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Fora de Pauta

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Indicativo de Golpe de Estado na Síria nesta ou nas proximas semanas.

http://www.resistir.info/moriente/siria_golpe_iminente.html

 

- Alô?
- Alô, boa tarde, vi a sua placa no poste vendendo um apartamento..
- Sim, sou eu mesma. Estou vendendo, tem 50m2. vai ser entregue em...(sendo interrompida)
- Ahh ótimo, eu tenho um apartamento aqui pra vender que...
- Espera, eu também estou vendendo esse aqui...Acho que você nao entendeu...
- Então, isso mesmo, vende o meu que é muito melhor que esse ai. O meu tem 120 metros quadrados... lazer completo
- Meu senhor, vc não está entendendo, eu não sou corretora, o apartamento é meu, comprei na planta e agora que está para entregar e eu quero vender.
- Entendi.... Então, não quer trocar? Tenho dois pra vender no mesmo prédio. Troco um de 120 m 2 e  recebo esse seu de 50 como entrada...
- Não, não quero. Quero vender o meu antes da entrega.
- Pois é eu também, quanto vc tá pedindo o metro?
- R$ 6500..
- Só??? Tem gente pedindo aqui 8.000 o metro.
- Pois é, falou bem, pedindo. E tá vendendo?
- Não.
- Então faz o seguinte, faz que nem eu, bota uma placa no poste, anuncia por 6 e meio o metro, que vc vende um deles rapidinho. Faz logo porque a coisa tá feia.

História real que aconteceu com a  minha colega de mesa. 

Contabilizando: 2 investidores classe média, 3 apartamentos, 290 m na jogada tudo para ser entregue em julho.

 

Que  "Bolha"?


Prezado, (ou prezada) esta palavrinha chata, que passou a ser usada nos meios financeiros, para denominar a alavancagem dos bancos de investimentos, e que, com o pomposo nome anglo-saxão de "sub-prime" alastrou-se mundo afora, para denominar a toda operação de venda de ativos fictícios(papéis) em poder dos bancos, não se aplica, ao nosso "boom" imobiliário, pois como você mesmo descreve, quem quer vender um imóvel, não o superestima, e sim baixa o preço, para torna-lo interessante.


O Brasil ainda engatinha, no que concerne a uma hipotética bolha imobiliária, e somente agora, com os bancos oficiais quase zerando suas taxas de juros reais,é que talvez comecemos a tirar das sub-habitaçoes, os nossos irmãos menos afortunados.


Um simples diálogo entre duas pesoas interessadas em passar para a frente seus imóveis, não significa de maneira nenhuma, que elas estejam incapacitadas de paga-las. Isso é negócio, só negócio.  

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

Pessoal, duas sugestões.

Foi dado a conhecer há pouco o teor de ação contra o governo de São Paulo pela repressão ocorrida em janeiro na "cracolândia".

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidades/2012/06/movida-acao-contra-alckmin-por-operacao-policial-na-cracolandia

E os integrantes da Comissão Nacional da Verdade, durante reunião em São Paulo, descartaram a tese dos 'dois lados' advogada por militares e setores da mídia.

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidadania/2012/06/comissao-da-verdade-descarta-existencia-de-dois-lados-na-ditadura

Abraço

 

De Outras Palavras

 

Por que o caso Assange é crucial


 

John Pilger (esquerda) e Julian Assange, em Londres

Às vésperas da decisão final sobre extradição do fundador do Wikileaks, escritor australiano dispara: está em jogo Justiça internacional independente

Por John Pilger | Tradução: Cauê Seigner Ameni


Sobre o tema, em Outras Palavras:

Os estranhíssimos “estupros” de Julian Assange
Ampliam-se as evidências de que acusações são manobra para extraditar criador do Wikileaks aos EUA. Protesto de hackers tira do ar site mundial do Mastercard

“Estupro” de Assange: novo sinal de farsa
Jornalista sueco revela: depois de “violentada” acusadora foi ao twitter e chamou “estuprador” de “um dos homens mais simpáticos do mundo”. Dias depois, fez a denúncia e apagou os posts

Em 30 de maio, a Suprema Corte do Reino Unido recusou o apelo final de Julian Assange contra sua extradição para a Suécia. Em um movimento sem precedentes, a corte cedeu à equipe do editor do Wikileaks a permissão de entrar com recurso em duas semanas. Na véspera do julgamento, o jornal sueco Dagens Nyther entrevistou o repórter, escritor e documentarista John Pilger, que vem acompanhando de perto o caso Assange. A seguir a entrevista completa, que teve apenas uma parte publicada na Suécia.

Julian Assange vem lutando contra a extradição para a Suécia em inumeras cortes britanicas. Por que você acha importante sua vitória?

Jonh Pilger: Porque a tentativa de extraditar Assange é injusta e politica. Eu li todas as provas desste caso e é claro, em termos de justiça factual, que não houve nenhum crime. O caso não teria chegado tão longe se não fosse pela a intervenção de Claes Borgstrom, um politico que viu uma oportunidade quando o promotor de Estocolmo descartou quase todas as acusações. Borgstrom estava no meio de uma campanha eleitoral. Quando questionado por que o caso estava interessado em levar adiante o caso, se as duas mulheres disseram que o sexo [com Julian Assange] tinha sindo consensual, ele respondeu “Ah, mas elas não são advogadas.” Se a Suprema Corte inglesa rejeitar o recurso, a única esperança será a independência dos tribunais suecos. No entanto, como revelou o jornal britânico Independent, Estocolmo e Washington já começaram as discussões sobre a “entrega temporária” de Assenge aos EUA – onde ele enfrentará duvidosas acusações e a perspectiva de confinamento solitário ilimitado. E por que? Por dizer verdades épicas. Cada sueco que se preocupa com a justiça e a reputação de sua sociedade deveria se preocupar profundamente com isso.

Você disse que os direitos humanos de Julian Assange foram violados. De que maneira?

John Pilger: Um dos direitos humanos mais fundamentais – da presunção de inocência – foi violado repetidas vezes no caso Assange. Não condenado por crime algum, ele tem sido vítima de assassinato de reputação — pérfida e desumana — e de difamação política, da qual há fartas evidências. Eis o que o advogado britânico mais destacado e experiente em direitos humanos, Gareth Peirce, escreveu: “Dada a extensão da discussão publica, muitas vezes embasada em pressupostos totalmente falsos (…) é muito difícil preservar para [Assange] qualquer presunção de inocência. Paira sobre ele não apenas uma, mas duas espada de Dâmocles de extradição, que podem entregá-lo a duas jurisdições diferentes. Por dois crimes supostos, nenhum dos quais é crime em seu próprio país. [E] sua segurança pessoal tornou-se um risco, nas circunstâncias em que é acusado.

Você, assim como Julian Assange, parace não ter confiança no sistema judicial sueco. Por que?

John Pilger: É dificil ter a confiança num sistema acusatório tão contraditório que usa flagrantemente a mídia para atingir seus objetivos. Pronuncie-se não a Suprema Corte inglesa a favor ou contra Assange, o fato de este caso ter chegado à mais alta instância deste país é, por si só, uma condenação à competência e da motivação daqueles que esperam impacientemente aprisioná-lo, depois de já ter tido muitas oportunidades para questioná-lo corretamente. Que disperdicio é tudo isso.

Se Julian Assange é inocente, como ele diz, não teria sido melhor se ele tivesse ido a Estocomo para resolver as coisas?

John Pilger: Assange tentou “resolver as coisas”, como você coloca. Desde o início, ele ofereceu-se várias vezes para ser interrogado – primeiro na Suécia, em seguida no Reino Unido. Solicitou e recebeu a permissão para deixar a Suécia. Portanto, não faz sentido alegar que ele evitou o interrogatório. A promotoria que desde então o persegue recusou-se a dar qualquer explicação sobre o porquê de não ter feito os procedimentos-padrões, que a Suécia e o Reino Unido adotam.

Se a Suprema Corte decidir que Julian Assange pode ser extraditado para a Suécia, que concequências e riscos você vê para ele?

John Pilger: Primeiro, gostaria de chamar atenção para minhas observações sobre o senso comum sueco de equidade e justiça. Ele está infelizmente ofuscado pela elite sueca, que forjou ligações sinistras e obscuras com Washington. Essas pessoas poderosas têm todos os motivos para ver Assange como uma ameaça. Por um motivo: sua alardeada reputação de neutralidade foi repetidamente exposta como fraude, nos documentos norte-americanos vazados pelo Wikileaks. Um documento revelou que “a extensão da cooperação [militar e de inteligencia da Suécia com a OTAN] não é amplamente conhecida” e, a menos que se mantenha secreta “tornaria o governo vulnerável à crítica interna”. Outro documento foi intitulado“Wikileaks coloca a neutralidade na lata do lixo da história”. O público sueco não tem direito de saber o que os poderosos dizem secretamente em seu nome ?

http://www.outraspalavras.net/2012/06/11/por-que-o-caso-assange-e-crucial/

 

Demarchi

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1103558-amigo-de-gabriel-garcia-marquez-diz-que-escritor-perdeu-a-memoria.shtml

 

12/06/2012 - 14h38Amigo de Gabriel García Márquez diz que escritor perdeu a memória

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DE SÃO PAULO

O jornalista colombiano Plinio Apuleyo Mendoza, amigo próximo de Gabriel García Márquez, afirmou ao portal "Kien & Ke" que o escritor está perdendo a memória.

Mendoza --autor de "Cheiro de Goiaba", que reúne recordações de Márquez-- deu a entrevista após conversas com a mulher do Nobel de Literatura, Mercedes Bacha. De acordo com o jornalista, o escritor não reconhece mais as pessoas.

"No dia em que ele completou 85 anos (6 de março), liguei para dar parabéns, mas quem falou comigo foi Mercedes. Ela preferiu assim porque ele não se lembrava de mim", afirmou ao site.

 Fernando Vergara - 26.mar.07/Associated Press O Nobel de Literatura Gabriel García Marquez O Nobel de Literatura Gabriel García Marquez

O britânico Gerard Martin, autor da biografia oficial de Marquéz --"Uma vida"--, já havia comentado o problema de memória em um livro sobre o escritor.

Mendonza também contou que o filho do Márquez, Rodrigo --que é seu afilhado--, revelou a ele que o pai precisa ver as pessoas "porque senão, pela voz, não sabe quem está falando".

Na entrevista, Mendoza acrescentou que, na última conversa que teve com o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura, o escritor teve dificuldades em recordar episódios e repete as mesmas informações repetidas vezes.

"Nas últimas vezes que conversamos pessoalmente, na Cidade do México, ele repetiu várias vezes: 'Como anda você? O que tem feito? Quando volta de Paris'? Muitos amigos comuns com quem falei sobre o assunto disseram que com eles aconteceu a mesma coisa. Gabo fez as mesmas perguntas. Existe a suspeita de que ele tenha algumas fórmulas. Se não reconhece alguém, não pergunta 'quem é você'?. Prefere fazer perguntas genéricas. Dói muito vê-lo assim. Gabo sempre foi um grande amigo", disse Plinio Apuleyo.

O jornalista afirmou que o estado de Marquéz preocupa porque tanto a mãe do escritor quanto um de seus irmãos morreram de mal de alzheimer.

 

É por essas e outras que o consumidor precisa de um instrumento eficaz capaz de fazer valer seus direitos de pronto. PROCON ou Justiça não resolvem os problemas dos consumidores no momento adequado e com a presteza necessária.

Observem que a postura das empresas em reconhecer o direito do consumidor só se dá quando efetivamente o caso se torna público, notadamente pela imprensa.

O caso do senhor Jair, citado na reportagem da Folha, logo abaixo, não é exceção e sim uma regra nessa relação de consumo. E só se resolveu por ter se tornado público.

Ou seja, as empresas apostam na morosidade da Justiça, do Procon e na paciência ou desinformação do consumidor.

Até quando esses abusos serão tolerados sem qualquer providência de quem de direito?  

 

Folha online


12/06/2012 - 08h00

 

 

Sky cobra multa para cancelar serviço, reclama leitor

DE SÃO PAULO

O funcionário público Jair de Fraga Broch reclama que não consegue cancelar a TV por assinatura da Sky.

Ele afirma que contratou o serviço há alguns meses, mas teve problemas com o plano, não ficou satisfeito e resolveu cancelar o contrato.

Jair conta que, ao entrar em contato com o atendimento da Sky, foi informado de que teria de pagar uma multa de fidelidade.

Segundo os atendentes da Sky, seria necessário pagar pelo serviço por ao menos um ano para que a multa de cancelamento não fosse cobrada do assinante.

"Não fui informado desta fidelidade quado aderi ao plano e não recebi nenhum contrato para assinatura. Assinei TV a cabo para ter comodidade e recebi um belo problema", diz Jair.

RESPOSTA

A Sky diz que entrou em contato com o cliente e o serviço foi cancelado sem ônus. A empresa pede desculpas pelo transtorno.

 

Detalhe: Suposto filiado do PSDB local é presidente da OAB local.
Relatório da OAB exalta ação oficial no Pinheirinho
 Entulhos ocupam área do Pinheirinho, na zona sul da São José; massa falida da Selecta foi multada pela prefeitura por não promover a limpeza do terreno após a retirada das famílias sem-teto  A remoção dos sem-teto

cláudio capucho

Documento aprova atuação de PM, prefeitura e Justiça e culpa líderes sem-teto por desfecho do caso


Carolina Teodora
São José dos Campos


Relatório da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São José descartou violações dos direitos nas condutas da Polícia Militar, da prefeitura e da Justiça durante a reintegração de posse do Pinheirinho, em janeiro.
De acordo com o documento, concluído na última semana, as lideranças do movimento sem-teto foram as principais culpadas pelo desfecho do caso.
Segundo a OAB, houve uma ‘exploração política e econômica praticada pelos líderes do movimento contra a população carente’.
O documento acusa ainda os líderes de recusarem propostas de solução feitas na época, de armaram moradores para uma ‘guerra’ contra a PM e de proibirem a saída pacífica de famílias antes da operação policial.
Ao todo, cerca de 1.700 famílias foram removidas da área, localizada na zona sul de São José, por determinação da Justiça.
“A suspeita é que grupos e agremiações, aparentemente pouco preocupados com o problema habitacional, passaram a liderar um movimento de caráter nitidamente político e ideológico atrelado a outros objetivos, nem todos republicanos”, diz o relatório.

Polícia. A OAB considerou adequada a ação da PM, que empregou cerca de 2.000 homens na reintegração de posse do Pinheirinho.
Houve confrontos dentro e fora da ocupação, e dezenas de moradores relataram ter sofrido agressões --um deles foi baleado nas costas pela Guarda Civil Municipal.
A OAB também aprovou o encaminhamento dado pela prefeitura aos sem-teto, que ficaram quase um mês alojados em quadra esportivas.
“A estrutura dos abrigos se não era a ideal, \[mas\] aparentemente era adequada para atender provisoriamente aquela gigantesca demanda”, diz a entidade no relatório.
Sobre a atuação da Justiça, o documento diz que a juíza Márcia Faria Mathey Loureiro, que decidiu pela reintegração de posse, ‘cumpriu seu trabalho dentro da legalidade, agiu no estrito cumprimento de sua obrigação, demonstrou coragem e coerência”.
A OAB é presidida por Júlio Aparecido Rocha, que é filiado do PSDB e chegou a se lançar como pré-candidato à prefeitura este ano.

Reação. A PM informou ontem que o relatório da OAB é um atestado da ‘lisura e seriedade da corporação”.
A prefeitura também enalteceu o documento. “Fizemos um grande empenho para acolher bem as famílias”, afirmou a diretora da Secretaria de Desenvolvimento Social, Maria Quitéria de Freitas.
 


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OUTRO LADO

‘Documento traz visão parcial’
São José dos Campos

O advogado do movimento sem-teto, Antonio Donizete Ferreira, o Toninho, classificou como ‘político’ e ‘vazio’ o relatório da OAB sobre a desocupação do Pinheirinho.
Ele afirmou que o relatório é parcial e não deve ser considerado como uma avaliação de toda a categoria.
“Não é possível analisar esse documento com isenção, sendo que o presidente da entidade é filiado do PSDB. Hoje, a OAB se tornou uma caixa de ressonância desse partido e deixou há muito tempo de representar a categoria.”
Segundo ele, as lideranças do movimento sem-teto sempre buscaram uma melhor saída para o caso.
“Não eram as lideranças que davam esperança aos moradores, e sim as visitas do prefeito \[Eduardo\] Cury e de representantes do Estado ao acampamento”, disse.
Toninho disse ainda que houve violação por parte dos policiais militares durante a ação e que as condições dos abrigos oferecidos pela prefeitura eram ‘sub-humanas’.

ENTENDA O CASO
A ocupação
Origem
Localizada na zona sul de São José, a área do Pinheirinho foi ocupado em 2004 e, ao longo de oito anos, recebeu mais de 1.700 famílias

Decisão

Em outubro de 2011

Após discussão sobre qual esfera judicial deveria analisar a ação e inúmeros recursos dos envolvidos, a Justiça de São José decretou em outubro a reintegração de posse da área

Ação
Tropa de Choque
A reintegração de posse teve a participação de cerca de dois mil policiais e começou na manhã do dia 22 de janeiro. Até o fim da tarde, todas as famílias já haviam sido removidas

Famílias

Aluguel Social
Hoje, as famílias recebem auxílio-aluguel de R$ 500 mensais e aguardam a construção das moradias do Estado
 



O relatório encontra-se disponível no site da OAB: http://www.oabsjc.org.br/site/arquivos/RELATORIO_OAB1.PDF


FONTE: O Vale (http://www.ovale.com.br/nossa-regi-o/relatorio-da-oab-exalta-ac-o-oficial-no-pinheirinho-1.267821)

 

JULHO 2012

 

 

 

 

 

 

 

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Este ano, Julho terá 5 sexta-feiras, 5 sábados e 5 domingos.

Isto acontece uma vez a cada 823 anos. Pelo menos é o que dizem os e-mails.

 

MAIS UMA MANCHETE TENDENCIOSA DO ESTADÃO

Esta matéria é de Fevereiro mas estava em destaque hoje numa das páginas no site do Estadão:

Site americano diz que USP é opção para 'burros'

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,site-americano-diz-que-usp-e...

http://www.foreignpolicy.com/articles/2012/01/31/the_harvard_of_hong_kong_and_8_other_great_international_schools?page=0,2

 

 Nossa imprensa está mal preparada ou mal intencionada. A matéria do Foreign Policy fala em 8 Other Great International Schools. Logicamente estas escolas não são de fácil acesso para “burros”. No mínimo é um equívoco do jornalista ou complexo de vira-lata.

 

 Da parte do FP, acredito que haja desconhecimento e pesquisa mal feita. Jocks seria melhor traduzido como atletas folgados, que preferem o esporte ao estudo. Isto é bem diferente de burro. Por exemplo, O Gustavo Borges e o Cesar Cielo estudaram em Universidades americanas devido ao seu desempenho esportivo e de longe não podem ser considerados como burros.

 

 

Ainda assim não creio que seja o perfil da USP, principalmente considerando a importância e as bolsas de estudo que os americanos fornecem aos esportistas, bem diferente do que acontece no Brasil, pois não temos Ligas Universitárias. Eu nunca ouvi falar deste tal time de futebol de salão da USP. Devem haver vários, medianos. Tenho a impressão de que algum atleta americano que vier tentar entrar na USP com esta intenção, vai quebrar a cara.

