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Os catecismos de Carlos Zéfiro

Da Folha

O sexo como ele (não) é - 19/06/2010

Histórias em quadrinhos pornográficas, produzidas no Brasil entre os anos 1950e 1980 e que serviram de iniciação sexual para mais de uma geração, são reunidas em coleção comquatro livros

Cena de "A Gang", história desenhada nos anos 1960


IVAN FINOTTI
DE SÃO PAULO

"Catecismo - ca.te.cis.mo -substantivo masculino.
1 - Compêndio elementar de instrução religiosa.
2 - Livro que contém essa instrução, por perguntas e respostas.
3 - Revistinha de sacanagem usada por adolescentes tarados no banheiro."
Essa terceira acepção da palavra "catecismo" não existe nos dicionários. Mas deveria. Trata-se, afinal, do nome pelo qual se popularizaram as histórias em quadrinhos pornográficas.
O sentido não tinha nada a ver com preceitos religiosos ou católicos, e sim com iniciação. No caso, iniciação da educação sexual.
O nome mais famoso do gênero sempre foi o de Carlos Zéfiro. Pseudônimo de um funcionário público carioca, Zéfiro escreveu e desenhou cerca de 500 revistinhas entre os anos 1950 e 1970.
Ficou tão popular que ofuscou dezenas de outros artistas do sexo ilustrado.

RESGATE

Agora, 50 anos depois do auge dos catecismos, a editora Peixe Grande começa a resgatar essa parte esquecida e importante da nossa cultura popular brasileira.
Uma caixa chamada "Quadrinhos Sacanas - Os Herdeiros de Carlos Zéfiro", com quatro livrinhos e 12 histórias desenhadas entre os anos 1950 e 1980, sempre por autores anônimos, traça um panorama do sexo como ele é.
Ou talvez do sexo como ele não é, se você considerar o destaque para as histórias de transas espaciais ("Ivo, o Astronauta" e "Valdir, o Marciano") e de sexo com animais ("As Três Cabras de Lampião").
Distribuída pela Comix e editada pela Peixe Grande em parceria com a Editoractiva, a coleção "Quadrinhos Sacanas" chega às bancas e livrarias de São Paulo em 5 de julho, com um preço que também é sacanagem: R$ 69.


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+44 comentários

E pros teóricos tentando descobrir as origens do nome "catecismo", deve-se lembrar que, na cabeça da meninada daquela época, catecismo era sim aquele livrinho que se tinha- de estudar pra fazer a primeira comunhão.

 

Pros saudosistas, dá pra baixar alguns no emule, bastando procurar por zefiro.

Podem achar que é pirataria baixar de la´. Mas convenhamos: é apenas conseguir outra cópia de algo que já se teve em mãos, e foi subtraido por mães, professoras e bedéis, né?

 

Carlos Zéfiro é um ícone, um marco, verdadeiro expoente do "vício solitário". Leitor contumaz de sua extensa obra, quando menino, e ao longo de toda a minha feliz e solitária adolescência, sempre tinha  em mente e mãos cabeludas uma historinha do Carlos Zéfiro. Vislumbrava nele um verdadeiro herói das "brigas de patota", dos famigerados "cinco contra um". Ao som dos tambores do "bate-macumba ê, ê", passava tardes inteiras desfrutando da companhia de personagens maravilhosos como a enfermeira Neusa, da Casa de Saúde de São Lourenço. Zéfiro, sem dúvida, foi "o cara" pra muitas e calejadas gerações...

 

Já que o tema tá na sacanagem mesmo, vou testar o sistema de up de imagens pra postar uma capa de disco verdadeiramente impagável...

Re: Os catecismos de Carlos Zéfiro
 

"Ou o Brasil acaba com a mídia canalha, ou a mídia canalha acaba com o Brasil"

Gilberto, parece que a inserçao de imagens nao está funcionando hoje, mas eu vou dar um chute pra ver se adivinho:

Um LP do Uriah Heep, Demons and Wizards? Acertei?

 

Deu um problema, sim. Espero que resolvam até amanhã.

