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Os riscos da radicalização da imprensa

Do Observatório da Imprensa

Os riscos ocultos na radicalização da cobertura eleitoral da imprensa

Postado por Carlos Castilho em 26/9/2010 às 21:31:27 

Faltando alguns dias para o primeiro turno das eleições de 2010 já dá para perceber que há no ar uma sensação de cansaço em relação à avalancha de denúncias publicadas pelos principais jornais do país, envolvendo integrantes e ex-membros do governo Lula.

O recurso ao denuncismo é classico em periodos pré-eleitorais, mas a versão 2010 mostrou duas características marcantes:

1) Toda a imprensa entrou no jogo das denúncias ao contrário de eleições anteriores, quando geralmente havia um ou mais orgãos dissidentes;

2) Ficou também evidente que a blitzkrieg da imprensa tem como pano de fundo a preocupação de setores conservadores e tradicionais núcleos de poder político e econômico com a perda irreversível de posições estratégicas no cenário nacional.

OterO terrorismo midiático contra Dilma é quase idêntico ao promovido contra Lula antes de sua primeira eleição para a presidência em 2002. Ao longo dos últimos oito anos nada aconteceu no país que pudesse justificar o recurso aos velhos fantasmas. Pelo contrário, a gestão de Lula deu à classe média muito mais do que ela esperava de um governo petista.

Assim, ao que tudo indica, o ataque contra a candidatura Dilma tem mais a ver com fatores subjetivos do que com realidades concretas. A questão das denúncias de corrupção provavelmente tem um fundamento real porque o sistema político do país já incorporou o componente do mau uso do dinheiro público como uma rotina que independe do partido no poder.

As acusações e suspeitas de corrupção devem ser investigadas por uma questão de princípio e de sanidade política no país, sejam os envolvidos petistas ou não. O problema é que só uns poucos serão punidos porque esta é a tradição. Foi assim com as suspeitas de corrupção no governo FHC na privatização das teles, no mensalão do governo Lula, e por aí vai.

O problema não está nos fatos concretos, porque se eles fossem levados a sério, a imprensa seria moralmente obrigada a questionar todo o sistema político. A questão principal está na intencionalidade oculta nas denúncias. É aí que está o fato politico relevante e o que pode nos levar a entender melhor a situação e evitar a posição niilista, de duvidar de tudo e de todos.

A intenção por trás de toda a avalancha de denúncias só pode ser explicada pela tentativa de quebrar a sequência de governos petistas porque eles estão criando uma nova força política no país, formada por setores da classe média e de empresários beneficiados pelo crescimento do consumo interno.

Não se trata de um segmento social ideologicamente revolucionário. Muito pelo contrário. Ele é até conservador se formos analisar os valores que defende e que foram expressos por Lula, em várias ocasiões. O problema é que os novos emergentes sociais estão ocupando espaços que pertenceram a velhos caciques políticos e empresarios cujo poder vinha da concentração de renda no país.

Nos oito anos de Lula houve uma mínima distribuição de renda em favor das classes C e D, mas ela foi suficiente para exarcebar os temores das elites tradicionais, que ainda são muito fortes no controle do partido Democratas, por exemplo.

A avalancha de denúncias de atos de corrupção e abuso do poder no governo atual seria positiva para o país se ela gerasse uma nova postura nacional diante de um problema crônico. Mas a intencionalidade das ações oposicionistas mostra uma preocupação em gerar um clima de incerteza cujo principal desdobramento é uma radicalização de posições.

É aí que reside o grande perigo da situação atual, porque a radicalização pode criar um ambiente político onde a tendência é todos perderem. É o que o processo da Venezuela está mostrando, para citar um exemplo mais conhecido.

Lá são cada vez mais limitados os ambientes em que o diálogo é possível. Todos estão entrincheirados. A oposição antichavista não tem forças para derrotar o presidente venezuelano e este, por sua vez, não consegue o que Lula logrou, ou seja, uma mínima distribuição de renda capaz de fortalecer a musculatura econômica da classe média.

A imprensa é quase sempre uma vítima dos processos radicalizados porque, ao se envolver neles, ela acaba perdendo a credibilidade e a isenção. É o que está acontencendo na Venezuela e pode vir a se repetir no Brasil caso a obsessão antipetista de boa parte da mídia nacional continue ignorando o fato de que Lula não representa mais um partido, mas sim um novo contexto social e econômico das classes C e D, com benefícios indiretos para os segmentos B e A.

Perder a credibilidade num momento de transição para novos modelos de negócios na imprensa pode ser particularmente trágico para empresas jornalísticas que dependem de grandes audiências.

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excelente.

 

O problema Dilma x Imprensa (PIG) será resolvido após as eleições. Vamos ver se depois que Dilma ganhar as eleições o PIG ainda vai fazer o que anda fazendo.

Portanto, no momento agora é lutar, lutar, lutar pela eleição de Dilma. O resto a gente resolve depois e tenham certeza que vai ser resolvido, a se vai!!!!! 

 

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Ótima a análise do Observatório da Imprensa Nassif e Pessoal!

     A maior perdedora nessa eleição será a oposição do PSDB/DEM/PPS e a velha mídia.