 

 

 

 

O artigo do estadao nao me interessa em nada, Biondo, mas achei a palavra interessante o bastante pra ir pro wiki:

http://en.wikipedia.org/wiki/Jock_%28athlete%29

Nao vi nada de mais mas acho que o autor estava se referindo ao time de futebol quando usou o "jocks".  O termo nao existe no Brasil pois eh uma subcultura que, de acordo com o wiki, eh o similar masculino pra subcultura "socialite".  De qualquer maneira, no Brasil eh "loura burra" pra homem ou mulher, isso eh, mesmo que ele tivesse usado a palavra "burro" ela nao significaria "burro" em contexto pois ele esta definindo comportamento subcultural.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Ivan,

A sua explicação é bastante sensata, de alguém que pesquisa antes de publicar. Já o jornalista do Estadão, não fez o dever de casa...

Obrigado pelo esclarecimento.

 

Por que não há câmeras nos aviões?

Elevadores tem câmeras, há câmeras nas fruteiras, bancas de revistas, corredores de hotel, portarias, ruas, garagens mas, não sei porque, não há câmeras nos aviões. Ontem um imbecil fumou no banheiro de um avião e quase provocou uma tragédia, está difícil descobrir quem foi. Uma câmera resolveria este e outros problemas, aumentaria muito a segurança dos vôos. Alguém sabe me dizer por que não há câmeras nos aviões?

 

http://www.casacinepoa.com.br/o-blog/jorge-furtado/por-que-n%C3%A3o-h%C3%A1-c%C3%A2meras-nos-avi%C3%B5es

 

 

 Nassif, boa resenha e vai de sugestão para a sessão das dez (nem sei se ele está disponibilizado).

 

“O bandido da luz vermelha”: o verdadeiro cinema de invenção está aqui

 

 

 

Helena Ignêz e Paulo Villaça em "O bandido da luz vermelha", de Rogério Sganzerla

A segunda metade da efervescente década de 60 é convulsiva, turbulenta, criativa, bastando ver Maio de 1968, quando a imaginação quer tomar o poder. Neste ano emblemático, que, segundo se diz, nunca termina, a cinematografia nacional encontra o Cinema Novo sufocado pela repetição, e vê surgir, sob a influência dos novos cinemas que pipocam pelo mundo, o que vem a ser chamado de Cinema Marginal  ou Underground  ou, ainda, para se ajustar ao modo tupiniquim, Udigrudi. Ozualdo Candeias, de maneira isolada, dá sinais de uma posição a latere no mesmismo discursivo cinemanovista com seu belíssimo A margem (1967), que muitos críticos apontam como o ponto de partida do Cinema Marginal. Candeias, no entanto, parece um caso singular, não atrelado, propriamente, a uma torrente, mas um artista ímpar e, como o título de seu filme, à margem. O carro-chefe do Underground, ainda que o rótulo sempre tenha sido recusado pelo seu autor, é, sem dúvida, O bandido da luz vermelha, de Rogério Sganzerla, uma explosão de talento, uma obra de inusitada importância e surpreendente em sua "anatomia" discursiva que, se bebe nas águas de Orson Welles e Jean-Luc Godard, tem, entretanto, vôo próprio, estilo particular. O advento deste filme, tal a influência que exerce, faz aparecer um "filão", que se denomina de marginal, a se refletir, inclusive, no cinema baiano, como atestam Caveira my friend (1969), de Álvaro Guimarães, e, do mesmo ano, Meteorango Kid, o herói intergaláctico, de André Luiz Oliveira.

Plena de invenção – e aqui se pode falar claramente num cinema de invenção, a estrutura narrativa de O bandido da luz vermelha mostra as peripécias de um perigoso ladrão e assassino que tem sua trajetória narrada por dois locutores de rádio (um homem e uma mulher) de programa classe "z" típico da época.

Jorge (Paulo Villaça num papel que Sganzerla queria para Lima Duarte), marginal paulista que coloca em polvorosa a população de São Paulo, desafiando a polícia ao cometer os crimes mais requintados, torna-se famoso pela invulgar técnica que aplica em seus golpes. A opinião pública e a imprensa destacam a sua coragem, celebrizando-o como O Bandido da Luz Vermelha – Sganzerla se inspira num criminoso que realmente existe e, quando finaliza o filme, leva um projetor 16 mm para projetar, na cadeira, para ele, o seu filme. De nada valem os esforços do delegado de polícia (Luiz Linhares  em excelente interpretação – sua saída do carro lembra a do Inspetor Quinlain de Orson Welles em A marca da maldade/Touch of evil). Numa de suas idas a Santos, Jorge conhece a provocante Janete Jane (a baiana Helena Ignez que faria logo a seguir outro personagem sganzerliano em A mulher de todos), famosa em toda a Boca do Lixo, zona de crime e prostituição (e também um lugar cultuado pelo cinema paulistano dos anos 60 e 70). É Janete, que Jorge começa a amar, que acaba delatando o Bandido da Luz Vermelha, provocando o seu suicídio. A delação de Janete lembra a delação de Patrícia (Jean Seberg) em Acossado (À bout de souffle, 1959), de Jean-Luc Godard, e o suicídio de Jorge, o final de O demônio das onze horas (Pierrot, le fou, 1965), também de Godard.

Godard e Welles (que mais tarde seria uma idéia fixa para Sganzerla a ponto de lhe dedicar dois longas sobre a sua passagem pelo Rio de Janeiro em 1942) são influências decisivas para o jovem cineasta, que desponta, logo neste primeiro longa, com uma obra-prima. Se os filmes iniciais do Cinema Novo procuram o modelo no neo-realismo italiano, com incursões na Nouvelle Vague (Os cafajestes, de Ruy Guerra), o Cinema dito Marginal tem como fontes inspiradoras a estética godardiana, os filmes subterrâneos novaiorquinos (John Cassavetes, Jonas Mekas, Shirley Clarke…) e, no caso do autor de O bandido da luz vermelha, Orson Welles e Godard. Deus e o diabo na terra do sol, de Glauber Rocha, filme que traumatiza, em 1964, o cinema brasileiro, tem uma colcha de influências (John Ford, na exploração dos grandes espaços, Akira Kurosawa, na gestualística de Corisco, Serguei Eisenstein, na matança dos beatos, a tragédia grega, na configuração do cego Júlio como fio condutor, etc, etc). O Cinema Marginal vem para dar uma resposta ao discurso já saturado (e impedido pela ditadura) dos cinemanovistas. É verdade que Terra em transe, de Glauber Rocha, já apresenta uma estrutura narrativa com acentos fortes de Orson Welles.

Sganzerla assume a boçalidade, o cafajestismo, e seu filme é brega nos pontos certos (a refletir uma brasilidade inconteste, além do uso da metalinguagem, com a narração em off das duas vozes plena de um humor escrachado – “Jovem se atira do alto de um edifício. Ex-vestibulanda de Direito”, mais ou menos assim). O grande crítico Paulo Perdigão, quando do lançamento de O bandido da luz vermelha, escreveu que este “é um filme deliberadamente cafajeste, mistura de dramalhão mexicano mais musical argentino, mais chanchada brasileira, mais tropicalismo latino. O bandido da luz vermelha é o que se pode definir como uma obra pejorativa por autocrítica e por excelência. Ao realizar o seu primeiro longa metragem, o diretor paulista de 22 anos, Rogério Sganzerla, decidiu reunir dentro dele todas as críticas mais impiedosas que o seu bandido poderia sofrer. O mau-gosto que um dia Oswald de Andrade converteu em estética e a pilantragem que está na música popular passam ao cinema com uma nonchalance que, há poucos anos, qualquer pessoa de bom senso consideraria deprimente. Mas, hoje, o bom senso é ter, exatamente, um espírito malandro para saborear as delícias desse universo extravagante onde se somam os filmes popularescos dos anos 40-50, o tango, a crônica policial amarela, o bolero, o jeito boçal dos heróis folclóricos, o romantismo cretino das paixões de novelas e, sobretudo, essa figura inefável que é o bandido de cabelos gomalinados, paletó de ombreiras e sapatos de verniz dos carnavalescos da Atlântida (…) Para definir com clareza a legenda pífia do bandido, a trilha sonora se esmera em narrações radiofônicas (uma espécie de reportagem volante retocada pela verve da PRK-30) e intervalos musicais à base deMolambo, Sabor a Mi, Uno Castigo (canta: Roberto Luna).”

Quando se revê, hoje, O bandido da luz vermelha, é que se percebe o quanto o cinema brasileiro está medíocre em sua produção atual. Se o cinema de invenção acabou, também o delírio está afastado da cinematografia nacional. O realismo exagerado é contraproducente e afasta a imaginação. É preciso que os filmes voltem a serem delirantes como este de Sganzerla, os de Glauber e tantos outros dos anos 60.


Crítico de cinema do jornal Tribuna da Bahia desde agosto 1974, pesquisador, professor de Cinema da Faculdade de Comunicação da UFBA e autor de Escritos sobre Cinema – Trilogia de um tempo crítico

 

"[...]Devia era, logo de manhã, passar um sonho pelo rosto. É isso que impede o tempo e atrasa a ruga.[...]" - Mia Couto

Sim, ta na rede e tem Sonia Braga(!).  Nao assisti ainda, nunca tinha ouvido falar, eh de 1968.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.


VAMOS ASSINAR A PETIÇÃO!!! ‎"Impeachment" do ministro Gilmar Mendes do STF

 

VAMOS ASSINAR A PETIÇÃO!!!

"Impeachment" do ministro Gilmar Mendes do STF

 

VAMOS ASSINAR A PETIÇÃO!!!

‎"Impeachment" do ministro Gilmar Mendes do STF 

 http://www.avaaz.org/po/petition/Impeachment_do_ministro_Gilmar_Mendes_do_STF/?cQjKsbb

  

Meu nome é Agenor Bevilacqua Sobrinho. Sou um cidadão indignado e sinto-me agredido com a permanência do senhor Gilmar Mendes no STF, cuja presença desmoraliza a mais alta corte do Brasil.

"Impeachment" do ministro Gilmar Mendes do STF é profilático para impedir a desmoralização da mais alta Corte do Brasil.

 

1. Ele é acusado por seu ex-sócio (ex-procurador-geral da República Inocêncio Mártires Coelho) de sonegação fiscal, desfalque e um esquema de cobrança de comissões sobre patrocínios e eventos fechados com o IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público), ao arrepio da Lei Orgânica da Magistratura, que veda aos juízes o exercício de outra atividade a não ser a de professor.

O ministro e o terceiro sócio do instituto, Paulo Gustavo Gonet, teriam pagado “R$ 8 milhões e 1 reais” para comprar as cotas de Inocêncio no comando societário do IDP com o propósito de abafar e “silenciar” o ex-procurador-geral.

Ademais, contraiu-se um empréstimo de R$ 3 milhões conseguidos pelo ministro junto ao Banco do Brasil, em 2005, para construir o prédio do IDP.

Os vencimentos de ministro do STF comportam essas cifras?

 

2. Em sua incontinência verbal, deu diferentes versões para um mesmo acontecimento — a conversa que teria tido com o ex-presidente Lula, presenciada pelo ex-ministro Nelson Jobin —, embora desmentido categoricamente por estes.

 

3. Ele alegou ser vítima de escutas ilegais e nunca forneceu provas a respeito, inventando o “grampo sem áudio” com o beneplácito da RevistaVeja e do senador Demóstenes Torres.

 

4. Ele disse que a relação com o  senador Demóstenes Torres é “funcional”, mas pegou carona em aviões com o mesmo e diz que isso “não tem relevância”. Mas de quem é o avião, já que o referido deputado não tem aeronave? Um agente público pode receber favores dessa natureza? 

 

5. Ele autorizou prontamente “habeas corpus" para os srs. Daniel Dantas, Celso Pitta, Naji Nahas e outros, presos pela Polícia Federal na Operação Satiagraha.

 

6. Ele declarou que o “Supremo é um Poder em caráter descendente”. Qual tem sido a contribuição dele para isso?

 

VAMOS ASSINAR A PETIÇÃO!!!

‎"Impeachment" do ministro Gilmar Mendes do STF 

http://www.avaaz.org/po/petition/Impeachment_do_ministro_Gilmar_Mendes_do_STF/?cQjKsbb


 

Certamente alguns comentaristas irão achar o texto de Thierry Meyssan alarmista, ou mesmo exagerado, mas grande parte dos fatos relatados podem ser checados. Fato é que a situação na Síria está se agravando, os interesses em jogo são grandes e estamos vendo a mais clara manipulação da informação.

No resistir.info

Iminente golpe de Estado na Síria 
- A NATO prepara uma vasta operação de intoxicação

por Thierry Meyssan

Os estados membros na NATO e do CCG preparam um golpe de Estado e um genocídio sectário na Síria. Caso pretendam opor-se a estes crimes, ajam quanto antes; façam circular estes artigos na Net e alertem os vossos conhecidos. 

Dentro de poucos dias, talvez a partir de sexta-feira 15 de Junho ao meio-dia, os sírios que pretenderem ver as cadeias de televisão nacionais terão estas substituídas nos écrans por televisões criadas pela CIA. Imagens realizadas em estúdio mostrarão cadáveres imputados ao governo, manifestações populares, ministros e generais apresentarão a sua demissão, o presidente el-Assad tratando de fugir, os rebeldes reunindo-se no coração das grandes cidades e um novo governo instalando-se no palácio presidencial. Esta operação, diretamente monitorizada a partir de Washington por Ben Rhodes, conselheiro adjunto da segurança nacional dos Estados Unidos, visa desmoralizar os sírios e preparar um golpe de Estado. A NATO, que esbarrou no duplo veto da Rússia e da China, conseguiria assim conquistar a Síria sem ter de a atacar ilegalmente. Qualquer que seja o julgamento sobre os atuais acontecimentos na Síria, um golpe de Estado poria fim a toda a esperança de democratização. 

De maneira absolutamente formal, a Liga Árabe pediu aos operadores de satélite Arabsat e Nilesat para cortarem a transmissão dos media sírios, públicos e privados (Syria TV, Al-Ekbariya, Ad-Dounia, Cham TV, etc.). Existe um precedente, dado que a Liga Árabe tinha já procedido à censura de televisão líbia de forma a impedir os dirigentes da Jamahiriya de comunicarem com o seu povo. Não existe rede hertziana na Síria, onde as televisões são exclusivamente captadas por satélite. Mas este corte não deixaria os écrans apagados. De facto, esta decisão é apenas a parte emersa do iceberg. Segundo informações de que dispomos, diversas reuniões internacionais foram levadas a cabo na semana passada para coordenar a operação de intoxicação. As duas primeiras, de natureza técnica, tiveram lugar em Doha (Qatar), a terceira, política ocorreu em Riade (Arábia Saudita). 

Uma primeira reunião juntou os oficiais de guerra psicológica “embedded” em certas cadeias de satélite, entre as quais Al-Arabiya, Al-Jazeera, BBC, CNN, Fox, France 24, Future TV, MTV. Sabe-se que desde 1998 os oficiais da United States Army's Psychological Operations Unit (PSYOP) foram incorporados na redação da CNN; a partir daí, esta prática foi estendida pela NATO a outras estações estratégicas. Redigiram antecipadamente falsas informações, segundo um “storytelling” elaborado pela equipa de Ben Rhodes na Casa Branca. Um procedimento de validação recíproca foi posto em marcha, cada media devendo citar os outros de forma a contribuir para torná-los credíveis aos ouvidos dos telespectadores. Os participantes decidiram igualmente requisitar não apenas as cadeias da CIA para a Síria e o Líbano (Barada, Future TV, MTV, Orient News, Syria Chaab, Syria Alghad), mas também outras quarenta cadeias religiosas wahhabitas, as quais apelarão ao massacre confessional aos gritos de “Os cristãos para Beirute, os alauitas para o túmulo!” 

A segunda reunião juntou engenheiros e realizadores, visando planear a fabricação de imagens de ficção, misturando uma parte em estúdio a céu aberto e uma parte de imagens de síntese. Os estúdios foram arranjados durante as últimas semanas na Arábia Saudita, de modo a reconstituir aos dois palácios presidenciais sírios e os principais lugares de Damasco, Alepo e Homs. Já havia estúdios deste tipo em Doha, mas eram insuficientes. 

A terceira reunião agrupou o general James B. Smith, embaixador do EUA, um representante do Reino Unido e o príncipe Bandar Bin Sultan (a quem o presidente George Bush pai designou como seu filho adotivo, ao ponto de a imprensa norte-americana o ter designado como “Bandar Bush”). Tratava-se de coordenar a ação dos media e a do “Exército Sírio Livre”, do qual os mercenários do príncipe Bandar formam o grosso dos efetivos. 

A operação, em gestação desde há meses, foi precipitada pelo conselho de segurança nacional dos EUA, depois de o presidente Putin ter notificado a Casa Branca de que a Rússia se oporia pela força a toda a intervenção militar ilegal da NATO na Síria. 

Essa operação compreende dois vetores simultâneos: por um lado, diversificar as falsas contra-informações; por outro lado, censurar toda e qualquer a possibilidade de lhes responder. 

A interdição das TVs por satélite como forma de conduzir uma guerra não é uma novidade. De facto, sob pressão de Israel, os EUA e a União Europeia impuseram sucessivas interdições a cadeias libanesas, palestinianas, iraquianas e líbias. Nenhuma censura foi imposta a cadeias de satélite provenientes de outras partes do mundo. 

Tão-pouco a difusão de notícias falsas constitui uma estreia. Entretanto, quatro novos passos significativos foram dados na arte da propaganda durante o decurso das últimas décadas: 

- Em 1994 uma estação de música Pop, a “Radio Libre des Mille Collines” (RTML) deu o sinal para o genocídio no Ruanda apelando a “Matar as baratas!”. 
- Em 2001 a NATO utilizou os media para impor uma interpretação dos atentados de 11 de Setembro e justificar os ataques ao Afeganistão e ao Iraque. Nesta altura, já Ben Rhodes tinha sido encarregado pela administração Bush de redigir o relatório da Comissão Kean/Hamilton sobre os atentados. 
- Em 2002 a CIA utilizou cinco cadeias, Televen, Globovision, Meridiano, ValeTV et CMT, para fazer crer que manifestações monstruosas tinham forçado o presidente eleito da Venezuela, Hugo Chávez, a demitir-se, dado que tinha sido vítima de um golpe de Estado. 
- Em 2011, aquando da batalha de Trípoli, a NATO fez realizar em estúdio e difundir pela Al-Jazeera e pela Al-Arabiya imagens de rebeldes líbios entrando na praça central da capital enquanto eles realmente ainda se encontravam longe da cidade, de forma que os habitantes, persuadidos de que a guerra estava perdida, cessaram toda a resistência. 

Doravante, os media já não se contentam em apoiar a guerra, eles praticam-na diretamente. Este dispositivo viola os princípios básicos do direito internacional, a começar pelo artigo 19 de Declaração Universal dos Direitos do Homem relativo ao facto de “receber e difundir, sem consideração de fronteiras, as informações e as ideias por qualquer meio de informação”. Sobretudo, ele viola também as resoluções da Assembleia-Geral da ONU, adotadas no final da Segunda Guerra Mundial, para evitar as guerras. As resoluções 110, 381 e 819 interdizem “os obstáculos à livre troca de informações e de ideias” (no caso vertente, o corte das cadeias sírias) e “a propaganda de natureza a provocar ou encorajar toda a ameaça à paz, rotura da paz ou outro ato de agressão”. 

