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O mensalão e a discussão sobre financiamento eleitoral

Por Marco Antonio L.

Da Carta Maior

O julgamento de agosto, por Mauro Santayana

O mundo não acabará neste agosto, nem o Brasil entrará em crise, qualquer que venha a ser o resultado do julgamento a que se dedicará o STF no mês que se inicia quarta-feira. A importância maior desse julgamento está nas reflexões políticas e jurídicas que ele provocará.

O mundo não acabará neste agosto, nem o Brasil entrará em crise, qualquer que venha a ser o resultado do julgamento a que se dedicará o STF no mês que se inicia quarta-feira. Tampouco se esperam grandes surpresas. Ainda que mantenham a necessária discrição – e se registre, que neste caso, não conhecemos ainda manifestações intempestivas de alguns julgadores – é plausível supor que os magistrados já estejam com seu veredicto em mente. O relatório é deles conhecido, e o texto do revisor foi distribuído, houve bastante tempo, até mesmo para redigir os votos. O que vai ocorrer, nas demoradas sessões do julgamento, é o necessário rito, para que se cumpra o devido processo legal. Apesar disso, não é de se desprezar a hipótese de que surjam novas provas e contraprovas, em benefício, ou desfavor, dos réus. 

....

A importância maior desse julgamento está nas reflexões políticas e jurídicas que ele provocará. Admitamos, como é provável, que os argumentos maiores da defesa – de que se tratava de um financiamento, a posteriori de campanha eleitoral – venham a ser admitidos pela alta corte, o que reduziria bastante a punição dos responsáveis. O sistema eleitoral nas democracias modernas – e não só no Brasil, mas no mundo inteiro – é deformado pela influência notória do poder econômico. Há um mercado do voto, como há um mercado da fé, e um mercado da informação. Uma campanha eleitoral é empreendimento complexo, que exige a presença de ideólogos e profissionais de propaganda; de ativistas pagos; de impressos e da produção de programas de rádio e televisão; de logística de transporte e de distribuição de recursos e de pessoal. Em resumo: é preciso dinheiro, e muito dinheiro.

Esse é um dos paradoxos da democracia moderna: sem dinheiro, não há o exercício do voto; com ele, e no volume exigido, a legitimidade do sufrágio é posta em dúvida. Esse é um dos argumentos de filosofia política contra o sistema capitalista, em que o poder do Estado é visto como um bem de mercado, que pode ser ocupado pelos que pagam mais. E não só os indivíduos os que adquirem esse poder: mais do que eles são os grupos de interesse comum, como os banqueiros, os grandes proprietários rurais, as confissões religiosas, as poderosas corporações econômicas, nacionais e multinacionais. Isso, quando não há a interferência direta de governos estrangeiros, como sempre ocorre e ocorreu despudoradamente com a ação do IBAD, nas eleições de 1960 e 1962. 

Sempre houve o financiamento privado das campanhas, mas, nesse problema, como em todos os outros, funcionam as leis dialéticas: a quantidade altera a qualidade. No passado, a maior parte dos políticos se valia dos recursos privados de terceiros com alguma discrição, e, alguns com constrangimento e pudor. É certo que desonestos sempre houve, corruptos nunca faltaram, desde o governo de Tomé de Sousa até os tempos recentes. Mas, com notável diferença, os candidatos, em sua imensa maioria, quase nunca usavam dinheiro de campanha para seu proveito pessoal.

Em muitos casos, feita a contabilidade final do pleito, destinavam as poucas sobras a instituições de caridade, e, em caso contrário, arcavam com os saldos a pagar, sacrificando os bens de família. Hoje, como frequentemente se denuncia, uma campanha eleitoral pode ser um meio de enriquecimento, como qualquer outro. Essa situação perverte todos os setores do Estado, com o superfaturamento das obras públicas, a corrupção de servidores de todos os escalões. Os cidadãos, no entanto, já demonstram sua reação contra essa perversão da vida social, como revelam movimentos vitoriosos, entre eles a iniciativa da Lei da Ficha Limpa.

A inteligência política é convocada a encontrar sistema de financiamento público de campanha, de forma justa e democrática, a fim de que todos os candidatos tenham a mesma oportunidade de dizer o que pretendem e pedir o voto dos cidadãos. Não é fácil impedir a distorção do processo eleitoral, mas é preciso construir legislação que reduza, se não for possível elimina-la, a influência do poder econômico no processo político.