     A oposição está perdendo a racionalidade dos atos. O seu público cativo, remanescente, não é muito crítico em relação a realidade do País, dá o voto a eles por medo do PT, do LULA, do diverso. Talvez, creia esse público cativo que irá perder o que tem pelo fato de novas pessoas  estarem adentrando no espaço que ele ocupava soberano, o da classe média/ média-alta. Estes eleitores não irão ser uma militância aguerrida para defender essa oposição nas próximas eleições, até a vitória dela. Perdeu a eleição perdeu a chance de recuperação. É um voto momentâneo. Esses eleitores não militam, vivem o seu cotidiano, apenas. Não se envolvem com política, muitos criaram aversão à Política! O PSDB/DEM perdeu a compostura e os militantes possíveis.

     Os 25% da direita em votos, também, não significam convicção do votante em SERRA que está realizando um voto conservador e neoliberal. Parcelas desse voto são os teleguiados da velha mídia, principalmente, Globo e Veja e são os votos anti-petistas advindos desse terrorismo midiático de todos os dias de todos os anos contra qualquer força representativa das esquerdas.

     Somente novas caras mais arejadas poderão levar alêm dos 25% de votos  os votos que a direita ostenta hoje.

     A Marina não é representante da Direita no sentido dos seus eleitores. Pode ser no sentido da aproximação com a velha mídia em busca de um espaço maior.

    O radicalismo da Velha Mídia e da oposição está se mostrando inócuo. Terão menos representatividade na sociedade a cada ano que passa. Ou alguém acredita que a vida toda as pessoas irão acreditar numa realidade catastrófica quando as coisas estão em uma situação progressivamente melhor? Ou então, que tudo no PT é corrupção e tudo na oposição é honestidade? Ou ainda, não irão sacar que toda vez que chega próximo o dia das eleições elas fazem um escarcéu de denúncias contra o PT e seu Governo? Tem um momento que isto fica visível até pelos mais alienados.

     E esse radicalismo oposicionista vale, tanto para a Direita, quanto para a extrema-direita, penso eu! Quando no horário eleitoral o PSTU, o PCO, o PSOL e o PCB colocam no mesmo patamar os políticos do PSDB/DEM e do PT e seus aliados, se apequenam, e nessa história de não reconhecimento das diferenças entre um governo neoliberal, do livre mercado e um capaz de significativa inclusão social,  com aumento significativo dos postos de trabalho e do consumo da população com um Estado mais forte acabam virando partidos nanicos, perdendo a credibilidade da quase totalidade do eleitorado de esquerda.

     A crítica deve ser racional! A crítica é bem-vinda, porém, sem escamotear os avanços sociais, econômicos, nas relações internacionais, etc. alcançados pelo Governo LULA. O Governo LULA é um bom governo e merece ser bem estudado. 80% de aprovação é significativo, não é verdade?

     As esquerdas ao PT e a direita estão sem plataforma política viável para o povo Brasileiro.

    Uma regulamentação das ações da mídia com a obrigatoriedade de investigações sérias e com direito ao acusado de se defender, com o contraditório sendo visível é essencial. E pode parecer ingenuidade, mas é o que penso, será muito melhor para a velha mídia e as oposições.

     Eu pergunto: quem não gostaria de uma Rede Globo, com toda sua estrutura a serviço de um Brasil Soberano e Desenvolvido por igual? Poderia ter outro nome a emissora, só que a qualidade  grandiosa da emissora para produção jornalística, do entretenimento, da dramaturgia não mereceria este fim que os "Marinhos" acabam por realizar.  Destruir paulatinamente uma estrutura dessas para a defesa do quê? De um candidato sem o menor carisma? Dos interesses norteamericanos, hoje atolados em problemas domésticos e guerras pelo mundo? E nessa loucura toda ir perdendo público, patrocinadores e credibilidade?

     A verdade é uma só! A Globo não foi esperta. O empresariado está "surfando" na onda LULA e a Globo virando uma "marolinha" e isso vale para toda a velha mídia.

 

 

Sou servidor federal, para evitar problemas vou omitir meu nome e Estado onde trabalho.

Dias atrás uma operação da PF pôs atrás das grandes servidores do INSS que cometiam irregularidades, nem o gerente escapou do xilindró.

Pois bem, ouvi uma conversinha entre procuradores esta frase "na época da direita não havia isso [prisão deste tipo] temos que derrubar o Lula.

Por aí se vê as reais intencões da direita reconquistar o poder.

Um detalhe: a imprensa nacional nem noticiou esta operação da PF, realizada a partir de investigações do serviço de inteligência, que existem nos Órgãos Federais para combater a corrupção

Uma pena que muitos brasileiros, talvez por não se informarem em blogs como este, mas no PIG, repitam o discurso do PIG que e, que nem papagaios de jornal, saem espalhandos inverdade por aí, tipo "a Vale melhor depois que foi privatizada, foi bom FHC ter privatizado a Telebras", quando o próprio Bresser, um dos ideólogos do PSDB, dias atrás, num artigo na Folha, critou FHC por ter vendido a galinha dos ovos de ouro, ou seja, a Telebrás.

A verdade é que não podemos permitir que a direita tome de assalto este País. Eles estão de olho nas resevas internacionais, no pre-sal, a velha mídia está com muita sede no pote.

Eles não passarão.