 

Catecismo de iniciação erótica de qualidade teve Manuel Bandeira. No tempo dele, Camoes era usado nas aulas de análise sintática. Mas, como era colégio de padres, todas as partes eróticas de Os Lusíadas vinham com tarjas negras. Ou seja, os padres indicavam para os garotos exatamente os trechos que eles deviam procurar... Encontrar uma ediçao nao censurada nao era difícil, donde Camoes era ao mesmo tempo livro de gramática e de sacanagem... Com um livro de sacanagem dessa qualidade, ele nao podia deixar de ser um poeta.

 

A Folha chegou atrasada 5 anos. O tal resgate já foi iniciado em 2005 pela editora carioca A cena muda. Tenho as seis primeiras brochuras, lançadas por ela. Comprei num local adequado a essa literatura: na Devassa, cervejaria carioca. Essas 6 primeiras foram:

1 - O viúvo alegre

2 - A cobra

3 - Pensão familiar

4 - Titia

5 - Dora, Memórias de um "bom" advogado

6 - High Society

Publicou mais algumas.

Na Livraria Travessa, pelas mesmas 12 pratas (cada) que paguei na época, tem alguns destes  caderninhos e outros  mais à venda. Essa editora de que fala a Folha parece estar lançando outros. Afinal, foram mais de 800 catecismos.

http://www.travessa.com.br/Cena_Muda/editora/8EC06F1F-7DF5-470B-9FD5-D1E...

 

__________________________________

"Quem sabe faz a hora, não espera acontecer", Geraldo Vandré.

Chamar essas revistinhas de "brochura" é sacanagem!

 

Olhaqui os títulos que tenho em meu poder, adquiridos da Cena Muda: A Cobra, Pensão Familiar, Titia, Dora - Memórias de um Bom Advogado, High Society, Lealdade, Delírio!, Irene, Minha Doce Maninha, O Garção, Sítio dos Prazeres, Filho de Peixe. Acho que a editora ainda atende no site www.acenamuda.com.br, tel (+21) 2287-8072. Informação de utilidade pública, gente, pois o resgate de valoroso e vibrante período de iniciação sexual deve merecer divulgação. Garanto que o Pereio, que se garganteia de ter sido o maior onanista do Brasil, ainda possui todos os originais...

 

Onanista. sm (Onã, np+ista) 1 Que pratica o coito incompleto para evitar a fecundação. 2 Que tem o vício da masturbação. 3 Punheteiro sem-vergonha...

 

Pois é Nassif, e o Carlos Zéfiro do STF?? Ele vai se aposentar ou vai querer ficar mais CINCO anos com as documentações da Satiagaha????

"Eu vou sair", dizia num rompante em tom de desabafo. Depois, voltava atrás. "Vou ficar até o fim", prometia. Ou, nos momentos de maior otimismo, torcia pela aprovação da proposta que elevava para 75 anos a idade máxima no serviço público: "Se aprovarem os 75 anos, eu fico".

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,eros-grau-faz-misterio-sobre-ultimo-dia-no-stf,568298,0.htm

 

Bem lembrado. Faz parte da vida de todos...

aliás, de Zéfiro herdei uma tara de posição que revelou-se muito difícil de ser colocada em prática...na mesa, com moça sentada de frente e moço em pé.

Já na escolha dos móveis foi um sufoco, pois sogrão cismou de nos presentear com uma relíquia de família, uma mesa enorme, muito em moda na época, mas alta pra caramba.

A mesa da varanda lateral da casa dele era tão boa, tão exata, e ele foi oferecer logo essa.

Mas a sem-vergonhice de ambos deu um jeito...compramos um pufe sob medida

Mesa não existe mais, mas o pufe, ah, o pufe...bem...virou relíquia de família também

Santo que sou, hoje em dia, é nele que repouso meus pés quando ela delicadamente sugere  que troquemos massagens reconfortantes...trago os dedos dos pés virados pra cima até hoje, o que me causa uma dificuldade enorme na hora de comprar sapatos.

E a danada ainda ri, sugerindo sapatos de bico fino ou ao lembrar que teve uma mesa que desmontou todinha e bem na horinha do vem que te acompanho, morzinho, ou do vem que eu já fui faz tempo, bobão, ou do vem ou chega que tá cansando.

