PSDB, quando é claro e cristalino para qualquer um que leu o livro que o verdadeiro alvo é o Mussolini da Mooca e sua famiglia - a pimpolha Verônica, o genro Burguês, o primo Precioso. Há outros com o fogo atingindo-lhes o rabo, como o próprio FHC, mas nem de longe compara-se com o acusado de "formação de família".

A trapaça consiste em chamar as acusações do livro de "vilania". Vilania é uma afronta, uma baixaria, uma ofensa, atributos que não se enquadram no código penal como crime. Equivale a xingar alguém de feio e narigudo, uma ofensa sem qualquer consequência jurídica (me corrijam os advogados se eu estiver equivocado).

O ato falho está no erro ortográfico: presar remete a prender, a tirar a liberdade. Claro que quiseram dizer que o PSDB preZa sua história e seus valores, mas acabaram prendendo-os. Principalmente os valore$.

 

O PSDB está fadado ao eterno ostracismo político! Não se enganem, irão juntos para o ralo todos que se aliaram e acubertaram o maior crime contra a Nação Brasileira...


Sabe-se que há um arcabouço de documentos que revelará toda a podridão...  


Abaixo, segue documento que evidência a relação carnal do Naji com o Teófilo...


PSDB vai pagar caro pelo que fez no Pinheirinho....


O Conversa Afiada reproduz o documento da Operação Satiagraha – é preciso detoná-la rapidamente ! O Brasil não aguenta tanto documento ! – que mostra a relação carnal entre Teófilo e o grande “financista” Naji Nahas.


 

O quê? a Revista de História da Biblioteca Nacional dando satisfações para a Falha de São Paulo? ahhh, vai te catar otavinho

 

Interessante que o livro misteriosamente sumiu de todas as listas dos mais vendidos. 

Será que o Serra "morto politicamente" tem tando poder para influenciar todas as livrarias do Brasil?

Bom, eu pessoalmente frequento quase toda a semana algumas livrarias aqui na cidade e eventualmente perguntei sobre o livro, já que nunca o vi em destaque como acontece com os mais vendidos. O pessoal falou no final do ano passado que as vendas eram medianas só que muita gente comprava dois ou mais exemplares.

Enquanto isso, ninguém aqui se dispoem a comentar isso?

as por trás do livro do Amaury 

A confissão de Amaury; o depoimento de Dirceu; a carreira de Luiz Emediato, editor do livro; E os acusados como “mandantes”

Falamos das mentiras, comprovando objetivamente que são exatamente lorotas e também abordamos a metodologia narrativa de cascatas empregada no livro. Agora, as pessoas. E são elas: Amaury Ribeiro Jr., Luiz Emediato, Pimentel e Aécio Neves.

Dirceu e Amaury
A Polícia Federal indiciou Amaury Ribeiro Jr. em quatro crimes, cujo processo tramitasigilosamente na Justiça Federal do DF (12ª Vara). Ao tratar do tema, o autor desenvolve histórias absurdas, como os dois encontros com Dirceu Garcia (vocês o conhecerão melhor mais adiante). Vejam se faz sentido:

Comecei a desconfiar que ele (Dirceu Garcia) poderia ter sido envolvido em algum tipo de armação no dia 4 de agosto de 2010, quando mantivemos o último encontro, por sinal, a seu pedido. Lembro bem da data porque fui a São Paulo assinar um contrato de trabalho. Pareceu tudo esquisito porque o despachante, além de não explicar o motivo da reunião, começou a falar coisas esquisitas (…) Antes, Garcia também havia agido de modo peculiar. No dia 8 de outubro de 2009, exigiu minha presença em São Paulo, porque queria me entregar um lote de documentos. Desconfiei…” (págs. 295/296, grifos nossos)

São dois encontros, separados por praticamente ONZE MESES. No de outubro de 2009, Amaury diz que já estava desconfiado pelo “modo peculiar” de Dirceu agir. MESMO ASSIM, ele o encontra quase um ano depois, pessoalmente, para… NÃO FALAREM NADA.

Por que diabos encontrar-se com alguém de quem já se desconfiava havia quase um ano? Não faz sentido. Menos ainda, aliás, o “conteúdo” da reunião.

Agora, trechos do depoimento de Dirceu, o despachante do Amaury, que realmente ABRIU O CORAÇÃO na Polícia Federal, datado de 06/10/2010:

Um relato MUITO diferente daquele apresentado por Amaury. Nota-se que Dirceu não aguentou a barra e confessou. Vale guardar a informação do depósito de R$ 5 mil em sua conta, ela será relevante como veremos. E Dirceu encerra o depoimento assim:

O despachante leu sobre a notícia na internet e diz que Amaury o procurou, recomendando que não dissesse nada à Polícia, caso fosse procurado. Mas e o dinheiro? Dirceu voltou à PF no dia seguinte e esclareceu isso e outras coisas:

Dirceu leva seu extrato bancário do qual constam dois depósitos de R$ 2,5 mil, perfazendo o total alegado antes. Além disso, seu extrato telefônico mostra várias ligações entre o depoente e Amaury – folha frente e verso somente com ligações DDD. Na página 296 do livro, Amaury diz “sempre depois de eu fazer um depósito na sua conta bancária, que nunca ultrapassou a cifra de R$ 1.500,00.” Será? Vejamos mais trechos desse depoimento de Dirceu:

DOZE MIL REAIS, um valor evidentemente maior que o alegado no livro. E esse trecho é particularmente interessante porque mostra o “modus operandi” da coisa. Segundo Dirceu, em depoimento à PF, os encontros não eram algo “nonsense” como relata Amaury. Muito ao contrário, aliás.

O Histórico de Amaury e Contextos Correlatos
Evidentemente, não foi um único depoimento que levou a Polícia Federal a indiciar Amaury em quatro crimes. As reportagens sobre o caso, factuais, trazem uma miríade de depoimentos e circunstâncias que contrariam o que se diz no livro. Vejamos:

1 – A Folha de São Paulo, dia 12/06/2010, revela a violação do sigilo fiscal de Eduardo Jorge e fala da existência de um dossiê circulando na campanha de Dilma à Presidência da República e pela turma que ironicamente ficou conhecida como “grupo de inteligência”. Surge o nome de Lanzetta. Blogueiros ligados ao governo federal, a essa altura, negavam tudo.

