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ONU autoriza intervenção na Líbia


ONU autoriza intervenção na Líbia

Por 10 votos a zero, Conselho de Segurança autoriza criação de zona de exclusão aérea

Estadão.com.br/17 de março de 2011 | 19h 34

Link: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,onu-autoriza-intervencao-na-libia,693415,0.htm

Luiz Raatz - estadão.com.br

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou nesta quinta-feira, 17, a imposição de uma zona de exclusão aérea na Líbia e a adoção de todas as medidas necessárias para impedir o massacre de civis por tropas do ditador Muamar Kadafi. A medida recebeu dez votos favoráveis e cinco abstenções: Brasil, China, Rússia, Índia e Alemanha. Tropas americanas, francesas, britânicas e de dois países árabes devem participar da ação militar. 

A decisão foi tomada um mês depois do início dos protestos pela derrubada do ditador, e uma semana após Kadafi ganhar terreno, em uma ofensiva que retomou diversas cidades do oeste da Líbia das mãos da oposição e chegou às portas de Benghazi, a capital rebelde.

Na cidade, manifestantes pró-democracia celebraram a decisão da ONU, mostram imagens da rede de TV Al-Jazira. Kadafi, por sua vez, em entrevista ao canal português RTP, qualificou a medida de 'loucura e arrogância'. "Eles nunca terão paz. Faremos de sua vida um inferno", disse Kadafi, segundo o The Guardian.

Mais cedo, a França indicou que poderia participar de uma ação militar tão logo a ONU desse o sinal verde. "A partir do momento em que a resolução for aprovada, ações militares poderão começar nas horas seguintes", disse uma fonte diplomática francesa à AFP. "Ataques aéreos poderão começar já neste entardecer, ou amanhã, sexta-feira".

O ministro da Defesa da Itália, Ignazio La Russa, sinalizou que o país deve liberar a base na Sigonella na Sicília em uma eventual operação. "Não vamos nos esquivar de nossos deveres, ainda que defendamos a moderação", disse à Ansa.

Na Líbia, Kadafi ameaçou os rebeldes com um ataque final a Benghazi ainda hoje. O ditador fez um discurso via rádio no qual disse que as tropas do governo estão chegando à capital rebelde e lançarão uma ofensiva sem misericórdia.

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SOU CONTRA MEDIDAS IMPERIALISTAS, MAIS AINDA SOU CONTRARIO AO GENOCIDIO, ACREDITO QUE SE PERMITIMOS QUE O GOVERNO LIBANES FACA USO E ABUSO DO ESPACO AEREO PARA BORBARDEAR ZONAS DE MAIORIA CIVIL, É PIOR, NÉ?

 

Algumas das medidas adotadas segundo o site da BBC News:

- Authorises member states to "take all necessary measures" to "protect civilians and civilian populated areas under threat of attack"

- Excludes occupation force

Será que entendi direito? Pode se meter no meio, mas não com o propósito de "ocupar o país"? E olhando por esse lado, bombardeios não seriam uma "força de ocupação". Logo, se o cara não baixar a bola, alguns países irão agir sim. A resolução da ONU não é só blefe.

Diria que a abstenção do Brasil e dos outros 4 países seria um sinal de "lavar as mãos" para o ataque, mas não para o problema, deixando que os "interessados" resolvam da maneira que acharem melhor. Eles (Brasil e os 4) poderiam tomar uma atitude diferente? Certamente. Mas não possuem tanto interesse na questão quanto os EUA e os demais, pelo jeito.

E o Gaddafi já passou do ponto faz tempo, surtou legal. E se ele "vencer" o levante, abre precedente para os demais ditadores ameaçados derramarem sangue a vontade para se manter no poder. Fechar os olhos é "legalizar" a matança.

 

Os outros tiranetes fantoches do imperialismo já estão reprimindo adoidado desde há muito tempo. E com apoio do ocidente hipócrita.

Ali Abdullah Saleh, do Iêmen, vem massacrando a insurgência xiita, no norte do país, há anos, com apoio de aviões teleguiados estadunidenses e bombardeios aéreos sauditas. Nenhuma zona de exclusão aérea para proteger as mulheres e crianças houthis:

http://www.tehrantimes.com/index_View.asp?code=213446

"Using U.S. and Western-supplied weapons unavailable to Saleh’s government, the Saudi military employed Apache helicopters, F-15 and Tornado jets, infrared detection equipment, surveillance drones and quite possibly banned white phosphorus shells, to target Houthi positions in the rugged terrain of the border region and well into Yemen proper."

Também massacra separatistas do sul (a região que já foi uma república socialista e tem uma tradição de esquerda):

http://www.counterpunch.org/leupp01152010.html

http://www.counterpunch.org/avnery01122010.html

O reizinho do Barém já pediu ajuda para a monarquia dos Sa'ud e tocou-lhe bala nos manifestantes desarmados, depois de receber o apoio moral do Secretário de Defesa do império, Robert Gates.

A corja dos apaniguados de Washington não precisa do exemplo de Gaddafi para despejar fogo e morte sobre seus súditos. Pelo contrário, sem o menor rubor na face, foram eles que pediram, através da inoperante Liga Árabe (e do futuro vice-rei do Egito - se os planos imperiais funcionarem - Amr Mussa), intervenção na Líbia, dando a legitimação regional que Obama, Sarkozy e Cameron ordenaram que dessem. Para proteger civis, alegaram, enquanto fuzilavam os manifestantes da praça Lulu, em Manama.

Uma das forças aéreas a implementar a "no-fly zone" sobre a Líbia, parece que vai ser a do Barém.

Os tiranetes do golfo não precisam aprender massacres com Gaddafi. Eles têm melhor professor: as forças armadas estadunidenses.

 

Realmente, está coberto de razão. Obrigado pela contribuição.

Acabei levando minha argumentação para o lado errado devido a decisão inesperada da ONU, até porque estava ciente do "apoio" saudita para um dos vizinhos.

Tentando retomar o ponto para o lado que deveria ter levado, diria que uma vitória clara e divulgada do ditador líbio, assim como de qualquer outro, acalmaria o ânimo dos rebeldes nos demais países. Seria um recado de que o "dominó parou de cair".

Mas ao mesmo tempo, uma queda "forçada" por forças externas causaria impacto na região. Talvez seja uma forma de mostrar para os "ditadores amigos" que é preciso entregar alguns anéis para não perder os dedos, como no Egito.

E é inegável que o ocidente está usando de dois pesos e duas medidas ao lidar com as revoltas árabes no atacado e no varejo. Mas no caso da Líbia, estamos diante de uma guerra civil que pode se arrastar por anos. Não existe resposta fácil ou até mesmo correta, talvez. Assim como pode morrer um monte de gente se o mundo ficar de braço cruzado, a coisa pode até se tornar pior em caso de "invasão ocidental". Lembrando que uma das "birras" da Al Qaeda é justamente a presença dos EUA (e aliados) na região.