Estamos em um mundo que se encasula no desencanto e na angústia com relação ao futuro. Há, porém, uma promessa de justiça, na articulação de movimentos de protesto, no mundo inteiro, contra a ditadura mundial do sistema financeiro que, de acordo com a confissão de alguns culpados, se tornou uma quadrilha mundial de gangsters, ou de “banksters”.

Esse termo preciso foi criado para identificar os banqueiros responsáveis pela Depressão dos anos 30, e está sendo reutilizado agora. Não podemos esmorecer na reação dos oprimidos contra essa nova tentativa de ditadura mundial.

 

Mauro Santayana é colunista político do Jornal do Brasil, diário de que foi correspondente na Europa (1968 a 1973). Foi redator-secretário da Ultima Hora (1959), e trabalhou nos principais jornais brasileiros, entre eles, a Folha de S. Paulo (1976-82), de que foi colunista político e correspondente na Península Ibérica e na África do Norte.

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"O mundo não acabará, nem o Brasil entrará em crise, independente do resultado deste julgamento do Supremo, e/ou da punição ou não, de qualquer um dos reus deste malfadado processo"

A população brasileira(leia-se eleitores)já perdoaram, se é que havia algum pecado capital, nos atos cometidos por alguns dos reus deste processo, quando recolocaram alguns deles, de volta ao Congresso e em administrações estaduais e municipais de todo o Brasil.

Os poucos que ainda "ardem" na fogueira que a oposição e a grande imprensa acenderam, devem siar fortalecidos e certamente os que eventualmente forem "crucificados"entrarão para a história política brasileira, como vítimas de uma Justiça, que deveria ser Suprema, porem obedece mais aos reis da mídia e aos endinheirados, do que à Constituição Federal, que dá a todos os cidadãos brasileiros o direito de defesa, o que neste caso, parece que lhes está sendo negado.

Não dá pra aceitar que um juíz do Supremo que tem negócios com Daniel Dantas, é conselheiro de um criminoso como o Carlinhos Cachoeira, e amigo íntimo do ex-Senador Demóstenes Torres,e de  arapongas, que "armam" arapucas até contra Presidentes da República, possa julgar alguem.

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

Na história política brasileira, o financiamento de campanhas e a compra de apôio parlamentar, para a aprovação dos projetos do executivo, sempre foram conhecidos e consentidos, pelo establishiment brasileiro, porem tratando-se do PT,esta forma de cooptar a base aliada, é proibida, e isto é o que gerou o malfadado mensalão, processo incendiado na imprensa, pelo "falastrão" Roberto Jefferson, que em seguida, desmentiu-o, e admitiu que apenas, atendeu aos pedidos do seu partido, para apoiar os planos federais, no Congresso, em troca de "algum" com o qual, manteria o seu partido "vivo".

Se isto é crime, então teríamos que penalizar a muitos outros políticos, que sempre praticaram este método político.   

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

Temos que discutir a tese do impedimento ou suspeição do ministro Dias Toffoli. Ela vem sendo papagaiada pela grande imprensa, e é um verdadeiro absurdo, a meu ver. Os juristas do blog saberão dizer melhor que eu. No entanto, munido apenas dos conhecimentos da língua, parece-me claro que o art. 252 do CPP é claro quando afirma que o juiz estará IMPEDIDO caso tenha atuado como advogado de uma das partes NAQUELE PROCESSO:

"O juiz não poderá exercer jurisdição NO PROCESSO EM QUE: I - tiver funcionado (...) como defensor ou advogado..."

Mas não será o caso de declarar-se "suspeito"? Segundo o CPP, isso só acontece caso o juiz for "amigo íntimo" ou "inimigo capital" de uma das partes. Ora, Dias Toffoli é tão "amigo íntimo" de José Dirceu quanto Gilmar Mendes é seu "inimigo capital". Ou ambos são suspeitos, ou nenhum é.

O que a revista Veja está fazendo é claramente uma tentativa de INTIMIDAÇÃO. O título do artigo de hoje no blog de Reinaldo Azevedo tem o valor de uma AMEAÇA. Que história é essa de "cuidado, ministro!"? Que história é essa de "ao senhor, pode sobrar só o opróbio"? Que história é essa de "é peso demais para um homem ainda jovem"? O que estão dizendo é isso mesmo que QUALQUER UM DE NÓS entende? Estarão dizendo que, se não se declarar suspeito ou impedido, a revista Veja fará uma campanha nacional de difamação contra ele? "Não foi isso o que dissemos." Vocês disseram aquilo que nos fizeram entender. E o que nos fizeram entender foi exatamente ISSO.