2 – Reportagem do dia 19/06 revela que os dados sigilosos partiram da própria Receita Federal. Mais uma vez tudo recai ao “grupo de inteligência” da campanha de Dilma – Amaury, no livro, ataca nominalmente o repórter dessa matéria. No dia seguinte, surge a bomba chamada Onézimo (viria explodir mais adiante) e o nome de Amaury é mencionado. No livro, aliás, Amaury reconhece que manteve contato com Onézimo – naquela metodologia típica para contar histórias.

3 – No dia 25/08, depois daquelas bobagens de “vamos investigar” e até mesmo o corregedor da receita dizer que encerraria o caso em 60 dias (notem que o tempo passou e isso não aconteceu), descobre-se que outras duas pessoas tiveram o sigilo violado na Receita Federal. Ambas, coincidentemente, figuram no livro de Amaury.

4 – A Corregedoria da Receita, no dia 31/08, finalmente aponta mais duas pessoas envolvidas na quebra de sigilo. Todas da seccional de Mauá. E o escândalo piora poisnoticiam que a filha de Serra também foi vítima da quadrilha da quebra de sigilo.

5 – Exatamente no dia seguinte, começa a circular a versão meio estúpida de que as quebras de sigilo seriam aleatórias e contumazes, sem qualquer viés político. É a primeira vez que um governo se defende justamente confessando que seu órgão tributário seria todo ele comprometido. Romero Jucá, então líder do governo no Senado, divulga a história (depois desmentida de forma vergonhosa) de que Veronica Serra teria solicitado os dados ela própria – nesse mesmo dia, ela negava a autoria de assinatura. A turma governista da internet chegou a endossar a versão de Jucá. Até mesmo Lula, a quem a Receita Federal era subordinada, tentou jogar nesse sentido.

6 – Não durou nem algumas horas a tentativa de supor que seria verdadeira a assinatura. Um tabelião confirmou que houve falsificação grosseira e surge o nome de Antonio Carlos Atella, a quem uma reportagem imputou “perfil de estelionatário”. Lula continua falando bobagem, na base do “cadê o sigilo que não aparece?” – o que aparece são os DADOS, já que “sigilo” é uma circunstância, não algo material, visível aos olhos etc. Ele aproveita para fazer piada acerca do crime. Pior é a funcionária da Receita confirmando tudo depois.

7 – Revela-se que quebra de sigilo de Eduardo Jorge ocorreu em uma cidade de Minas Gerais, Formiga. A seção mineira da SRF alegou que seriam apenas “dados cadastrais”.

8 – Enquanto o PT se vê em maus lençóis pelo fato de Atella ser filiado ao partido, Aécio Neves aparece como mandante da quebra, segundo petistas. Nesse mesmo período, início de setembro, a corregedoria da Receita AINDA não tinha concluído a investigação – e a adia por tempo indeterminado.

9 – Descobre-se que o genro de Serra, que também aparece no livro de Amaury, teve seu sigilo quebrado. Até mesmo o presidente do PT declara que isso é caso de polícia. A essa altura, é claro, duas teses negativas estavam derrubadas: sim, houve quebra; e, não, não foram as próprias pessoas que solicitaram isso.

10 – Voltemos a Onézimo. Assim como o despachante Dirceu (que o fez em depoimento à PF cujas cópias vocês já viram), o ex-delegado também “entregou o ouro” do esquema. Apontou o empresário Bené como pagador do dossiê. O empresário mantinha diversos contratos com o governo federal e deu uma “ajuda” para a campanha de Dilma. Bené confirma a existência da reunião mas nega o conteúdo da prosa. A famosa reuniãozinha no Restaurante Fritz contou com Onézimo, Lanzetta, Amaury, Bené… Há um dado MUITO relevante no depoimento de Onézimo ao Senado, segue transcrição:

O delegado contou, ainda, que tentando convencê-lo a aceitar a tarefa de preparar o dossiê, um dos seus interlocutores falou das vezes em que foi procurar dados fora do País, viajando na primeira classe. “Um deles me disse que viajava, que foi ao exterior levantar esses dados e que ia em avião de primeira classe, tentando talvez me entusiasmar e não me entusiasmou nada”, contou. “E um falou que teria conseguido dois tiros fatais contra um candidato.” (grifos nossos)

Tiros? Já ouvimos algo sobre isso, não é? Mas quem seria o interlocutor que viajava ao exterior para “levantar dados”? E viajando de primeira classe, hein? Seria Lanzetta? Bené? Amaury? Informação bem privilegiada e coincidentemente razoável essa do Onézimo, já que o livro e seu conteúdo só apareceriam alguns meses depois do depoimento.

11 – Vale destacar o “Grupo de Inteligência” e um pouco do que se noticiou sobre ele. Amaury, por exemplo, usou um flat cujo dono era de um contratado da Lanza, de Luiz Lanzetta, que prestava serviços à campanha presidencial petista. Esta reportem do Estadão traz a CONFISSÃO de Amaury quanto às quebras de sigilo e o pagamento de R$ 12 mil. Seguem trechos (e a Folha também tratou disso):

Jornalista ligado à campanha de Dilma confessa violação de sigilo de tucanos – Amaury Ribeiro Jr. participou do grupo de inteligência da pré-campanha da candidata do PT – BRASÍLIA – A investigação da Polícia Federal aponta que o jornalista Amaury Ribeiro Jr. encomendou a quebra dos sigilos fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, da filha de José Serra, Verônica, do genro dele, Alexandre Bourgeois, e de outros tucanos entre setembro e outubro de 2009. De acordo com a PF, na época, o jornalista trabalhava no jornal Estado de Minas, que teria custeado as viagens dele a São Paulo para buscar os documentos. O jornalista participou do grupo de inteligência da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT) em 2010, quando não tinha mais vínculo com o jornal mineiro. Esteve, inclusive, numa reunião em abril com a coordenação de comunicação da campanha petista para discutir a elaboração de um dossiê contra os tucanos. Em depoimento que durou 13 horas na semana passada, Amaury confirmou que pagou R$ 12 mil ao despachante Dirceu Rodrigues Garcia, que trabalha em São Paulo. Mas não contou de onde saiu o dinheiro (…) Amaury confirmou que durante o período em que ficou em Brasília, em abril de 2010, negociando com a equipe da pré-campanha de Dilma, a despesa do flat onde ficou hospedado foi pago por “uma pessoa do PT”, ligada à candidatura governista. A PF já fechou praticamente todo o caso. Resta saber agora de onde saíram os R$ 12 mil e quem é a pessoa do PT que pagou a hospedagem do jornalista. (grifos nossos)

12 – Após a CONFISSÃO de Amaury, o indiciamento de Atella e o depoimento de vários envolvidos, a Polícia Federal concluiu que o autor do livro foi quem ordenou as quebras de sigilo – embora não se saiba até hoje a origem do dinheiro. Amaury foiindiciado por QUATRO crimes, sendo eles: violação de sigilo fiscal, corrupção ativa, uso de documentos falsos e por dar ou oferecer dinheiro ou vantagem à testemunha.