No direito, a propaganda da guerra é um crime contra a paz, o mais grave dos crimes, dado que ele torna possíveis os crimes de guerra e os genocídios. 

10/Junho/2012

O original encontra-se em www.domenicolosurdo.blogspot.pt/... . Tradução de JCG. 

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

11/Jun/12

 

 

 

Nem alarmista nem exagerado:  a Siria eh aliada ao Iran historicamente.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Noticia publicada pelo jornal O Vale de São José dos Campos - www.ovale.com.br


NOSSA REGIÃO


June 12, 2012 - 03:36
Relatório da OAB exalta ação oficial no Pinheirinho

A OAB é presidida por Júlio Aparecido Rocha, que é filiado do PSDB e chegou a se lançar como pré-candidato à prefeitura este ano.


 Entulhos ocupam área do Pinheirinho, na zona sul da São José; massa falida da Selecta foi multada pela prefeitura por não promover a limpeza do terreno após a retirada das famílias sem-teto  A remoção dos sem-teto

cláudio capucho

Documento aprova atuação de PM, prefeitura e Justiça e culpa líderes sem-teto por desfecho do caso


Carolina Teodora
São José dos Campos

Relatório da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São José descartou violações dos direitos nas condutas da Polícia Militar, da prefeitura e da Justiça durante a reintegração de posse do Pinheirinho, em janeiro.
De acordo com o documento, concluído na última semana, as lideranças do movimento sem-teto foram as principais culpadas pelo desfecho do caso.
Segundo a OAB, houve uma ‘exploração política e econômica praticada pelos líderes do movimento contra a população carente’.
O documento acusa ainda os líderes de recusarem propostas de solução feitas na época, de armaram moradores para uma ‘guerra’ contra a PM e de proibirem a saída pacífica de famílias antes da operação policial.
Ao todo, cerca de 1.700 famílias foram removidas da área, localizada na zona sul de São José, por determinação da Justiça.
“A suspeita é que grupos e agremiações, aparentemente pouco preocupados com o problema habitacional, passaram a liderar um movimento de caráter nitidamente político e ideológico atrelado a outros objetivos, nem todos republicanos”, diz o relatório.

Polícia. A OAB considerou adequada a ação da PM, que empregou cerca de 2.000 homens na reintegração de posse do Pinheirinho.
Houve confrontos dentro e fora da ocupação, e dezenas de moradores relataram ter sofrido agressões --um deles foi baleado nas costas pela Guarda Civil Municipal.
A OAB também aprovou o encaminhamento dado pela prefeitura aos sem-teto, que ficaram quase um mês alojados em quadra esportivas.
“A estrutura dos abrigos se não era a ideal, \[mas\] aparentemente era adequada para atender provisoriamente aquela gigantesca demanda”, diz a entidade no relatório.
Sobre a atuação da Justiça, o documento diz que a juíza Márcia Faria Mathey Loureiro, que decidiu pela reintegração de posse, ‘cumpriu seu trabalho dentro da legalidade, agiu no estrito cumprimento de sua obrigação, demonstrou coragem e coerência”.
A OAB é presidida por Júlio Aparecido Rocha, que é filiado do PSDB e chegou a se lançar como pré-candidato à prefeitura este ano.

Reação. A PM informou ontem que o relatório da OAB é um atestado da ‘lisura e seriedade da corporação”.
A prefeitura também enalteceu o documento. “Fizemos um grande empenho para acolher bem as famílias”, afirmou a diretora da Secretaria de Desenvolvimento Social, Maria Quitéria de Freitas.
 


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OUTRO LADO

‘Documento traz visão parcial’
São José dos Campos

O advogado do movimento sem-teto, Antonio Donizete Ferreira, o Toninho, classificou como ‘político’ e ‘vazio’ o relatório da OAB sobre a desocupação do Pinheirinho.
Ele afirmou que o relatório é parcial e não deve ser considerado como uma avaliação de toda a categoria.
“Não é possível analisar esse documento com isenção, sendo que o presidente da entidade é filiado do PSDB. Hoje, a OAB se tornou uma caixa de ressonância desse partido e deixou há muito tempo de representar a categoria.”
Segundo ele, as lideranças do movimento sem-teto sempre buscaram uma melhor saída para o caso.
“Não eram as lideranças que davam esperança aos moradores, e sim as visitas do prefeito \[Eduardo\] Cury e de representantes do Estado ao acampamento”, disse.
Toninho disse ainda que houve violação por parte dos policiais militares durante a ação e que as condições dos abrigos oferecidos pela prefeitura eram ‘sub-humanas’.

ENTENDA O CASO
A ocupação
Origem
Localizada na zona sul de São José, a área do Pinheirinho foi ocupado em 2004 e, ao longo de oito anos, recebeu mais de 1.700 famílias

Decisão

Em outubro de 2011

Após discussão sobre qual esfera judicial deveria analisar a ação e inúmeros recursos dos envolvidos, a Justiça de São José decretou em outubro a reintegração de posse da área

Ação
Tropa de Choque
A reintegração de posse teve a participação de cerca de dois mil policiais e começou na manhã do dia 22 de janeiro. Até o fim da tarde, todas as famílias já haviam sido removidas

Famílias

Aluguel Social
Hoje, as famílias recebem auxílio-aluguel de R$ 500 mensais e aguardam a construção das moradias do Estado


 


 


 

 

Não foi por falta de indícios e fartas provas materiais que o mensalão tucano ainda não foi julgado pelo STF. 

PF diz que valerioduto pagava juiz que favoreceu PSDB-MG, na Folha, em 2007:

Rogério Tolentino, advogado de Valério, recebeu R$ 302 mil quando atuou no TRE

Nomeado por Fernando Henrique Cardoso em 20 de julho de 1998, Tolentino decidia sistematicamente a favor da coligação do PSDB

FREDERICO VASCONCELOS
DA REPORTAGEM LOCAL

Rogério Lanza Tolentino, advogado do publicitário Marcos Valério, foi juiz do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais e recebeu dinheiro do valerioduto durante a campanha de 1998, quando o então governador Eduardo Azeredo (PSDB) tentou, sem êxito, a reeleição. Atuando como juiz eleitoral, Tolentino votou favoravelmente ao candidato tucano em decisões próximas a depósitos em sua conta e na de sua mulher.
Relatório da Polícia Federal no inquérito do valerioduto mineiro registra que, entre agosto e outubro de 1998, foram feitos cinco pagamentos no total de R$ 302.350 ao juiz e a sua mulher, Vera Maria Soares Tolentino. Para a PF, seriam "recursos de estatais desviados para o caixa de coordenação financeira da campanha".
Tolentino alega que "foi advogado da agência SMPB, de Marcos Valério, entre 1988 e 2005", e que "os pagamentos se referem a acerto de honorários que ficaram atrasados". Os depósitos na conta da mulher foram feitos "por mera comodidade ou para evitar a cobrança de CPMF". A SMPB participou da campanha de Azeredo.
Réu do mensalão do PT pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, Tolentino foi juiz eleitoral no biênio 1998/2000, indicado para vaga de advogado em lista tríplice e nomeado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso em 20 de julho de 1998. Advogados, juízes e promotores (ouvidos com a condição de terem os nomes preservados) dizem que Tolentino sistematicamente decidia a favor da coligação do governador tucano -o que ele nega.
Procurado pela Folha, Tolentino inicialmente informou que "não participou de qualquer julgamento referente à campanha do então candidato Eduardo Azeredo". Confrontado com registro de acórdão de julgamento em que atuou como relator, com voto a favor do tucano, modificou sua versão.
Dois episódios esvaziam as alegações do advogado. Em sessão realizada em 10 de setembro de 1998, o TRE-MG cassou liminar concedida pelo juiz relator Tolentino, que permitira a Azeredo usar o tempo de propaganda destinado a candidatos a deputado, contrariando a legislação eleitoral.
Em 28 de setembro de 1998, a coligação que apoiava Itamar Franco (PMDB-PST) manifestou ao TRE-MG "a notável evolução do entendimento" de Tolentino, que deferiu liminar favorável a tucanos quando, cinco dias antes, negara pedido semelhante a peemedebistas.
Nas sessões de 16 de setembro de 1998 e 1º de outubro de 1998, quando o TRE-MG julgou recursos sobre direito de resposta, Tolentino novamente não votou contra Azeredo.
No relatório da PF, o delegado Luís Flávio Zampronha diz que "o advogado e consultor jurídico" Tolentino foi "sistematicamente beneficiado com os recursos públicos desviados".
O delegado cita que "Marcos Valério fez, no dia 8 de setembro de 1998, a retirada da quantia de R$ 139.350 do fundo formado por recursos oriundos da Cemig e dos empréstimos concedidos pelo Banco Cidade (...), valor idêntico ao recebido no dia 18 de setembro de 1998 por Vera Maria Tolentino". E acrescenta: "Possivelmente Rogério Tolentino tentará justificar tal pagamento através de supostos serviços de consultoria jurídica, mas não terá como explicar a coincidência dos valores recebidos por sua esposa e por Marcos Valério".
O relatório cita o desvio de recursos da Comig e da Copasa, a título de apoio, sem licitação, ao "Enduro da Independência", em 1998. Foram transferidos R$ 3 milhões das duas estatais à SMPB. Essa articulação foi desmontada a partir da Representação nº 662/98, oferecida ao TRE pela coligação de Itamar, propondo ação de investigação judicial por abuso de poder econômico contra a coligação que apoiava Azeredo.
Nessa representação, Tolentino nega, mas participou de julgamento de recurso contra decisão determinando que o depoimento de Azeredo fosse tomado no Palácio da Liberdade. A representação gerou a ação civil pública por improbidade, em tramitação na Justiça Federal de MG. Na ação, Valério é defendido por Tolentino.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc3009200702.htm

 

Nassif

Recebi este texto por email e quero confirmar se é de sua autoria.

 REPASSANDO, É MUITO IMPORTANTE LER, PARA FICAR ENTENDENDO
        TODO ESSE MOVIMENTO POLITICO.

       



    
   "Nenhuma fortaleza, a cujos muros um jumento carregado de ouro pode ser conduzido, é inexpugnável". Filipe II (359 a.C.)
 
 
> alertando VEx que a guerrilheira quer tranformar o Brasil num mar de
> sangue..


> ****
> *OS OBJETIVOS DA
> COMISSÃO DA VERDADE** *****

> Por Luis Nassif
> *Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país.
> Comentarista econômico da TV Cultura.*

> A Comissão da Verdade *NUNCA* foi uma demanda da sociedade brasileira, que
> tem outras e muito mais reais preocupações, conforme pesquisa conduzida
> pelo próprio Governo através do IPEA.****
> A população brasileiratem como primeira preocupação a violência de que é
> vítima nas ruas, nas casas, nas escolas, nos latrocínios, nos
> arrastões,violência essa que parece não incomodar a mínima a esquerda que
> no seu subconciente
> acha que o assaltante é ao final um coitadinho que apenas está fazendo
> justiça social.

> A Comissão da Verdade é um PROJETO político da esquerda radical, que não
> está nem aí para as famílias das vítimas, usadas como cobertura do projeto
> e sim com o CAPITAL POLITICO que pretende gerar com essa Comissão,
> emparedando as Forças Armadas para ao final enfraquecê-las.

> Os governos pós regime militar não se arriscaram com esse projeto, nem
> o próprio Lula se entusiasmou com a instalação dessa comissão, o atual
> Governo, não obstante o equilíbrio e a sensatez da Presidente Dilma,
> pareceu sem forças para resistir a essa investida da esquerda radical
> e tentou minimizar a pressão com a indicação de dois nomes mais
> centrados, José Carlos Dias e Gilson Dipp, o que de imediato gerou
> protestos dos radicais, que queriam uma Comissão 100% esquerdizante.

> O custo político para o Governo será alto. No meio militar não há ilusões
> quanto às reais intenções dos “pais” dessa Comissão, especialmente do seu
> obvio “líder”", Paulo Sérgio Pinheiro, o mesmo
> que operou, de dentro da Comissão Interamericana de Direitos Humanos
> da OEA, onde era Vice-Presidente, a montagem do processo originario de
> uma denúncia de parente de guerrilheiro do Araguaia, apresentada em 2009
> que evoluiu para um processo de condenação do Brasil na Corte de São Jose.**
> **
> Paulo Sérgio Pinheiro, um típico esquerda de salão de nível internacional,
> é determinado, preparado, bem conectado e tem um projeto definido, conhece
> como ninguém os bastidores desse movimento
> internacional de direitos humanos aparentemente neutro, mas na realidade
> cabeça de ponte de objetivos muito mais altos.

> Em um momento que o Estado brasileiro deveria dar a partida para um grande
> projeto de upgrade de suas Forças Armadas, para elevá-las ao nível de
> importancia do Brasil na ordem global, considerando que o Brasil está MUITO
> ABAIXO dos outros BRICs no potencial militar, neste momento crucial o
> Estado brasileiro se dá ao luxo de desprestigiar ao
> máximo suas Forças Armadas ao colocá-las no banco dos réus como se
> marginais fossem, detonando um capital vital para a operação militar, qual
> seja o prestígio e o apoio que o Estado dá à sua Instituição Militar.****
> Os outros grandes emergentes, a Russia, a China e a India jamais cairiam
> nessa armadilha e suas Forças Armadas, se fosse
> possível um ranking de violência, fariam as nossas serem inocentes
> escoteiros mas nenhum desses grandes Estados cogitou de colocar suas forças
> armadas como rés de um processo público de desmoralização
> avalizada pelo Estado.

> Não venham com o exemplo do Chile. As Forças Armadas chilenas são a
> Insituição mais forte do Pais até hoje, as forças mais bem equipadas da
> America Latina, não houve nenhum processo de julgamento da
> Insituição Militar chilena, cujo curriculo de violação de direitos humanos
> é infinitamente mais pesado do que se acusam as do Brasil e olhe que o
> Chile em população é menos de um décimo da que é o Brasil.

> A Insituição Militar chilena manteve toda sua estrutura intacta, sua
> participação no Orçamento é vinculada à arrecadação, nunca tiveram falta de
> verbas ou sucateamento.

> Os processos de saída dos regimes militares argentino, chileno e uruguaio
> foram completamente diferente do brasileiro, suas anistias foram
> auto-concedidas e não negociadas e se referiram apenas ao lado militar e
> não aos seus adversarios, portanto comparar os processos é uma fraude
> intencional.

> Como diria o Príncipe de Talleurand, esse projeto mais que um crime, é um
> erro e o Brasil nada ganha com ele. O resultado de Forças Armadas
> desmoralizadas é que no futuro os jovens não mais verão na carreira
> militar um atrativo, ninguém quer atrelar seu futuro a uma Instituição
> enfraquecida, tampouco um jovem vai fazer sacrificios em favor de uma
> corporação desmoralizada, um País das dimensões do Brasil fará uma
> loucura em tornar dispensável uma das mais importantes Instituições que
> formaram o País através de séculos de História.****
> *Este artigo na Iternet clique em:*****
http://www.forte.jor.br/2012/05/20/os-objetivos-da-comissao-da-verdade/****

> ****

 

Nassif,

E assim, Alexandre Tombini termina por botar no bolso do colete a maioria daqueles estrategistas de araque do mercado, que, há oito meses, diziam que o mundo iria acabar, caso a taxa Selic recuasse dos 12,5% aa. O primeiro a se manifestar a respeito desta  perspectiva abaixo foi o BTG de Andre Esteves.

 

Do InfoMoney:

Notícias

Mercado já projeta Selic de até 7,25% ao ano após análise da ata do Copom

11 de junho de 2012 • 12h45 • atualizado às 20h45 Por: Ana Carolina Cortez

 

SÃO PAULO - Após a divulgação da ata do Copom(Comitê de Política Monetária) na última sexta-feira (8), o mercado refez projeções para a taxa básica de juros da economia e já espera uma Selic abaixo de 8% para 2012, chegando a até 7,25% ao ano.

Tendo em vista que a ata de junho traz discurso semelhante à divulgada em abril, analistas dos principais bancos nacionais e internacionais descartam mudança no ciclo de cortes para as próximas reuniões. "A própria ata do Copom explicitou o reconhecimento da autoridade monetária de que a recuperação da atividade econômica tem se materializado de forma bastante gradual", informou o Bradesco em relatório nesta segunda-feira (11).

A instituição projeta uma Selic a 7,5% ao ano, resultado de dois cortes de 0,5 ponto percentual em 2012, um em 11 de julho e outra em 29 de agosto. "O Banco Central não explicitou preocupações com o cenário global, mas reconheceu que a recuperação da economia doméstica se mantém fraca e, mais importante, apesar da depreciação do real, ele vê um melhor equilíbrio nos riscos para o cenário inflacionário de 2012", ressaltou o Barclays, que compartilha da mesma projeção que o Bradesco.

O arrefecimento da economia também é o mote da nova estimativa do Credit Suisse e do Deutsche Bank. Ambos esperam que a Selic caia dos atuais 8,5% para 7,25% ao ano. Para isso, a expectativa é de duas reduções consecutivas de 0,5 p.p. e outra de 0,25 p.p. em 10 de outubro. 

"Assumindo que haja uma retomada da atividade mais expressiva em meados do terceiro trimestre, julgamos provável que o Copom opte por desacelerar o ritmo de corte de juros para 25 pontos-base na reunião de 9-10 de outubro, interrompendo o ciclo de afrouxamento monetário nessa data", destacou a equipe de análises do Credit.

Delay
O Relatório Focus desta segunda não evidenciou mudanças nas expectativas do mercado quanto à taxa Selic de 2012. Entretanto, a pesquisa do Banco Central deve trazer já na próxima semana novas revisões para a taxa básica de juros. Isso porque o mercado ainda não havia digerido a ata do Copom quando as projeções foram compiladas.

Ao todo, participam do levantamento mais de 100 analistas de mercado e economistas, que enviam suas respostas ao Banco Central entre segunda e sexta-feira, no mais tardar. A ata foi divulgada no último dia 8, pela manhã, mas o feriado da quinta-feira antecipou o envio das projeções de diversas instituições.

Confira as novas projeções para a Selic este ano:

Taxa básica de juros de 2012

Projeção

Instituição

7,75% ao ano

Itaú

JP Morgan

Merrill Lynch

7,50% ao ano

Barclays

Bradesco

7,25% ao ano

Credit Suisse

Deutsche Bank

 

A grande imprensa oculta que "valerioduto de MG", ocorrido em 1998 e que aguarda julgamento no STF,   é tucano

Por Mário Magalhães, ombudsman da Folha, em 2007

"A rigor, é mineiro e é tucano.

Mas a resposta depende de outra pergunta: o mensalão é nacional ou petista? Sem dúvida, é tanto nacional como petista.

O que não pode é o mensalão ser nacional e, o valerioduto, tucano. Ou o valerioduto ser mineiro e, o mensalão, petista.

Não se trata de joguete de adjetivos, mas do exercício de um dos pilares do projeto editorial da Folha, o apartidarismo.

Foi o que faltou à Primeira Página do domingo passado, quando a manchete – "Valerioduto de MG pagou juiz eleitoral"  afirma PF’- sintetizou uma boa reportagem.

Na chamada, o texto curto que resume as informações das páginas internas, a expressão ‘mensalão do PT’ contrastou com ‘valerioduto mineiro’.