 

Tem uns postadores que eu passei a não ler mais. Esse é um deles.

 

Ansioso ,aguardo   igual decisão da ONU com relação ao   espaço aéreo,terrestre e

marítimo de Israel.

 

Aguarde sentadinho para não se cansar!

 

Com diz o Nascimento : " vai dar merda! Vai dar merda!"

 

Esta notícia do Estadão é mentirosa, como sempre.

Primeiro que a votação não foi 10x0, o que configuraria uma unanimidade (e é isso que tentam passar à opinião pública). O resultado foi 10 a favor, nenhum contra e cinco abstenções, entre elas as do Brasil e Índia, além da China e Rússia, que tem poder de veto no CS.

Segundo, a aprovação se refere ao estabelecimento de uma zona de exclusão AÉREA e não autorização para ataque à Líbia.  As medidas "para manter a zona de exclusão aérea", são exatamente o que se anuncia, atacar aviões ou helicópteros de Khadafi que se destinam a bombardear os revoltosos. Quem lê notícia pode entender que a autorização é para invasão.

Por outro lado, temos certeza que os EEUU e o Sarkozi (querendo queimar arquivos) vão extrapolar as autorizações e provocar uma reação de Khadafi, de modo a lhes dar o álibi para conseguir uma autorização para invasão e deposição de Khadafi.

 

A autorização é para todas as medidas necessárias para "proteger civis". Ou seja, o texto é tão amplo que permite qualquer ação bélica que não seja a ocupação do país:

http://www.khaleejtimes.com/displayarticle.asp?xfile=data/international/2011/March/international_March988.xml&section=international&col=

Vai muito mais além da mera imposição de uma zona de exclusão aérea. A "coalizão" poderá bombardear Trípoli (ou qualquer outra cidade), as tropas governamentais, lançar mísseis, fornecerem armas, o que quiserem.

As abstenções da Alemanha e do Brasil podem ser simbólicas, porque um voto negativo não influenciaria o resultado final (sendo os dois países membros não permanentes). Mas as abstenções de Rússia e China equivalem a um voto positivo, pois qualquer deles poderia bloquear a aprovação. Um voto covarde, pois, se eles apoiam a medida, deveriam deixar isso claro. E se desaprovam, deveriam tê-la vetado. A abstenção de Rússia e China equivalem a uma anuência.

 

Morales,

Antes de comentar havia lido a BBC Brasil http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/03/110317_libia_onu_jf.shtml e entendi que a autorização não é tão ampla como voce comenta.

Espero que voce não tenha razão, senão a confusão estará armada. Será que esses países não aprendem as lições.

 

A TRADIÇÃO DA "PACIFICAÇÃO" OCIDENTAL
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(O Exemplo dos EUA na América Latina e Seus Presidentes 'Nobel da Paz')
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Os EUA e a "pacificação presidencial" na América Latina
NOAM CHOMSKY | 2010/JAN

Barack Obama foi o quarto presidente dos EUA a ganhar o Nobel da Paz. Todos seguiram uma longa tradição de pacificação no "nosso quintal", a América Latina. Dada a postura do governo de Obama diante das Honduras, vale a pena examinar este histórico.

Barack Obama é o quarto presidente dos Estados Unidos a ganhar o Prémio Nobel da Paz, unindo-se a outros dentro de uma longa tradição de pacificação que desde sempre serviu aos interesses dos EUA. Os quatro presidentes deixaram a sua marca na nossa "pequena região" (o "nosso quintal"), que "nunca incomodou ninguém", como caracterizou o secretário de Guerra, Henry L. Stimson, em 1945. Dada a postura do governo de Obama diante das eleições em Honduras, em Novembro último, vale a pena examinar este histórico.

Theodore Roosevelt

No seu segundo mandato como presidente, Theodore Roosevelt disse: "A expansão de povos de sangue branco ou europeu nos quatro últimos séculos tem sido repleta de benefícios duradouros para os povos que já habitavam nas terras onde ocorreu essa expansão", apesar do que possam pensar os africanos, americanos nativos, filipinos e outros supostos beneficiados.

Portanto, era "inevitável e, em grande medida, desejável para o bem da humanidade em geral que o povo dos EUA acabasse por sobrepujar os mexicanos", conquistando a metade do México, e "estava fora de questão esperar que os (texanos) se submetessem à supremacia de uma raça inferior."

Utilizar a diplomacia das canhoneiras para roubar o Panamá à Colômbia e construir o canal também foi um presente para a humanidade.

Woodrow Wilson

Woodrow Wilson é o mais apreciado dos presidentes premiados com o Nobel e, possivelmente, o pior para a América Latina.

A sua invasão do Haiti, em 1915, matou milhares de pessoas, praticamente reinstaurou a escravidão e deixou grande parte do país em ruínas.

Para demonstrar o seu amor à democracia, Wilson ordenou aos seus marines que despedissem o Parlamento haitiano, na ponta das espingardas, por se recusar a aprovar uma legislação "progressista" que permitiria que as corporações norte-americanas comprassem o país. O problema foi resolvido quando os haitianos adoptaram uma Constituição ditada pelos Estados Unidos sob a ameaça das armas dos marines. O resultado seria "benéfico para o Haiti", assegurou o Departamento de Estado aos seus protegidos.

Wilson também invadiu a República Dominicana para garantir o seu bem-estar. Ambos os países ficaram sob o domínio de cruéis guardas nacionais. Décadas de tortura, violência e miséria foram o legado do "idealismo wilsoniano", um princípio primordial da política externa dos EUA.

Jimmy Carter

Para o presidente Jimmy Carter, os direitos humanos eram "a alma da nossa política externa".

Robert Pastor, assessor de segurança nacional para a América Latina, explicou que havia importantes diferenças entre direitos e política: lamentavelmente, a administração teve de apoiar o regime do ditador nicaraguense Anastásio Somoza, e quando isso se tornou impossível, sustentou uma Guarda Nacional treinada pelos EUA, mesmo depois de esta ter massacrado a população "com a brutalidade que uma nação normalmente reserva aos seus inimigos", matando cerca de 40 mil pessoas.

Para Pastor, a razão era elementar: "Os EUA não queriam controlar a Nicarágua ou as outras nações da região, mas tampouco queria que os acontecimentos saíssem do controlo. Queria que os nicaraguenses agissem de forma independente, excepto quando essa independência afectasse os interesses dos Estados Unidos".

Barack Obama

O presidente Barack Obama distanciou os EUA de quase toda a América Latina e da Europa ao aceitar o golpe militar que derrubou a democracia hondurenha em Junho passado.

O golpe reflectiu um "sobressalto político e uma divisão sócio-económica", segundo o New York Times. Para a "reduzida classe alta", o presidente hondurenho Manuel Zelaya estava a converter-se numa ameaça ao que essa classe chamava de "democracia", que, na verdade, era o governo das "forças empresariais e políticas mais poderosas do país".