Moçada de hoje desconhece a utilidade dos móveis práticos. Mas deve ser porque não cansam, eu sei, sim, claro, concordo.

E tomara nunca se cansem mesmo das brincadeiras do amor. Tentem na mesa, e descubram que é uma delícia.................bem...qualquer dificuldade é só chamar, que empresto o pufe.

 

alguém tem uma daquelas cadeiras modernas e com encosto reclinável, que queira doar?

pergunta Dona Encrenca, lá do quarto, já toda agitada só de pensar como era bom.

 

 

Houve uma forçada de mão do Ivan Finotti. Acho que ele usou o Michaelis, que é mais, digamos, enxuto. O termo "catecismo" tem acepção, nos melhores dicionários, de "Conjunto de noções básicas sobre qualquer ciência". E é daí que veio a utilização do termo para as obras do Zéfiro e congêneres, o que acredito que seja uma apropriação feita por estudiosos, não pelos usuários. Estes, acho que falavam revistinha de sacanagem mesmo...

O interessante é que essa ligação de termos religiosos com a indústria cultural da sacanagem não se restringe ao Brasil. Nos EUA dominaram, durante muito tempo, os Tijuana Bibles, eram os catecismos de lá. Tinham em comum os desenhos toscos (em muitos casos, embora os Tijuana tivessem, provavelmente, mais de um autor) e a temática sexual. Mas os TB tinham um atrativo a mais: faziam paródia da indústria cultural americana, satirizando atores, personalidades, personagens famosos. Por isso mesmo causaram polêmica muito maior, mas havia pouco que se pudesse fazer: os Tijuana Bibles eram apócrifos e entravam clandestinamente no país. Sua origem é atribuída à cidade mexicana, na fronteira dos EUA, chamada Tijuana, daí seu nome.

Aqui, um exemplo de alguns Tijuana Bibles: http://www.google.com.br/images?q=tijuana+bibles&hl=pt-BR&safe=off&rls=com.microsoft:pt-br:IE-SearchBox&rlz=1I7SKPB_pt-BR&prmd=iv&lr=lang_pt&um=1&ie=UTF-8&source=univ&ei=txYdTL3KEIa0lQeM5ojpDA&sa=X&oi=image_result_group&ct=title&resnum=4&ved=0CDwQsAQwAw

 

"Ou o Brasil acaba com a mídia canalha, ou a mídia canalha acaba com o Brasil"

Carlos Zéfiro quando jovem teve uma educação repressora, de família conservadora estudou em colégios religiosos, de nada adiantou quando ficou mais velho, prova de que o diálogo é a melhor maneira de encarar a sexualidade. Zéfiro era funcionário público do Ministério do Trabalho (setor de Imigração), um cidadão acima de qualquer suspeita que conseguiu enganar a censura durante o governo militar.

 

Esses dias topei com o exemplo inverso. Um quadrinho distribuído para crianças na década de 50 mas que teria a publicação rejeitada hoje..

Mickey e Pateta consumindo e vendendo anfetaminas.

http://www.erowid.org/library/books_online/mickey_mouse_medicine_man/mickey_mouse_medicine_man.shtml

 
  • "quadrinho distribuído para crianças na década de 50 mas que teria a publicação rejeitada hoje":

Eh o que eu sempre pensei a respeito de Pinocchio.  Seria rejeitado hoje sem do nem piedade.

So cheguei a ver um Zefiro, o do ladrao na praia e do "salvador".  Eu era pequeno demais pra saber do que se tratava.  Por incrivel que pareca, lembro da "historia" ate hoje!

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Por que Pinóquio seria rejeitado hoje, Ivan? Que idéia! É um clássico da literatura infanto-juvenil.

 

Fora o fato dele ser um mau caracter mesmo, eh a bebedeira. Estou me referindo ao filme, nao ao livro, li varias versoes infantis mas nao o original.