Esse é Amaury. O autor das lorotas que desmentimos e do método que desmontamos. Segundo a Polícia Federal, ele é autor também de quatro crimes. Com essa ficha, convenhamos, é até ridículo que alguém hoje se fie em qualquer vírgula de seu livro – mas deixamos para falar da PESSOA depois de desmentir a “obra”.

Emediato, o Editor, Consultor, Membro e Ex-Presidente do Conselho Deliberativo do FAT (CODEFAT) etc…
O editor do livro, assim como Amaury, também escreve – e não é muito bom nisso, a exemplo do contratado de sua editora. Ele também é consultor. E seu perfil na “Geração Consultoria” é relativamente modesto:

Notabilizou-se primeiro como um dos mais respeitados escritores e jornalistas do país. Seu prestígio, honestidade e credibilidade são nacionalmente conhecidos, o que o torna o maior fiador dos negócios de suas empresas. Luiz Fernando Emediato é também consultor de organizações trabalhistas e governamentais na área de políticas de emprego e desenvolvimento social. É membro do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT e representante do Conselho junto ao BNDES, Finep e outras instituições, sendo conhecido por sua atuação firme e seus profundos compromissos com a ética e a transparência.”

Será? A ver.

Ele foi eleito Presidente do CODEFAT, em 2007, como representante da Força Sindical. O FAT é o Fundo de Amparo ao Trabalhdor, cujo capital total, em 2009, era de 38 BILHÕES de reais. E não é chute Amaury Style, vejam aqui (pdf).

No início de 2008, já presidente do CODEFAT, Emediato surge numa reportagem(apenas para assinantes) da Folha de São Paulo, na qual surge a denúncia de que ele teria ajudado empresas da família em 2004, já como membro do Codefat. Trechos a seguir:

Membro do Codefat agiu em favor de empresas da família em 2004 – Atual presidente do conselho do FAT, Luiz Fernando Emediato pediu a banco que firmas fossem contratadas como intermediárias na concessão de crédito consignado – O atual presidente do Codefat (Conselho Deliberativo do FAT), Luiz Fernando Emediato, intercedeu, na condição de conselheiro do órgão, em favor de duas empresas de sua família para que fossem contratadas como intermediárias na concessão de empréstimos para trabalhadores com desconto em folha: o crédito consignado. Emediato tem, em família, uma empresa de consultoria de crédito, a Ativa. Em outubro de 2003, foi constituída a CAN Captação, da qual o irmão, Renato, era sócio. Até hoje, as duas operam como correspondentes bancárias, uma espécie de representante dos bancos, nas empresas que aderem ao programa de crédito consignado. Para isso, ganham uma comissão sobre as operações. Os sindicatos -segundo informou Emediato num e-mail à Folha- podem se unir aos bancos para indicar às empresas as instituições financeiras de sua preferência. A Força Sindical até assinou com bancos acordos de cooperação. Emediato é o representante da Força Sindical no Codefat. Também representou a central no Conselho de Desenvolvimento Econômico Social. Em fevereiro de 2004, enviou ao atual vice-presidente do Banco BMG, Márcio Alaor, um e-mail em que pede “um apoio para o pessoal” da Ativa e da CAN. Segundo o e-mail, ao qual à Folha teve acesso, a Ativa estaria enfrentando prejuízos com outro banco. “Peço mais uma vez seu apoio para o pessoal da Ativa -que está tendo prejuízos, infelizmente, com o Santander, mas não podem deixar de atender- e da CAN.” (…) No e-mail endereçado ao BMG, Emediato registra ainda a pressão dos sindicatos filiados à Força contra a “morosidade” dos bancos no atendimento às pequenas empresas: “Convivo há 12 anos com estes sindicalistas e eles são assim mesmo -querem pressa em tudo. Geralmente têm razão”. À época, Emediato integrava o Codefat, mas não como presidente. As empresas da família estavam também sob responsabilidade dos irmãos Solange e Renato Emediato (…) Falando em hipótese, o advogado afirma que, configurada a tentativa de vantagem pessoal, o conselheiro fica sujeito a sanções disciplinares, da advertência à perda do cargo. Para Ventura Alonso Pires, da Pires e Gonçalves advogados, “há um conflito de interesses, que pode resvalar em ilegalidade”. Também falando em hipótese, diz: “O caso precisa ser analisado com cuidado”. (grifos nossos)

Não houve afastamento. Ao contrário, ele se tornou PRESIDENTE do Conselho Deliberativo do FAT quatro anos após os fatos narrados.