Zelaya estava a adoptar medidas tão perigosas como o aumento do salário mínimo, num país onde 60% da população vive na pobreza. Tinha de ir-se embora.

Praticamente sozinhos, os EUA reconheceram as eleições de Novembro (nas quais saiu vitorioso Pepe Lobo), realizadas sob o regime militar - "grande celebração da democracia", segundo o embaixador de Obama nas Honduras, Hugo Llorens.

O apoio ao processo eleitoral também garantiu para os EUA o uso da base aérea hondurenha de Palmerola, cujo valor para o exército norte-americano aumenta na medida em que está a ser expulso da maior parte da América Latina.

Depois das eleições, Lewis Anselem, representante de Obama na Organização de Estados Americanos, deu instruções aos atrasados latino-americanos para que reconhecessem o golpe militar e acompanhassem os EUA "no mundo real, não no mundo do realismo mágico".

Obama abriu caminho ao apoiar um golpe militar. O governo dos EUA financia o Instituto Internacional Republicano (IRI, na sigla em inglês) e o Instituto Nacional Democrático (NDI) que, supostamente, promovem a democracia.

O IRI apoia regularmente golpes militares para derrubar governos eleitos, como ocorreu na Veenzuela, em 2002, e no Haiti, em 2004.

O NDI tem-se contido. Nas Honduras, pela primeira vez, esse instituto concordou em actuar como observador nas eleições realizadas sob um governo militar de facto, ao contrário da OEA e da ONU, que continuaram a guiar-se pelo mundo do realismo mágico.

Devido à estreita relação entre o Pentágono e o exército das Honduras e à enorme influência económica dos EUA no país centro-americano, teria sido muito simples para Obama unir-se aos esforços latino-americanos e europeus para defender a democracia nas Honduras. Mas Barack Obama preferiu a política tradicional.

Na sua história das relações hemisféricas, o académico britânico Gordon Connell-Smith escreve: "Enquanto falam em defesa da democracia representativa na América Latina, os Estados Unidos têm importantes interesses que vão justamente na direcção contrária" e que exigem um modelo de "democracia meramente formal, com eleições que, com muita frequência, mostraram ser uma farsa".

Uma democracia em funcionamento pode responder às preocupações do povo, mas "os EUA estão mais preocupados em construir as condições mais favoráveis para os seus investimentos privados no exterior".

É preciso uma grande dose do que às vezes se chama de "ignorância intencional" para não ver esses factos.

Uma cegueira assim deve ser zelosamente preservada, se é que se deseja que a violência de Estado siga o seu curso - sempre para o bem da humanidade, é claro, como nos lembrou Obama, mais uma vez, ao receber o Prémio Nobel.

Tradução de Luis Leiria

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Torcia muito pelo Presidente Obama. Para que tivesse chance de governar um dia.

 A Democracia Kabuki - O Sistema x Barack Obama (Livro; Resenhas Selecionadas) - INGLÊS

Hoje, o receberei a pedrada!
E sobrará pedrada até para minha Presidente omissa.

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Até essa mais uma monstruosidade acabar:

1. sou MATHABA e
2. rezo por esse LIVRO (vale a pena conhecer) الصحافة ::

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Indignado,

Alarcon.


 

VOTO BRASILEIRO - CONSELHO DE SEGURANÇA (ONU) - QUESTÃO LÍBIA
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1. Retiro a possível "sobra" de pedradas (as dela seriam pequeniníssimos seixos rolados de qualquer sorte) para minha Presidente "omissa".

2. A análise do amigo Morales, abaixo, como sempre, mesmo sem conhecer o teor do voto brasileiro, foi precisa:

"...As abstenções da Alemanha e do Brasil podem ser simbólicas, porque um voto negativo não influenciaria o resultado final (sendo os dois países membros não permanentes). Mas as abstenções de Rússia e China equivalem a um voto positivo, pois qualquer deles poderia bloquear a aprovação. Um voto covarde, pois, se eles apoiam a medida, deveriam deixar isso claro. E se desaprovam, deveriam tê-la vetado. A abstenção de Rússia e China equivalem a uma anuência..."

3. As demais pedradas, no Presidente Obama, que muito prezo mas que por não governar representa todos os demais ASSASSINOS PERMANENTES DO CONSELHO DE INSEGURANÇA global DAS NAÇÕES UNIDAS, ficam mantidas (pedradas - e ovos e, bem lembrado, bolinhas-de-papel - tão somente porque não me apraz o uso das armas letais genocidas que eles tanto apreciam).

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SEGUE O VOTO DO BRASIL (FONTE: Ministério das Relações Exteriores - Itamaraty)
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Nota nº 103

Aprovação da Resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU sobre a Líbia

 

17/03/2011 -

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas aprovou, hoje, 17/3, a Resolução 1973 que autoriza o uso da força na Líbia com base no Capítulo VII da Carta da ONU. A Resolução foi aprovada por 10 votos a favor, nenhum contra e 5 abstenções - da Alemanha, Brasil, China, Índia e Rússia.

Segue, abaixo, a intervenção da Representante Permanente do Brasil junto à ONU, Embaixadora Maria Luisa Viotti, na sessão do Conselho.

“Senhor Presidente,

O Brasil está profundamente preocupado com a deterioração da situação na Líbia. Apoiamos as fortes mensagens da Resolução 1970 (2011), adotada por consenso por este Conselho.

O Governo do Brasil condenou publicamente o uso da violência pelas autoridades líbias contra manifestantes desarmados e exorta-as a respeitar e proteger a liberdade de expressão dos manifestantes e a procurar uma solução para a crise por meio de diálogo significativo.

Nosso voto de hoje não deve de maneira alguma ser interpretado como endosso do comportamento das autoridades líbias ou como negligência para com a necessidade de proteger a população civil e respeitarem-se os seus direitos.

O Brasil é solidário com todos os movimentos da região que expressam suas reivindicações legítimas por melhor governança, maior participação política, oportunidades econômicas e justiça social.

Condenamos o desrespeito das autoridades líbias para com suas obrigações à luz do direito humanitário internacional e dos direitos humanos.

Levamos em conta também o chamado da Liga Árabe por medidas enérgicas que dêem fim à violência, por meio de uma zona de exclusão aérea. Somos sensíveis a esse chamado, entendemos e compartilhamos suas preocupações.

Do nosso ponto de vista, o texto da resolução em apreço contempla medidas que vão muito além desse chamado. Não estamos convencidos de que o uso da força como dispõe o parágrafo operativo 4 (OP4) da presente resolução levará à realização do nosso objetivo comum – o fim imediato da violência e a proteção de civis.