 

Um aprendizado importante da relação que temos com nossos irmãos, na minha opinião, é o aprender a brigar.  Quando criança, briguei bastante com a Paula, minha irmã, algumas vezes fisicamente - embora ninguém jamais tenha batido na cara, afinal, todo poder tem limite.  Eu sou o primogênito, e essa condição me mpunha uma certa responsabilidade: medir a força aplicada.  Acho que apanhei mais do que bati, e certamente, me machuquei mais, já que a Paula podia usar unhas.  Outro aspecto desvantajoso de ser o mais velho é o fato de que o irmão mais novo pode se valer da "estratégia do escândalo desproporcional" para resolver os conflitos com a instância superior: os pais.  Quem tem irmão mais novo sabe como isso funciona: uma briga começa por qualquer motivo, você resolve dar um tapa, mas por erro ou consciência dá um tapa muito fraco, ou nem acerta.  O irmão mais novo vai correndo contar pros pais, mas arma um escândalo desproporcional: chora muito, com muitas lágrimas, rosto inchado e vermelho, chega a soluçar e gaguejar.  Trata-se de uma estratégia tão safada que a gente abandona isso quando cresce.

 

Bem, tudo isso para fazer um paralelo com a atual "crise" entre Imprensa e Presidente da República.  Dando nome aos bois: a Imprensa atua como caçula, o Presidente como primogênito e o Eleitorado como os pais.

 

A cobertura da Folha de São Paulo tem sido - como a gente espera - muito mais favorável à candidatura peessedebista que à governista.  Esse fato é claro, e a própria ombudsman da Folha já forneceu os números de um levantamento interno que quantifica a cobertura positiva e negativa à respeito de todas as candidaturas.

 

No último domingo, 26 de setembro, Suzana Singer, ombusman da Folha escreveu:

 

"Os críticos à Folha têm razão quando afirmam que o noticiário está mais negativo a Dilma do que a Serra - embora seja preciso considerar que ela é a favorita. Algumas denúncias surgiram com força e depois se perderam em um certo vazio, como o escândalo da quebra do sigilo fiscal. No afã de esmiuçar a biografia da candidata do governo, fatos sem importância ganharam destaque indevido."

 A Folha chegou a publicar fac-símiles dos boletins escolares de Dilma e seu histórico escolar de pós-graduação.  Suzana Singer aparentemente foi enquadrada pelo jornal, pois semanas antes havia denunciado esse desequilíbrio na cobertura - agora escreve que a diferença na cobertura se justifica pelo fato de Dilma figurar em primeiro lugar nas pesquisas de opinião pública.

 

Outras jogadas interessantes da Folha foram a publicação de uma entrevista com o probo Rubnei Quícoli, condenado por por receptação de carga roubada e uso de dinheiro falso (ficou 10 meses preso), na qual ele se diz "horrorizado de ter que pagar 5% pelo crédito do BNDES".  Um dia depois publicaram o seguinte: "Erenice planejava defender investigados por corrupção quando saísse do governo".  Nessa reportagem, há uma gravação de conversa telefônica entre a ex-ministra e o ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeaus, onde num desabafo, Erenice diz que a situação política do Brasil chegou a um nível absurdo de denuncismo e que um dia ainda sairia e ganharia dinheiro com isso (atuando como advogada de defesa de gente que foi denunciada por oportunismo ou conveniência política).  A gravação está disponível no link, vale a pena escutar e julgar qual foi o espírito da declaração.

 

No meio de tudo isso, o irmão mais velho Lula começou a atirar contra a imprensa, acusando-a de se comportar como um partido político.  Falou sobre a necessidade da imprensa ter responsabilidade sobre o que publica, declarações que foram interpretadas como um ataque ao Sagrado Direito de Liberdade de Imprensa.  Esse tema dominou a cobertura da Folha nas duas últimas semanas, tirando de Serra a necessidade de bater em um presidente com 80% de aprovação.  Serra passou a se comportar de outra forma nos debates, abandonando os ataques e questionamentos diretos à Dilma.  A rejeição à Dilma cresceu a níveis recordes (27% segundo Datafolha de hoje), ampliando as possibilidades de um segundo turno.

 

Outra frente de atuação da Folha está em não noticiar devidamente a campanha ao governo de São Paulo, na qual Alckmin lidera absoluto.  Alguém acredita que se revirarmos os 16 anos de governos tucanos em SP não encontraremos nada?  Despolitiza-se de um lado e lançam mão do escândalo desproporcional do outro.  A última (acho que não definitiva) cartada foi um recurso inédito em coberturas políticas do jornal: o editorial de domingo, foi publicado na primeira página do jornal.  Trata-se de um texto que acusa o presedente de cerceamento à Liberdade de Imprensa, intitulado "Todo poder tem limite".  No texto o jornal reconhece os avanços sociais do governo Lula, para depois ameaçar:

 

"Fiquem ambos advertidos (Lula e Dilma), porém, de que tais bravatas somente redobram a confiança na utilidade pública do jornalismo livre. Fiquem advertidos de que tentativas de controle da imprensa serão repudiadas -e qualquer governo terá de violar cláusulas pétreas da Constituição na aventura temerária de implantá-lo."