Corja!!!

 

Eu não acho que qq um deles deva declarar-se impedido, jotavê. A indicação para o STF é política mas o cargo é, ou deveria ser, técnico. O impedimento é uma decisão de foro íntimo, o juiz que se sentir impedido, deve declarar- se impedido. O melhor é perceber como os magistrados decidem. Eu não acho, por exemplo, que um Gilmar Mendes condenasse um réu sem provas, por seu próprio histórico; por outro lado, magistrados, que não tem qq razão para o impedimento, estão acostumados a julgar, em desacordo com a lei, porém, de acordo com suas convicções pessoais, morais, religiosas, ou sei lá eu... Talvez, um ministro como o Tofolli, seja mais rígido em seu voto ( exatamente, por estar "sob suspeita" ) do que um Gilmar Mendes, que embora já tenha dado um monte de declarações inadequadas, sempre votou, de acordo com a legislação, gostemos ou não.

De minha parte, gostaria de ver os onze ali; todos eles explicando seus votos nesse processo, pq não é um processo comum e facilitar a saída de qq um deles, será aliviar a responsabilidade da situação que eles mesmos criaram. Se cada magistrado for impedido em função de sua indicação, teremos problemas pq, se Tofolli foi indicado pelo PT, outros foram indicados pelo PSDB e aí? Tb seriam tão suspeitos qto ele. Uns com o sinal positivo e outros com o negativo. E  o que dizer dos julgamentos já encerrados? Estavam viciados em função das indicações partidárias? É um caminho tortuoso, uma vez que as indicações são políticas. Creio que podemos seguir de onde estamos pq por mais que a indicação seja política o STF, tem por obrigação defender a Constituição Federal, ou seja, sua atuação terá que ser técnica. 

 

Concordo, Cristiana - sobre o ministro Gilmar Mendes, inclusive. Na verdade, o que motivou minha intervenção foram os artigos que o Reinaldo Azevedo e a Dora Kramer andam escrevendo, nos quais tentam mostrar que, pelo fato de ter sido advogado do PT, Toffoli não poderia atuar NESTE processo. A revista Veja traz todo um artigo esta semana argumentando na mesma direção. O último texto do Reinaldo Azevedo é muito truculento. Ameaça o ministro claramente - "ou o senhor se declara impedido (ou suspeito), ou irá se ver conosco". O cara se acha...

 

Jotavê,

Concordo discutir a "tese" desse ministro declarar-se suspeito desde que concomitantemente(ufa!) com a do se. Gilmar Mendes.

Sobre este último, até eclodirem essas denúncias na Carta-Capital apostava num possível voto técnico. Mas não foi exatamente o teor da reportagem, de resto ainda posta em dúvida por alguns, e, sim, pelas declarações do ministro Gilmar Mendes ao rebatê-la, que me fez repensar meu ponto de vista:

"Pensei que ELES fossem me acusar de ter matado Celso Daniel."

O frase do ministro é uma metáfora não gratuita e que envolve uma acusação sem provas, ou seja, uma calúnia. Se ele fosse menos dissimulado diria: "pensei que o PT, os petistas, Lula à frente, fossem me acusar do assassinato de responsabilidade deles." Atentem: nenhuma altercação contra a revista e/ou o Mino Carta. Ele simplesmente, como é do seu feitio, politizou de forma LEVIANA um suposto ataque a sua honra.

Ao longo da sua vida pública ele sempre foi anti-petista ferrenho. Chegou onde chegou por conta dos serviços prestados aos tucanos. Já fez inúmeras declarações contra esse partido, findando com esta calúnia acima. Como pode haver isenção num sujeito desse? Como vai ficar neutro no julgamento onde essa agremiação política e alguns dos seus principais líderes serão os réus?

Essa é uma questão não sobrelevada pela grande imprensa porque ela é SAFADAMENTE comprometida com um dos lados. Está fazendo o papel, ridículo e infame, de auxiliar da acusação. E pior, mil vezes, pior, acuando de forma desavergonhada os ministros do Supremo. Há um comentário meu arguindo esse descalabro, feito há uns três meses, salvo falha de memória. 