Estamos também preocupados com a possibilidade de que tais medidas tenham os efeitos involuntários de exacerbar tensões no terreno e de fazer mais mal do que bem aos próprios civis com cuja proteção estamos comprometidos.

Muitos analistas ponderados notaram que importante aspecto dos movimentos populares no Norte da África e no Oriente Médio é a sua natureza espontânea e local. Estamos também preocupados com a possibilidade de que o emprego de força militar conforme determinado pelo OP 4 desta resolução hoje aprovada possa alterar tal narrativa de maneiras que poderão ter sérias repercussões para a situação na Líbia e além.

A proteção de civis, a garantia de uma solução duradoura e o atendimento das legítimas demandas do povo líbio exigem diplomacia e diálogo.

Apoiamos os esforços em curso a esse respeito pelo Enviado Especial do Secretário-Geral e pela União Africana.

Nós também saudamos a inclusão, na presente resolução, de parágrafos operativos que exigem um imediato cessar-fogo e o fim à violência e a todos os ataques a civis e que sublinham a necessidade de intensificarem-se esforços que levem às reformas políticas necessárias para uma solução pacífica e sustentável. Esperamos que tais esforços continuem e tenham sucesso.

Obrigada.”

 

Esse livrinho verde que você recomenda ensina a derrubar aviões civis com gente dentro, Alarcon?

 

Como este:
http://moraisvinna.blogspot.com/2010/07/3-de-julho-de-1988-iran-air-655-o.html

ou este:
http://es.wikipedia.org/wiki/Vuelo_455_de_Cubana

?

 

Longe de querer defender as ações de Kadafi ou de não achar um absurdo o massacre de civis patrocinado por ele, mais porque esse conselho de segurança da ONU não faz o mesmo quando Israel ataca os civis Palestinos matando centenas destruindo hospitais,escolas e outros alvos não militares. 

 

Cara Maria Tereza da Silva:

Pois é, de vez em quando também sou obrigado defender quem não merece, no caso, Muamar Kadafi.

Entre o colega Francisco Ernesto Guerra e o Estadão, fico com o primeiro, a aprovação não foi unânime e se refere ao estabelecimento de uma zona de exclusão aérea, sem menção a ataque à Líbia, mas, de qualquer maneira, não deixa de ser resultado absurdo, jogo sujo mesmo.

Se fosse para impedir o massacre a civis, um trololó danado, o que dizer de Paquistão, Sudão, Somália, Guiné Espanhola, Irã, Omã, Bahrein, Arábia Saudita, etc...? O garrote que estes e outros países (a lista deve ser bem longa) impõem a suas populações parece não incomodar ninguém, e sobre o governo sionista de Israel, então, o que dizer em relação à sistemática carnificina que produzem na Palestina? A Indonésia, por exemplo, executou 25% da população do Timor Leste, e aí? E aí tudo bem, zero de ações da ONU e vida que segue, assim como para a recente ação militar da Arábia Saudita sobre civis no Bahrein, ocorrência que se privilegiou do acidente japonês, ao passar longe do noticiário. E olhe que todos estes países citados deviam estar entre os 192 países que votaram na ONU, na semana passada, em favor de ações contra a Líbia, um escárnio.

Assusta a qualquer um esta parcialidade nas decisões de um organismo internacional que, ao menos em tese, deveria primar pela neutralidade em suas decisões. Hoje é contra a Líbia, amanhã poderá ser contra qualquer outro que contrarie os inequívocos interesses dos EUA, este é um fato, agora o outro- se a Líbia não tivesse o petróleo que tem, ninguém iria querer saber da população de um país que ninguém consegue apontar no mapa.

Um abraço  

 

Maria Thereza,

Porque todos os presidentes estadunidenses tem receio de desagradar a AIPAC - American Israel Public Affairs Committee. Todas as resoluções da ONU que visam condenar e ou punir Israel são vetadas pelos EEUU, que detém o poder de veto na organização

AIPAC é o poderoso Lobby de judeus daquele país. Muitas pessoas, inclusive este comentarista, tem certeza que a política externa dos EEUU é dirigida desde Telavive, contra até mesmo os interesses dos estadunidenses.

 

 

 

E OS BRASILEIROS (LEGÍTIMOS PROPRIETÁRIOS DO PRÉ-SAL), NA PRAÇA DANDO MILHO AOS POMBOS !

"Primeiro levaram os negros, mas não me importei com isso. Eu não era negro. Em seguida levaram alguns operários. Mas não me importei com isso. Eu também não era operário. Depois prenderam os miseráveis. Mas não me importei com isso. Porque eu não sou miserável. Depois agarraram uns desempregados. Mas como tenho meu emprego, também não me importei. Agora estão me levando. Mas já é tarde. Como eu não me importei com ninguém, ninguém se importa comigo. Bertold Brecht

 

" A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos." - Barão de Montesquieu

 

 

 

Movimentos sociais definem agenda de protestos contra ObamaA visita do presidente norte-americano ao Brasil faz parte de um conjunto de estratégias de Washington para tentar reverter o cenário de crise vivido pelos Estados Unidos hoje. Muitos dólares estão sendo gastos para tentar resgatar a chamada popularidade de Obama pelo mundo. Nesse sentido, o Nobel da Paz pretende aproveitar muito bem sua estada no Brasil.

Enquanto o governador, Sérgio Cabral, reúne esforços em campanhas para que a população dê boas vindas e seja receptiva com o presidente, movimentos sociais se posicionam contrários à visita do chefe de Estado.

Leia também

Em contrapartida ao recrutamento de pessoas para dar boas vindas ao presidente, diversos movimentos sociais resolveram para tornar público seu manifesto contra a visita de Obama no documento “Obama é persona non grata no país”.

Plenária

Cerca de 200 representantes do movimento social brasileiro se reuniram na noite desta quarta-feira (16), na sede do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio (Sindipetro-RJ), para programar protestos contra a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, à capital carioca. Estiveram presentes lideranças do Cebrapaz, CUT, MST, UNE, Ubes, CTB, Conam, Unegro, entidades sindicais,entre outros.

As ações de repúdio contra o imperialismo norte-americano — debatidas durante a plenária — têm como marca a crítica contra a política de duas caras de Obama, que utiliza uma retórica demagógica de defesa da paz e dos direitos humanos, mas que na prática realiza uma política militarista e de intervenção contra países e povos soberanos.

Durante o encontro, foi criticada a escolha do governo da histórica Praça da Cinelândia para o discurso de Obama. Segundo a secretária estadual de Movimentos Sociais e Populares do PCdoB-RJ, Sônia Latge, o local faz parte da história dos movimentos sociais brasileiros na luta pela democracia, pela soberania nacional e em defesa de nossas riquezas e contra as investidas imperialistas.

“A Cinelândia sempre foi utilizada pelo povo brasileiro como palco das manifestações pela democracia e pela soberania nacional. O discurso de Obama representa uma espécie de apropriação indébita” afirmou Latge.