 

Da mesma forma que a imprensa espera que os políticos aceitem as críticas como parte do jogo democrático, ainda que esteja claro que boa parte do que é veiculado seja claramente manipulado, deveria aceitar ser criticada.  Não vejo nenhum ataque à Liberdade de Imprensa nas declarações de Lula, que atua no direito de se defender e colocar a sua leitura dos fatos: veja e Folha tentam se vender como plurais e apartidárias quando são, claramente, defensoras ferrenhas do tucanato.  Melhor papel faz o Estadão, que vai na mesma linha de denuncismo mas, pelo menos, deixa claro em editorial seu apoio ao PSDB.  Fica aqui o paralelo da estratégia do escândalo desproporcional do irmão mais novo.  A Folha apelou para um recurso extremo - denunciou, às lágrimas, para o eleitorado as agressões que tem sofrido do irmãozão Lula.  Com editorial na primeira página...oooohhhh!!!

 

A mesma estratégia malandra foi utilizada pela Folha no ano passado, quando o jornal insistia que Lula e o PT armavam uma estratégia visando o terceiro mandato.  Que fique claro que, se quisesse, Lula teria conseguido.

 

publicado em Wilbor se Revolta

 

Discordo num ponto ou noutro, mas excelente análise. Para os embates que virão, e para o bem da democracia, do Brasil e do povo brasileiro, pessoas com esta visão serão importantes para que a coisa não descambe, para um lado ou para o outro.

ze luiz (acho que sou humano, mas nem todo mundo concorda...)

 

O Brasil merece uma nova imprensa... esta que está aí, não tem mais a mínima credibilidade... a velha imprensa vai desmoronar depois da derrota do serrágio e do picolé de chuchu, vulgo, alquimista. E eu vou rir de felicidade, igualzinho em 2002, quando o Lula venceu essa corja pela 1ª vez. O Getúlio, então, vai se sentir vingado, finalmente!

 

O Brasil merece uma nova imprensa... esta que está aí, não tem mais a mínima credibilidade... a velha imprensa vai desmoronar depois da derrota do serrágio e do picolé de chuchu, vulgo, alquimista. E eu vou rir de felicidade, igualzinho em 2002, quando o Lula venceu essa corja pela 1ª vez. O Getúlio, então, vai se sentir vingado, finalmente!

 

Nassif: está longe, a meu ver, da conquista do poder pelo povo, mas as classes A e B estão se armando e prontas para usar todo o seu instrumental de fogo, de golpismo para derrotar o povo e voltar ao poder. Á esquerda, só resta se unir ao povo, entender a luta que tem que ser feita e aprofundar os pontos importantes para caminhar para um contexto de mais justiça, menos desigualdades, mais qualidade de educação, saúde de bom nível, trabalho para todos, salários muito mais elevados, segurança, reforma agraria e urbana, etc. Aos intelectuais de esquerda compete se desliguirarem da burguesia e caminhar com o povo, com os trabalhadores, com os proletários e continuar lutando contra as classes hegemônicas, pois, a sociedade capitalista é uma sociedade de classes.

 

Castillo tem um gigantesco senso de justica que transpira a cada sentenca, palavra, ou silaba do que ele diz.

No entanto, "alguma coisa" aconteceu comigo la e eu nao sei o que ela eh.  Precisamente:  tive um ataque psicotico a respeito do OI, no qual eu comentei varios anos e que adorava.  Eu simplesmente nao consigo sequer abrir a pagina do OI mais.

Eu nao consigo comentar nada mais a respeito porque tenho bloco mental e ate conseguir o que eu quero eu sou fisicamente incapaz de comentar.

"O que eu quero" eh Carlos Brickman fora de la.  Nada mais.

 

Não tem a ver com fatores subjetivos, os fatores são bem objetivos. Realidade concreta é que aqueles que se fartaram um dia, não querem deixar a banca neoabsolutista onde o mundo (o deles) só tem sentido quando eles podem tudo e o resto que se dane. A bronca dessa gente é ódio de classe que é má educação, ignorância, egoísmo, etc. Parece que o mundo para aquela gente não tem sentido se não puderem prender e arrebentar, inquirir e queimar na fogueira a vontade. Mas aqui não mais! Melhor se este momento representar portunidade para novas empresas porque aqueles neopatrícios não desejam evoluir mental e espiritualmente para entrar no século XXI. Que fiquem às margens da história juntamente com personagens de triste memória e nos deixem viver em paz e livres de suas idéias atrasadas.

 

Nassif,

As duas matérias (Kotscho e Carlos Castilho) alertam para o fato de não ser bom para o eventual governo Dilma ter início em meio a um estresse com a velha midia. É verdade, mas é verdade também que aqui não é a Venezuela. E mais, quem deu início à beligerância foi a velha midia.

E sabemos muito bem como trabalha a Sociedade Interamericana de Imprensa/SIP no nosso continente. Com certeza a tática aqui utilizada não é novidade. Fico a imaginar o poder dos empresários de jornal/TV/rádio há 30, 40 anos atrás, quando já era eleitor. Afinal, são capazes de distorcer pesquisas em pleno século XX!, debaixo dos nossos olhos!

Caldo de galinha e cautela não faz mal a ninguém, mas submeter-se aos intere$$es dos barões da velha midia é demais, o Brasil não aceita mais isso. A verdade é que a velha midia está vendo cada vez mais o cerco apertar: mais dia menos dia editais e outras publicações legais serão publicados apenas na internet, imobiliárias já descobriram isso.

Sem esses tradicionais anunciantes e sem credibilidade restará o que para esse negócio?

 

Nossa, muito boa análise!

 

Puxa Nassif, não consigo ver os comentários dos colegas. A maioria das vezes aparece só um e quanto tem vários não aparece a opção de prosseguir. Percebi que depois que vc colocou o CAPTCHA que começou o problema. 