 

Seria bom que os juristas que frequentam o blog avaliassem se o que eu disse sobre impedimento e suspeição se sustenta. Quem quiser dar uma conferida, aqui há um link para o Código de Processo Penal. Os artigos relevantes são os artigos 252 e 254.

 

Há um episódio pontual, digno de um comentário mais profundo por especialista com relação AO MENSALÃO e a direitona escrachada (psdb, globo, veja, estadão e pig em geral) que é o flagrante interesse de SAIR COM 2 a 0 no placar do STF.

- Tirando Toffolli

- Mantendo Gilmar (não querendo discutir sua duspeição).

Mas claramente uma jogada "tolinha" mas, inteligente, o que daria uma vantagem de dois votos. Merece uma avaliação mais incisiva dos comentaristas, mais direta, sem tegiversação. Este é o jogo primário, o outro do pig condenar, é secundário, já vem ocorrendo desde de 2005. Não vejo a hora de ver esta estrovenga que serviu ao pig acabar, quer seja condenando, o que fará um bem tremendo ao país, inaugurando um período em que "ossos" terão que ser dessenterrados, necessáriamente. Ou, um julgamento do que acho que foi "caixa de campanha" e que nas próximas eleições municipais estará em prática desbragadamente como sempre.

 

Brilhante texto de Mauro Santayana. Gostaria apenas de comentar um ponto que me parece central. Lá pelas tantas, o articulista diz o seguinte:

"Esse é um dos paradoxos da democracia moderna: sem dinheiro, não há o exercício do voto; com ele, e no volume exigido, a legitimidade do sufrágio é posta em dúvida."

Essa é, a meu ver, a grande mentira que todos estão assumindo como se fosse uma verdade - a de que a democracia contemporânea está CONDENADA a ser cara, e a exigir, por isso, financiamentos bilionários. As pessoas precisam começar a perceber que isso não é verdade. Pela primeira vez na história temos a possibilidade de fazer com que a democracia tenha custo ZERO. Pela primeira vez é possível conciliar a mais completa e absoluta liberdade de expressão com o BANIMENTO dos financiamentos milionários, sejam públicos ou privados. Não se faz isso porque o sistema atual de financiamento interessa a todos os envolvidos, com exceção do contribuinte. Por uma lado, lucram os políticos, pois o sistema os envolve numa teia de corrupção tacitamente consentida na qual eles fazem fortuna. E lucram também as empresas, pois em troca das contribuições elas têm a perspectivas de ganhos muitos mais certos e volumosos do que teriam sem o concurso de seus aliados políticos. Como políticos e empresários estão satisfeitos com o sistema, criou-se o mito de que ele é inescapável. Todos reconhecem que o sistema é imperfeito, mas argumentam que a democracia contemporânea só sobrevive a esse preço.

Ora, o contrário disso é que é verdade. Era necessário dinheiro, talvez, ao tempo em que a propaganda política exigia grandes comícios pelo país todo. Agora, que a campanha é feita pela televisão, o custo pode perfeitamente descer a ZERO (ou a algo muito próximo disso). No que a liberdade de expressão seria prejudicada caso fosse PROIBIDO fazer qualquer propaganda política que não fosse pelo rádio e pela televisão? No que a liberdade de expressão de CONTEÚDOS ficaria prejudicada caso fosse proibido veicular esses conteúdos na FORMA de peças publicitárias caríssimas, cheias de efeitos especiais, exigindo o concurso de um Duda Mendonça, ou de um Marcos Valério? Por que não exigir que a propaganda seja feita de forma padronizada, com o recado sendo dado pelos políticos num estúdio, pedindo votos para um PARTIDO, e não para CANDIDATOS isolados? 