Três dias depois, ele reaparece na Folha. A acusação: ajuda a uma entidade ligada à Força Sindical (Emediato era o representante da Força no CODEFAT) a montar uma proposta “inflada” para captar R$ 13,5 milhões. Há trechos interessantes, como por exemplo:

Em e-mail a Gildo Bezerra Rocha, funcionário da CNTM, presidida por Eleno Bezerra, Emediato escreve: “Caso tenhamos que trabalhar no domingo, ofereço as instalações de minha casa da Cantareira. Tem computador, internet e impressora. Se der sol, tem piscina, chope e churrasco, que ninguém é de ferro”. Todos os principais números relativos ao convênio, como total de inscritos, vagas e trabalhadores colocados, constam em e-mail e tabela enviado por Gleide Costa, coordenador do Sistema Nacional de Empregos do MTE, a Gildo Bezerra. A proposta “acertada” por Emediato e MTE implicaria custo 97% maior ao que o governo do Estado de São Paulo gasta para fazer o trabalho de colocação de mão-de-obra. A discrepância foi revelada pela Folha no mês passado e levou a um corte de 31% nos custos. Com a redução, a economia passa de R$ 2 milhões só na colocação de pessoal. Mesmo assim, as comissões estadual e da Prefeitura de São Paulo já se posicionaram contra o convênio. A decisão final cabe agora ao Codefat/MTE. Convênios como esse da CNTM estavam suspensos desde 2003 após acórdão do TCU (Tribunal de Contas da União). Havia suspeitas de irregularidades envolvendo a própria Força Sindical. Eles só foram retomados após a assinatura da Resolução 560, de 28 de novembro de 2007, do Codefat. Emediato foi quem assinou a resolução logo após assumir (…)“Outras reportagens da Folha revelaram em fevereiro que o MTE aprovou convênios de R$ 50 milhões com ao menos 12 entidades ligadas a parentes, amigos e doadores de campanha de políticos do PDT. Os convênios só foram possíveis a partir da Resolução 560. Pelo menos três das entidades beneficiadas foram avalizadas pela Força Sindical, sendo que duas funcionam no endereço da central. Várias das entidades concorrentes também se recomendaram umas às outras. Reveladas as relações entre Força, PDT e os convênios com o MTE de Lupi, Paulinho agora ameaça processar a Folha.” (grifos nossos)

Segundo a reportagem, ao assumir a presidência do CODEFAT, Emediato assina uma resolução que revoga a suspensão desse tipo de convênio (vigente desde 2003). Logo após isso, segundo a reportagem, ele próprio participa da formulação de um convênio, com dados inflados, que beneficiaria entidade ligada à Central Sindical da qual faz parte.

Vale verificar os convênios decorrentes da mudança promovida pela Resolução 560.

Emediato aparece nesta reportagem da Veja, que trata de convênios firmados com ONGs pelo Ministério do Trabalho (sob Lupi, vale destacar). Segue trecho.

Na semana passada, aliás, soube-se que Luiz Fernando Emediato, presidente do Codefat, outro órgão do ministério, assinou como testemunha um patrocínio de 1,32 milhão de reais do BNDES à ONG Meu Guri, presidida pela mulher de Paulinho e investigada pela polícia por irregularidades. Emediato trabalha no ministério, é contratado como consultor da Força Sindical e, durante as campanhas políticas, dá uma mão aos candidatos do PDT.” (grifos nossos)

O editor do livro do Amaury já havia aparecido na Veja na semana anterior. Há documentos: emails que teriam sido enviados pelo próprio Emediato. Vejam no quadro ao final, na página da revista. A seguir, alguns trechos:

Para coroar a tomada da Pasta do Trabalho, o jornalista Luiz Fernando Emediato, consultor da Força Sindical, foi eleito presidente do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador, o Codefat. É ali que se define o destino da dinheirama do FAT. Somente no ano passado, os conselheiros decidiram como investir 9,5 bilhões de reais – em programas de qualificação profissional ou em linhas de crédito, como as oferecidas pelo BNDES e que estão sob investigação da PF. Amigo de Paulinho, Emediato é consultor da Força desde 1991. Em suas palavras, presta “serviços intelectuais”. Foi com esse tipo de atividade cerebral que ele conheceu o lobista João Pedro de Moura, no fim dos anos 90. Emediato recrutou-o para os quadros da Força, onde o lobista passou a coordenar os cursos de qualificação profissional da central. Foi imediata a empatia entre ambos. A tal ponto que, tempos depois, Emediato vendeu a Moura sua casa de campo, hoje avaliada em 700 000 reais – mas, num gesto que só uma grande amizade explica, os dois nem chegaram a registrar a transação em cartório. “Ele me deu 40.000 reais de entrada e um apartamento em São Paulo”, diz o presidente do Codefat. Amigos, amigos, negócios incluídos: Emediato indicou Moura para integrar um grupo de trabalho que iria reformular as políticas de investimento do FAT (…) VEJA teve acesso a e-mails trocados por Emediato com funcionários do ministério e assessores da Força que revelam um comportamento exatamente oposto. Essas correspondências mostram que, à frente do Codefat, Emediato se comporta como tarefeiro da Força Sindical, valendo-se da posição para proteger e beneficiar a central. Em fevereiro, a Força foi notificada pelo Tribunal de Contas da União a devolver cerca de 59 milhões de reais, dinheiro do FAT que deveria ter sido investido na qualificação de trabalhadores – mas que sumiu nas contas do IPEC, um instituto ligado à central e comandado pelo lobista João Moura. Ao saber da decisão, Emediato, em vez de se portar como presidente do Codefat, agiu como dirigente da Força: pediu à advogada Sandra Lage, funcionária do ministério, que ajudasse na defesa da central. A funcionária ajudou. “A doutora Sandra vai examinar tudo e aí a gente decide se ela faz essa defesa ou entregamos tudo ao Ricardo Tosto”, escreveu o consultor em e-mail de 21 de fevereiro, endereçado a uma assessora da Força Sindical. Tosto é aquele que foi preso pela polícia, indicado pela Força como conselheiro do BNDES. Trocando em miúdos: de dia, Emediato faz as vezes de zelador do dinheiro dos trabalhadores. Na calada da noite, porém, usa seus conhecimentos para defender, como consultor, os responsáveis pelos desvios de dinheiro – sendo que ambas as partes lhe pagam salário. O presidente do Codefat acha normal a dupla militância: “Não há nada de irregular nisso”. Emediato também acha normal um e-mail enviado a ele por Gildo Rocha, assessor da Força, em agosto de 2006, no qual o sindicalista remete anexo um “atestado de capacidade técnica” da central – a ser impresso e assinado “em papel timbrado” da pasta. Esse documento seria usado para permitir a assinatura de um convênio entre a Força e a prefeitura de São Paulo. “Mas ele não foi assinado”, garante o conselheiro-consultor. Emediato é uma espécie de faz-tudo dos sindicalistas ligados à Força dentro do ministério – atuando até em áreas aparentemente estranhas, mesmo considerando suas múltiplas funções. Não se sabe por quê, mas ele se mantém informado, inclusive, sobre valores de empréstimos que grandes empresas tomam do BNDES. Em uma correspondência eletrônica datada de 15 de janeiro passado, Emediato recebe informações detalhadas sobre um empréstimo contraído pelo frigorífico Friboi, o maior do país, do BNDES. Curiosidade? “Mandei averiguar, mas não tenho interesse nisso”, disse o consultor-conselheiro, justificando que estava apenas atendendo a uma solicitação de um sindicato de trabalhadores de alimentação (ligado à Força, é claro), que negociava um acordo. Não dá para entender a diferença que faz para os sindicalistas em uma negociação trabalhista conhecer valores de empréstimos que uma empresa conseguiu em uma uma instituição pública. Aliás, o funcionário do ministério que repassa a informação ao consultor-conselheiro adverte que os dados são protegidos por sigilo, portanto ele estaria cometendo um crime ao passar as informações à frente (…) Os métodos pouco ortodoxos de arrecadação que permitiram a criação da central foram refinados com o passar do tempo. Cinchetto dedicou-se nos anos 90 a encher os cofres da central – e da turma de Medeiros. Ele despachava no escritório de Emediato, em São Paulo. “Se a coisa continuar assim, o Medeiros vai virar presidente, e eu o PC dele”, costumava dizer Cinchetto aos assessores da central, numa referência a Paulo César Farias, tesoureiro de Collor. Cinchetto, porém, acabou rompendo com o chefe (…) Treze anos após as denúncias de Cinchetto, o aparecimento das malfeitorias da turma da Força no BNDES mostra que a tecnologia de arrecadação da central continua a mesma. Só os personagens mudaram. Saiu Medeiros e entrou Paulinho, seu discípulo e fiel assessor nos primórdios da Força. Saiu Cinchetto e entrou João Pedro de Moura, o lobista que adentrou na central graças aos serviços intelectuais de Emediato…” (grifos nossos)