 

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Momentos árduos por que se passa, em meio a uma verdadeira guerra nos bastidores do poder. É possível vislumbrar alguns vestígios disso, porém suscetíveis de interpretações diversas. Por decorrência, os que se consideram influenciadores tomam de versões que favorecem interesses escusos, e a elas agregam alto destaque de maneira desproporcional e enfadonha.

 

Trata-se de fenômeno que se repete com maior intensidade em determinados períodos no país. E apesar de ser algo previsível e altamente perceptível, não poucas vezes passa despercebido por quem de potencial interesse.

 

Já ao amanhecer do dia, bombardeia-se bordões em canais de comunicação. São informações que são apresentadas como novas mas que cheira à algo requentado. Mas se choca ainda mais com inesperadas repercussões por outros meios, que as fazem crescer como se fossem escândalos e não meros problemas corriqueiros. Aos cidadãos atentos, tudo parece descontrolado, mas pra maioria é tido como mais fatos que se juntam a outros e que, por fim, servem de fundamento a convicções nada otimistas sobre caráter político do país. Daí são ditas frases que se mostram conformistas como “é assim mesmo” ou “não tem jeito”.

 

Porém, por outro lado, é possível afirmar que a credibilidade de veículos mais tradicionais que aderiram a esse tipo de prática nada nobre está em constante queda. Isso soa como natural e inevitável. Afinal, há um descontrole midiático que beira ao ridículo e está cada vez mais perceptível a uma maior parcela da população.

 

A expectativa está em torno do resultado de tudo isso. Haverá vencedores e derrotados. Mas o país pagará alto preço por essa guerra, com empobrecimento do debate sobre políticas públicas e o enfraquecimento da oposição ao governo.

 

Essa tormenta que se passa terá seu fim em breve. Espera-se um final feliz. E que sejam as boas práticas do governo atual mantidas para o bem de todos, e que os atos prejudiciais sejam abolidos de vez. Mas, acima de tudo, que seja mantida incólume a democracia e o seu constante aprimoramento.

 

grande Carlos Castilho! fui lá ver os comentários e não é que um cidadão diz que o PT não assinou a Constitutição de 88? Esse mito perdura há 22 anos! acho isso inacreditável! Cito um trecho de matéria da revista Radis (Ensp/Fiocruz):

A Folha de S. Paulo anunciava em 11/9/88 os oito “campeões de presença”: “Artur da Távola (PSDB-RJ), Delfim Neto (PDS-SP), Haroldo Lima (PCdoB), José Genoíno (PT-SP), Konder Reis (PDS-SC), Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP), Plínio de Arruda Sampaio (PT-SP) e Roberto Freire (PCB-PE)”. A bancada do PCdoB — Aldo Arantes (GO), Edmilson Valentim (RJ), Eduardo Bonfim (AL), Haroldo Lima (BA) e Lídice da Mata (BA) — por pouco não foi a única a conseguir nota 10 do Diap, que avaliava o desempenho dos constituintes, por conta de um 9,5 para Lídice. O documento da Câmara “A construção da democracia”, de Casimiro Neto, por sinal derruba um mito sempre brandido pela oposição: o de que o PT não assinou a Constituição. Diz o texto que nove deputados do partido justificaram em pronunciamento, no dia 22 de setembro, por que estavam votando contra o texto global e por que assinariam a Carta Constitucional. Paulo Paim (RS) discursou: “(...) O PT vota contra o texto global porque não pode votar a favor de um texto que é contra a reforma agrária, não assegura a estabilidade, dá 5 anos para o presidente Sarney, como mantém na íntegra a estrutura militar. O PT assina a Carta porque reconhece os avanços principalmente nos direitos dos trabalhadores (...)”.

A fala do então deputado Luiz Inácio Lula da Silva (SP): “(...) Importante na política é que tenhamos espaço de liberdade para ser contra ou a favor. E o Partido dos Trabalhadores, por entender que a democracia é algo importante — ela foi conquistada na rua, ela foi conquistada nas lutas travadas pela sociedade brasileira —, vem aqui dizer que vai votar contra esse texto exatamente porque entende que, mesmo havendo avanços na Constituinte, a essência do poder, a essência da propriedade privada, a essência do poder dos militares continua intacta nesta Constituinte. (...) Ainda não foi desta vez que a sociedade brasileira, a maioria dos marginalizados, vai ter uma Constituição em seu benefício. (...) Era preciso democratizar na questão do capital. E a questão do capital continua intacta. Patrão, neste país, vai continuar ganhando tanto dinheiro quanto ganhava antes, e vai continuar distribuindo tão pouco quanto distribui hoje. É por isto que o Partido dos Trabalhadores vota contra o texto e, amanhã, por decisão do nosso diretório — decisão majoritária — o Partido dos Trabalhadores assinará a Constituição, porque entende que é o cumprimento formal da sua participação nesta Constituinte. Muito obrigado, companheiros. (Muito bem! Palmas)”.

* Silva Neto, Casimiro Pedro da. A construção da democracia. Brasília, Câmara dos Deputados, Coordenação de Publicações, 2003

 

Tem outras coisas interessantes também nessa campanha. Álvaro Dias foi hoje a tribuna defender o candidato de Dilma no PR e bater no candidato do próprio partido, o PSDB. Disse Álvaro que o candidato do PSDB passou a atacar o adversário de forma "fortuita, desnecessária, improcedente e desonesta".