A manutenção do atual sistema atende a razões de ordem ideológica. O financiamento privado é uma peça essencial no jogo de minar o poder do Estado, reduzindo-o à insignificância. Todos os candidatos já entram na disputa com o rabo preso, atrelados direta ou indiretamente a esquemas criminosos de financiamento. A grande imprensa sabe disso, e passa a utilizar o principal instrumento a seu dispor para manter o Estado permanentemente acuado: a denúncia seletiva. O alvo raramente é o partido A ou o partido B. O alvo é QUEM ESTIVER NO PODER. É ali que a imprensa irá atirar. A grande glória para um jornalista, hoje, é conseguir derrubar um ministro, ou (glória suprema!!!) um presidente da república. É isso que faz uma carreira de sucesso no jornalismo: o número de escândalos que o jornalista consegue "denunciar", e os efeitos que têm essas denúncias. O resultado disso é a descrença generalizada da população, a idéia de que todo político é corrupto, de que tanto faz eleger este quanto aquele, que o resultado no final das contas será exatamente o mesmo. O resultado líquido, portanto, é a DESCRENÇA NA POLÍTICA como um todo. Ora, o que poderia ser mais funcional para o capitalismo contemporâneo do que essa descrença?

Encontramos aqui o motivo profundo de as pessoas não enxergarem uma verdade singela como a que enunciei mais acima. Esta é a razão pela qual seguimos acreditando que é inevitável termos financiamentos milionários numa época em que eles são OBVIAMENTE dispensáveis - em que, repito, PELA PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA, poderíamos nos livrar da praga do controle dos políticos pelo poder econômico. Esta verdade simples tem que ser afastada porque ela NEGA a essência do capitalismo contemporâneo, que é a aniquilação do Estado enquanto força independente no interior da sociedade. O Estado tem que ser colonizado, mantido sob controle, neutralizado de todas as maneiras. A principal maneira de se conseguir isso é BANDITIZANDO A POLÍTICA. Obrigamos os políticos a atuar fora da lei, e o mantemos assim a uma distância segura de decisões mais ousadas. O domador com o chicote na mão dentro da jaula é a grande imprensa. 

Voto em partidos, não em indivíduos. Propaganda EXCLUSIVAMENTE feita pela televisão e pelo rádio. Proibição de campanhas publicitárias. Restrição da comunicação política a programas simples, rodados em estúdio, com os principais líderes políticos falando à nação sentados numa poltrona, com uma câmera diante de si. Se alguém puder me dizer o que a democracia perde com isto, eu agradeço. Parece-me óbvio o que ela GANHA. 

 

Concordo em gênero, número e grau com o teu comentário, Jotavê. Foste no âmago da questão. É um falso dilema, esse arguido pelo sempre excelente Mauro Santayana: não é inexorável o sistema atual e ele só se mantém exatamente porque políticos e capitalistas estão levando vantagem. O único perdedor é o cidadão-contribuinte.

Acho um verdadeiro absurdo a farra de dinheiro nas eleições, máxime essas "super-produções" para a TV, caríssimas, esteticamente bem elaboradas e para servir de biombo pela falta absoluta de conteúdo dos discursos. 

 

Ademais, LULA mentiu na frente de todos que assistiam o debate pela TV ou ouviam pelo rádio, ao responder, irresponsavelmente, para ALKIMIN, que a cobertura do rombo de R$ 10 Bilhões, era um problema da PETROBRAS e do Fundo PETROS e mudou rapidamente de assunto perante um ALKIMIN incrédulo e sem reação. Por que DEUS não me permitiu estar ali? LULA ia morrer de vergonha perante à nação; ia ser literalmente atropelado: às favas a educação, que era o "modelo LULA".  Impossível a PETROBRÁS (uma Cia. Aberta) doar R$ 10 Bilhões, em prejuízo do povo brasileiro, sem que o assunto passasse pelo Conselho (ou lá que seja) onde o Tesouro Nacional, acionista Controlador, detém a maioria dos votos. Ademais, como os Diretores da Petrobrás participam do Fundo PETROS, haveria CONFLITO DE INTERESSES. Repito: LULA FALTOU COM A VERDADE. O TSE deveria ter anulado o debate.

 

Fuhge, seus remédios deixaram de fazer efeito, ou você, imprudentemente "bebeu" e resolveu escrever tantas tolices, que não têm "eira nem beira"?

Seja coerente, pô,! 

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

Olá, Raí. Você é da casa, tem todo o direito de reclamar.


Mas, beber ... já bebia muito pouco e só Puro Malt. Agora, não dá certo com os 6 remedinhos diários (fora o ansiolítico - já tomei - e o preventivo VALIUM antes de dormir - os derrames oculares - dormindo - são certeza, sem eles). Como pode ver, é aqui que extravaso; não suporto ver tanta inocência, aí para cima. Lembra daquele pesonagem "SARAIVA - O Tolerância Zero"? Creio que quando Milani faleceu, ele incorporou em mim.   