•••••••

O que me lembra  de um livro italiano que eu li a respeito de um menino em um circo mambembe.   Quando eu finalmente encontro alguem que ja o leu, ninguem sabe o nome mais.  Que pena.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

E vc. acha que não Edson? Só que lá no meu interior era muito difícil  conseguir um. Mas a meninada do interior e do campo só se faziam de desentendidos, porque tinham aulas de reprodução  das espécies o tempo todo e para se chegar à determinadas conclusões era muito fácil. Lembro-me de como todos eram muito maliciosos meninos e meninas.

Abs.

 

Bem lembrado, Maria. Eu vivi minha infância, mas nas férias ia para o interior de Minas, onde tinha primos e primas. Era um alvoroço, aqueles namoricos, brincar de beijo, abraço ou aperto de mao, passa anel, lencinho atrás, em todos esses jogos havia uma pequena dose de erotismo. Eram joguinhos marotos mas ao mesmo tempo inocentes. Pois é, a teoria aprendemos com o Zéfiro, a prática, praticando mesmo.

 

Lembro quando era moleque que só pra comprar o catecismo no jornaleiro já era um sacrifício danado. Ele só vendia pra gente conhecida e mesmo assim era tudo escondido, tudo rápido, o medo de ser apanhado em flagrante. E a molecada ficava lendo todo mundo junto. Depois era a maior briga pra levar a revistinha pra casa e se esbaldar na velha guerra.

 

Carlos Zéfiro era pseudônimo de Alcides Caminha, parceiro de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito em alguns sambas, inclusive no antológico "A Flor e o Espinho" !

 

Parece que este post virou um "Clube do Bolinha". Será que as meninas do blog também nao "liam" os catecismos? Manifestem-se!

 

Confessa. Não era isso que dava raiva. O que mais dava raiva, levante a mão o primeiro que não sentiu tal sentimento, era a mãe esmurrando a porta do banheiro perguntando porque o "banho tava demorando 58 minutos e desliga esse chuveiro que tá gastando água, menino!"  ....

 

Só podia ser coisa da Folha. Promoção barata de um novo lreançamento. Zéfiro já foi reeditado em livros de outras editoras há muito tempo:

"A editora carioca A Cena Muda é responsável pela reedição das histórias de Carlos Zéfiro desde 2005. Acima, a reprodução do lacre que envolve as revistinhas. O preço é um tanto salgado: 12 reais cada uma. Elas mantém o mesmo formato das originais, são em preto e branco, e tem 32 páginas."

http://carloszefiro.wordpress.com/tag/catecismo/

E essa nem foi a primeira. Eu mesmo comprei outra muito antes disso.

Dá licença que vou ver onde está...

 

Dava raiva era pegar um catecismo emprestado e no melhor da leitura (virando a folha com a mão esquerda, hehehe...), duas páginas coladas. Cola orgânica, firme. Se tentasse descolar, rasgava. O jeito era contar com a imaginação pra terminar o serviço.

 

Caso a revista reapareça, recomendo removedor a base de hexano, melhor sem cheiro, mas de qualquer modo não é tóxico. Funciona como um catalizador, retira o poder de aderência dos produtos adesivos (orgânicos ou sintéticos) sem afetar papel nem tinta. Basta umedecer as páginas por uns 15 minutos que geralmente solta muito bem sem rasgar o papel. Depois que soltou as folhas precisa remover com suavidade os resíduos antes que sequem, para evitar que algo grude de novo. 

O seu exemplo é um tanto específico, mas a dica é boa também para etiquetas coladas em cds, livros, capas de lp, folhas em papel couché que grudaram por umidade, açúcar que caiu entre páginas de livros de cozinha, selos que não soltam do envelope mesmo que por horas em água, etc.

 

 

Se você pode sonhar, você pode fazer. Walt Disney

Você deve ter emprestado a sua revista prá um maneta. 

 

Pô, eu sou canhoto, companheiro!

 

Encontrei na NET uma página de desenhos do Zéfiro.

Era revistas digitalizadas.....

 

Lembrei-me de minha infância e perdi algumas horas revendo aquelas histórias....

 

Infelizmente a página saiu do ar.

 

Mas é sempre bom arejar as idéias sobre a formação cultural brasilerira longe das amarras do pudor.