 

Aqui:

http://www.bocamaldita.com/modules/blog/blog.php

 

 

 

O que a imprensa da gente não fala, a do exterior não cala! Reportagem de importante jornal argentino:

(...)Más grave, sin embargo, es lo que ninguno de los grandes grupos admite: ya antes de iniciarse la campaña sucesoria de Lula, ese enorme partido informal (pero muy eficaz) de oposición optó por un candidato, José Serra, que no respondió a sus expectativas. Y frente a la incapacidad de su campaña electoral, los medios brasileños decidieron atacar la candidatura de Dilma Rousseff, ignorando los límites éticos.

Esa politización absoluta y esa toma de posición de la prensa terminó por provocar la reacción de Lula. Sus críticas, a su vez, provocaron una airada ola de nuevas denuncias, indicando que el presidente pretende impedir la libertad de expresión y de opinión. Sin embargo, en sus casi ocho años como presidente, Lula en ningún momento representó una amenaza a la gran prensa, por más remota que fuese. Algunos movimientos para imponer reglas e impedir la permanencia de un casi monopolio fueron neutralizados por el mismo Lula, que optó por no enfrentarse a las ocho familias que concentran el control de los medios en el mayor país latinoamericano.

La libertad de prensa es absoluta en Brasil, al punto de haberse transformado en libertad para calumniar. Los groseros ataques, frecuentemente basados en nada, contra Lula y su gobierno aparecen todos los días, sin que nadie trate de impedirlos. Y aun así, los grandes medios no dejan de denunciar amenazas a la libertad de expresión.

NEPOMUCENO (jornalista argentino)

Vide reportagem completa em: http://www.conversaafiada.com.br/mundo/2010/09/28/abc-do-golpe-do-pig-para-argentinos-por-nepomuceno/

 

Pois é caros companheiros. Estou apreciando este ano de eleição ter tantas denuncias. Vou tentar te ajudar companheiro Nassif, talvez as outras eleições não tenham tido tantas denuncias porque elas não foram descobertas a tempo.

Fim ao governo autoritario do Partido dos Trabalhadores.

E viva a democracia!!

Nassif vc já sabe pra onde correr caso a fantoche ganhe?

 

 

 

"Regina" (troll e extremista de direita não usam nome real), esse orégano que você fumou é do bom hein?

 

Ola Nassif,

É um bom texto. Mas eu acho que se não houver este conflito não se sairá o reequilíbrio na velha imprensa! Pois eles não sabem o que é isso! Equlíbrio.

Com certeza seria muito melhor que de modo civilizado a velha midia (PIG) revesse seus posicionamentos e tomasse o rumo de obter credibilidade, sensatez, jornalismo sério e honesto, de modo a colaborar de verdade com o país.

Mas Eles (PIG) não sabe o que é civilidade. Preferem o confronto, a mentira, a sordidez, a conspiração.

Pra isso, só uma ação firme, um contra-ponto muito anabolizado, que seja o novo governo Petistae a independência da blosfera séria, pra fazer frente a estes que representam o atraso e os interesses egoístas e ambiciosos de uma elite burra e desconectada do século 21.

Acho inevitável que esse conflito exploda. Mas acho que do choque destas sombras faichos de luz surjam! Vamos torcer!! abs.

 

http://antidemocratico.wordpress.com/2010/09/28/vox-populi-desmente-a-da... Mais uma vez...ate quando o TSE aceitara isso?

 

É o que eu ando dizendo... Novas forças estão surgindo dentro dos que antes eram deixados de lado, e os que mandam "desde sempre" não vão aceitar perder o seu poder sem antes ir às últimas consequências, pois onde se viu - na mentalidade deles - dar espaço para "pobres sem cultura e sem berço"? Não há como escapar de um conflito mais sério, pois não há como "dialogar" com autênticos "barões do tempo da casa grande e senzala". Eles acham que seus direitos estão acima dos direitos de todo mundo (jamais conseguiram engolir de verdade a democracia), e para resolver esse impasse não vai ser na conversa e muito menos na nossa ridícula justiça. Vai ser no braço, literalmente.

 

 

Não haverá 2o. turno.

 

 

Tracking Vox/IG de 28/09: 49 x 25 x 12

 

Sensacional! Disse tudo, sem precisar de retoque. Excelente análise.

Depois de tanta coisa nojenta que fomos obrigados a aguentar nos últimos tempos vindo da imprensa, este texto lava a alma.

Parabéns, Carlos Castilho.

 

Página 12

La prensa, verdadera oposición en Brasil

Por Eric Nepomuceno(*)

Considerado el fundador del Estado moderno en Brasil, Getúlio Vargas fue blanco de una contundente campaña encabezada por la Tribuna da Imprensa, de Río de Janeiro. Terminó matándose con un tiro en el corazón en agosto de 1954. Creador de Brasilia y uno de los presidentes más populares de Brasil, Juscelino Kubitschek enfrentó la resistencia feroz del conservador O Estado de São Paulo. Acusado de corrupción irremediable, jamás se comprobó nada en su contra. Histórico dirigente de la izquierda, el laborista Leonel Brizola fue gobernador de Río de Janeiro en 1982, luego de la democratización, y pasó sus dos gobiernos bajo la campaña implacable (y frecuentemente mentirosa) del más poderoso grupo de comunicaciones de América latina, el que controla la TV Globo y el diario O Globo.