Quem lê ‘mensalão petista’ recebe uma informação correta: o esquema ilícito de pagamento a políticos de vários Estados e outros associados ao governo federal foi tocado a partir de 2003 por dirigentes do PT e próceres da administração -é a opinião do procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Já quem lê ‘valerioduto mineiro’ se informa pela metade: o desvio de verbas públicas que alimentaram em 1998 a campanha de reeleição ao governo de Minas do hoje senador Eduardo Azeredo se concentrou no PSDB -conforme inquérito da Polícia Federal.

Portanto, se o mensalão é do PT, o valerioduto é do PSDB. Sem equivalência de critério, empregam-se dois pesos e duas medidas -os petistas aparecem mal, e os tucanos são poupados.

O esquema de repasses por meio de empresas do publicitário Marcos Valério de Souza conheceu seu ápice no primeiro mandato de Lula. Depois se soube de sua gênese na gestão estadual de Azeredo.

O mensalão nacional favoreceu muitos partidos, mas seu núcleo foi petista. Se o valerioduto mineiro beneficiou legendas diversas, desenvolveu-se em torno do tucanato.

Um exemplo de jornalismo crítico e equilibrado foi publicado pela própria Folha, também no último domingo: a reportagem que comparou o mensalão com o valerioduto.

Uma contribuição inspirada ao debate sobre a cobertura é o artigo que o ombudsman do IG (e ex da Folha), Mario Vitor Santos, veiculou em seu blog, ancorado no portal."

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/mario_magalhaes__35095

 

Em 2007 Renan Calheiros(PMDB), presidente do Senado, em discurso sem apartes, denunciou a compra de 30% das ações da Editora Abril por empresas laranjas. O que o Cachoeira tem a ver com isso? Não estou denunciando, só estou perguntando, já que esse assunto, depois de 4 anos, até hoje não foi notícia no JN. Rupert Murdoch, digo Civita,  tem mil motivos para não comparecer à CPI do Cachoeira:

"(....) No início de agosto denunciei aqui o pantanoso negócio da Editora Abril, que publica a revista Veja, que já ficou conhecida como VILEJA, pela vileza de seu jornalismo desonesto, persecutório, panfletário e torpe. A tentativa de fraudar a lei brasileira, desrespeitar a concorrência, agredir os interesses nacionais e ludibriar o País transferindo o controle societária da TVA e outras duas operadoras para um grupo estrangeiro por quase 1 bilhão de reais, soube agora, não é a primeira vez. Não foi um acaso, um desvio jurídico da Editora Abril. Trata-se de um vício, um hábito deliquente. O hábito de desrespeitar nossas leis, ferir nossos interesses para ocultar suas operações clandestinas, ilegais e imorais enquanto, cinicamente, se auto-proclama defensora de interesses nacionais.


A revista Veja que diz que “apura e denuncia tudo que prejudica o Brasil e os brasileiros”, precisa urgentemente publicar a venda das ações da Editora Abril para empresa sul-africana Nasper, conglomerado de comunicação racista que sustentou o “apartheid” na África do Sul e que cedeu três de seus diretores para dirigir a África do Sul segregacionista. Mas este é o aspecto imoral e repulsivo da questão. O mais grave é o caráter marginal montado na operação que já foi denunciada em diversas reportagens da Rede Bandeirantes de Televisão e da Revista Caros Amigos. É uma montagem fraudulenta com empresas fantasmas, laranjas e lavanderias para concretizar um negócio pantanoso, asqueroso.

A Naspers tem aqui dentro, apenas no papel, uma empresa chamada MIH Brasil Participações, que funciona na Holanda. O CNPJ da MIH Brasil, vou ler devagar para aqueles que se interessam por “tudo que prejudica o Brasil e os Brasileiros”; o CNPJ da MIH é 72.091.963/0001-77. Só que a MIH é uma empresa fantasma, isso mesmo, fantasma. O endereço declarado é fictício e este CNPJ pertence à Curundéia Participações Limitada. A Curundéia também não tem sede, não tem funcionários e os endereços e telefones apresentados pela Curundéia são de outras pessoas ou estão em endereços inexistentes. A Curundéia é virtual, não existe, só existe no papel.

Agora pasmem Senhoras e Senhores:

Foi este laranjal de empresas inexistentes, com CNPJ duplicados, com endereços fictícios, sem sede, sem funcionários, que adquiriu 30% da Editora Abril. Um negócio que movimentou em torno de 900 milhões de reais. A MIH Brasil Participações não existe, o que existe, e só no papel é a Curundéia e esta desembolsou R$ 380 milhões de reais para comprar 30% da Editora Abril.

O capital social da Curundéia é de apenas 878 mil reais. Isso significa que para concretizar o malcheiroso negócio, a Curundéia gastou 430 vezes mais do que seu capital Social na compra sorrateira de 30% da patriótica editora Abril. Mas por qual motivo recorrer a tantos “laranjas”, tantos porões infectos, tantos negócios furtivos? Simples. Sendo a Curundéia uma empresa nacional, mesmo só no papel, pode comprar além dos 30% das ações permitidas pela Lei brasileira.

Veja só, Veja quem planta laranjas, Veja quem lida com fantasmas, Veja quem convive com a clandestinidade! Veja esta reportagem da TV Bandeirantes sobre o escândalo Naspers – esse sim um verdadeiro escândalo. É a velha Veja de sempre: Já agreguei esta denúncia ao Procurador-Geral da República e estarei encaminhando novos expedientes à Receita Federal, ao CADE, à Advocacia Geral da União e à Polícia Federal a fim de que a ganância desmedida e impatriótica deste pasquim semanal não arranhe os interesses do Brasil. Vou repassar também cópias das reportagens para a CPI criada na Câmara dos Deputados que visa apurar os negócios furtivos da Editora Abril. Tenho certeza que nossas instituições saberão reagir de maneira enérgica.

Espero que cobiça e falta de respeito às nossas leis não se tornem prática como a Editora Abril vem fazendo despudoradamente enquanto desenvolve campanhas de linchamento – sem provas - contra os homens públicos e nossas instituições, como fez recentemente com um falso escândalo de grampos no Supremo Tribunal Federal, no qual procurou enlamear a Polícia Federal. Esse é o propósito desta Revista, suas infâmias e pseudo-escândalos.

Esgueira-se, sorrateiramente, entre os veículos de comunicação, ampara-se nesta vital instituição e lá faz suas transações subterrâneas e antiéticas. Ali homiziada, dispara enxovalhamentos contra todos, mistura liberdade de imprensa com libertinagem de imprensa e dessa forma tentar criar um ambiente putrefato com o qual está acostumada, envenenando a democracia, corroendo nossas instituições, espalhando dossiês sem provas e distribuindo sentenças morais. Jornalismo como este, como instrumento de propaganda e amparado na força da repetição mentira, é fascismo, é nazismo. Agora que as velhas denúncias vão ficando frágeis, que as falsas imputações vão se esboroando, corroídas pela força irrefreável da verdade, tratam de buscar outras mentiras para sustentar sua campanha persecutória.(...)"


 

O vídeo  onde CIRO GOMES diz que Serra mandou algemar um jornalista do Estadão num poste:http://www.viomundo.com.br/politica/ciro-gomes-serra-mandou-algemar-jornalista-do-estadao-num-poste.html

E eu juro que não estou louco.

 

 

 

Nassif, veja que pérola se encontra no Blog do Azenha:

Ciro Gomes: “Serra mandou algemar jornalista do Estadão num poste”

publicado em 12 de junho de 2012 às 0:36

 Blog do Esmael Morais, sugerido por Gerson Carneiro 

O vídeo acima foi reprisado ontem à noite na Record News. Trata-se de uma entrevista do ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes no programa “Brasil em Discussão”, de Heródoto barbeiro, no último dia 25 de maio. Na parte final, Ciro revela que José Serra (PSDB) mandou algemar um jornalista num poste porque o profissional fez uma pergunta que não lhe agradou.

O vídeo se encontra  no Blog do Azenha. Eu estou em estado de choque.

 

 

Vinte anos depois, a “menina que calou o mundo” volta ao Brasil

Da Carta Capital

Há duas décadas, uma garotinha canadense de 12 anos discursava perante autoridades mundiais, cobrando mudanças nas atitudes e maior cuidado com as causas ambientais. Essa era Severn Cullis-Suzuki, mais conhecida como “a garota que calou o mundo por cinco minutos”.

A participação de Severn na Eco 92 é lembrada até hoje e representa a preocupação das novas gerações com o futuro de todos. Neste ano, a canadense volta ao Brasil para participar da Rio+20 e dar continuidade ao trabalho que vem desenvolvendo na área ambiental desde que ainda era uma criança.

O jornal Folha de S.Paulo conseguiu uma entrevista exclusiva com Severn, que hoje é mãe de dois filhos, apresentadora de um programa canadense e educadora ambiental. Durante a conversa ela explicou que a oportunidade para discursar na Eco 92 surgiu após um esforço feito por ela e um grupo de amigas que formavam a ECO (Environmental Children’s Organization). Juntas as garotas conseguiram arrecadar fundos com a comunidade onde moravam, no Canadá, para que fosse possível viajar ao Rio e participar do Fórum Global, em que elas foram inscritas como ONG e aproveitaram a oportunidade para falar sobre meio ambiente com muitas pessoas.

Esta iniciativa fez com que a Unicef se interessasse pelo trabalho e oferecesse uma oportunidade para que uma delas representasse a ECO em um discurso para as autoridades. Severn foi escolhida e as suas palavras marcaram profundamente as pessoas presentes e ainda hoje emocionam quem a vê no vídeo disponível na internet.

Após 20 anos desde a preleção da canadense, muitas coisas mudaram. Segundo ela, na década de 1990, as questões ambientais foram deixadas de lado. Nos últimos anos, devido às crises econômicas e à mudança climática, o assunto voltou a ganhar espaço e a ser discutido. Além disso, ela acredita que a facilidade com que as informações são compartilhadas pela internet pode “inspirar a verdadeira mudança no Século 21”.

Leia também:
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No entanto, os sistemas econômicos mundiais ainda não refletem este anseio por mudança. Severn ressalta o fato de que as economias são mensuradas a partir do índice do Produto Interno Bruto (PIB) e isto “pouco se reflete na qualidade de vida”.

Para a ativista, a chave para mudar este cenário é a mobilização. A mudança parte de uma transformação na sociedade e na política. As pessoas podem trabalhar individualmente para reduzir seus impactos na natureza e ainda podem se tornar mais ativas política e socialmente, cobrando ações, sabendo exercer os direitos e compartilhando conhecimento e informação, para que possam ser ouvidas.

A entrevista é finalizada com Severn falando sobre a esperança para o futuro. “Acredito que só o amor por nossos filhos possa virar a maré. A questão do ambiente é o futuro deles. Temos de fazer a conexão entre nossa vida hoje as suas vidas no futuro. Se nós, politicamente, fizermos a conexão, mudaremos tudo. Eu tenho que acreditar nisso”, concluiu.

http://www.cartacapital.com.br/carta-verde/vinte-anos-depois-a-menina-qu...

 

Relembre aqui o discurso de Severn Suzuki:

 

DUVIDO QUE VOCÊ ACREDITE

 

Em vídeo no blog do Azenha CIRO GOMES diz: “Serra mandou algemar jornalista do Estadão num poste”

 

Se vocês pensam que eu estou ficando louco, dêem uma olhadinha.

 

Onde há democracia no mundo?

Da Carta Maior

No auge da guerra fria, os EUA impunham intervenções militares onde consideravam que a “democracia” estava em perigo. Tinham primeiro que caracterizar o governo como ditatorial ou que haveria um risco de um golpe que liquidaria a democracia. No Brasil foi assim, como as manchetes da imprensa o comprovam.

Depois da guerra fria as coisas ficaram mais complexas para os EUA. Se consideram que o selo democrático é conquistado conforme os critérios liberais – eleições periódicas, pluralidade partidária, separação dos poderes, imprensa livre (“livre” quer dizer privada), em vários países surgiram e se consolidaram governos que obedecem a esses critérios, mas que desenvolvem políticas que contrariam os interesses norteamericanos.

Uma nova moda surgiu com a visão de Fareed Zakaria (ex-editor do Newswek, atualmente na Time) jornalista nascido na India, naturalizado norteamericano, com a ideia de que há governos que cumprem com os rituais do liberalismo, mas que nao seriam democráticos, porque não incentivam o capitalismo, que seria o habitat natural da democracia. Entre esses governos estariam os da Venezuela, do Irä, da Bolivia, do Equador, entre outros.

Agora um outro politólogo norteamericano, William Dobson, publica um livro na busca dos “neoditadores” e a imprensa daqui, colonizada, reproduz imediatamente a lengalenga deles. Significativamente a preocupação “democrática” dele se volta justo para países cujos governos tem antagonismos com os EUA: Irä, Venezuela, Russia, China. Para ficar evidente que seu problema não é com o sistema politico ou a estrutura social – democráticos ou nao -, mas com as posições politicas e ideológicas desses governos.

Nem pensar em países como a Arábia Saudita, o Kuait, o Yemen, o Marrocos, o Afeganistao, o Iraque, Honduras, entre outros, que não têm nada de democráticos, nem pelos estreitos critérios liberais. Mas que são aliados incondicioonais dos EUA. Não é democrático quem é nacionalista, quem desenvolve políticas internas de caráter popular, quem não se subordina aos interesses dos EUA.

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=1005

 

Fátima Oliveira: Casamentos, desde sempre, são negócios que não exigem amor

publicado em 12 de junho de 2012 às 1:09

por Fátima Oliveira, no Jornal OTEMPO
Médica – fatimaoliveira@ig.com.br @oliveirafatima_

Contradizendo o senso comum que mulheres são mais ciumentas do que os homens, os crimes passionais, ou “crimes de paixão”, têm incidência mais expressiva em homens, inclusive em casos de ciúme patológico seguidos de suicídio.

Em geral, homicídios perpetrados por mulheres acontecem em legítima defesa de suas vidas e são em número tão ínfimo que causam enorme surpresa.

Exemplifico com o assassinato e esquartejamento, sem características aparentes de premeditação, do bilionário Marcos Kitano Matsunaga, diretor executivo da Yoki, pela sua esposa Elize Araújo Kitano Matsunaga, em 19 de maio de 2012, sob a alegação de que atirou após de ter sido agredida e ouvido que, em caso de separação, ele queria a guarda da filha: “Eu conheço teu passado; vou levar teu passado para a Vara da Família”. Eis como uma criança perdeu o pai e a mãe.

Em análises de tragédias matrimoniais em que elementos de ódio estão presentes – assassinato seguido de esquartejamento -, cabe a desconfiança rosiana (“Há qualquer coisa no ar além dos aviões da Panair…”) e os rigores da lei. Nem mais, nem menos.

Tentando não cair numa disfunção dos lobos frontais, é preciso cautela para não fazer juízo de valor, supervalorizando os motivos pelos quais alguém pratica homicídio, pois nenhum motivo é grande o bastante que justifique matar. Todavia, no fundo, no fundo, a convivência cotidiana é a forma mais precisa de conhecimento do contexto de crimes catalogados como de defesa da própria vida, como disse Ana de Assis: “Eu é que posso escrever sobre Euclides… Vivemos juntos. Dormimos no mesmo quarto”.

Como no conto da escritora acreana Leila Jalul “Rosa dos ventos”: cansada das traições em série do marido, Maristela, com a ajuda dos irmãos, deu um basta: com uma peixeira amolada, e faiscando de ódio, rasgou “as calças do sestroso e, vapt! vapt! Não deu conta de decepar o rolete por inteiro, deixando para Mário o final da tarefa. Feito isso, suando e estuporada, pede que sejam feitos quatro filés e os acomoda num saco plástico”: jogou um filé de pênis na soleira da casa da amante; o segundo, na casa da mãe dele; o terceiro, na porta da igreja onde casaram; e o quarto, lavou, salgou e colocou para secar no Sol! “Não sabia a razão do gesto, mesmo assim, não custava” (in “Minhas Vidas Alheias”, Clube dos Autores, 2011).

O advogado de defesa, Luciano de Freitas Santoro, afirmou que “Elize perdeu tudo. O crime não teve nenhuma motivação econômica… O mais vantajoso era ela se separar e pedir uma pensão, mas perdeu a cabeça”. Em tese, pois os casamentos, desde sempre, são negócios que podem prescindir, inclusive, do amor.

Na Idade Média, a escolha do noivo era questão de família e/ou o noivo “comprava” a noiva: “o casamento como um ato de aquisição”, exceto na Inglaterra, onde o padrão de nupcialidade era tardio, mas considerava as possibilidades financeiras: “Somente constituíam família quando dispunham de renda suficiente”.

O comum ainda é o casamento entre iguais, sendo os ditos “contos de fada”, tipo Elize & Marcos, raríssimos até hoje, como corroboram dados demográficos que constatam que, majoritariamente, os casamentos se dão entre pessoas do mesmo meio social. Ou seja, no jogo de interesses do casamento contemporâneo, o caráter intraclasse é a regra, sendo as exceções inerentemente complicadas no cotidiano, pela supremacia de poder de quem detém o dinheiro, que se acha dono da vida e da alma da pessoa pobre e da pobre pessoa com quem convive.

http://bit.ly/LxJTlJ

 

Pres. Zezinho troca a Parada Gay por passeio em NY
 
 

TRIBUTE: Pres. Zezinho recebeu homenagem de esportistas em NY.

O Mais Preparado dos Brasileiros, o futuro pres. Zezinho, decidiu esticar seu giro em New York ao lado do novo ideólogo da UDN paulista, Dep. Tiririca.

Com isso, o Presidente de Nascença não teve condições de cumprir a promessa de participar da Parada Gay de São Paulo, neste domingo.

Em nota oficial, o Maior dos Filhos da Mooca minimizou o compromisso anteriormente assumido:  “Era só uma palavrinha que eu tinha dado, dando uma confirmaçãozinha de que eu ia dar uma passadinha na paradinha gay. Coisa sem importância, ninguém vai notar”.

O Maior dos Democratas  escalou para substituí-lo na Parada Gay a Srta. Francine De L’Herbe (UDN-SP), sua  laranja eleitoral para a campanha–treino deste ano.  A Srta. Francine participou daquele desfile de degenerados visivelmente constrangida, contrariando seus valores e crenças tão duramente adquiridos na convivência noturna com o Grande Líder Moral da Pátria Paulista.

Versões desencontradas

 

O Pres. Zezinho levou umas malas especiais para carregar pacoteiras, presente de seus amigos goianos.

Dos caudalosos esgotos da Caverna do Ostracismo continuam  jorrando versões desencontradas para a ausência do pres. Zezinho.

Alguns dos moradores do Retiro do Udenista atribuíram  a decisão ao desejo do Pres. Zezinho de não desagradar seu conselheiro moral, Pastor $ila$ Malacheia, a quem prometeu acabar com a viadagem, na próxima vez que assumir a prefeitura por uns meses.

Outros udenistas comentaram  que o motivo da permanência do Mais Honesto  dos Brasileiros relaciona-se com malas cheias, mas que é totalmente outro.  Sem entrar em detalhes, apenas observaram que o asessor para assuntos propinoviários da UDN, Sr. Paulo Caixa Preta Dois, foi junto, para carregar a pacoteira que o pres. Zezinho vai trazer.

 

QUADRILHA: A UDN prefere festa junina a parada gay.