Para ela, o presidente norte-americano deve explicações ao mundo sobre os crimes impostos pelo seu país às nações – como é o caso do bloqueio a Cuba, a ingerência militar em Honduras, Panamá e Colômbia e as articulações para imposição de intervenções na Líbia. “Obama não tem nada a dizer ao povo brasileiro. Ele deve explicar ao mundo a política imperialista dos EUA”, afirmou Latge.

Eixos

A reunião definiu a utilização de três eixos nos protestos contra a presença do líder norte-americano: “Obama: são muitas guerras para quem fala em paz!”, proposta pelo Centro Brasileiro de Solidariedade e Luta pela Paz (Cebrapaz); “Obama go home!” e “Obama tire as mão do nosso pré-sal!”.

Para a presidente do Conselho Mundial da Paz e do Cebrapaz, Socorro Gomes, apesar da campanha midiática pró-Obama, suas reais intenções são a imposição de uma agenda imperialista na região.

“A nossa experiência mostra que os EUA não nos veem como amigos, mas como terra para explorar, dominar e saquear. Querem saquear recursos naturais, controlar os nossos mercados e dominar nossos povos [da América Latina]”, explica.

Protestos

A reunião definiu uma agenda comum dos movimentos contra a presença de Obama. Nesta sexta-feira (18), a partir das 16 horas, será realizada uma passeata que seguirá da Candelária à Cinelândia.

“O povo quer dar a Obama a mensagem de que sua política não é bem-vinda ao Brasil. É uma demonstração de que o povo brasileiro, mesmo sendo hospitaleiro, se opõe às políticas de guerra norte-americanas. É uma manifestação de repúdio contra quem vem à nossa casa falar de paz e provoca agressões em todo o mundo”, explicou o secretário geral do Cebrapaz, Rubens Diniz .

No domingo (20), as entidades também organizam ações diversificadas durante o pronunciamento de Obama. As manifestações acontecerão em diversos pontos da cidade e deverão utilizar do humor e do sarcasmo para expressar seu repúdio e indignação.

Ainda de acordo com Rubens, o dia 20 de março é uma data simbólica na agenda internacional dos movimentos sociais. A data marca os 8 anos da invasão do Iraque pelos Estados Unidos. “Este é um dia em solidariedade aos povos em luta em todo mundo. Os movimentos, reunidos na Assembleia dos Movimentos Sociais, no Fórum Social Mundial [realizado em dezembro de 2010, no Senegal, África], haviam tirado essa data em solidariedade às lutas no norte da áfrica e em oposição às ocupações estrangeiras e às bases militares”.

Os organizadores das manifestações esperam que 20 de março seja lembrado como o “Dia Mundial de Luta contra bases militares dos Estados Unidos” e não como um showmício, protagonizado por Obama.

Política Externa

Além do Brasil, Obama passará por mais dois países da América Latina — Chile e El Salvador— para fortificar o discurso imperialista.

É a primeira vez na história do país que um presidente dos Estados Unidos chega ao Brasil antes que este lhe faça uma visita. Segundo especialistas, o momento é oportuno para a chegada de Obama, já que, de acordo com eles, a nova presidente da República, Dilma Rousseff, tende a não adotar as mesmas ênfases em política externa de seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva.

Embora a chegada de Obama, que virá acompanhado de sua mulher Michelle e das filhas, esteja sendo amplamente comentada pela imprensa, os reais motivos que constituem a agenda da visita ainda não passam de especulações. A primeira refere-se aos assuntos bilaterais que envolvem relações econômicas entre Brasil e Estados Unidos. Como a economia norte-americana está passando por um cenário de crise, o mandatário estadunidense tentará aproveitar a viagem ao Brasil em benefício próprio do ponto de vista econômico e comercial.

Outro tema pretendido pela agenda da visita, segundo assessores de Obama é a construção de uma “nova era” de relações entre os EUA e a América Latina. Há ainda um terceiro item na agenda de Obama que, ao que tudo indica, ficará claro em seu discurso na Cinelândia (RJ): aproveitar o momento de democracia e luta contra a erradicação da miséria no Brasil para dizer que ambos os países possuem uma unidade ideológica em torno de valores democráticos e sociais.

Da redação(Vermelho),
Mariana Viel e Fabíola Perez

 

" A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos." - Barão de Montesquieu

 

Fugh,
Será por causa das revelações da entrevista abaixo?
Os EUA que teve seus docimentos da USLA vazados?.
O Sarkozy cujas contas de campanha Khadafinho disse que vai abrir!
Só tem anjo nessa história, né? É tudo tão poético...

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16/03 (ONTEM)
Saif al-Islam Kadhafi - Entrevista Exclusiva Euronews (dublada em ortuguês)

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Enquanto EUA ameçam bombardeio, família Khadafi anuncia fim próximo da guerra,
chama Sarkozy de palhaço e cobra devolução do dinheiro da Líbia

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VÍDEO COM ENTREVISTA (Saif al-Islam Kadhafi -  filho de Muamar Khadafi)
DUBLADO EM PORTUGUÊS EM ANEXO
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Para reflexão (estamos tentando entender a intrincada teia que pode nos conduzir a algum fio de verdade):

1. Reproduzo os comentários espontâneos do colegas sobre o artigo "O risco de guerra generalizada no Golfo":

a) Mário Latino: "Na Libia os defensores da liberdade (que apareceram por arte de mágica) não conseguiram segurar o rojão. Estão a ver navios, de joelhos diante da dita comunidade internacional, e em polvorosa. Dava para ver isso nas fotos que as próprias agências de notícias forneciam, caras com fuzis AKM  e AK-47 sem munição, gente sem preparo militar, "combatendo" na base da garganta... de fato eram poucos, muito menos do que a grande conspiração internacional teria gostado... para piorar, o pessoal de Gadafi (e a população que o apoia) está em maior número.."

b) Francisco Ernesto Guerra: "Atente para o detalhe curioso e revelador: Não vimos nas revoltas da Tunísia e do Egito a oposição aos ditadores portarem armas. Não houve confronto armado nenhum, a não ser os massacres praticados pelos ditadores depostos.  Já na Líbia... , quem será que forneceu as armas?"

2. Logo no início do conflito, contra uma revolta desarmada, todas as notícias que coletei das fontes que considero as melhores da região davam Khadafi como prensado entre os subúrbios de Trípoli e a fronteira noroeste com a Tunísia o que significa uma área insignificante (menos de 5%) do país. Diante de tal quadro, errei dando o Presidente (na verdade ele não tem cargo) como derrotado. De repente, a revolta antes desarmada, se tornou fortemente armada e um Khadafi, antes flagrantemente derrotado, virou amplamente o jogo e já está "empurrando" os rebeldes na fronteira leste do país, rumo a uma eminente fuga para o Egito. Enquanto os Estados Unidos aumentam o tom quanto às suas ameaças de intervnção real através de bombardeio e não mais tão somente o fechamento  do espaço aéreo. Como explicar?