O que acharam de Amaury e Emediato? Aí está um pouco do que se escreveu sobre eles na imprensa. Mas há uma outra coisa interessantíssima. Adivinha quem foi ENDOSSADO pelo editor do livro? NINGUÉM MENOS QUE DELÚBIO SOARES.

Alguém duvida? Eis as palavras dedicadas ao ex-tesoureiro do PT (até salvei a página aqui, porque às vezes a Internet sai do ar):

Conheci Delúbio Soares de Castro quando nos tornamos colegas no Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador, o Codefat, do qual ele foi, inclusive, presidente. Discordamos, várias vezes, ao votar nesta ou naquela Resolução. Era uma discordândia democrática, ética, limpa. Aprendi a admirá-lo por causa disso. Ele representava a CUT e eu a Força Sindical num momento histórico diverso do de hoje. As centrais estavam em confronto. Na mesa do Codefat, nada disso valia: valia o interesse público. Não tenho procuração para defender Delúbio, nem sou do PT, mas minha opinião é que o PT deve aceitá-lo de volta.” (grifos nossos)

É ele quem diz…

PIMENTEL E AÉCIO: Muitas coincidências…
O livro tenta atingir duas pessoas: Serra e Rui Falcão. O tucano é adversário de Aécio Neves e o petista, de Pimentel. Isso, por si, não vincularia ninguém a nada, é apenas uma coincidência. Só fica complicado quando há MUITAS coincidências ao mesmo tempo. Vejam só:

1 – A Motivação
Amaury cria uma história sem pé nem cabeça para falar dos motivos pelos quais começou suas “investigações”. Trecho (pág. 24):

O que me pedem é o seguinte: descobrir quais são os arapongas que estariam no encalço do governador de Minas, Aécio Neves, durante seus discretos roteiros sentimentais pelo Rio de Janeiro. Segundo o relato, Aécio é vigiado e tem seus movimentos seguidos por agentes arregimentados por seu adversário na disputa dentro do PSDB pela pré‑ candidatura à Presidência da República. O então governador paulista, José Serra, trabalhava nos bastidores para alijar o concorrente mineiro do páreo. De posse de um dossiê, Serra teria mandado um recado, por intermédio de seus emissários, para que Aécio jogasse a toalha. Ou seja, Serra, com seu estilo inconfundível, estaria chantageando o neto de Tancredo Neves. O conteúdo do suposto dossiê nunca me foi revelado. Mas vale acentuar que a pauta não nasceu de um boato qualquer. Ao contrário, surgiu de informações dignas de todo o crédito transmitidas pela assessoria do governo mineiro ao Estado de Minas que, aliás, nunca negou sua condição de aecista de corpo e alma.” (grifos nossos)

Amaury fala de um dossiê que nunca viu e que nem mesmo o conteúdo teria sido revelado. Mas assevera que seriam “informações dignas de todo crédito”. O motivo: foram transmitidas PELO GOVERNO DE MINAS; na época, liderado por Aécio Neves.

O próprio autor deixa escapar um comentário sobre o jornal O Estado de Minas: “nunca negou sua condição de aecista de corpo e alma”. Em outras palavras e resumidamente: foi Aécio quem deu a ordem inicial, por meio de pessoas de seu governo e utilizando o jornal O Estado de Minas.

Mas Amaury não se cansa e solta mais uma:

Decidiu então ligar diretamente para Aécio, buscando acertar as arestas.Aparentemente, funcionou.” (grifos nossos)

Como assim “funcionou”? O que significa esse “funcionar”? Sendo verdade o que o autor alega, não apenas a ordem teria partido de Aécio como uma ligação telefônica a ele “funcionou”, no sentido de parar com tudo.

Um outro trecho, risível, merece destaque:

Faltava, no entanto, acalmar o comando do jornal mineiro, inconformado com a arapongagem de Itagiba e com o artigo “Pó pará, governador”, plantado pela entourage de Serra em O Estado de S. Paulo, para desgastar o governador mineiro. Publicado em 28 de fevereiro de 2009, e assinado pelo colunista Mauro Chaves, já falecido, o libelo antiaecista ironizava o desejo do governador mineiro de definir logo, por meio de prévias, o candidato do PSDB ao Planalto.” (grifos nossos)

Vamos às incongruências: NUNCA houve espionagem por Itagiba, o próprio autor nunca viu nem soube do que se tratava o “dossiê”. E como diabos o jornal O Estado de Minas estaria “inconformado” com isso? Não apenas por não existir, mas na hipótese maluca de haver algo assim, seria problema do Aécio. Mas o jornal “inconformado”? Não faz sentido.