Comentário da tia Carmela

O Zezinho nunca gostou de parada. Quando ele era criança, lá na Mooca, tinha a parada de 7 de Setembro e os meninos da escola tinham que desfilar. O Zezinho odiava ir e costumava dizer: “se fosse, pelo menos, parada de 4 de Julho, ainda vá lá!”. Uma vez, ele convenceu o Reinaldinho Cabeção de que tinha sido escalado pela professora para ser o D. Pedro I na parada, e que o Reinaldinho Cabeção teria que ser o cavalo do D. Pedro.  Na hora da parada, o Zezinho montou nas costas do Reinaldinho Cabeção e foi assim a parada toda. No final, o pai do Reinaldinho Cabeção estava esperando, muito bravo, e levou o moleque pela orelha até em casa, dizendo: “isso é pra você aprender a não deixar o Zezinho montar em você!.” E o Reinaldinho Cabeção dizia: “mas eu não fiz nada demais…”

 

O Estadão, surdo e mudo

Enviado por Adir Tavares, seg, 11/06/2012 - 18:16

Autor:  


Fiquei sabendo outro dia que o Estadão demitiu todas as telefonistas e acabou com o serviço "ao vivo". Quem não conhece as sutilezas do trabalho jornalístico pode não dar muito importância à medida, creditá-la ao "progresso" ou mesmo achar que ela beneficia a empresa, pois corta custos - e, como reza a cartilha dos entendidos em administração, reduzir despesas é sempre salutar.
Acontece, porém, que o jornalismo não é uma atividade como outra qualquer. Os jornalistas, por exemplo, são requisitados, quase sempre, a contatar a fauna mais variada que existe. Num plantão, um repórter que cobre, digamos, política, pode precisar conversar com uma autoridade da área médica, ou policial, ou repercutir uma notícia econômica. E mesmo com a facilidade que hoje as assessorias de imprensa proporcionam, às vezes a situação se complica. São poucos os profissionais que têm uma agenda telefônica eclética o suficiente para atender a todas as emergências.
No Estadão, quem resolvia essas paradas eram as telefonistas. Algumas estavam no jornal havia décadas, conheciam os repórteres como se fossem de sua família. Não só quebravam um galho, mas davam um suporte extraordinário ao trabalho cotidiano.
Mas isso foi no tempo em que o Estadão era um jornal, fosse qual fosse a sua linha editorial/ideológica. Hoje é apenas uma empresa controlada por banqueiros - e não se pode esperar dessa gente nada mais, nada menos que decisões como essa de demitir telefonistas - dias antes, uma das mais eficientes secretárias do jornal havia sido dispensada sob a alegação de que era "a mais antiga"...
Muitos anos atrás, uma outra demissão coletiva deixou os jornalistas do Estadão igualmente tristes - a dos ascensoristas, que faziam também as funções de um serviço de informação para os visitantes. Como desta vez, a empresa deve ter economizado alguns tostões.
Com a informatização da redação, no início da década de 90, mais de 100 revisores foram para a rua e um número igualmente enorme de gráficos - os pastups, que montavam as páginas que iam ser fotolitadas.
O fim da revisão aumentou o trabalho dos redatores - ou copidesques - e o número de erros no jornal. Os leitores perceberam que algo estava errado e não perdoavam - as queixas via telefone eram constantes, dava uma canseira enorme justificar as bobagens que passavam nos textos.
Agora, sem as telefonistas, vai ser mais difícil para o público conversar com os jornalistas. A internet talvez supra essa lacuna, mas nunca vai ser a mesma coisa. Um e-mail pode ser apagado, pode ficar sem resposta, mas nunca vi um colega desligar o telefone na cara de um leitor, por mais chato que ele fosse.
A impressão que fica para quem está fora da empresa é que medidas como essa, junto com os tantos "passaralhos" que têm sido feitos na redação, indicam que o centenário jornal enfrenta dificuldades financeiras mais sérias que se possa imaginar.
Ou então que seus atuais controladores preparam a empresa para uma negociação - os boatos sobre isso são recorrentes.
Seja lá o que aconteça, porém, é muito estranho que uma empresa de comunicação tome uma atitude para dificultar a comunicação com o seu público.
São essas coisas que mostram o nível da imprensa brasileira, se não a mais atrasada do mundo, certamente uma das mais antidemocráticas, reacionárias e amadoras que existem.

http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/

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Pechincha no aeroporto de Brasília. (via Leandro Fortes no Facebook)

Re: Fora de Pauta
 

A morte de um exemplo: Teófilo Stevenson

Para quem nunca ouviu falar dele, um breve resumo: foi um dos maiores boxeadores pesados que existiu, tendo sido tricampeão olímpico. Tão bom era que houve pressões fortíssimas (de governos, inclusive) para que ele aceitasse sua profissionalização e lutasse contra Muhammad Ali num desafio - tanto as lideranças de EUA quanto de Cuba não viam essa possibilidade com maus olhos, o que seria uma versão real da ficção de Rocky IV, dos cinemas ("Stallone" Rocky versus o soviético "Dolf Lundgren" Ivan Drago). Ou seja, um evento esportivo maravilhoso para um embate de lutadores e idelogias, onde antigas rivalidades poderiam reacender o debate sobre um conflito bélico muito desejado...

Possibilidades e propostas, houve inúmeras - foi-lhe oferecido uma saída clandestina (fuga) da ilha, organizada pelos serviços de Inteligência dos EUA (que dariam total suporte à sua instalação e profissionalização no país); depois, foi ainda oferececida pela Máfia proposta ainda mais vantajosa financeiramente (e com as mesmas garantias do governo dos EUA); novamente negada; mas o mais surpreendente foi quando o próprio governo cubano de Castro (depois de uma dissenção inédita da URSS, que permitiu no início dos 80 a transferência de bons jogadores de futebol do país para times europeus profissionais), foi dada uma opção para aceitar o confronto nos EUA, com semi-profissionalização e garantia de prêmios obtidos em vitória serem revertidos em parte para a autoridade cubana - situação idêntica a dos jogadores russos.

Tudo isso ele rechaçou, enfatizando a importância de seguir como exemplo de sucesso do regime revolucionário cubano. Viveu e morreu com simplicidade, fiel a tais princípios professados. A matéria do Estadão segue abaixo, mas desde já advirto que ela contém a omissão dos fatos acima e pelo menos um erro pra lá de grotesco: informa que ele foi tricampeão olímpico DEPOIS do boicote dos países comunistas a Los Angeles-84, quando na verdade já havia sido conquistado em Moscou-80, sendo que em Seul-88 ele já havia se aposentado. Um jornalismo pífio. Segue:

Morre Teófilo Stevenson, o maior nome do boxe amadorTricampeão olímpico morre aos 60 anos, em Havana

SÃO PAULO - "De que me vale um milhão de dólares americanos diante da tristeza de um milhão de cubanos.” Foi desta forma que o peso pesado cubano Teófilo Stevenson reagiu aos intensos assédios dos empresários norte-americanos na década de 70 para enfrentar Muhammad Ali. Stevenson, tricampeão olímpico (1972, 1976 e 1980), morreu nesta sexta-feira, aos 60 anos, em Havana, vítima de enfarte.

 

Nas 321 lutas que realizou como amador, só perdeu 20 vezes e nenhuma por nocaute. Foram 14 derrotas nas suas primeiras 20 lutas.

 

Em Montreal-76, Stevenson obteve um recorde no boxe olímpico ao nocautear seus três primeiros adversários em apenas 7 minutos e 22 segundos. Em Los Angeles-84, devido ao boicote dos países socialistas, foi impedido de tentar o quarto ouro olímpico consecutivo. Dois anos mais tarde, provou sua superioridade ao ganhar (sic) o tricampeonato mundial. 

 

Seus braços e pernas longos proporcionavam um estilo bonito de luta, apesar do 1,90 metro de altura e dos mais de 90 quilos de peso. O 1-2 (jab de esquerda, seguido de direito de direita) foi um dos mais perfeitos da história da nobre arte. “Todo mundo achava que eu derrubava os adversários com a direita, mas era com a esquerda mesmo.”

 

O jogo de pernas era irrepreensível e o tornava rápido como um lutador peso leve. Seus adversários não conseguiam encurtar a distância e eram massacrados com facilidade. Os mais resistentes sofriam castigos que antecipavam o fim de suas carreiras.

 

Seu desempenho dentro e fora dos ringues o tornou um exemplo para futuros campeões como para o compatriota Felix Savón, que repetiu o feito do ídolo e também ganhou três medalhas olímpicas (1992, 1996 e 2000) entre os pesos pesados. Assim como seu “mestre” não se rendeu aos contratos milionários vindos dos Estados Unidos e jamais se profissionalizou.

 

Stevenson tornou-se um ícone do regime de Fidel Castro e passou a liderar delegações cubanas nos mais diversos torneios internacionais. “Não estou aqui para falar de política”, disse Stevenson, ao estadão.com.br, durante a Olimpíada de Pequim.

 

Recentemente, Stevenson deu uma entrevista coletiva em Havana negando os boatos de que estaria sofrendo de uma doença grave, apesar de admitir estar com problemas cardíacos. Na década de 90, Stevenson recepcionou Ali durante uma visita a Cuba. Na oportunidade, os dois brincaram de boxe em um ringue improvisado. “Foi uma pena o mundo não ter assistido a essa luta”, disse Stevenson. “Acho que eu venceria, mas seria difícil”, afirmou Ali.

(link: http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,morre-teofilo-stevenson-o-ma...)

 

Nassif, olha como a omissão (tanto quanto a manipulação) também é ferramenta "useira e vezeira" (ah, saudade desse termo!) na mídia internacional - especialmente se o noticiário é desfavorável à manutenção de um "estado perene de prontidão e mobilização bélica" (link no final):

Suicídios ultrapassa mortes em combate entre as tropas dos EUA

Em 155 dias, foram reportados 154 suicídios

O número de soldados norte-americanos que morreram por suicídio desde o início deste ano já ultrapassa o número de tropas mortas em combate na guerra do Afeganistão em 2012, confirmam números oficiais disponibilizados pelo Departamento da Defesa dos Estados Unidos.
Nos primeiros 155 dias do ano, foram reportados 154 suicídios de soldados americanos no activo, o que quer dizer que, em média, entre Janeiro e Junho de 2012 o Exército norte-americano perdeu uma pessoa por dia.
No mesmo período, o número de tropas que morreram no Afeganistão foi inferior: menos 50%, de acordo com o Pentágono; 139, segundo o site icasualties.org, que reúne a contabilidade das mortes em combate.
Os dados do Pentágono apontam uma subida extraordinária da taxa de suicídio de tropas, que se encontra agora num nível histórico – face aos valores do período homólogo de 2011, a taxa de suicídio disparou 18%, e 25% quando comparada com 2010. Nunca, na última década em que os Estados Unidos estiveram envolvidos em duas guerras (no Iraque e Afeganistão), o ritmo de suicídios entre militares foi tão elevado.
O Departamento de Defesa manifestou extrema preocupação com a tendência de subida do número de suicídios, que se tem verificado desde 2006, até atingir um pico em 2009 e novamente agora. Antes de ter sido feita a contagem do primeiro semestre do ano, o próprio secretário da Defesa, Leon Panetta, tinha alertado as chefias para a questão, escrevendo numa nota interna que “o suicídio de militares é um dos problemas mais complexos e urgentes” a necessitar de atenção e soluções.
Exército combate estigma
“Há que continuar a trabalhar para eliminar o estigma de quem sofre de stress pós-traumático ou outros problemas mentais para que esses indivíduos procurem ajuda especializada”, dizia o documento, citado pela Associated Press.
Panetta escreveu ainda que os comandantes têm uma responsabilidade adicional e “não podem tolerar qualquer acção que leve à menorização, humilhação ou ostracização de qualquer indivíduo, principalmente daqueles que necessitem de tratamento”.
Num esforço para gerir os problemas individuais e sociais provocados pelo esforço de guerra da última década — além do aumento dos suicídios, verifica-se também uma subida nos casos de toxicodependência, de violência sexual e doméstica e de outros crimes praticados por soldados —, o Exército norte-americano lançou programas de saúde mental, de prevenção do abuso de álcool e drogas, assim como de aconselhamento jurídico e financeiro para os soldados e as suas famílias.
Como comentava o director-executivo da associação de Soldados Veteranos da América e do Afeganistão, Paul Rieckhoff, o número de suicídios entre militares no activo é apenas “a ponta visível do icebergue” — um inquérito conduzido junto dos 160 mil membros da sua organização revelava que 37% tinha conhecimento pessoal de alguém que tinha posto fim à própria vida.
As causas para o problema estão identificadas: os estudos realizados pelo Pentágono com o seu pessoal demonstram que os anos de destacamentos sucessivos para o teatro de guerra elevam a probabilidade dos soldados desenvolverem um quadro de stress pós-traumático. Especialistas dizem que a situação económica dos Estados Unidos também poderá estar a contribuir para o aumento da angústia e desespero das tropas americanas e respectivas famílias. (fonte: PUBLICO )

 

Carta a Juca Kfouri


 


Prezado Juca,


 


Tento decifrar os rótulos pejorativos que você anexa ao Campeonato Paulista e só consigo entendê-los como sintoma de algum ódio reprimido aos clubes do interior. Não imagino que outra nefasta particularidade explicaria apenas os estaduais merecerem críticas tão equivocadas e injustas. Por isso, atingido no orgulho de pontepretano brioso, dirijo-lhe esta humilde contestação.


 


Imoralidades diversas, oportunismo eleitoral e abuso de bens estatais são corriqueiros no universo futebolístico, e agravam-se na medida em que aumenta o poder financeiro dos envolvidos. Também a mediocridade técnica ultrapassa bandeiras e raízes, considerando o nível do futebol brasileiro em geral. Segundo tal critério, deveríamos chamar o torneio nacional de “Brasileirinho”, em referência aos longos meses de pasmaceira suportados até que os mesmos clubes mais ricos terminem nas melhores posições. Ademais, se os atletas dos rincões fossem inferiores ao padrão dominante, não comporiam os milionários elencos sediados nas capitais.


 


Um preconceito muito em voga, o suposto desinteresse das platéias interioranas, pede primeiro um contraponto matemático. Apesar de todo o glamour da Série A, as maiores torcidas do país são incapazes de ultrapassar a média de quinze mil pagantes por jogo. O peso desse público num conjunto urbano de vários milhões de habitantes não alcança a mesma proporção observada nas cidades menores.


 


Mas quem disse que a bilheteria deve constituir um objetivo central do esporte? É evidente que a natureza capitalista dos clubes tem certos limites, pois no mundo cruel dos negócios as empresas mal administradas desaparecem muito antes que suas dívidas cheguem a centenas de milhões de reais. A transcendência sócio-cultural do futebol, por definição, está acima do gosto hegemônico e das modas passageiras. Os mais restritos círculos religiosos, criativos, étnicos ou políticos merecem tratamento honroso e igualitário, mas os futebolísticos precisam ser legitimados por fatores mercadológicos?


 


Repudio sua afirmação de que os interioranos vampirizam a “elite”, pois ocorre justamente o contrário. Os clubes poderosos sempre exploraram os menos prestigiados, cooptando sua mão-de-obra capacitada e barata (depois lucrando com ela), desviando recursos a que tinham direito e usando a conseqüente penúria para sufocá-los nos viciados bastidores das federações. Espelhando um notório mecanismo da geopolítica, as tradições dos “grandes” foram construídas com o sacrifício histórico dos “pequenos”.


 


Os analistas esportivos das metrópoles, eternos cúmplices da pilhagem, agora defendem que as agremiações coadjuvantes sumam dos últimos torneios sérios de que ainda participam. Todos sabem que o golpe aniquilaria os excluídos, mas disfarçam a ânsia genocida com placebos retóricos do tipo fundos emergenciais e regulamentos anódinos. Tentam, assim, fazer os torcedores dos “grandes” que vivem nas cidades menores pensarem que a agonia dos times locais só atinge quem sofre por eles. Não se reconhecendo vítimas desse menosprezo e incapazes de antever seus graves efeitos colaterais, as platéias distantes ignoram que são usadas pelo marketing da homogeneidade, que visa apenas lucrar à custa da audiência massificada.


 


Algo muito importante, que ninguém parece notar, é o prejuízo causado pela decadência do interior a todo o futebol nacional, inclusive os poderosos “favoritos” da mídia. Os recentes fracassos da seleção e dos representantes brasileiros em disputas internacionais refletem a pobreza de uma estrutura viciada nas glórias fáceis e imediatas dos seus protagonistas. Beneficiados pela miséria dos adversários regionais e iludidos com a equivalência dos concorrentes diretos, os times vitoriosos se acomodam a uma superioridade artificial, que só faz sentido num ambiente esportivo menos qualificado.


 


Suponhamos que minha leitura esteja errada, caríssimo Juca, e que você queira realmente lutar pela dignidade dos “pequenos”. Sugiro-lhe então liderar uma campanha para que as verbas televisivas de qualquer campeonato sejam repartidas igualmente por todos os competidores. Aposto que não faltaria base constitucional para reivindicação dessa natureza. E que tal defender também que a insossa e onerosa Copa do Brasil passe a abrigar os melhores de cada estado que não disputam a Série A, dando vagas na Sul-Americana ao campeão e ao vice? O calendário da “elite” ficaria enxuto e dinâmico, o prestígio dos estaduais aumentaria, os “pequenos” investiriam nas categorias de base e o mercado conheceria milhares de bons profissionais que hoje vivem no ostracismo.


 


Se tais idéias soam alucinógenas é porque de fato salvariam os clubes menores. Porque a cúpula do futebol, mídia inclusa, tem horror de um cenário com torneios imprevisíveis e dezenas de times competitivos roubando os triunfos, a visibilidade e os lucros do cartel predominante. É essa arrogância monopolista que gera a depreciação da única oportunidade que têm os desfavorecidos de conhecer algum sucesso, mesmo “fortuito” e “circunstancial”, para usar seus discutíveis adjetivos. Não por acaso, os ataques aos estaduais costumam acompanhar elogios ao tendencioso sistema de pontos corridos, fórmula de manipulação classificatória baseada no privilégio econômico.


 


Finalizo deixando um apelo para que você repense a mania de chamar de cegos e provincianos os pontos-de-vista discordantes. Não há nada mais provinciano que louvar a supremacia de apenas quatro times num estado com população equivalente à de países europeus. Só bairristas obtusos ignoram a imensa riqueza regional brasileira, querendo reduzi-la a um punhado de referências construídas e disseminadas pela imprensa das capitais e por seus anunciantes. Os inimigos de tamanho empobrecimento adotam visão contrária, que respeita a diversidade, a integração e o equilíbrio de forças.


 


Embora desunidos e submissos, os clubes interioranos ainda podem escapar da morte que seus detratores anunciam. Quando parlamentares, governantes e dirigentes conhecerem as dimensões da tragédia, imediatamente buscarão evitá-la. Mas para tanto é necessário que a crônica esportiva deixe as paixões na arquibancada e trate de fazer jornalismo, para variar um pouco.


 


Deixo-lhe um abraço de admirador.


Texto originalmente publicado no Amálgama


 

 

Que Teus Olhos Sejam Atendidos.

É um filme-documenatário  de Luis Fernando Carvalho, 1995, produção GNT/Globosat.

Eu sou recorrente um pró-Israel todo mundo do blog sabe, mas se algum dia tive qualquer preconceito contra a cultura árabe e o islã, acabou-se no dia que vi este filme e já faz bastante anos.