3. Antes uma das inimigas favoritas de todo o Ocidente, a Líbia se tornou a maior fornecedora de petróleo e grande parceira comercial da Europa e campo aberto para atuação dos interesses dos lobistas de empresas e governo dos EUA que, inclusive criaram a USLBA como entidade para cuidar de tais interesses. Antes um Estado tendendo ao socialismo, hoje um país que já privatizou mais de 30% das suas empresas, incluíndo as do setor petrolífero. E, finalmente, apesar de uma país da grande Nação Árabe, uma nação totalmente diferenciada pela sua imensa característica saariana que implica numa sociedade baseada nas conformações e divisões tribais típpicas dos clãs nômades do deserto. Além de ser regida, desde a ascensão de Khadafi, por princípios claros tais quais descritos no Livro Verde e na visão Makhtaba e seus Conselhos Comunitários mas sem nenhuma formalidade institucional ou estatal.

Acredito que temos claro que o Coronel Muamar Khadafi está, no mínimo, entre os frutos que - como o Exmo. Sr. Presidente Lula da Silva bem ilustrou na sua palestra recente no Fórum da Al Jazeera - entre os frutos que de há muito já apodreceram no pé.

Do outro lado, entretanto, acredito não haver dúvidas que temos uma "mão" ocidental que tem o dom de apodrecer de imediato todo "pé" de qualquer planta que toca na região.

E, por fim, a consciência de que "pés de plantas" e líderes e governos democráticos e populares, por todos estes motivos até, são de uma escassez de dar dó na área.

As revoluções em curso vieram, inclusive, para buscar a mudança dessa insuportável realidade.

Mas há a riqueza do petróleo a empobrecer e embargar muitos dos melhores sonhos possíveis de futuro.

E o caso da Líbia, por tão específico, acho o mais diferenciado, emblemático, complexo, imprevisível e possivelmente educativo de todos.

Resta-nos acompanhar, torcer para o que lá seja melhor para o povo líbio e protestar, na minha opinião, contra quaisquer suposições de ideias intervencionistas externas.

Diante de tudo, a entrevista parece (PARECE) razoavelmente coerente.

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TRANSCRIÇÃO DA ENTREVISTA:
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O regime de Muammar Kadhafi assegura que o fim dos combates está para breve. A euronews entrevistou em Tripoli o filho do líder líbio, Saif al-Islam Kadhafi, que disparou em todas as direções. A campanha do presidente francês, Nicolas Sarkozy, foi financiada com dinheiro líbio e a Liga Árabe é um teatro de déspotas a representar a democracia.

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Riad Muasses, euronews:

“Saif al-Islam Kadhafi, antes dos acontecimentos atuais você apresentava-se como o rosto da Líbia reformista. Hoje quais são os seus projetos reformistas perante aqueles que se manifestaram contra si?”

Saif al-Islam Kadhafi:

“Como pôde constatar durante duas semanas, o que vimos nas ruas não foram manifestantes mas milicianos armados, que mataram pessoas, que aterrorizaram pessoas. Você viu-os em Baida onde executaram polícias, ou em Darna onde enforcaram pessoas nas pontes, ou em Misrata quando queimaram um homem na praça pública aos olhos de todos. Esta gente não acredita no diálogo, nem nos Direitos Humanos, nem na Democracia. Eles são criminosos e, felizmente, são eles que tiram as fotografias e filmam os vídeos do que fazem antes de os difundir. Hoje, o povo líbio revoltou-se para defender a sua terra e o seu país. Todos os dias o exército líbio liberta uma cidade e o povo sai à rua, contente, para celebrar as vitórias. O povo líbio está todo unido contra as milícias e os terroristas. Até o exército está cheio de voluntários que se alistaram para combater. As reformas políticas, pretendemos fazê-las quando recuperarmos a paz e a calma no nosso país. Antes estávamos preparados para efetuar reformas e elaborar uma nova constituição, com mais liberdades, mas por agora o tempo é de combate contra estes terroristas para libertar a Líbia.”

Riad Muasses, euronews:

“Mas você está convencido que a Líbia precisa de grandes reformas?”

Saif al-Islam Kadhafi:

“Sim, nós estamos de acordo nesse ponto mas se você falar com um homem na rua e lhe perguntar o que quer, ele vai responder: segurança. Ele não vai falar agora de projectos de reconstrução, ou de infraestruturas, porque os líbios viram o terror nas mãos dessas milícias. Por isso, o que o nosso povo pede é recuperar a paz e a segurança. Essa é a prioridade. As reformas vêm depois do restabelecimento da situação, dentro de uma ou duas semanas, ou dentro de um mês, porque é tempo para o nascimento de uma nova Líbia com novas leis e uma constituição. Agora estamos a assistir ao nascimento de uma Líbia moderna.”

Riad Muasses, euronews:

“Como é que podemos confirmar a presença da Al Qaida ou de outros grupos militares?”

Saif al-Islam Kadhafi:

“Sejamos claros, a presença da Al Qaida estava limitada às localidades de Zawyia, Darna e Bayda, mas assistimos igualmente ao surgimento de certos grupos armados de assassinos e de criminosos que se organizaram em milícias armadas e que recrutaram jovens. Você viu-os na televisão a beberem álcool, a escutarem música alta e a tomarem drogas. Portanto, há dois tipos de grupos: milícias criminosas e organizações islâmicas extremistas – e ambos são inimigos do povo líbio.”

Riad Muasses, euronews:

“Então não há gente a manifestar-se contra si, apenas milícias e extremistas islâmicos?”

Saif al-Islam Kadhafi, euronews:

“O mais importante é o que se passou em Benghazi, na cidade de Benghazi, e nós nos próximos dias vamos poder mostar a verdade e os filmes. Primeiro, há alguns homens de negócios que pediram à mão-de-obra árabe que se encontra na Líbia para sair à rua. A maioria das pessoas que se manifestou são egípcios e palestinianos no desemprego. Segundo, talvez haja gente em Benghazi que é contra Kadhafi, talvez mesmo alguns milhares. Mas em Benghazi há um milhão e meio de habitantes. Se há contra nós uma dezena de milhar não é o fim do mundo. Há milhares de pessoas na Líbia que não acreditam em Deus e não apenas que não acreditam em Muammar Kadhafi. O nosso antigo ministro dos Negócios Estrangeiros faz parte dessess ateus e não esconde o seu ateísmo. Não é lógico afirmar que o povo líbio está a 100 por cento com Muammar Kadhafi.”

Riad Muasses, euronews:

“Então não há um contágio com origem na Tunísia e no Egipto?”