 

" Por que DEUS não me permitiu estar ali? LULA ia morrer de vergonha perante à nação; ia ser literalmente atropelado..."

 

O sopinha de letras realmente precisa voltar a tomar seu medicamento. Onde esta a família que não faz uma intervenção?????

 

Não duvides? Os maiores escroques de SAMPA já tiveram que amargar os meus dicursos, em reunião, quando detectava suas fraudes, mesmo que me ameaçando, antes, com armas em minha cabeça (ganhei muita grana de empresário enganado, com esse trabalho - aliás tais quais maridos enganado - você seria um deles ??? LOL !. A todos disse que faltava homem para atirar e não me enganei. A melhor façanha foi o fechamento da gigante da Auditoria nos USA, a partir de uma pequena fraude, deles, com um Barão da Construção Civil, aqui no Brasil. Mas este não colocou o revólver na minha cabeça; sabia que, quem me contratou não o deixaria "em pé".  NÃO ME REPLIQUE - A ADM do Blog, agradece.

 

O mais difícil será conseguir que a Justiça Eleitoral seja CORAJOSA e SÉRIA. O que LULA fez em 2005 ao permitir que a PETROBRAS cobrisse o rombo de R$ 10 Bilhões do Fundo PETROS(obviamente questionável, vez que em maior parte oriundo de perdas astronômicas nas Bolsas de Valores e Mercadorais, tendo como ganhadoras, sempre, 4 Corretoras (representando quais clientes ???). Isso a CPI foi impedida de levantar (por quê?).  Além disso, LULA,em seguida, foi fazer comícios em Plataformas e Refinarias, onde os funcionários gratos o aplaudiam (ficaram livre de ter que colocar de seus bolsos as suas partes, eis que elegeram a Diretoria da PETROS - aliás, como manda a Lei e/ou normas que regem o segmento).

 

POR MAIS QUE SE DESCUBRAM OS MENSALÕES DO AZEREDO, DO DEM DEM DE BRASÍLIA, DO CACHOEIRA E OUTROS MENSALÕES, ESSES PUTOS QUE ESTÃO NO CONGRESSO NACIONAL(UNS 300 PICARETAS), CONTINUAM CONTRA O FINANCIAMENTO PÚBLICO EXCLUSIVO DE CAMPANHA, PREFEREM O MAL FEITO, O ESCURINHO DO CINEMA, A CORRUPÇÃO DESENFREADA...

 

Mas, como se falar em "filosofia política contra o sistema capitalista, em que o poder do Estado é visto como um bem de mercado, que pode ser ocupado pelos que pagam mais", neste mundo que defende o pragmatismo?

Alianças espúrias são defendidas, reforma do código florestal aprovado contra a vontade do governo e ainda se fala que o governo tem ampla maioria no congresso.

A política no país, a vida no país sendo definida por "grupos de interesse comum, como os banqueiros, os grandes proprietários rurais, as confissões religiosas, as poderosas corporações econômicas, nacionais e multinacionais." e ainda falamos que vivemos em um mundo democrático.

Que democracia é esta? Que pragmatismo é este?

 

A censura da Avaaz.org

Avaaz censura Petição do Impeachment do Ministro Gilmar Mendes do STF.

http://agenorbevilacquasobrinho.blogspot.com.br/2012/07/avaaz-censura-peticao.html

Você está de acordo?

#Censura

 

 

O Avaaz acabou de falecer para mim. Confio mais no Wikileaks. Pena. Credibilidade só se tem uma vez na vida das instituições.

 

Ja existem muitas outras coisa esquizitas a respeito desse Avaaz.  Essa nao seria a primeira.

 

Stanley Burburin afirmou que a "Avaaz é uma fraude". E disse que isso consta no Wikileaks.

 

 

Os "banksters" já eram previstos com o fracasso eleitoral das propostas de racionalidade de Carter versus a irracionalidade da ilimitada expansibilidade de Reagan. Há limites. E esses só podem serem transpostos de forma virtual. Com riqueza de fumaça, a riqueza de fumaça dos derivativos.

Só acabarão, assim como tudo de ruim que vem produzindo num cataclisma econômico, devastador da própria civilização.  Os eventos de outubro de 1917 já eram uma tentativa menos dolorosa de resolver isso. Não funcionou.