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O poderoso lobby da Boeing

Alguma surpresa? Depois de mais de uma década de idas e vindas, a fabricante norte-americana Boeing enfim ganhou a bilionária concorrência (US$ 35 bilhões) que escolheu os futuros aviões tanques reabastecedores da Força Aérea Norte-Americana (USAF).

No início de 2008, a européia EADS (fabricante dos Airbus) havia sido anunciada como vitoriosa dessa concorrência – que visa substituir cerca de 180 velhos KC-135 (uma versão militar dos B707) ainda em operação na USAF – onde concorria com uma versão militar dos consagrados A330, desenvolvida em parceria com a norte-americana Northrop Grumman. Anunciado o resultado, a Boeing fez o maior escarcéu e acionou seu poderoso lobby de políticos e congressistas para levar a disputa para o tapetão.

Ao que parece conseguiram: a Northrop desistiu da parceria com a Airbus e o novo "vencedor" da disputa, agora anunciado, é a Boeing – que concorreu com uma versão militar do B767. Apesar da Airbus contar com o apoio dos governadores do Alabama, Mississippi e Louisiana (sua planta de montagem dos aviões seria construída no Alabama), o poder de pressão da gigante de Seattle falou mais alto. Ainda cabe recurso da decisão, mas é pouco provável que haja numa nova reviravolta no processo.

O curioso é que, aqui no Brasil, temos um ruidoso coral de defensores da Boeing que não perdem a oportunidade de criticar as "interferências políticas" na escolha dos caças da FAB. Haja paciência!

Boeing wins contract to provide aerial tankers for USAF

http://www.bbc.co.uk/news/business-12572089

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Se é assim... vou fazer meu lobby também!! E é pesado, lutador e, é 5G.

fev 24

Segundo protótipo do PAK FA deve voar essa semana

Por Fernando Valduga Aviação Militar Escreva seu comentário


O primeiro protótipo do Sukhoi T-50 PAK FA "Blue 51".

Embora a agência de notícias Interfax divulgar que o segundo protótipo do caça de quinta geração da Rússia, o PAK FA, ter voado nessa quinta-feira, uma fonte da Sukhoi informou que o segundo caça Sukhoi T-50 deve subir aos céus pela primeira vez entre essa sexta-feira e sábado (dias 25 e 26). O caça deverá partir do aeródromo de Komsomolsk-on-Amur, da Aircraft Production Association. O piloto de testes, mais uma vez, será Sergei Bogdan, que realizou o primeiro voo no primeiro protótipo em janeiro de 2010.

 

O segundo protótipo do PAK FA já realizou todos testes necessários no solo e aguarda agora uma melhora das condições meteorológicas para poder realizar seu primeiro voo de testes. O primeiro protótipo, o Blue 51, já realizou mais de 40 voos, em Komsomolsk-on-Amur e em Zhukowsky, onde atualmente está realizando os testes.

Na primeira fase serão fabricados 10 protótipos de testes e outras 60 aeronaves do lote inicial de produção para Força Aérea da Rússia.

http://cavok.com.br/blog/?p=28054

 

Em toda a historia da industria aeroespacial americana existem rarisimos casos onde eles adotaram  um modelo estrangeiro, e NENHUM caso onde adotaram um modelo estrangeiro existindo um bem similar nacional.

 

Achou que a Força Aérea Americana ia comprar da Europa? Ou ia comprar do seu próprio país?

 

Esse tópico sobre o lobby das empresas americanas me fez lembrar do grande disco Captain Lockheed and the Starfighters, do poeta/cantor/maluco Robert Calvert.

O disco aborda de modo irônico as consequências do lobby da Lockheed para a venda do F104 "Starfighter" para a Alemanha Ocidental, nos anos 1960. A Força Aérea alemã, munida apenas de aviões da segunda guerra, queria se modernizar e "entrar na corrida supersônica": a Lockheed ofereceu o atalho. A pedido da Alemanha, fez gambiarras no projeto, para adaptá-lo às exigências alemãs, que queriam um caça que fizesse tudo, inclusive que fosse capaz de lançar bombas atômicas.

O modelo modificado seria chamado de F104G ("G for Germany")

Quando as encomendas chegaram, os aviões começaram a cair. De uma frota de uns 900 aviões, caíram quase 300. Isso lhe valeu o apelido de "Widowmaker" - fazedor de viúva.

Mais ou menos na mesma época em que saiu o disco foi descoberto que a Lockheed pagou propinas milionárias a diversos dirigentes europeus para que eles preferissem o F104.