E mais: desde quando o falecido Mauro Chaves era da “entourage” de Serra? Só porque escreveu um texto contra Aécio? Qual ligação existia entre ambos, afinal? A “motivação” para as “investigações”, portanto, é falaciosa, para dizer o mínimo.

Há a pura e simples MENTIRA de um grupo que nunca existiu, um dossiê que não houve, o “inconformismo” de um jornal mesmo diante dessas duas inexistências e, para piorar, O PRÓPRIO AÉCIO DECLAROU QUE NÃO CONCORRIA PARA VALER EM 2010.

Simplesmente nada bate. E como Amaury iniciou seus trabalhos em 2007, fica relativamente ÓBVIO que a campanha de Dilma, apesar de quase ter usado o material que hoje compõe o “livro”, não foi quem deu as ordens iniciais. Quem o fez? Amaury culpa Aécio. Aécio, até hoje, não processou Amaury – até relativizou a acusação, em 2010.

2 – O Vínculo Jornal/Aécio
Amaury estaria a serviço do jornal O Estado de Minas, que ele próprio chamou de “aecista de corpo e alma”. Josemar Gimenez, diretor do jornal O Estado de Minas,alegou que a última viagem de Amaury paga pelo veículo foi em 23/07/2009.

Mas, então, como explicar o fato de Amaury usar o convênio do jornal para comprar suas passagens? Esta reportagem informa exatamente isso. Trechos interessante:

Segundo o documento da agência de turismo onde as passagens foram expedidas, Marcelo Oliveira era a pessoa credenciada pelo jornal para solicitar compras de passagens. “O mesmo comprava também passagens e serviços para alguns diretores e funcionários quando em viagens particulares”, afirmou a agência à PF. Oliveira aparece como responsável pelo serviço contratado em 11 viagens de Amaury, a partir de setembro –mês em que o jornalista entrou de férias– e depois de o repórter ter se desligado oficialmente do jornal, em outubro. Há registros de viagens compradas por Oliveira para Amaury até dezembro.” (grifos nossos)

Foram ONZE VIAGENS a partir de setembro, quando entrou em férias. Pode-se alegar que o empregado, mesmo em férias, realize compras de passagem por meio de convênio firmado pela empresa. Ok. Mas E DEPOIS DE SAIR DO EMPREGO? Falta achar uma boa explicação para isso.

3 – Pimentel e os Hiatos Coincidentes
Amaury começa em 2007, e ele próprio alega que foi depois de uma tratativa do jornal O Estado de Minas “aecista de corpo e alma” e o próprio governo de Aécio Neves. Os fatos apurados pela PF, contudo, são de 2009. E somente apareceram em 2010, quando Amaury participou do grupo de Lanzetta, que ele considera um amigo e que está na lista de agradecimentos de seu livro.

Mas quem é Lanzetta? Voltemos a Onézimo, pois. O ex-delegado disse o seguinte à CCAI:

Sobre a participação do exprefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, Onézimo afirmou que o convite inicial para trabalhar na campanha “teria partido dele”. – Quem se apresentou como representante do senhor Pimentel foi o Lanzetta. O outro foi apresentado como a pessoa que seria responsável por efetuar os pagamentos, que se apresentou como Bené – disse. Pimentel, coordenador da campanha de Dilma, nega participação.” (grifos nossos)

Ele disse o mesmo à VEJA, vinculando Lanzetta, o amigo de Amaury, a Pimentel. Somando-se o que disse Onézimo ao fato de que o próprio autor atribui o início de tudo a Aécio, há o seguinte: a ordem teria partido do tucano mineiro, o trabalho foi feito, e seria aproveitado por um grupo organizado por Pimentel – debelado por gente do próprio PT no decorrer da campanha.

As ações do tal grupo do PT, durante a campanha, não exatamente negam essa cronologia. Após as primeiras revelações, Lanzetta foi afastado da campanha e Pimentel saiu da coordenação da campanha presidencial.

Daí que surge um novo hiato cujo teor de coincidência é realmente impressionante: após meses “ameaçando”, finalmente sai o livro do Amaury. EXATAMENTE UMA SEMANA DEPOIS DAS DENÚNCIAS CONTRA PIMENTEL – ele recebeu uma bolada por consultorias. Uma delas, aliás, desconhecida até por dirigentes da entidade que o contratou (a FIEMG).

As bombas contra Pimentel pipocaram na imprensa no dia 3 de dezembro, o livro de Amaury foi publicado no dia 8 daquele mesmo mês. É coincidência a dar com pau.

4 – O Vínculo Pimentel/Aécio
Aécio e Pimentel são poupados por Amaury, e o primeiro chega a ser chamado de “o neto de Tancredo Neves”. Rui Falcão, adversário de Pimentel no PT, foi acusado pro Amaury de “roubar dados” que estariam num computador. Falcão o processa por isso.

Trata-se, de fato, de uma acusação relativamente patética. Segundo Amaury, e ele não perde uma chance de perder uma chance, Rui Falcão – ou algum emissário – teria invadido seu quarto no hotel Meliá e subtraído tais informações.

Mas como diabos Pimentel, um petista, teria algum tipo de ligação com Aécio, tucano? Não são adversários? Nada. São parceiros.

A aliança surgiu por conta da eleição do atual prefeito de MG, Marcio Lacerda (PSB). Marcio não é um completo desconhecido no âmbito político nacional, pois seu nomeapareceu no escândalo do Mensalão.

Pois é. Lacerda trabalhava com Ciro Gomes, no Governo Lula, e ele foi citado por Delúbio Soares:

Delúbio afirmou que os R$ 457 mil supostamente sacados de uma conta da SMPB, de Marcos Valério, por Márcio Lacerda, ex-secretário executivo de Ciro Gomes no Ministério da Integração Nacional, foram para pagar os gastos com a gravação de mensagens de apoio do próprio Ciro a Lula, já no segundo turno das eleições.” (grifos nossos)

A denúncia reapareceu na eleição para prefeito de BH, mas Lacerda obteve decisão judicial que proibiu tal vínculo. Ele se elegeu, sedimentando a aliança Pimentel/Aécio.