Nunca antes, sin embargo, un mandatario ha sido tan duramente perseguido por los medios como Luiz Inácio Lula da Silva. Con frecuencia asombrosa fueron abandonadas las reglas básicas del mínimo respeto ciudadano. Buen ejemplo de eso es el semanario Veja, el de mayor circulación del país, que sin resquicios de pudor público secuencia escándalos que nadie comprueba. En su página en Internet abriga a comentaristas que tratan al presidente de la Nación de “esa persona”. El mismo grupo que controla la TV Globo, cuyo noticiero acapara la mayoría de la audiencia, el matutino O Globo, principal diario de Río y segundo en circulación en Brasil, y la principal cadena radial, CBN, no pierden oportunidad de destrozar a Lula y a su gobierno, sin preocuparse ni un poco en verificar la veracidad de sus ataques. El diario Folha de S. Paulo, el de mayor circulación en el país, divulga cualquier denuncia como verdadera y no se priva de aceptar que un ex condenado por traficar dinero falso, reducir mercancías robadas y practicar estafas en serie se transforme en “consultor de negocios” y lance acusaciones sin ninguna prueba. Hasta el conservador O Estado de São Paulo, que hasta ahora era el más equilibrado en la oposición al gobierno, optó por ingresar en ese juego sin reglas ni norte.

Frente a la inercia de los dos principales partidos de oposición, el PSDB y el DEM, los medios de comunicación ocuparon, orgánicamente, ese espacio. Lo admitió, hace algunos meses, la presidenta de la Asociación Nacional de Periódicos, Judith Brito, de Folha de S. Paulo. Más grave, sin embargo, es lo que ninguno de los grandes grupos admite: ya antes de iniciarse la campaña sucesoria de Lula, ese enorme partido informal (pero muy eficaz) de oposición optó por un candidato, José Serra, que no respondió a sus expectativas. Y frente a la incapacidad de su campaña electoral, los medios brasileños decidieron atacar la candidatura de Dilma Rousseff, ignorando los límites éticos.

Esa politización absoluta y esa toma de posición de la prensa terminó por provocar la reacción de Lula. Sus críticas, a su vez, provocaron una airada ola de nuevas denuncias, indicando que el presidente pretende impedir la libertad de expresión y de opinión. Sin embargo, en sus casi ocho años como presidente, Lula en ningún momento representó una amenaza a la gran prensa, por más remota que fuese. Algunos movimientos para imponer reglas e impedir la permanencia de un casi monopolio fueron neutralizados por el mismo Lula, que optó por no enfrentarse a las ocho familias que concentran el control de los medios en el mayor país latinoamericano.

La libertad de prensa es absoluta en Brasil, al punto de haberse transformado en libertad para calumniar. Los groseros ataques, frecuentemente basados en nada, contra Lula y su gobierno aparecen todos los días, sin que nadie trate de impedirlos. Y aun así, los grandes medios no dejan de denunciar amenazas a la libertad de expresión.

Quizá la razón de todo eso esté en lo que ocurrió cuando Brasil volvió a la democracia, hace 25 años. Al contrario que en otros países en reencuentro con la democracia –pienso específicamente en España y Argentina–, en Brasil la prensa no se democratizó. No surgieron alternativas que respondiesen a los diversos segmentos políticos e ideológicos. Prevaleció el escenario en que cada medio presenta el eco de una misma voz, la del sistema dominante.

Para ese sistema, Lula era un riesgo soportable. Ya la sucesión es otra cosa. Y si el candidato de la oposición se mostró un incapaz, el verdadero partido oposicionista revela su cara más feroz. Al ejercer la libertad del denuncismo barato, muestra su inconformismo con la manifestación del deseo de esa masa de ígnaros a la que se llama pueblo. A esa gente que, de ninguneada, pasó a considerarse ciudadana. Y eso sí es inadmisible.

(*)Jornalista e escritor. Foi correspondente pelo Jornal da Tarde na Argentina e pela Veja na Espanha e México. Trabalhou na Rede Globo como editor e foi cronista do Caderno B, do Jornal do Brasil. Seus livros de contos e de não-ficção ganharam vários prêmios, inclusive o Jabuti pela tradução de autores de língua espanhola. Escreveu roteiros em co-produção com a TV Espanhola e produtoras da Holanda e Inglaterra; autor do texto final do documentário: Vinícius, de Miguel Faria Jr. Atualmente, escreve artigos e reportagens no Brasil, Espanha, México e Uruguai e em jornais como: El País, de Madrid, e Página 12, de Buenos Aires. Lançado em 2007 o livro O Massacre sobre a tragédia de Eldorado dos Carajás lhe rendeu o segundo lugar na categoria livro reportagem no Jabuti 2008.

 

E a imprensa tem radicalizado tanto, que chega a constranger até quem vota no PSDB. 

 

E quem disse que as classes A e B-alta querem que as classes C e D melhorem de poder aquisitivo ? Que disputem melhores salarios, que usem as cadeiras nas universidades publicas, que recebam melhores aposentadorias, que tenham acesso a crédito ? Ainda não chegou este tempo de solidariedade e fraternidade.

Não passamos nem por uma revolução francesa tipica, nem por uma guerra civil americana tipica e muito menos por uma revolução russa. Nossa sociedade não seria meio ainda medieval / monarquica ?