Saif al-Islam Kadhafi:

“Não se trata de uma questão de contágio, é uma questão de moda. Parece-se um pouco com as revoltas juvenis na Europa nos anos 60. Além do mais é preciso não esquecer que há televisões árabes que nos fizeram uma guerra mediática, cheia de mentiras e rumores. Isso agora é tudo claro para o nosso povo. Por exemplo, uma dessas televisões afirmou que as forças líbias atacaram o porto de Mezda, ora Mezda é uma cidade no coração do deserto. As estações de televisão dos nossos irmãos árabes desceram a um nível muito baixo e humilhante e o nosso povo ri-se delas. Hoje, as televisões árabes inimigas dizem que Tripoli caiu nas mãos do que chamam “Líbia Livre” e que há combates nas ruas de Tripoli.”

Riad Muasses, euronews:

“Há informações que dizem que as vossas forças estão próximas de Benghazi. O que pensa fazer contra aqueles que enfrentam com armas o regime?”

Saif al-Islam Kadhafi:

“Primeiro, é preciso dizer que eles fugiram. Há multidões que tentam passar as fronteiras para o Egito e dissemos, no seio do Exército, para deixarem uma passagem livre para esses traidores, essas milícias. Aqueles que contactaram os Estados Unidos, a Grã-Bretanha, a França e pediram o regresso das tropas britânicas e a intervenção das tropas norte-americanas e da NATO, estão a partir acompanhados das famílias para o Egito. Não queremos matar, nem vingar-nos. Mas os traidores e mercenários que cometeram crimes contra o povo líbio, que partam e vão em paz para o Egito.”

Riad Muasses, euronews:

“A ONU está a estudar uma resolução que impõe uma zona de exclusão aérea. Que pensa da sua eventual adoção?”

Saif al-Islam Kadhafi:

“As operações militares terminaram. Dentro de 48 horas tudo estará terminado. As nossas forças estão quase em Benghazi. Qualquer que seja a decisão chegará demasiado tarde.”

Riad Muasses, euronews:

“A Liga Árabe considera o regime líbio ilegítimo: a Líbia vai permanecer na Liga Árabe?”

Saif al-Islam Kadhafi, euronews:

“Isso é ridículo. Esses regimes não são democráticos, não realizam eleições, os seus presidentes não são eleitos e não aplicam as constituições nem as leis. Esses regimes são todos ilegítimos. O nosso problema é com o secretário da Liga Árabe, Amr Moussa. Esse homem recebe dinheiro do Qatar e prepara-se para uma campanha presidencial no Egito. Os nossos irmãos do Qatar pediram-lhe para desempenhar esse papel. Nós somos lúcidos e sabemos o que se prepara contra nós. Amr Moussa não é legítimo e os presidentes árabes também não. Além disso, esses regimes árabes com origem em ditaduras ou hereditários agem como se fossem a União Europeia ou os Estados Unidos. Nós conhecemos bem as peças de teatro que se representam na Liga Árabe. A nossa prioridade agora não é decidir se permanecemos ou não na Liga Árabe. Tomaremos essa decisão a seu tempo. A prioridade agora é libertar o país e terminar o nosso combate contra as milícias armadas.”

Riad Muasses, euronews:

“A França foi o primeiro país a reconhecer o Conselho Nacional da revolução. O que pensa disso e qual é a sua opinião do presidente francês Nicolas Sarkozy?”

Saif al-Islam Kadhafi:

“Sarkozy deve devolver à Líbia o dinheiro que recebeu para financiar a campanha eleitoral. Fomos nós que a financiámos e estamos dispostos a revelar os detalhes. A primeira coisa que pedimos a esse “palhaço” é que devolva o dinheiro do povo líbio, pois nós demos uma ajuda para que ele ajude também o povo líbio. Mas ele desiludiu-nos. Temos todos os detalhes, as contas bancárias, os documentos e as operações de transferência e vamos revelar tudo em breve.”

Riad Muasses, euronews:

“Uma última questão, você é o filho de Muammar Kadhafi. Há um projeto de transmissão hereditária do poder na Líbia?”

Saif al-Islam Kadhafi:

“Não vou falar desse assunto porque já tomei uma decisão há muito tempo. Já falei sobre isso e agora não falo mais.”

euronews

Re: ONU autoriza intervenção na Líbia
 

Apesar de tudo, sempre torci pelo Presidente Obama, para que um dia deixassem ele tomar posse e governar um dia quem sabe.

Mas devo ser preso este fim-de-semana. Pois estou indo comprar minha passagem para o RJ.

Ao desembarcar, a primeiro coisa que farei é comprar o maior saco que encontrar e encher de pedras e coisas piores.

E vou tacar pedrada nesse fdp, mirando nele o represente dos mais miseráveis fdps que desgraçam este planeta.

Vai embora daqui da Líbia, do mundo, desgraça!

 

Alarcon, não seja ingênuo e nem gratuitamente anti-americano. Obama se pudesse escapava dessa.

Quem tá louco pra dar uma de Cowboy nessa história da Líbia é Sarkozy.

Mas você já viu cowboy gaulês dar certo?

 

P.S.: O cowboy gaulês não faria nem fará nada sem a anuência e liderância do "old e velho" General Custer.

 

Maice,

Vcê está sendo ingênuo, eu não.

Torci, torço e continuo torcendo pelo Presidente Obama.

Fiz, faço e continuarei fazendo campanha por ele, para que assuma a Presidência, que deixem ele fazê-lo um dia, que obriguemos que isso seja permitido a forceps pelos abutres ao céu e os ratos  que moram nos porões de Washington e que há mais de 100 anos governam aquele país.

Sou um dos muitos que têm blogs e outras coisas mais dentro do blog do presidente Obama. E há um ano estava ativo.

Tenho um ex-professor e hoje amigo que foi o "João Santana" ou "Duda Mendonça" da campanha de Mr. Clinton ainda nas campanhas pelo Nebraska (ô palavrinha de pronúncia estranha!) e hoje (meu professor hoje "odeia" marketing político) dá uns pitacos "Obâmicos" e, através dele, dou os meus também. Coisa muita humilde, pequena, mas que várias vezes já foi aproveitada.

Contudo o Presidente Obama, querendo ou não, é o representante oficial da maior Organização Criminosa do Planeta e, mesmo sabendo que ele gostaria de mudá-la, enquanto o for tenho que tratá-lo assim, apoiando suas tentativas em mudá-la no que puder por outro lado.

O interessante é que tenho muitos amigos por lá e vivo brigando com eles, em algumas listas mais à esquerda por exemplo, para atacarem o entorno mas não focarem tanto no Presidente.

E tenho amigos Neocons também e é muito mais fácil falar com eles (e atente que com que eles falo bem mais grosso e pesado, e a volta é em igual  tom sem interromper a discussão entretanto) e abrir uma discussão dura mas razoável e produtiva - inclusive com eles admitindo e aceitando muito do que digo - do que com seus serventes subalternos servos do império por estes trópicos do sul. É impressionante!