Recentemente, quando Pimentel foi alvo das denúncias, Aécio ficou em cima do muro quanto ao aliado, mas seu afiliado político, Governador Anastasia, fez emocionantedefesa do aliado do padrinho: “além e tudo, é mineiro e um amigo”. Um agrado a Pimentel, um dos líderes da grande aliança mineira – que provavelmente será repetida neste ano.

Poucos dias depois, saía o livro.

Enfim…
O livro tem mentiras verdadeiramente absurdas que se derivam em mentiras acessórias, todas desmentidas; há um método para contá-las, também desmascarado. E há as pessoas ligadas à obra, como Amaury e Emediato, tratadas agora neste texto.

Aécio é acusado pelo autor de ter dado início a tudo e até agora nem mesmo manifestou a hipótese de processá-lo. Pimentel aparece nas declarações de Onézimo como organizador do “grupo de inteligência”, e não se sabe de processo algum dele em face do ex-delegado. O livro foi lançado uma semana após surgirem as denúncias contra Pimentel.

Cada um tire sua conclusão.

ps – a série de três posts NÃO ENCERRA o tema “livro do amaury”; apenas serve de referencial para rebater os principais pontos. É evidente que voltaremos ao assunto, às pessoas e personagens. Muito obrigado a todos que tiveram a paciência de ler tudo.

 

 

Nem precisava agradecer, cara! Não teve ninguém que teve saco de ler este seu penoso trabalho de troll assalariado. Passe no caixa e reclame seu din-din. É direito seu. Mas não espere que alguém tenha perdido seu tempo em ler esta xorumela.


(O Luis Nassif tem paciência demais em aceitar estes trollmentários aqui!)

 

Kid Prado

Mais de mês depois do lançamento do livro e as fontes deles continuam sendo o... PIG. Tá bom.

 

 

Governador Anastasia participa de encontro da Força Sindical em Minas

 

Publicado em 7 de julho de 2011 por psdbminas

Foto Omar Freire / Imprensa MG

O governador Antonio Anastasia participou, nesta quinta-feira, dia 7, em Belo Horizonte, da abertura da 5ª Plenária da Força Sindical de Minas Gerais. Na presença de mais de 200 líderes sindicais e trabalhadores, o governador ressaltou o papel que a Força Sindical exerce em busca da melhoria de vida dos trabalhadores e que, em consonância com as políticas públicas do Governo de Minas, é capaz de fomentar a geração de empregos de qualidade para os mineiros. O encontro foi realizado no Royal Golden Hotel.

“A Força Sindical cumpre o objetivo de entregar, de modo concreto aos trabalhadores, resultados produtivos a favor do desenvolvimento do trabalho em Minas Gerais. Temos a necessidade de transformar Minas no estado dos empregos. E não há nada mais importante para o trabalhador do que o emprego decente, qualificado e que dê reconhecimento ao trabalhador. O poder público tem o dever de estimular a criação de empregos”, destacou Antonio Anastasia durante pronunciamento.

O governador falou sobre a importância do apoio das organizações sindicais, lembrando um dos convênios já firmados entre o Governo de Minas e a Força Sindical.

“O Estado necessita ter ao seu lado as centrais. Com a Força, já temos um convênio de cooperação na área de qualificação. Criamos um grande programa de qualificação profissional para o ensino médio com o objetivo de atrair empresas e, ao mesmo tempo, qualificar os trabalhadores”, disse Anastasia.

Leia matéria completa Governador Antonio Anastasia participa de encontro da Força Sindical de Minas Gerais

 

“Instrui-vos, porque precisamos de vossa inteligência. Agitai-vos, porque precisamos de vosso entusiasmo. Organizai-vos, porque carecemos de toda vossa força.” Revista Lórdine Nuovo

Dirigentes da Força Sindical trocam seus partidos pelo PSDB em Minas e reforçam estratégia tucana

RIO - A Força Sindical de Minas Gerais prepara uma ação de filiação em massa ao PSDB no estado, como parte de uma estratégia nacional de aproximação do partido com os sindicalistas. O evento, marcado para o dia 20 de agosto, contará com a participação de lideranças tucanas, como o governador Antonio Anastasia e o senador Aécio Neves, apontado pelo presidente da entidade como o principal responsável pela aproximação com a legenda.

ESPECIALISTAS:Aproximação do PSDB com Centrais pode quebrar monopólio eleitoral do PT

Líder e organizador do ingresso dos sindicalistas no PSDB mineiro, Rogério Fernandes, presidente da Força Sindical no estado, é um dos que sairão de seu partido, em sua maioria da base aliada, e entrarão para a oposição. Atualmente ele é filiado ao PDT, mesmo partido do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva e do secretário-geral João Carlos Gonçalves.

- Esse gesto do Aécio de aproximação com a Força aqui do estado foi muito positivo, conversamos, principalmente sobre a pauta trabalhista no Congresso, e ele foi muito receptivo, ajudou a abrir o espaço para discutir questões trabalhistas no PSDB - afirma ele.

- São pessoas saindo do PMDB, do PTB, do PV e do PDT - diz o dirigente mineiro, para quem a questão não seria de abandonar a base aliada do governo, mas de "ir aonde há espaço para avançar a agenda trabalhista".

- Com os oito anos de governo Lula nós avançamos em várias partes, como o aumento real do salário mínimo, a aproximação com as centrais sindicais, mas ainda falta muita coisa. O fator previdenciário, por exemplo, é uma dívida com o trabalhador que não foi paga. Faz parte de uma dívida histórica. Estamos indo para o PSDB porque achamos que lá podemos ajudar a avançar e aprovar essas medidas e que teremos o apoio para lutar por isso. Não vamos abandonar nossas bandeiras, eles é que abriram espaço para recebê-las - declara o futuro tucano.

Perguntado se a articulação com Aécio levaria a um apoio à candidatura do senador mineiro à Presidência em 2014, Fernandes desconversou.