O Islã não são os radicais que explodem onibus com crianças..

O filme também é uma homenagem aos migrantes do Líbano e recheado com poemas de Khalil Gibran narrado em árabe (para mim é música) que tbém foi um migrante.

Aqui a primeira parte http://www.youtube.com/watch?v=fftSOf6x12c

Para quem tiver o interesse de ver o filme todo, 10 partes, é melhor copiar e colar na busca do YouTube este trecho "que teus olhos sejam atendidos", sem aspas, dai vem os 10 filmetes em sequência. 

Muitos são os pedaços de minha alma
Que espalhei nestas ruas
E muitos são os filhos de minha ansiedade 
Que caminham, desnudos, entre essas colinas 
E não posso abandona-los
Sem me sentir oprimido e entristeciso

Não é uma vestimenta que dispo hoje
Mas a própria pele que arranco com minhas mãos
E não é um mero pensamento que deixo atrá de mim
Mas um coração enternecido pela fome e pela sede

Contudo, não posso demorar-me por mais tempo
O mar, que chama a si todas coisas 
Está me chamando e devo embarcar

De bom grado levaria comigo tudo que aqui está
Mas como faze-lo?
A voz não leva consigo a língua
E os lábios que lhe deram asas
É isolada que deve procurar o éter

É também só, e sem o ninho
Que a águia voa rumo ao sol. 

 

 


 

 

 

 


 

Mensalão: Globo
pressiona Britto e Gilmar ?

Publicado em 11/06/2012 - No COnversa Afiada

 

 



Da lavra do infatigável Stanley Burburinho:


Seg, 11 de Junho de 2012
Globo organiza seminário sobre liberdade de imprensa e independência do Judiciário
Priscila Fonseca
As Organizações Globo e a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) realizam nesta terça-feira, 12, uma palestra sobre liberdade de imprensa e independência do Judiciário, no Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília. O seminário contará com a presença de quatro pesquisadores, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O presidente do STF, Carlos Ayres Britto será o responsável pela abertura do evento. Na sequência, o ministro Gilmar Mendes, também do Supremo participará do debate “Direito da Informação e sua Importância para a Legitimação do Estado Democrático”. Durante as últimas semanas, Mendes foi personagem de pautas para veículos de comunicação devido a suposta pressão que teria sofrido pelo ex-presidente Lula para adiar o julgamento dos réus do mensalão.
A atuação da imprensa será tema para mais dois debates do evento. “Reparação do Dano Moral em Razão de Matéria e Publicação de Sentença”, é o assunto do qual Paulo de Tarso Vieira Sanseverino, do STJ, abordará. O encerramento do evento será realizado pelo juiz Sidnei Beneti, também do STJ, que comentará sobre a “Liberdade de Expressão e Proteção do Direito Autoral na Internet”. O encontre será realizado das 9h30 e vai até às 14h15.

 

 

Graça, a Presidente. Por que
ela se orgulha de ser da Petrobrás

Publicado em 11/06/2012 - No Conversa Afiada

 

 

A Presidenta trata da macro-política com a Presidente



Graça Foster tem 34 anos de Petrobrás.


Engenheira química, com pós-graduação em engenharia nuclear e especialização em economia.

No programa “Entrevista Record Atualidade”, que vai ao ar nesta segunda feira às 22h15, na Record News, logo após o programa do Heródoto Barbeiro, ela deixa conhecer as características que a tornaram tão respeitada: a técnica, minuciosa, que sabe tudo, que acompanha, pessoalmente, 480 projetos que representam 80% dos investimentos da empresa; e o lema “o consumidor em primeiro lugar”.

Sobre isso, ela fala com entusiasmo da ascensão da Classe C – de consumidores que terão um, depois dois carros – e são consumidores do produto que oferece ao mercado.

Graça Foster lembra a Presidenta que a designou.

E, nessa entrevista, ela revela de que trata a Presidenta Dilma, quando liga – muito – para a Presidente da Petrobrás: quer saber sobre o fornecimento de energia, a garantia de abastecimento, a macro-política energética.

Foster discute a responsabilidade da Petrobrás como a maior compradora da indústria nacional de equipamentos.

Não, ela não aceita que a Petrobrás esteja “puxando a corda” da indústria nacional.

Afinal, para atingir a meta de produzir 6 milhões de barris/dia em 2010, ela vai investir US$ 225 bilhões até 2015 !

E a indústria nacional – e internacional – tem que correr atrás.

Graça Foster foi pessoalmente assistir ao lançamento ao mar do petroleiro “João Cândido” – “espetacular !” – produzido, com atraso, na Atlântico Sul, em Suape, Pernambuco.

Ela acredita que foram tomadas as providências para que não haja mais atrasos.

Foster fala com entusiasmo da política que ela própria ajudou a montar quando trabalhou com a Ministra das Minas, Dilma Rousseff, no Promimp, o Programa de Mobilização da Indústria de Produção de Petróleo e Gás, que exige uma participação mínima de 60% de “nacionalização” no que a Petrobrás compra.

Ela fala também do Cenpes, o Centro de Pesquisas da Petrobrás, onde ela trabalhou, e nos centros de excelência que o Cenpes monta em universidades públicas brasileiras para formar profissionais para o mercado de petróleo – e não só para a Petrobrás.

O que Hillary Clinton conversou recentemente com ela ?

Hillary quer que empresas americanas participem da exploração do pré-sal.

(Clique aqui para ler artigo de saiu no New York Times – http://www.nytimes.com/2012/04/11/business/energy-environment/women-take-the-reins-of-power-as-brazils-energy-industry-expands.html?ref=businessspecial2 – com a opinião de um dos maiores especialistas em energia no mundo, o americano Daniel Yergin:
“O programa – os US$ 225 bilhões – da Petrobrás é crítico para o Brasil e para o mercado mundial. Ela (Foster) consegue ter uma visão ampla dos problemas e, ao mesmo, presta muita atenção aos detalhes. Ela rapidamente se tornará uma das pessoas mais importantes no mundo da indústria do petróleo e uma das mulheres mais influentes no mundo dos negócios em geral.”

 

Em artigo recente, também no NY Times, Yergin mostrou que a tecnologia permitiu que a dependência americana ao petróleo do Oriente Médio diminuísse muito.
E que o Brasil poderá ser tornar um fornecedor vital para o mercado americano.)


Graça Foster elogiou a Chevron.

Disse que, a depender do marco regulatório, poderia, sim, investir na YPF argentina.

Porque ela compreende que a América do Sul tem a responsabilidade de integrar-se energeticamente.

Da Venezuela à Argentina.

Que a Petrobrás está preparada para fazer parcerias na pesquisa com Eike Batista.

Mas, na hora dos leilões por novas áreas, aí, não tem conversa …

E o preço da gasolina.

Por enquanto … por enquanto, dá para manter os investimentos previstos com o preço onde está.

E por que as ações da Petrobrás não são mais caras ?

Boa pergunta.

Ela enumera todos os atributos da empresa que preside, a começar pelo enorme patrimônio em forma de jazidas no pré-sal.

Para confirmar tudo o que disse, duas notícias recentes:

 

Petrobras bate recorde de produção em suas refinarias no Brasil – 11/VI/2012A Petrobras alcançou, no dia 7 de junho, recorde de produção em suas refinarias no Brasil, o que contribui para reduzir as importações de derivados. Foram processados 2.029.021 barris/dia de petróleo, superando o recorde anterior de 2.020.200 barris/dia de petróleo, alcançado em 3/7/2010.
Para obter essa marca, buscou-se a máxima eficiência operacional, aproveitando-se todas as oportunidades para aumentar a carga processada, dentro dos limites dos equipamentos e sistemas das refinarias. Foram respeitadas todas as diretrizes de confiabilidade operacional das instalações e os princípios de Segurança, Meio Ambiente e Saúde que norteiam as ações da Companhia.
Destaca-se, ainda, como um dos aspectos importantes, que esse resultado foi alcançado com a atuação integrada das áreas de Refino e Logística da Petrobras.



Petrobrás descobre petróleo de boa qualidadeem área da cessão onerosa – 8/VI/2012A Petrobras informa a descoberta de petróleo de boa qualidade no terceiro poço perfurado na área da Cessão Onerosa, localizado na área denominada Sul de Guará, no pré-sal da Bacia de Santos. De acordo com o contrato, nessa área a Petrobras tem o direito de produzir até 319 milhões de barris de óleo equivalente.

 


Este poço descobridor, denominado 1-BRSA-1045-SPS (1-SPS-96), está localizado na porção sul do Campo de Sapinhoá, em profundidade de 2.202 metros, e a uma distância de 320 km do litoral do Estado de São Paulo.
A descoberta foi comprovada por meio de amostras de petróleo de boa qualidade (cerca de 27º API), em teste a cabo, colhidas em reservatórios situados abaixo da camada de sal.
Atualmente o poço está sendo perfurado a uma profundidade de 5058 metros, buscando determinar o limite inferior dos reservatórios e identificar a espessura total das zonas de interesse.
Após a conclusão da perfuração, está programado um teste de formação para avaliar a produtividade dos reservatórios de óleo, de acordo com as atividades e investimentos previstos no Programa Exploratório Obrigatório (PEO) do Contrato de Cessão Onerosa.


Em tempo: poucas coisas a entusiasmam mais do que falar do Botafogo. Por ela, o Loco Abreu continuava no time.

Em tempo2: Graça Foster prefere ser chamada de Presidente. Com “e” no fim. Com “a”, só tem uma.

 

 

segunda-feira, 11 de junho de 2012 - No Democracia e PoliticaBREVE MEDITAÇÃO SOBRE O NADA 
Na física moderna, o espaço vazio, o 'Nada', pode abrigar flutuações capazes de dar origem a todo um universo

“Recentemente, envolvi-me num debate com o físico Lawrence Krauss, que publicou um livro no qual afirma que a física hoje explica como o Universo surgiu do nada. Ou seja, a velha questão da Criação sob roupagem científica, e mais um exemplo de arrogância intelectual.

É bom começar com Aristóteles, que decidiu que a "natureza detesta o vácuo", declarando que o "nada" não existe, ao menos como vazio absoluto. Para ele, o espaço era pleno de éter, a substância dos planetas e demais objetos celestes.

No século 17, Descartes também propôs que a natureza era plena. Os planetas eram carregados em torno do Sol por redemoinhos celestes, criados pela circulação duma substância que enchia o espaço.

Newton mostrou que Descartes estava errado, argumentando que a fricção causaria a queda da Lua sobre a Terra. Para ele, a gravidade podia ser explicada por uma força à distância, agindo no vazio.

Esse pingue-pongue continuou até o século 19, quando James Maxwell mostrou que a luz é uma onda eletromagnética. Como toda onda, precisava dum meio para se propagar. Maxwell e outros sugeriram o éter, diferente do dos gregos, mas que preenchia o espaço sem provocar fricção nas órbitas celestes.

Em 1905, Einstein mostrou que o éter era desnecessário: as ondas de luz podem se propagar no espaço vazio. Mais uma vez, o éter some.

Em torno da mesma época veio a mecânica quântica, para explicar a física dos átomos. Foi então que tudo mudou: as regras no mundo dos átomos são diferentes das do nosso mundo. Mais precisamente, seus efeitos existem no nosso mundo, mas são imperceptíveis.

No mundo atômico, nada para. A matéria vibra incessantemente, feito gelatina sacudida. Se você tenta localizar um elétron num ponto do espaço, ele escapa feito uma gota de mercúrio. Esse é o princípio da incerteza de Heisenberg, que impõe um limite absoluto na informação que podemos obter do mundo.

Como movimento tem energia, o princípio também diz que a energia nunca é zero. Na física moderna, representamos uma partícula como excitação de um campo. O espaço é permeado por campos que, de vez em quando, criam partículas.

Os campos vibram incessantemente e, com isso, podem criar partículas com energias variadas: quanto maior a energia, menos tempo essas partículas duram, retornando ao "nada" de onde vieram, o campo vazio (ou vácuo). Se incluirmos a gravidade nesse esquema, e entendendo que é interpretada como a curvatura do espaço causada pela matéria, flutuações quânticas no campo gravitacional levam à flutuações na curvatura do espaço.

Temos, então, o espaço vazio, o "Nada", onde uma flutuação pode levar a uma bolha de espaço, um cosmoide que pode crescer e se transformar num universo inteiro.

É assim que a cosmologia descreve a criação do Universo a partir do nada. Esse tipo de explicação pressupõe toda uma estrutura conceitual, e não faz sentido sem ela. Já não basta celebrar a inventividade humana, capaz de criar teorias desse tipo, sem ter de elevá-la a um nível divino? Parece-me óbvio que a mente humana não pode criar num vácuo: o "nada" absoluto é importante como instrumento metafísico, mas sem importância no mundo real.”

FONTE: escrito por Marcelo Gleiser, professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor de "Criação Imperfeita". Artigo publicado na “Folha de São Paulo” (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cienciasaude/47821-breve-meditacao-sobre-o-nada.shtml) [Imagem do google adicionada por este blog ‘democracia&política’]  

 

O eter ja esta de volta.  Eu o coloquei no mapa de volta.  Primeiro mostrando o mapa do universo onde a soma total do espaco e "materia" eh menor que o universo em si.  Segundo, tirando quarks do nada atravez de logical OR's de um ciclo lunatico completo.

O que eh dizer que nao ha "materia" em si, so ha densidades diferentes de espaco vazio.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

11/06/2012 - No Blog das Frases

Cerco à Grécia: o fim das metáforas

 

O exército do dinheiro afia as armas e prepara o cerco à sociedade grega. Faz parte desse planejamento inocular doses crescentes de terror psicológico na sua população. O Brasil sabe como essa coisa funciona: vazamentos; chantagens; manchetes encadeadas; ataques a reputações, interditos e linchamentos ideológicos. Já está acontecendo; deve ganhar intensidade nesses cinco dias que antecedem o pleito de domingo na Grécia. É uma página da história que convém ler com vagar.

Onze milhões de pessoas decidirão se a economia que representa apenas 2% do PIB europeu passará a trabalhar pela sociedade ou contra ela para continuar a servir a banqueiros e credores que já ficam com 97% de suas receitas (inclusive linhas de 'socorro'). A crueza do conflito instalado pela desordem neoliberal no país - com o apoio ativo de suas elites - é tal que colocou em desuso as metáforas.

A Grécia corrobora a tese de que a democracia promete mais do que o capitalismo pode dar e está disposto a conceder. Soberania na escolha do futuro, por exemplo, e direito de rejeitar as bases desastrosas do passado. A economia grega patina em recessão há quatro anos. O dado disponível para este ano aponta uma nova queda do PIB da ordem de 6,5% no primeiro trimestre. O desemprego de 21,9% é o segundo maior do euro.

Abaixo dele, apenas o da Espanha, 'socorrida' também pelos credores neste sábado em troca de contrapartidas que o governo direitista prefere até ocultar. Os gregos têm sacudido nas ruas a aparente frieza do desastre neoliberal. E o fazem também com a própria vida. As taxas de suicídio cresceram mais de 40% na crise, em chocante contraste com a boutade mercadista de Angela Merkel, para quem tudo ali se resume a uma indolência inata ao trabalho.

Os indolentes querem assumir o comando do seu destino nas eleições de domingo, mas uma gigantesca operação de asfixia está em curso para sufocar o levante antes que ele se cristalize. A sociedade que já perdeu 1/5 de quase tudo, empregos, salários, aposentadorias, leitos hospitalares etc está sendo ameaçada de confinamento financeiro e político se insistir em reinventar seu contrato social nas urnas.

Para que servem então as urnas se o anterior foi literalmente destruído "pelas imposições dos mercados', conforme disse à Carta Maior, Errikos Finalis, dirigente do secretariado do Syriza, em entrevista ao correspondente em Londres, Marcelo Justo.

Respostas nada amigáveis partem de Bruxelas, Berlim e do FMI. As setas advertem: se a esquerda vencer dia 17, os gregos perderão o direito de sacar livremente seu dinheiro nas agências bancárias; sua cidadania européia sofrerá uma cassação branca: acena-se com restrições à migração nas zonas de fronteiras do euro; o fluxo de capitais será administrado pelas autoridades de Bruxelas.

Involuntariamente, ou não, na forma e no conteúdo, o capital financeiro e seus aparatos assumem diante da audácia grega a natureza de uma força de ocupação que captura a máquina do Estado, domina as instâncias do mercado e desautoriza as prerrogativas da democracia - a menos que os eleitores se rendam ao estado de exceção.

Postado por Saul Leblon às 23:35

 

 

segunda-feira, 11 de junho de 2012AGORA, PARA OS EUA, TODOS SÃO SUSPEITOS… 
AGORA QUE OS EUA ESTÃO EM GUERRA PERMANENTE COM O RESTO DO MUNDO, TODOS ESTAMOS NA LINHA DE FOGO. O QUE FAZER ENTÃO?

Por John Pilger

“Todos são potenciais terroristas. Não interessa que se viva na Grã-Bretanha, nos Estados Unidos, na Austrália ou no Oriente Médio. Na verdade, a cidadania foi abolida. Ligue-se o computador e o centro de operações de segurança nacional do Departamento de Estado [dos EUA] pode verificar se se está teclando não só “al-Qaeda”, mas também “exercício”, “furo”, “onda”, “iniciativa” ou “organização”, todas elas palavras proscritas.

O anúncio, pelo governo britânico, de que pretende espiar todos os emails e chamadas telefônicas é coisa velha. O satélite aspirador conhecido por “Echelon” tem estado a fazer isso há anos. O que há de novo é estado de guerra permanente desencadeado pelos EUA e o estado policial que está consumindo a democracia ocidental.

O que fazer?

ATRAVÉS DO ESPELHO

Na Grã-Bretanha, há tribunais secretos tratando de “suspeitos terroristas”, sob instruções da CIA. O habeas corpus está moribundo. O “Tribunal Europeu dos Direitos Humanos” decidiu que cinco homens, incluindo três cidadãos britânicos, podem ser extraditados para os EUA, embora apenas um deles tenha sido acusado de um crime. Todos estão presos há anos ao abrigo do tratado de extradição 2003 EUA/RU, assinado um mês após a criminosa invasão do Iraque.

O Tribunal Europeu condenou esse tratado como passível de conduzir a “castigos estranhos e cruéis”.

A um dos homens, Babar Ahmad, foram concedidas, a título de compensação, £63 mil por 73 ofensas registradas sofridas sob custódia da Polícia Metropolitana. Uma das mais notórias foi abuso sexual, típica do fascismo. Outro dos homens é um esquizofrênico que teve colapso mental total e se encontra no hospital Broadmoor. Outro é um que corre risco de suicídio. Vão para a “Terra da Liberdade”, junto com o jovem Richard O’Dwyer, que enfrenta dez anos algemado e de uniforme-macaco laranja (farda prisional americana – N.T.) porque, alegadamente, infringiu o “copyright” americano na internet.

Da forma como a lei está sendo politizada e americanizada, essas coisas estranhas não são raras. Na elaboração da acusação contra um estudante universitário de Londres de nome Mohammed Gul, por disseminar “terrorismo” na internet, os júris do Tribunal de Recurso estabeleceram que “atos… contra as forças armadas de um Estado, em qualquer parte do mundo, que procurem influenciar o governo e forem feitos com objetivos políticos” são agora crimes. É de chamar ao banco dos réus Thomas Paine, Aung San Suu Kyi e Nelson Mandela.

