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FOTO DA SEMANA
sábado, 19 de maio de 2012

Foto da semana: As inomináveis lágrimas de Dilma Rousseff   

A presidente da República, Dilma Rousseff, se emociona durante a cerimônia de instalação da Comissão Nacional da Verdade. A Comissão investigará violações de direitos humanos praticadas por agentes do Estado na ditadura militar. Fonte: Portal Yahoo De Recife - PE. Diógenes Afonso às 18:55 0 comentários   Do Blog TERRA BRASILIS.

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DenúnciasO não-assunto mais ruidoso do planeta. Feito uma cachoeira

publicado em 19 de maio de 2012 às 15:24 - No VI O MUNDO

Foi o Vinicius Mansur, da Carta Maior, quem primeiro noticiou este grampo.

Personagens e menções no grampo:

Carlinhos Cachoeira – bicheiro ou “empresário do ramo de jogos”

Cláudio Abreu – diretor da Delta no centro-oeste

Lula - Luís Costa Pinto, que em 2010 coordenou a comunicação e a formulação de estratégia da campanha de Agnelo Queiroz (PT) ao governo do Distrito Federal.

Fernando [Cavendish] – ex-dono da Delta

José Roberto Arruda – ex-governador do Distrito Federal

Agnelo Queiroz – atual governador do DF

José Dirceu – ex-ministro do governo Lula

Itajubá - cidade no interior de Minas Gerais onde teria havido encontro entre Fernando, José Dirceu e Arruda

Luiz Antônio Pagot – ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT)

Para ouvir o áudio completo, clique abaixo:

 

 

 

Clique aqui para ver como foi a reação de Cachoeira depois da queda de Pagot (em que Aldrin 40 é o repórter da Veja)

PS do Viomundo: As gravações relacionadas à Veja não valem nada, diz a grande mídia. Não são relevantes. Não são, portanto, notícia. Em nome disso, a grande mídia esconde as gravações, quando deveria mostrá-las, justamente para provar que elas não valem nada e, portanto, não são notícia. Quando a grande mídia precisa tratar das gravações no contexto de que elas são foco de disputa na CPI do Cachoeira, os leitores, ouvintes e telespectadores ficam curiosos. Afinal, que raio de gravações são estas? É assim que a lógica interna — na verdade, ausência de — da cobertura dada ao assunto por Globo, Folha, Veja e Estadão desaba. É o não-assunto mais ruidoso do planeta. Feito uma Cachoeira.

O link de vídeo abaixo foi enviado por: m


O não-assunto mais ruidoso do planeta. Feito uma cachoeira « Viomundo – O que você não vê na mídia
m diz:

 

EconomiaDelfim NettoA Grécia e a crise19.05.2012 08:00 - Carta CapitalPratos quebrados 

Foto: Images_of_Money/Flickr

Aparentemente é consenso que já não há mais pratos para quebrar, cessou a música e a definição da questão grega (ficar ou abandonar a Zona do Euro) está muito próxima. Vai depender do voto popular previsto para o mês de junho. Pesquisas, antes do fracasso do acordo político na segunda semana de maio, indicavam uma tênue possibilidade de o povo preferir o “fico”, mas o fato é que a evidência da falta de controle político conspira para favorecer o lance mais radical: pular fora do sistema, não importa o que os “outros” pensem.

Nos últimos dois meses, a instabilidade na economia mundial piorou, com a Europa entrando em um processo recessivo (apesar do crescimento alemão). A recuperação americana mostra um ritmo mais lento do que o esperado, com redução do crescimento asiático, mais visível na Índia, mas confirmando-se a desaceleração chinesa após o quinto mês consecutivo de queda nos ingressos de investimentos externos.

Nesse clima geral de desaceleração do crescimento, o Brasil continua numa situação relativamente melhor porque, durante a crise nos Estados Unidos e depois na Eurolândia, não perdeu o rumo do desenvolvimento, embora tendo de reduzir o ritmo de crescimento do PIB. Era previsível, desde o início da revelação das patifarias financeiras, que o Brasil não ficaria imune às suas consequências, pois somos parte de um mundo onde o nível da volatilidade aumentou sem poupar nenhum mercado.

Leia também:
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Condições isonômicas
Desenvolvimento sustentável: Barrageiros na Amazônia

Nos últimos dois meses, em parte por conta das expectativas com as eleições francesas, em parte com a indefinição da tragédia grega, a volatilidade ampliou-se para todos os mercados. Foi isso o que reconheceu na semana passada o presidente Alexandre Tombini, do Banco Central, quando afirmou que a situação externa está um pouco mais complicada do que a gente pensava, durante reunião no Rio de Janeiro.

A iniciativa de François Hollande de cooptar a chanceler Angela Merkel para trazer a Alemanha a um clima mais amigável, de forma a fazer um ajuste com crescimento, poderá dar algum refresco para acomodar a expansão europeia. A ideia de criar um título para financiar investimentos em infraestrutura está correta. Não se trata de fazer investimentos com novo endividamento dos Estados, mas emitir um novo papel europeu que vai ser vendido ao setor privado para promover obras. Se não houver a retomada do crescimento – por menor que seja – a situação política que já é instável vai piorar, com o aumento do desemprego, da revolta popular e da volatilidade que já contaminou todo o mundo.

Os países da comunidade europeia fizeram um grande esforço para conservar a Grécia na Zona do Euro. Ela vive uma situação extremamente delicada, tendo perdido 20% de seu PIB em apenas quatro anos. O desemprego produziu um estado de revolta na população. Se prevalecer na eleição, em junho, a proposta mais radical de abandonar o euro, a economia e o povo grego vão sofrer uma barbaridade.

Houve muitos equívocos na construção da moeda comum, principalmente na introdução da Grécia, quando visivelmente os dados sobre a economia eram falsos. Os líderes da comunidade sabiam, mas a força do desejo político de ampliar a área impôs a presença da Grécia. A questão hoje é que ela está em um beco sem saída, dentro da Zona do Euro ou fora dela. Para voltar ao equilíbrio dentro do euro, terá de fazer uma operação sem anestesia. Fora do Euro, vai fazer a mesma operação com anestesia, só que o fim político não vai ser o mesmo. Primeiro, vai ter uma desvalorização gigantesca do dracma. Com a falta de controle político, a economia provavelmente caminhará para a hiperinflação e os partidos que estiverem no comando do processo político vão passar a exigir “mais poder” para enfrentar os problemas que não vão resolver, até provavelmente terminar num regime autoritário que também não resolverá nada.

O risco político é absoluto. Na Alemanha haverá eleições gerais no início de 2013. Na semana passada acompanhamos a surra eleitoral que a chanceler Angela Merkel levou no maior länder do país, até então reduto forte de seu partido. Não vai sobrar nenhum dos poderes incumbentes que participaram desse processo que produziu a crise financeira.

Todos estão sendo substituídos por novos governos, na esperança de que os novos serão melhores do que os que partiram. Já se foram 11. Na França, François Hollande está correto quando diz que a Europa não vai resolver nenhum dos seus problemas sociais simplesmente reduzindo o crescimento econômico.