- Nosso foco no momento é a filiação. Candidatura em 2014 é uma questão para o futuro, é muito cedo pra falar. Até porque o partido tem outras lideranças possíveis além do Aécio, como o governador (Geraldo) Alckmin e o próprio (José) Serra - diz o dirigenteDeputados afirmam que ações devem acontecer em todo o país

Fernandes afirma também que a aproximação do partido com os movimentos sindicais faz parte de uma estratégia nacional dos tucanos.

- Essa iniciativa já esta acontecendo, faz parte de uma estratégia do partido, de se aproximar dos sindicatos e das Centrais. O PSDB sindical já existe no Amazonas, em Goiás, São Paulo e agora Minas. O partido está investindo muito nessa aproximação - declara ele.

Segundo o deputado federal Otávio Leite (PSDB-RJ), Aécio estaria participando de negociações com sindicalistas cariocas.

- Estamos nos articulando no Rio também. Tenho conversado com sindicalistas. Fui com o Alckmin no Congresso Nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT). Setores da UGT já convidaram o Aécio para uma troca de ideias no Rio - afirma o deputado, para quem essas ações são apenas o começo.

- Sou a favor de intensificarmos essa aproximação em todos os estados. Essa filiação em MG é apenas o primeiro passo. Sólido e amplo - diz ele.

Já Antonio de Sousa Ramalho, vice-presidente da Força Sindical e membro do PSDB, vai além. Ele, que é presidente do Sindicato da Construção Civil de São Paulo, afirma que o partido quer atrair todos os movimento sociais.

- Queremos nos associar a todos movimentos sociais. Começamos agora com as Centrais, mas no ramo do PSDB Sindical que dirijo, em São Paulo, já temos um grupo da diversidade, ligado aos movimentos pelos direitos dos homossexuais - conta ele, que afirma que a iniciativa deve continuar.

- Teve início em São Paulo e como o Fernandes disse, já há em Goiás e no Amazonas, mas essa iniciativa em Minas é mais importante, porque é o segundo maior colégio eleitoral do país - diz o sindicalista, para quem a estratégia traz benefícios tanto para os trabalhadores quanto para o partido.

- A questão para o partido é que, como as últimas três eleições mostraram, ninguém se elege em nível nacional sem o apoio dos trabalhadores. Mesmo nos estados, nossa influência em qualquer eleição é grande. Já para os movimentos, entendo que tem que haver consciência que só vamos avançar as questões dos trabalhadores através da política. O melhor jeito de fazer isso é com participações em vários partidos - analisa Ramalho.

O deputado federal Otávio Leite (PSDB-RJ utiliza os mesmos argumentos para falar sobre as intenções do partido ao se aproximar das Centrais no Rio.

- Partido sem inserção no movimento sindical, não tem perspectivas de chegar ao poder. A social democracia, defendida pelo PSDB, ideologicamente pressupõe uma ação sindical lúcida, não demagógica, mas progressista. O Brasil tem condições de avançar e oferecer ganhos nas relações trabalhistas, inclusive modernizando regras.Abandono da base governista não é problema, diz Força

Para o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o abandono da base do governo não é um problema.

- Nossa central não tem partido, somos pluripartidários. Para nós não cabe à central decidir nada da filiação política dos sindicalistas, é uma questão pessoal, puramente pessoal - afirma Gonçalves, que considera isso uma vantagem.

- Como temos militantes e líderes em muitos partidos, temos apoios à causa sindical de todos os lados. Essa iniciativa do PSDB é boa porque é mais uma ramificação para nos apoiar. Essa pluralidade é positiva -diz ele.

- Falando como membro do PDT, é uma pena. Como dirigente sindical, não só não tem problema, como acho positivo.

*Pedro Mansur faz parte do programa de estágio da Infoglobo


L

 

“Instrui-vos, porque precisamos de vossa inteligência. Agitai-vos, porque precisamos de vosso entusiasmo. Organizai-vos, porque carecemos de toda vossa força.” Revista Lórdine Nuovo

Para coroar a tomada da Pasta do Trabalho, o jornalista Luiz Fernando Emediato, consultor da Força Sindical, foi eleito presidente do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador, o Codefat. É ali que se define o destino da dinheirama do FAT. Somente no ano passado, os conselheiros decidiram como investir 9,5 bilhões de reais – em programas de qualificação profissional ou em linhas de crédito, como as oferecidas pelo BNDES e que estão sob investigação da PF. Amigo de Paulinho, Emediato é consultor da Força desde 1991. Em suas palavras, presta "serviços intelectuais". Foi com esse tipo de atividade cerebral que ele conheceu o lobista João Pedro de Moura, no fim dos anos 90. Emediato recrutou-o para os quadros da Força, onde o lobista passou a coordenar os cursos de qualificação profissional da central. Foi imediata a empatia entre ambos. A tal ponto que, tempos depois, Emediato vendeu a Moura sua casa de campo, hoje avaliada em 700 000 reais – mas, num gesto que só uma grande amizade explica, os dois nem chegaram a registrar a transação em cartório. "Ele me deu 40.000 reais de entrada e um apartamento em São Paulo", diz o presidente do Codefat. Amigos, amigos, negócios incluídos: Emediato indicou Moura para integrar um grupo de trabalho que iria reformular as políticas de investimento do FAT.

http://veja.abril.com.br/210508/p_052.shtml

 

“Instrui-vos, porque precisamos de vossa inteligência. Agitai-vos, porque precisamos de vosso entusiasmo. Organizai-vos, porque carecemos de toda vossa força.” Revista Lórdine Nuovo

Por falar em privataria.

E a CPI da privataria Tucana ?

A abertura da CPI ficou para esse mês, fevereiro.

Delegado Protógenes, olho vivo, bota pressão, senão eles farão corpo mole, incluindo alguns do PT.

Estamos de olho.

 

Estou de saco cheio por tudo que vem acontecendo no país, e nós democratas, não fazemos nada.

Eu inclusive. Parece que estamos todos anestesiados, que fomos dopados. Mas essa lombra vai passar e vamos acordar.

Eu creio !!!

gAS

 Achei o artigo do jornalista exato. Pode não representar a 'opinião' da Biblioteca Nacional... Mas não falou nada que não seja fato conhecido para quem esta antenado com a atualidade. O que quê a Folha quer, que ninguém ouse comentar o livo Privataria Tucana ? Essa censura a Folha pode fazer com os jornalistas dela, la fora, a historia é outra.