 

A arte erótica sofre muitos preconceitos e incompreensões, mesmo se saber que se trata de ginástica pataicada por muitos,,,agora tenho que sair,,,logo que for possível postarei aqui coisas sobre a sexualidade na arte

 

MAR

kkkkkkkkkkkkkk essa matéria eh para o Serra, que distribuiu esse catecismo pornográfico para as crianças das escolas públicas, olha o grau de irresponsabilidade dos tucanos, destruindo o futuro dessas crianças expondo-lhes à essa pornografia

 

 

Ô Ariosto Desgosto, de onde você tirou que estão distribuindo catecismos em escolas públicas? Acho que a lembrança do Zéfiro mexeu com suas recordações.

 

vcs que estão sem memória, à alguns meses teve todo o escandalo, saiu até na FALHA de SP, o gôverno do estado comprou um monte de gibis pornográficos para distribuir nas escolas públicas, ô povo de memória fraca!!!!!!!

 

Olha só, tem até o link:

 

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1159630-5605,00-SP+DISTRIBUI...

 

e eh da GLobo ainda por cima, entao nao eh anada inventado

 

E o que você tem contra isso, Ariosto? Não tem aula de educação sexual no currículo? Pois, ora! Com o Zéfiro, a criançada aprende a ser autodidata.

 

Eh uma irresponsabilidade, isso sim, tem que colocar a molecada para aprender matemática, português, fazer trabalho social, e nao ficar dando revistinha de sacanagem para os mesmos

Mais o que tenho contra mesmo, eh que isso eh arquitetado pelos tucanos, para deixar nossa população mais ignorante, uma população que nao tem cultura vai continuar votando nos tucanos, por isso SAMPA eh esse curral eleitoral dos tucanos, ficaram 30 anos no gôverno do estado, dilapidando a educação, agora tem um eleitorado cativo que vota nos mesmos por falta de conhecimento ok

 

Eu tenho a impressao que o Ariosto nao é desse tempo, Nassif. Mas deixa pra lá.

Quando eu tinha 12-13 anos, isso lá pelo início dos 70, minha turma lá da Mooca se reunia num prédio em construçao dentro do clube do Juventus, era como um kiosque de concreto, afunilava para o alto e estavam os andaimes ali. or dentro. A gente subia pelos andaimes até lá em cima pra fumar escondido e "ler" as revistinhas do Zéfiro. Tinha nêgo que saia de lá branco, de tanto cinco contra um.

 

Em 1970, por aí, meninos entrando na adolescência disputavam a tapa as revistas do Zéfiro! - rs - Falar de sexo em casa, era proibido em 99% das famílias, a gente aprendia tudo nas revistas e, sedentos, ouvindo as histórias fantásticas dos colegas mais velhos. E apesar de tudo, dá uma saudade danada daqueles tempos... Juro que não sei dizer, se a liberação geral de todo tipo de informação, e a facilidade de se ver tudo hoje, na NET e outros veículos, não trouxe uma sensualidade precoce e exagerada demais prá meninada. Dá um belo de um debate...

 

1970??? Assuma a idade e tire uns dez no mínimo.

 

Em Sorocaba, os "catecismos" eram vendidos apenas em algumas bancas. Uma delas ficava em frente a um mitório público, no início da avenida Gal. Carneiro. Custavam o dinheiro do lanche de uma semana. Um verdadeiro pão do espírito.

 

Jotavê,

E vc. ficava sem comer lanche para comprar o "catecismo"?  Melhor que essa só a de um meu amigo ( já sexagenário), que ia para à escola caminhando e guardava o dinheiro que o pai dava para o ônibus para no fim do mês comer uma puta por 20 minutos.

Abs.

 

Pois é Maria: coisas de uma geração!!! Estudávamos em escola pública e dependíamos da sopa servida por lá. Engulíamos rápido para ter mais tempo para compartilhar os Catecismos que alguns surrupiavam dos pais ou irmãos mais velhos e que eram socializadas em algun canto discreto do pátio da escola. As gerações de hoje estão mais obcecadas em falar da Malhação, do jogo novo do PS ou de uma moda novo da tribo Emo(rróida). O conceito de homem mudou!!!! As mulheres que sofram!!!

 

Nunca tive muito senso prático, Maria.