O que fazer?

O prognóstico é claro: a doença a que Norman Mailer chamou “pré-fascista” fez metástases. O procurador-geral dos EUA Eric Holder defende o “direito” do seu governo assassinar cidadãos americanos. Ao protegido Israel, permite-se que aponte as armas nucleares ao Irã, que não as tem. Neste mundo de espelhos, a mentira é generalizada. O massacre de 17 civis afegãos em 11 de março, incluindo, pelo menos, nove crianças e quatro mulheres, é atribuído a um soldado americano “canalha”.

A “autenticidade” desse ponto de vista é garantida pelo presidente Obama, que “viu um vídeo” e o considera “prova concludente”. Uma investigação parlamentar afegã independente conseguiu testemunhas oculares que deram provas evidentes de, pelo menos, 20 soldados, auxiliados por um helicóptero, terem arrasado as suas aldeias, matando e violando. Ainda que acessoriamente mais mortífero, foi um “normal raide noturno” das forças especiais US.

Pegue-se a tecnologia de matar dos videogames – uma contribuição americana para a modernidade – e o comportamento é o mesmo. Mergulhadas nos valores da banda desenhada, fraca ou brutalmente treinadas, frequentemente racistas, obesas e chefiadas por uma classe de oficiais corrupta, as forças americanas transferem o homicídio doméstico para locais longínquos, cujas desgraçadas lutas são incapazes de compreender. Uma nação que foi fundada com base no genocídio de uma população nativa dificilmente abandona o hábito. O Vietnã era “terra de índios” e os seus “ardis” e “chinesices” eram para serem “rebentados”.

O rebentar de centenas, sobretudo mulheres e crianças, na aldeia vietnamita de My Lai, em 1968, foi também um incidente “canalha” e, com alguma irreverência, uma “tragédia americana” (título de capa da Newsweek). Apenas um dos 26 acusados foi condenado e, mesmo esse, foi deixado ir por Richard Nixon. My Lai está na província de Quang Ngai onde, conforme soube como repórter, se calcula que 50 mil pessoas tenham sido mortas por tropas americanas, sobretudo nas chamadas “zonas de fogo livre”.

Trata-se do modelo da guerra moderna. Tal como o Iraque e a Líbia, o Afeganistão é um parque temático para os beneficiários da nova guerra permanente da América: a OTAN, as empresas de armamento e de alta tecnologia, os da mídia e da indústria da “segurança” cuja contaminação lucrativa contagia a vida corrente. A conquista ou “pacificação” de território não interessa. O que interessa é a nossa pacificação, cultivar a nossa indiferença.

O que fazer?

VERDADEIROS CAMARADAS

A queda no totalitarismo tem marcos. Num dia desses, o Supremo Tribunal em Londres decidirá se o editor da WikiLeaks, Julian Assange, será extraditado para a Suécia [OBS: autorizou a extradição em 30/05]. Caso esse recurso final falhe, o facilitador do conhecimento da verdade a uma escala épica, sem acusação de qualquer crime, vai ter de enfrentar reclusão em isolamento e um interrogatório sobre alegações sexuais ridículas. Graças a um acordo secreto entre os EUA e a Suécia, pode ser “entregue” ao gulag americano em qualquer altura.

No seu próprio país [de Assange], a Austrália, a primeiro-ministra Julia Gillard conspirou com aqueles de Washington a quem chama os seus “verdadeiros camaradas” para garantir que o seu concidadão seja vestido de [uniforme] macaco laranja se se der o caso de voltar para casa. Em fevereiro, o seu governo escreveu uma “emenda WikiLeaks” ao tratado de extradição entre a Austrália e os EUA, que torna mais fácil aos seus “camaradas” deitarem-lhe a mão. Deu-lhes, inclusive, o poder de aprovação sobre investigações de “Liberdade de Informação”, de forma a que o mundo exterior possa ser enganado, como é costume.

O que fazer?”

FONTE: escrito por John Pilger, jornalista australiano. Publicado na Revista Fórum e transcrito no portal “Vermelho” (http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=184218&id_secao=9).  

 

segunda-feira, 11 de junho de 2012 - No Democracia e PoliticaLULA ABORTOU GOLPE DE DEMÓSTENES CONTRA GOVERNO DILMA 
“Segundo o veículo de comunicação goiano “DM”, Lula teria abortado um golpe cuidadosamente articulado pelo senador Demóstenes Torres e o bicheiro Carlinhos Cachoeira contra o governo da presidenta Dilma Rousseff. Embora o artigo não apresente provas do envolvimento do ex-presidente com a questão, vale a pena lê-lo para conhecer mais dos objetivos do ambicioso senador.

Segue abaixo a íntegra do texto do “DM”:

LULA ABORTA O GOLPE

CAI A MAIS AUDAZ E AMBICIOSA CONSPIRAÇÃO POLÍTICA DO BRASIL

Nos bastidores da “Operação Monte Carlo”, deflagrada pela Polícia Federal, o senador Demóstenes Torres (ex-DEM) e o “empresário de jogos de azar” Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, gestavam uma estratégia que passou ao largo das investigações: pavimentar a candidatura do parlamentar para o Palácio do Planalto em 2014.

A meta de Demóstenes e Cachoeira era construir uma teia de relações políticas e uma estrutura financeira que viabilizassem a candidatura [de Demóstenes] à sucessão da presidenta Dilma Rousseff. Segundo políticos e interlocutores do senador, o projeto foi a senha para o desencadeamento da operação policial e a entrada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas articulações, com vistas a abortar a estratégia.

Como se viu, a articulação política de Demóstenes e Cachoeira foi marcada por tentativas como, por exemplo, a discussão sobre a troca de partidos, daí as conversas sobre a saída do senador no DEM e o ingresso no PMDB. Na prática, o próprio movimento para a entrada do ex-democrata no ninho peemedebista e, portanto, na base aliada da presidenta Dilma, naufragou quando o PT e o Planalto perceberam a relação de Demóstenes com o contraventor.

O ESCORREGÃO INESPERADO NO CAMINHO PARA A RAMPA DO PLANALTO

A estratégia do senador e Cachoeira, segundo esses mesmos políticos e interlocutores, fica clara em trechos das gravações em que, a despeito de exaltarem suposta proximidade com o governo de Goiás, eles criticam o governador Marconi Perillo e reclamam de planos frustrados para a administração estadual.

O maior sonho do Demóstenes sempre foi pavimentar a candidatura nacional e subir a rampa do Planalto, por isso ele foi tão longe na defesa da bandeira da ética e encampou tantas propostas polêmicas na área de segurança pública e peitou caciques como (José) Sarney (PMDB-AP) e Renan (Calheiros, PMDB-AL)”, diz um amigo do senador.

O senador goiano foi longe em seu intento. Reeleito senador pelo Estado, o nome de Demóstenes entrou novamente, e com mais força, na bolsa de cotações para uma eventual candidatura de vice na chapa do PSDB ao Planalto. Nos momentos de estremecimento entre tucanos e democratas, o nome do senador goiano era citado até mesmo como alternativa para uma candidatura própria. Daí a profunda mágoa e a rápida reação dos líderes democratas em expulsá-lo do partido quando as denúncias contra ele e Cachoeira vieram à tona.

A princípio, a percepção era de que Demóstenes visava candidatura ao governo de Goiás em 2014, apresentando-se como alternativa ao PMDB e ao PSDB goianos. Mas o projeto, segundo interlocutores, sempre foi a Presidência da República.

Demóstenes dizia que, para garantir a sua candidatura à presidência, ele precisava marcar o debate nacional com discurso mais elaborado e convincente do que dos seus opositores. Ele encontrou, no debate sobre a ética na política, a ponte perfeita para encurtar esse caminho até o Planalto”, diz outra fonte, que também preferiu não se identificar. Aliás, segundo esse interlocutor, o projeto de Demóstenes para o Planalto nunca levou a aliança com o PSDB goiano em consideração. Era carreira solo entre Demóstenes e Cachoeira.

Na esteira do debate político, estava a ética. O lastro financeiro era Cachoeira e sua rede de contatos no Estado e no cenário nacional. O “empresário de jogos de azar” foi o primeiro, segundo interlocutores do senador, a abraçar a proposta e se apresentar como colaborador na área financeira.

O Cachoeira ficava imaginando os negócios que poderia fechar se tivesse nas mãos a fatura de uma corrida vitoriosa para a Presidência da República”, diz outro interlocutor.

Nascia ali um PC Farias com muito mais bala na agulha”, comenta a fonte, em referência ao pivô da crise política que levou ao impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello.

O CENÁRIO FAVORÁVEL NO FIGURINO DO PALADINO E NO ARMÁRIO DA CORRUPÇÃO


O cenário para a consagração de Demóstenes era perfeito. O político surgiu para o Brasil nas asas de uma carreira incontestável no Ministério Público, de onde foi catapultado para a Secretaria de Segurança Pública. Aí, o “xerifão” mais uma vez ganhou as manchetes da imprensa com a atuação para desvendar o sequestro de Welington Camargo, irmão da dupla sertaneja Zezé e Luciano. A fama de durão e incorruptível pavimentou o caminho para duas eleições consagradoras para o Senado.

Com o discurso de “paladino da moralidade” na ponta da língua na tribuna do Senado, temperado com frases espirituosas e inteligentes, Demóstenes logo virou o queridinho da imprensa nacional. Não custou muito para ganhar as páginas da “Veja” como o “mosqueteiro da ética”. Pilotando este marketing de Catão, surfou fácil nas ondas da maré anticorrupção que inunda o País.

Não poderia ser nome melhor para enfrentar o petismo atolado até a garganta com denúncias de corrupção, entre elas o mensalão e a demissão de oito ministros do governo Dilma. Demóstenes, sem dúvida, despontava como “o Dom Quixote brasileiro que lutava contra os moinhos verdadeiros da corrupção nacional, tendo como fiel escudeiro o empresário Carlinhos Cachoeira”.

Isso deixou Lula angustiado, pois certamente colocaria fim ao domínio petista no País, que se aproxima de 16 anos e caminha tranquilo para hegemonia de 20 anos. O senador goiano poderia ser o homem que dispararia o tiro de misericórdia no lulismo. Lula, porém, teve a competência de enxergar a ameaça e abrir fogo contra o inimigo, agora desmascarado em todo o Brasil, depois de reveladas as estrepolias demostenianas.

A operação era ousada, mas se comprova pela rede montada pela dupla em todo o Brasil que se estendia em todo o tecido dos três poderes. Para isso, não titubearam em mexer e usar todas as peças do tabuleiro, incluindo gente do Executivo, Judiciário e do Legislativo, em todas as esferas.

Tanto é que, quando o escândalo explodiu, o Senado solidarizou-se de imediato com Demóstenes. Mas, em seguida, o DEM o expulsou e agora até mesmo o PMDB de Iris Rezende, acostumado a abrigar em suas fileiras políticos com vasto currículo de malfeitos, o rejeitou.

Tudo foi pelos ares, porém, pela astúcia do ex-presidente Lula, que, mesmo abatido pelo câncer, não perdeu o faro e a visão que o tornaram o maior político do Brasil.

E o cenário dos “Moinhos de Ventos de La Mancha” (da corrupção) terminou com dois Sancho Pança, personificados em Demóstenes Torres e Carlos Cachoeira como as tristes figuras do épico de Cervantes.”

FONTE: “DM.com.br”. Transcrito no portal “Vermelho” (http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=185235&id_secao=1) [Imagem do google adicionada por este blog ‘democracia&política’

 

Reconheçamos, somente um político com P maiúsculo, como o Lula, que mesmo alquebrado por um câncer, surgido repentinamente em sua vida, que afastou-o do dia-a-dia político, na sua efervercência, poderia "enxergar" esta armação que o Demóstenes e seus pares, estavam arquitetando, contra o governo atual e as instituições, e mesmo "por trás das cortinas" impedir, que tal desastre político, acontecesse.


Agora, outro turbilhão aproxima-se, e desafia o ex-Presidente, a mostrar a sua experiencia política, e sua reconhecida capacidade de conviver com crises políticas e institucionais. Este malfadado julgamento de um factóide inventado( e já desmentido enfaticamente) pelo Roberto Jefersson, cai em cima das hostes petistas, como mais uma tentativa das oposições, e principalmente do PIG, em impedir a continuidade do processo político de afirmação democrática e do governo social, do PT.


Se o STF, "obedecer" o que o PIG, antecipadamente já "julgou" e punir a estes nomes da lista em mãos dos "Supremos Juízes" será a efetiva concretização do 3º Poder, nas nossas instituições constitucionais, e o início da total descrença, da população brasileira, ora pouco interessada nestas filigranas jurídicas, neste que deveria ser o Poder exemplar e justo da nação.


 

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

segunda-feira, 11 de junho de 2012 - No Democracia e PoliticaCHANTAGEM DOS EUA COM O BRASIL 
A NOVA ESTRATÉGIA DOS EUA AMEAÇA A AMÉRICA LATINA

“O governo dos Estados Unidos lançou, em abril, potente contraofensiva para recuperar o terreno perdido em uma região que continua sendo vital para a sua dominação global. Ninguém com bom senso poderia imaginar que o império deixaria dissolver a sua influência na América Latina sem jogar todas as cartas.

Por Raúl Zibechi, analista uruguaio de assuntos internacionais

No novo cenário mundial, marcado pela crise econômica e financeira, e quando o Pentágono precisa se concentrar no Pacífico, a sua presença neste continente não pode assumir só um perfil militar.

O general Martin Dempsey, chefe do Estado-Maior conjunto, debateu no dia 1º de maio a nova "Estratégia de Defesa" no”Carnegie Endowment for International Peace”, afirmando que não só consiste em "reequilibrar" as forças armadas em direção à região Ásia-Pacífico, como disse Barack Obama em janeiro. Definiu a necessidade de "construir rede de alianças no mundo inteiro", para o qual será necessário "resolver os desafios pendentes, tais como as questões relacionadas com transferência tecnológica, intercâmbio de inteligência e vendas militares ao estrangeiro" (Carnegieendowment.org).

Em abril, o Secretário da Defesa, León Panetta, realizou uma viagem pela América do Sul que o levou à Colômbia, seu principal aliado militar, depois ao Brasil e, finalmente, ao Chile, onde acaba de ser inaugurada a base militar de Concón. "O objetivo dessa viagem é participar de consultas com vários parceiros nesta região do mundo e tentar promover alianças de segurança inovadoras na região" (http://spanish.chile.usembassy.gov/).

A base de Concón, na província de Valparaíso, faz parte dessa política de "inovação". Foi construída em 60 dias pelo Comando Sul [EUA] e a marinha do Chile, como campo de treinamento para a guerra urbana, as chamadas “Operações Militares em Territórios Urbanos” (MOUT) incluídas nas missões "humanitárias" e "preventivas". Em setembro de 2011, o Ministro da Defesa chileno, Andrés Allamand, assinou acordo de cooperação que permite "a entrada de tropas estadunidenses em solo chileno, diante da possibilidade de o exército nacional ser superado por alguma situação de emergência". ("El Ciudadano", 3/5/12).

BRASIL

Mas o clímax da miniviagem de Panetta aconteceu no Brasil, um dia depois da entrevista com o Ministro da Defesa, Celson Amorim, na qual ofereceu ampla transferência de tecnologia se o país decidir comprar os caças F-18 Super Hornet da Boeing, ao invés dos Rafale da francesa Dassault. No dia 25 de abril, Panetta deu uma palestra na Escola Superior de Guerra, no Rio de Janeiro, onde deu detalhes de sua proposta de ampla cooperação estratégica entre os EUA e o Brasil.

Dirigiu-se às elites militares, empresariais e políticas do Brasil, não ao público em geral. Começou dizendo que os dois países "estão em ponto crítico da história comum" (Defesanet, 25/4/12). "É o momento de nos esforçarmos no nascimento de novo acordo, ao mesmo tempo forte e inovador, baseado nos interesses mútuos dos dois países como potências ocidentais". Insinuou que o Brasil poderia chegar a ocupar a tão esperada cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, mas não foi claro.

Chamou a estabelecer novo diálogo para "transformar a relação Brasil-EUA na área da defesa", envolvendo a nação emergente nas questões militares internacionais e garantiu que as relações bilaterais estão em seu melhor momento desde 1945.

Em parágrafo crucial, falou do aspecto mais espinhoso da relação bilateral: "O Brasil é uma potência econômica e a cooperação em alta tecnologia, que precisa fluir nos dois sentidos, parece limitada pelos controles da exportação existentes atualmente. Respondendo a isso, tomamos a decisão de liberar quatro mil licenças de exportação para o Brasil, um nível semelhante ao que temos com nossos melhores aliados mundiais".

Panetta acrescentou que a compra dos 36 caças F-18 pode "transformar radicalmente a relação entre as duas indústrias da defesa" e concluiu garantindo que "Amorim é esperado em Washington, em breve, para continuar com o diálogo".

CHANTAGEM

Como deve ser interpretado esse discurso? Sem dúvida, acontece em um momento fundamental e delicado. A vitória de François Hollande é analisada no Brasil como a oportunidade de potencializar a aliança com a França, enquanto a presença da China na região não para de crescer. Amorim garantiu, meses atrás, que a decisão da compra dos caças será tomada na metade do ano, mas, logicamente, depois das eleições francesas. Este é o momento.

No entanto, o império não costuma ofertar ampla transferência tecnológica pela compra de três dúzias de aviões. O objetivo parece mais ambicioso: o Pentágono realiza sua "generosa" oferta tecnológica e diplomática (a cadeira no Conselho de Segurança) em troca de submissão militar e estratégica. Na minha opinião, é chantagem.

Os documentos revelados pelo Wikileaks afirmam que, em 2009, os EUA tentaram sabotar a transferência de tecnologia espacial e nuclear da Ucrânia ao Brasil (Defesanet, 13/5/12), dois aspectos decisivos para a autonomia estratégica do país emergente. Mas o Brasil já está desenvolvendo tecnologia espacial com a China e tem o seu próprio e avançado programa nuclear. A mensagem é clara: se Brasília não se subordinar, o cerco militar será cada vez mais estreito, como demonstra a nova base militar no Chile.

Não é simples antecipar o caminho que será tomado pelas elites [americanófilas] brasileiras. Por muito menos, Getúlio Vargas foi encurralado até ser levado ao suicídio. As próximas semanas revelarão boa parte do enigma: a demorada decisão da compra dos caças mostrará o estado de ânimo que impera no país que se propõe unir a região para falar com voz própria ao mundo.”

FONTE: escrito por Raúl Zibechi, analista uruguaio de assuntos internacionais; foi integrante do movimento Tupamarus. Artigo publicado em “Surysur” e transcrito no portal “Vermelho” com tradução da TeleSUR (http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=185364&id_secao=7) [Título, imagem do google e entre colchetes adicionados por este blog ‘democracia&política’

 

segunda-feira, 11 de junho de 2012Tremei, tucanos corruptos! PT protocola pedido para CPI do Cachoeira ouvir Serra  PT protocola pedido para CPI do Cachoeira ouvir Serra

  O PT apresentou requerimento, na semana passada, para ouvir o ex-prefeito de São Paulo José Serra (PSDB) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira. De acordo com o deputado Dr. Rosinha (PT-PR), autor do requerimento, o objetivo é ouvir Serra sobre os contratos firmados entre a prefeitura de São Paulo e a construtora Delta - que está no epicentro das investigações envolvendo os laços do empresário Carlinhos Cachoeira com políticos e empresas - durante a gestão do tucano.
A proposta inclui também o ex-diretor da empresa Desenvolvimento Rodoviário (Dersa) Paulo Vieira, conhecido como Paulo Preto. Durante a campanha eleitoral de 2010, Paulo Preto foi alvo de denúncias sobre um suposto esquema de corrupção em obras viárias do governo paulista.