 

Isso é apenas uma parte da história, primeiro por que TODOS os negocios envolvendo armas tambem envolvem propinas, segundo, e muito mais relevante, é que o F-104 Starfighter foi projetado como interceptador de defesa de ponto, o que exigia rapida capacidade de reação e operação a grande altitude, algo muito diferente do uso que a Alemanha deu para o avião, ela o transformou em um caça-bombardeiro rapido operando a altitudes extremamente baixas, o que foi um pioneirismo em se tratando de caças supersônicos, o pioneirismo cobrou seu preço no elevado numero de perdas de aviões, não exatamente de pilotos, ja que a imensa maioria escapou... de qualquer forma o F-104 estabeleceu parâmetros de desempenho que foram seguidos até a 1º Guerra do Golfo, isto é, ataques a baixissima altura contra alvos selecionados, essa tatica foi substituida depois por ataques com armas de precisão lançadas a distancia, que foram feitos em larga escala primeiramente na Servia.

 

A Boeing engoliu a Douglas, sua única concorrente americana nos aviões de grande porte. Sobraram no mercado ela, a Airbus e a Tupolev russa. A Northrop pareceu querer quebrar o paradigma, Boeing nos aviões grandes, as outras nos pequenos (com a Boeing entrando de vez em sempre), que tem sido a norma nas Forças Armadas dos EUA nos últimos 60 anos. Agora as coisas voltam ao normal.

Me preocupa muito a possibilidade de comprarmos seus velhos F18. Aviões desenvolvidos no fim dos anos 60, reformulados nos anos 80/90, tecnologia velha de 30 anos na aviônica e de 50 anos na estrutura. Se for pra comprar essas velharias, melhor não comprar nada.

 

tem a Lockheed que fabrica aviões de grande porte também.  A Mc Donnel Douglas quebrou por causa do DC-10 que conseguiu se pagar, a boeing atendendo ao pedido do governo americano abraçou a empresa que também fabricava o F-15 que ainda é a espinha dorsal da defesa aerea americana. A concentração de fabricantes de aviões e o mesmo fenomeno que ocorre com as montadoras de veiculos.  Atribuir isso apenas  ao maquievelismo americano e simplificar demais as coisas!

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." MAX FRICH

Não dá para comparar. Buy America, a Boeing  emprega nos 50 ( cinquenta ) estados americanos.

O terra de gente empreenderoa esta Seattle. Boeing , Macrosoft, e ainda deu o grunge ao mundo.

Machado diria "ao vencedor as batatas", ou alguem acha que seria de forma diversa.

 

Acho que estou mal informado, surdo e cego porque não ouço o "ruidoso coral de defensores da Boeing" mas uma ladainha oportunista pró-Dassault/Rafale felizmente silenciada , ao menos temporáriamente, pelos cortes no orçamento do Ministério da Defesa. Boeing ou Dassault causariam um rombo inaceitável para um país como o Brasil com investimentos irrisórios em pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico e sem um programa espacial  que permita o lançamento de satélites para monitoração do voô dos caças que europeus e americanos querem nos vender. As cláusulas nos contratos que garantem transferencia de tecnologia não podem ser discutidas porque são ridículas. Nenhum país no mundo vende ou tranfere tecnologia.

 

Luís Carlos Gonçalves de Oliveira escreveu

"Acho que estou mal informado, surdo e cego porque não ouço o 'ruidoso coral de defensores da Boeing' "

O Google realmente é uma ferramenta extremamente complexa de se usar. Mas se você digitar "F-18", "FX-2" e "política" no campo de busca pode ter certeza que irá vai encontar o coral.

 

André Borges Lopes www.bytestypes.com.br

Seu tutorial sobre a utlização do Google foi valioso porque a referencia ao avião americano aparece como uma "preferencia" da presidente da república em alguns textos pouco confiáveis . Seus lobistas canoros parecem fatigados!

 

Se nenhum país do mundo tranfere tecnologia, hoje você ainda estava sendo transportado de carro de boi.

 

Vamos substituir os caças por carros de boi, uma ótima alternativa!

 

A escolha é política desde que Julio Cesar decidiu trocar o Pillum.

 

Aqui no Brazil, alguém aqui duvida ? Depois das mensagens nada subliminares  da D. Dilma ?A imprensa PIG toda feliz !!

A visita do Obama ?

Aguardemos !!

 

Ninguem tem nenuma duvida, Obama vai falar do tema,TODO Chefe de Estado do   mundo, inclusive a Rainha da Inglaterra, quando viaja faz promoção dos produtos de seu Pais. é normal, protocolar e perfeitamente aceitavel, não tem nada de subliminar, é direto mesmo.