PS.:  Os únicos antiamericanos dessa estória são os Estados Unidos da América que já atacaram o continente inteiro e seus defensores cegos  sul-balternos. É que, como não me canso em dizer, minha América em bem maior: vai do Ártico à Terra Fogo!

Saudações.

 

 

Putz, ........ mais um que não pode ter alçada para ser o guardião do Botão Vermelho da Bomba Atômica.

Entretanto, fico feliz pela importância que o comentarista dá para minha pessoa; realmente eu não preciso de pedras, bastam-me o poder da palavra (escrita e falada), o equilíbrio e a razão.

Sobre a Notícia, eu apenas a inseri, como fiz com a visita de Shakira à Presidente DILMA e com a notícia do reencontro do cão Pinpoo com sua dona, aposentada, entre outras.

No mais, infelizmente, no momento, o que me preocupa, mesmo, é outro assunto:a brincadeira de mau gosto que fizeram com meus "cumpanheiros" aposentados, menos iguais perante à Lei (para quem, alguns progressistas, aqui, se lixam - mas,  há quem tenha o pé no chão como W. Franklin).

Para 6,666% (o número da Besta) de correção, a palavra mais “meiga” que encontro é, crueldade com esses milhões de brasileiros que sustentam ou ajudam, pelo Brasil, afora, filhos(as) e netos como toda a imprensa e as TVs já mostraram .

Bem, quem sabe foi falta de competência, mesmo?

Continuo desafiando à FGV ou a qualquer órgão governamental a comprovar que esta foi a perda do poder aquisitivo desse segmento de aposentados, desiguais (digamos, até 4 mínimos). Meu número é 22,5%.

Mas, como sou carioca, gosto do "mal feito", e, para qualquer situação tenho sempre a solução, sem perder o humor e a postura, sugiro ao comentarista que ouça aquele pagodeiro, cuja sua referência  me parece adequada, aqui. Dois trechos dizem algo como:

mira outro Mané, vê se me erra”        &

sem essa de caipira; coloca outro, Mané, na sua alça de mira

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

Caro Fugh,

Apenas para esclarecer (pois me restou uma pontinha de dúvida) diante do seu apedrejamento a mim dirijido:

1. Que fique claro que não lhe fiz absolutamente nenhuma referência a vossa malandreza. Minhas pedras são todas reservadas e serão e continuarão sendo para o Presidente do país que em menos de uma mês vetou sozinho o embargo ao estupro da terras palestinas, definiu um golpe-de-estado-moderninho que acontecerá em dois dinas num país que amo, o Haiti, e lidera mais uma abominável intervenção em um país. E tome-lhe pedrada mesmo. Belas palavras civilizadas e malandras e sábias não têm nada nem de sábias nem de malandras nem de civilizadas diante da barbárie.

2. Se os aposentados do Brasil são uma causa mais nossa e mais urgente, concordo. Em parte. Mas respondi a um post sobre a Líbia que é o que foi posto. Tenho aposentados vírtimas na própria família. E incomodo muito mais gente por isso do que muitos posts postados em blogs. Que digam TODOS os parlamentares baianos de todos os níveis e pobres parlamentares de outros estados e sindicalistas canalhas que mau representam os que construíram a história que os fizeram estra onde estão. E ao inferno os números da FGV que até a Mula Sem Cabeça sabe que não têm pé nem cabeça.

3. Por outro lado, se você não tem amigos naquela região, eu tenho (e mesmo se não tivesse) no Oman (pertinho do Bahrein), no Egito (vizinho à Líbia), algumas segundas famílias na Turquia, no Irã, em Israel (tantos judeus quanto palestinos), sem falar em cerca de 15 milhões de compatriotas brasileiros árabes, judeus ou descendentes em permanente aflição com tudo que se passa por lá, e uma humanidade inteira da qual faço parte e vejo como indivísivel e cujos maiores problemas centrais tendem sempre a ter origem nas memas raízes.

No mais, apesar das delongas, apenas queria que não restasse dúvidas (se as houve) de que não lhe fiz citação alguma,

Apenas apedrejei verbalmente e se tiver oportunidade (o "showmício" parece que já foi cancelado já que, desde o incício, era uma idéia ensandecida) o farei fisicamente, apedrejando a figura (e não a pessoa) do Presidente do Governo (e não o país ou o povo) criminoso e genocida.

É isso malandrage!

 

Fugh,

Os caras que vc diz ter alçada para ter o botão vermelho são os únicos até hoje que já apertaram. E acenderam!

E ói que tem muito apedrejador que também tem o botão na mão também. Mas só jogaram pedra mesmo.

E tem tanto aposentado sendo "amanézado" porque tá faltando catador de pedra por aqui.

Acho que o que tem mesmo é muito malandro muderninho que não saca mais nada de boa maladragem.

Não sabe da ginga.

Do amigo,

Mané Alarcon.

 

Ainda bem que apertaram! Já pensou o "Vietnã" que seria o Japão em 1945???? Dos males o menor.

 

Samuel,

Ainda bem?

Você tem mesmo a coragem (ou falta de dela, para dizer o menos) de falar uma aberração dessas?

Bebeu suco de plutônio, se droga, ou estás ruim das idéias mesmo?

Conheces as músca Rosa de Hiroxima? Pois  teu pensamento é o Câncer de Nagazaki!

Sua referência ao Vietnã é somente a mesma referência dos covardes que não conseguiriam dominar um povo brioso, mesmo já destruído, nem com todo o poderioso bélico e todo o dinheiro e petróleo (a grande vantagem estratégica estadunidense à época) e do mundo e talvez abatidos pelo medo encagaçado de uma possível virada soviética após o fim da guerra da Europa quem sabe?

O Japão Meiji já houvera cometido algumas das maiores brutalides cometidas na sua região.

Hoje, o povo japonês, junto com os povos norueguês, mais alguns dois ou três no mesmo Hemisfério Norte, e alguns povos originais da Africa meridional e da América do Sul são as únicas coisas do mundo a que se pode chamar perto de civilização numa acepção mais plena palavra.

No caso do Norte oriental, efeito colateral, nos casos do Sul, pura resistência a essa podridão que você para aplaudir, exemplo maior de não-civilização a manchar a história contemporânea da humaniadade, cometedora das mais vergonhosas, brutais e prehumanas ações de nossos tempos, adjetivos todos que cabem como uma luva também ao seu infeliz comentário, momento infeliz de uma pessoa que imagino bem mais inteligente e sábia como penso que o amigo é.

Ainda bem que houve e há povos coesos e briosos tais como o vietnamita para devolver este tipo de gente ao lugar que lhes cabe: o limbo da história, o nada!

Saudações ao colega Maice na lembrança do gigante honorável General Ho Chi Mihn, seus imensos generais e seu imensurável povo!