Segundo reportagem da revista Isto É, Vieira teria fugido com R$ 4 milhões arrecadados para a campanha de Serra ao Palácio do Planalto. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o engenheiro negou ter arrecadado recursos para o PSDB, mas disse ter criado as melhores condições para que houvesse aporte de recursos em campanha, ao dar a palavra final e fazer os pagamentos no prazo às empreiteiras terceirizadas que atuaram nas grandes obras de São Paulo.

De acordo com o autor do requerimento, a proposta não precisa ter apreciação imediata pelos deputados. "Pretendo fazer o debate ao longo da CPI", afirmou. Dr. Rosinha reconheceu que é normal haver controvérsias em uma comissão parlamentar. "Sempre há disputas políticas. Essa CPI não é diferente", declarou. Procurada, a liderança do PSDB na Câmara dos Deputados não quis comentar o caso.

Carlinhos Cachoeira Acusado de comandar a exploração do jogo ilegal em Goiás, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, em 29 de fevereiro de 2012.

Escutas telefônicas realizadas durante a investigação da PF apontaram contatos entre Cachoeira e o senador democrata Demóstenes Torres (GO). Ele reagiu dizendo que a violação do seu sigilo telefônico não havia obedecido a critérios legais.

Nos dias seguintes, reportagens dos jornais Folha de S.Paulo e O Globo afirmaram, respectivamente, que o grupo de Cachoeira forneceu telefones antigrampos para políticos, entre eles Demóstenes, e que o senador pediu ao empresário que lhe emprestasse R$ 3 mil em despesas com táxi-aéreo.

Pressionado, Demóstenes pediu afastamento da liderança do DEM no Senado em 27 de março. No dia seguinte, o Psol representou contra o parlamentar no Conselho de Ética e, um dia depois, em 29 de março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski autorizou a quebra de seu sigilo bancário.

O presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), anunciou em 2 de abril que o partido havia decidido abrir um processo que poderia resultar na expulsão de Demóstenes, que, no dia seguinte, pediu a desfiliação da legenda, encerrando a investigação interna. Mas as denúncias só aumentaram.

Após a publicação de suspeitas de que a construtora Delta faça parte do esquema de Cachoeira, a empresa anunciou a demissão de um funcionário e uma auditoria. O vazamento das conversas apontam encontros de Cachoeira com outros políticos, como o governador Marconi Perillo (PSDB), de Goiás. Em 19 de abril, o Congresso criou a CPI mista do Cachoeira.

Com Terra  Do Blog O TERROR DO NORDESTE.  Postado por

 

segunda-feira, 11 de junho de 2012Censura do PSDB leva à renúncia coletiva na Biblioteca Nacional   Os dez membros do conselho editorial da Revista de História, publicada pela Biblioteca Nacional, anunciaram nesta segunda-feira (11) que renunciam aos seus cargos. O pedido foi anunciado em uma carta assinada pelos dez intelectuais, entre professores e escritores, que compunham o colegiado. Nomes como Alberto da Costa e Silva, membro da Academia Brasileira de Letras, Lília Moritz Schwarcz, professora da USP e Ronaldo Vainfas, professor da Universidade Federal Fluminense, alegaram conflitos com Jean-Louis de Lacerda Soares, presidente da Sabin (Sociedade dos Amigos da Biblioteca Nacional) que gere os recursos que permitem publicar a revista. As rusgas entre o conselho e a presidência da sociedade vêm sendo expostas desde a demissão do editor Luciano Figueiredo, supostamente (?) por retaliação política. Os conselheiros já haviam ameaçado renunciar após a Sabin demitir Figueiredo "por razões administrativas internas" não especificadas, sem consultar o conselho. Semanas antes, o então editor havia demitido o jornalista Celso de Castro Barbosa após divergências relacionadas a uma resenha escrita por ele sobre o livro "A Privataria Tucana", do jornalista Amaury Ribeiro Jr., publicada no site da revista. Em um de seus trechos, a resenha diz que o livro joga "uma pá de cal na aura de honestidade de certos tucanos". Em outro, afirma que José Serra "é quem tem a imagem mais chamuscada, para não dizer estorricada, ao fim da 'Privataria Tucana'". O texto gerou protestos públicos do PSDB e foi tirado do ar, mas, segundo a Sabin, nem a demissão de Castro Barbosa por Figueiredo nem a deste pela sociedade tiveram qualquer componente de pressão política (faz-me rir...).  
Do Blog O Esquerdopata. Postado por

 

 

Neoliberalismo destruiu Estado até mesmo nos EUA

Seg, 11 de Junho de 2012 17:27  

 

Rogério Lessa, no Monitor Mercantil

O economista Marcio Henrique Monteiro de Castro, diretor do BNDES na gestão de Carlos Lessa, ressaltou, em audiência pública no Senado, que o atual projeto de inserção internacional do país, consolidado nos anos 90, é baseado num otimismo "que não mais se justifica".

Durante o encontro, convocado pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR), líder da representação brasileira no Parlamento do Mercosul, para discutir desenvolvimento e crise, Castro defendeu um "plano B" para o Brasil e também para o Mercosul:

"O peso do fluxo comercial do Mercosul no comércio exterior brasileiro chegou ao máximo em 1998 (19%). Daquele ano até hoje, houve queda de aproximadamente 10%. O Brasil acreditou no "fim da História", num mundo solidário no qual o mercado ajustaria as relações econômicas entre os países e levaria ao desenvolvimento em escala mundial. Eram os dias favoráveis a uma "integração competitiva", a cereja do bolo do pensamento neoliberal para os países periféricos, hoje carinhosamente tratados de emergentes", historiou o economista.

Nesta entrevista, que publicaremos em duas partes, ele critica o fato de o país ter "globalizado e dolarizado suas riquezas financeiras". Para Castro, no mundo atual, o protecionismo deve ser considerado "não por uma atitude retrógrada de nos retirarmos do mundo, mas porque nele queremos permanecer".

Nos anos 90, o país abriu sua economia, desregulamentou o sistema financeiro, permitiu a plena mobilidade de capitais, privatizou estatais. Quais os frutos que estão sendo colhidos a partir dessa opção?

Transformamos nossas riquezas financeiras em riquezas globalizadas, dolarizadas. Aumentamos a desnacionalização de nossa economia, tendo como consequência a esperada elevação de remessas de divisas.

Criamos uma dívida pública que paga um expressivo volume de juros - em termos absolutos equivalente ao que paga a dívida pública norte-americana. Essa situação cria uma simbiose entre uma crise de balanço de pagamentos e uma crise fiscal.

Mas não ficamos apenas nisso. Nossa visão otimista dizia que um mundo de guerras e desavenças estaria ficando para trás. Os novos problemas seriam globais e enfrentados pela comunidade das nações. A ideologia do "fim da História" justificava que, em se vivendo nesse mundo de paz e democracia, caberia aos países lutar pelo aperfeiçoamento dos fóruns internacionais e aprofundar os mecanismos democráticos e de desenvolvimento social em escala internacional.

Abrimos mão da gestão de aspectos estratégicos. Visando a reduzir o Estado ao tamanho preconizado pelo neoliberalismo, abandonamos as atividades de planejamento, a formulação e a execução de políticas industriais, de autonomia tecnológica, de fortalecer as Forças Armadas e de ter efetiva inserção geopolítica. Questões relativas às políticas de energia e comércio exterior, entre outras, foram relegadas aos mercados, embora permanecesse a idéia de que deveria haver alguma regulamentação.

 

O Mercosul (1991) foi uma criatura daquela época. Qual a sua avaliação do desempenho do bloco?

Para o Brasil, o Mercosul seria um importante passo para modificar o elevado protecionismo que então vigorava. Era um vestíbulo que nos levaria a uma maior liberalização comercial. Uma integração liderada pelos mercados. Segundo palavras de Samuel Pinheiro Guimarães (2000): "O Mercosul vinha sendo apresentado, até a crise cambial de janeiro de 1999, como o principal e talvez único projeto de integração bem-sucedido entre países em desenvolvimento." Mas a crise de 1999 lançou dúvidas sobre a oportunidade do Mercosul e os argumentos em sua defesa sofreram uma inflexão.

 

Em que sentido?

Recupera-se a idéia de que a integração não era só comercial, mas, sim, deveria fazer parte de uma estratégia vigorosa de desenvolvimento, lembrando em parte a integração preconizada pela velha Cepal, de (Raul) Prebisch e (Celso) Furtado. Nessa visão, a questão central seria o tamanho do mercado capaz de suportar uma industrialização que se apoiava em grandes escalas industriais e tecnologias intensivas em capital. Uma integração que pressupunha industrialização, planejamento e relações assimétricas de reciprocidade. Mas, apesar da recuperação dessas idéias ao longo do debate, a verdade é que a integração econômica ficou determinada pelos mecanismos de mercado.

 

Mesmo com a mudança de orientação na política econômica argentina a partir de 2001?

Essa mudança não encontrou espaço transformador por parte do Brasil, que, naquele momento, orquestrava uma política macroeconômica com viés conservador e que, por ser a economia determinante no bloco, definiu os rumos e manteve as assimetrias existentes.

Na primeira década do século, o Brasil dobra sua aposta em uma inserção subordinada aos capitais globalizados, implementando o que tem sido chamado pelos economistas Luiz Figueiras e Reinaldo Gonçalves (respectivamente da UFBA e URFJ) de "modelo liberal periférico".

 

Qual a consequência para o Mercosul?

O bloco prosseguiu acumulando assimetrias que são reproduções de uma antiga divisão internacional do trabalho. Tal como antes, as distorções históricas entre centro e periferia no comércio internacional continuavam a existir entre os participantes e entre estes e o mundo do capitalismo central. A existência do Mercosul não alterou as tendências comerciais entre os países participantes nem seus diferentes pesos relativos.

O peso do fluxo comercial do Mercosul no comércio exterior brasileiro chegou ao máximo em 1998 (19%). Daquele ano até hoje, houve queda de aproximadamente 10%. Quando desagregamos os números por países, ganha relevância o bilateralismo com a Argentina (85%), revelando que o desenvolvimento do bloco regional encontra sérios obstáculos com sua atual configuração - são poucos países e muito diferentes.

 

Em relação ao movimento de capitais a diferença também é grande?

Esse aspecto aponta para uma tênue integração entre as economias do bloco. A Argentina recebeu US$ 40 bilhões entre 2006 e 2011. Do Brasil, recebeu US$ 5,4 bilhões; dos Estados Unidos, cerca de US$ 7 bilhões; e da União Européia (UE), US$ 17,9 bilhões.

O Brasil, por seu lado, recebeu cerca de US$ 220 bilhões no mesmo período, sendo US$ 22,9 bilhões dos EUA, US$ 68 bilhões da UE e US$ 10 bilhões do Japão. Ou seja, a Argentina não aparece no radar. Um dado adicional. Das quatro grandes aquisições de empresas estrangeiras por empresas brasileiras, em 2011, apenas uma envolveu empresa do Mercosul: a do Banco da Patagônia pelo Banco do Brasil. O Brasil volta-se para a UE e os EUA. Na América Latina, antes da crise de 2008, os paraísos fiscais (Bahamas, Bermudas etc.) eram destino relevante.

 

O que esses números significam em termos de política econômica e em relação ao Mercosul?

Que o mercado não levará a integração a qualquer resultado notável. Caso seja estratégica a construção desse bloco para a afirmação do Brasil e dos países sul-americanos no cenário internacional, é necessário que se defina outro caminho. A integração tem de mudar de mote. Só acontecerá se for apoiada num projeto político no qual o Brasil assuma de forma clara sua liderança e aceite pagar o preço dessa posição.

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Na segunda parte da entrevista que concedeu ao Monitor Mercantil, a partir de discurso feito no Senado, o economista Marcio Henrique Monteiro de Castro, integrante da diretoria de Carlos Lessa no BNDES, pondera que o neoliberalismo também foi nefasto para o Estado norte-americano. Castro propõe que o Brasil use o planejamento estatal para melhorar seu papel na divisão internacional do trabalho.

A atual crise levará ao declínio do poder norte-americano?

É preciso separar analiticamente a crise do poder imperial e a crise do capitalismo. As guerras mundiais e a crise de 1929-30 jogaram um papel fundamental na reordenação do poder mundial, na primeira metade do século XX. Neste cenário, há três momentos distintos, sendo o primeiro a crise de 1929/30 e a implementação do New Deal com a criação de instituições regulatórias internas (FBI, energia elétrica, preços , Glass-Steagal etc.) e o segundo, no pós-guerra, quando foram estabelecidas as instituições regulatórias externas (Bretton Woods, ONU, Otan, Plano Marshall). Nesse momento temos a combinação da bipolaridade estratégica e de, no campo ocidental, um multilateralismo subordinado. Num terceiro momento, em 1971, tivemos a crise do dólar (Bretton Woods) que, por um breve intervalo de tempo, abriu espaço para políticas nacionais não coordenadas e pela busca de um multilateralismo independente.

A crise atual é uma volta ao passado?

A história do poder mundial no pós-guerra é a história da Guerra Fria e da vitória norte-americana nesse contencioso. Toda a coordenação multilateral e cumprimento (adesão) de regras (Bretton Woods) foi facilmente implementada numa primeira fase da Guerra Fria e na montagem do sistema de alianças norte-americano (Otan, Plano Marshall). É verdade que alguns aliados, quase sempre os franceses, saíam dos trilhos. Mas enfrentar o comunismo era a prioridade absoluta. Com a reconstrução econômico-industrial dos aliados (velhos e novos) os EUA começaram a ter dificuldade de impor seus interesses. Os aliados ficaram reticentes em bancar a hegemonia benevolente dos EUA - em bancar os custos de uma combinação de welfare com warfare. É nesse contexto que as instituições do pós-guerra -Bretton Woods - começam a deixar de funcionar.

Isto abriu espaço para o neoliberalismo?

O neoliberalismo foi uma política e uma ideologia funcional à retomada dos EUA nos anos 1980. Impôs uma unilateralidade para o enfrentamento com a URSS e combinou-se com uma política externa afastada dos interesses dos aliados, como bem exemplifica a aproximação com a China. A política monetária norte-americana - o reaganomics - possibilitou o financiamento da corrida militar e o desmantelamento da URSS. Deu origem também a um sistema monetário no qual os EUA emitem a moeda mundial - o dólar, uma moeda nacional inconversível!

Mas esse movimento teve consequências externas e internas aos EUA. A vitória norte-americana na disputa estratégica dos anos 1980 sacramentou a hegemonia norte-americana (moeda mais armas mais energia) e liberou alguns impulsos do capitalismo ao implementar o neoliberalismo com desregulamentação, desestatização e financeirização a partir do dólar.

 

Para funcionar melhor o capitalismo poderia regular mais de perto "mercadorias especiais", como trabalho, terra e dinheiro?

Todos - revolucionários ou conservadores - achavam que o capitalismo para funcionar necessita de freios, anteparos. E que sua tendência à concentração levaria a crises crescentes. A globalização, que foi a expansão do capital pelo mundo, numa fase de integração produtiva e, acima de tudo, financeira, quebrou estruturas produtivas mundo afora, criou integrações subordinadas, com especializações, muitas vezes regressivas ao primário-exportador, e, acima de tudo, com os "3 Ds" (dólar, desregulação e desestatização), enfraqueceu os Estados mundo afora.

Mas essa destruição do Estado também ocorreu nos EUA. Pois a destruição do New Deal com as políticas neoliberais de Nixon, Reagan, Bush Pai, Clinton e Bush Filho permitiu que o capitalismo norte-americano - domado a partir de Roosevelt nos anos 30 - desenvolvesse todas as suas perversões inerentes. Tomemos como exemplo a gestão do orçamento do Pentágono - é sabido que é desperdiçador, ineficiente e associado à corrupção - o que isso nos diz? Vemos uma regressão imperial. A república desaparece. A coisa pública e o bem comum dão lugar ao privado e ao lucro. Ali fornecedores, o Pentágono e os comitês do Congresso dirigem uma parcela significativa do orçamento da União, o maior fluxo de dinheiro do mundo. Ali se realiza uma operação de apropriação privada do Estado em uma escala nunca antes vista. Ali se pode identificar uma transfiguração do complexo industrial militar com um papel crescente para as companhias privadas de serviços militares, com a privatização parcial de uma das instituições básicas do Estado. Temos, portanto, a privatização de dois pilares do estado: a moeda e as forças armadas.

Então a globalização não foi boa nem para os EUA?

A globalização virtuosa, pensada em um momento de "fim da história", deu lugar a um mundo onde a competição entre as nações não se detém diante da ameaça a paz mundial ou ao desastre ecológico. É esse mundo que está a exigir do Brasil um Plano B. Um breve olhar para a conjuntura internacional nos revela a profundidade e a velocidade das mudanças em curso. E, por isso, nossa urgência. O desenvolvimento chinês redesenhou os fluxos econômicos criando oportunidades e ameaças que não podem mais serem desconhecidas. No que nos toca, a reprimarização de nossas exportações e a competição com as nossas exportações industriais estão empurrando o Brasil para a antiga divisão internacional do trabalho (DIT), que não é capaz de sustentar o desenvolvimento. Não é confortável a posição de exportarmos alimentos para um grande, o maior, produtor mundial de alimentos. Menos confortável ainda é quando sabemos que planeja montar um sistema de produção de alimentos offshore. (Rio Negro, Argentina)

Como vê a União Européia, centro das atenções nos dias atuais?

A UE é a mais ousada experiência de integração econômica e política e está em xeque. Os limites do euro estão sendo testados. Os prognósticos não são otimistas. O euro é uma experiência singular. Uma moeda que não tem por trás de si um Estado, um núcleo forte de soberania que é capaz de produzir e modificar normas quando a necessidade assim exige. É moeda que se sustenta pelas regras macroeconômicas de variáveis fiscais de cada membro individualmente, mas não existe um orçamento europeu.

A importância comercial da UE não pode ser minimizada. É um dos principais destinos de nossas exportações. Para o Brasil, em 2011, ocupava o primeiro lugar tanto nas exportações como no fluxo total de comércio. Para a Argentina só fica atrás do total da América Latina e Caribe. Com relação aos fluxos de IED, no século XXI, a UE lidera com folga tanto no caso brasileiro 47%, como no argentino 44%. A crise da UE nos afetará profundamente, nem tanto pela balança comercial, mas pelo movimento de capitais, com uma perspectiva de repatriação de investimentos ou, pelo menos um arrefecimento no fluxo de IDE da UE no Brasil e nos países do Mercosul.

Como sair da posição de exportador de primários e praça pagadora de juros para o capital financeiro?

Podemos retomar nosso caminho para a industrialização. O Brasil tem escala para definir uma estratégia de desenvolvimento. Nossa fonte de expansão está na construção da infra-estrutura econômica, urbana e social. Não precisamos fazer um keynesianismo qualquer, podemos fazer um plano de investimento que sustente nossa industrialização. Planejar as finanças nacionais e comércio exterior, como aconselhava o grande economista brasileiro Ignácio Rangel, são os passos seguintes para esse caminho.