Tudo que sai do grosso das classes A e B-alta é preconceito contra o projeto politico do PT (e outros partidos à esquerda) de inclusão social, mesmo que isto represente aumento do faturamento de suas empresas. E o PT para conseguir um pouco desta inclusão social e outros avanços (como por ex. na relação com o MST)  teve que, no Governo Lula, fazer concessões politicas que tornaram a projeto institucional fragilizado (alianças por ex. com o PMDB para garantir a maioria no Congresso)

Nesta situação de dificuldade de fazer avançar seu projeto politico, o Governo Lula ainda teve que aguentar o fogo cerrado da mídia conservadora. Ou seja, quem radicalizou foi a imprensa e não o Governo Lula que tem um projeto politico praticamente definido.

Quer dizer, no final, que, o PT e os setores à esquerda somente podem contar com o povo , ou seja, as classes C,D e E mesmo. Se as esquerdas não mantiverem o projeto politico de avanços na distribuição de renda e outros programas populares, serão derrubadas do governo federal no outro dia.

 

Cara, falou tudo. É exatamente por aí, em termos sociais ainda estamos na idade média. Onde alguns "lordes feudais" tinham poder de vida e morte sobre os seus "vassalos"

 

 

Caro Nassif,

A estas alturas a gente precisa saber como andam as outras pesquisas. Mas, de fato, a se concretizar a queda de Dilma, justo agora, temos que admitir que Erenice Guerra se comportou como uma baita traidora de Lula e da sua antecessora. Tava todo mundo quieto com o caso dos sigilos, talvez porque a mídia eletrônica já mostrava o comportamento da filhota de Serra, também quebrando segredos, aí aparece essa denúncia escabrosa, que, querendo ou não, envolve Dilma, senão por ter indicado sua sucessora, traidora, mas pelo fato dessas acusações se reportarem ao tempo em que a candidata mais votada ainda se encontrava na Casa Civil.

O estrago não será maior porque, como no caso dos sigilos, a grande maioria dos eleitores ñão lê jornal, e pouco entende dessas mazelas da vida pública.

A Globo já tem data marcada para o próximo debate, que será na próxima quinta. Parece estar vendo William Bond se fazendo de isento, porém usando suas armas. No fundo, estou até com pena de Dilma, porque ela ainda terá muito desgaste emocional pela frente. O debate será um deles, mas sabe Deus o que mais esse PIG tem a mostrar até domingo.

Sei não!

 

Muito realista este post do Carlos Castilho. O que a mídia golpista não quer entender que apesar de não quererem ver e escrever sobre isto, o país mudou para melhor. Poderiamos dizer que o Lula fez em 8 anos o que os outros governos deixaram de fazer em 502 anos.  Tudo na maior santa paz.

 

As 4 ou 5 famílias que dominam o mercado de mídia podem se reunir em Angra e decidir por um jornalismo plural e isento, e com tempo e trabalho reconstruir a imagem.

Mas aqueles jornalistas, articulistas, formadores de opinião e âncoras que embarcaram de cabeça neste desvario vão conviver com a síndrome de Regina. Vão ficar marcados não pela posição que tiveram naquele momento, mas pela forma como a expressaram.

 

TUDO NOVAMENTE... NA CARA DURA. BEM TEMPERADINHO! TEM GENTE QUE ACHA BOBAGEM ESTE NEGÓCIO DE PIG...Vice-presidente do PSDB diz que teve seus dados violados também no BB 28/09/2010 - 13h14

FOLHA - LEONARDO SOUZA / MATHEUS LEITÃO - DE BRASÍLIA

Atualizado às 15h27.

O vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, diz que teve sua conta acessada no Banco do Brasil sem motivação profissional aparente por duas vezes, segundo a Folha apurou. Ou seja, além da quebra de seu sigilo na Receita Federal, tudo indica que ele também teve seus dados bancários violados no BB.

"Essas informações apenas confirmam que os acessos aos meus sigilos foram uma coisa organizada e orquestrada", disse ele, ao ser procurado pela reportagem.

Conforme a Folha revelou em junho, a chamada "equipe de inteligência" da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência levantou e investigou dados fiscais e financeiros sigilosos do dirigente tucano.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/805879-vice-presidente-do-psdb-diz-que-teve-seus-dados-violados-tambem-no-bb.shtml

 

"... a blitzkrieg da imprensa tem como pano de fundo a preocupação de setores conservadores e tradicionais núcleos de poder político e econômico com a perda irreversível de posições estratégicas no cenário nacional."

Dou um doce pra quem me apontar um "tradicional nucleo de poder economico" que tenha perdido posicao estrategica por atuacao do governo Lula.

 

Grande Taques, como anda de trollagem? Olha, eu posso te dar um setor: os empresários midiáticos. Para demonstrar basta ver a diferença entre a generosidade do PSDB paulista e as ações regionalizantes da mídia federal e você descobrirá. Agora, eu devolvo o doce se você me dizer por que o Beto Richa está censurando as pesquisas eleitorais aí no Paraná...

 

Leider Lincoln

Grande Taques, como anda de trollagem? Olha, eu posso te dar um setor: os empresários midiáticos. Para demonstrar basta ver a diferença entre a generosidade do PSDB paulista e as ações regionalizantes da mídia federal e vocêdescobrirá. Agora, eu devolvo o doce se você me dizer por que o Beto Richa está censurando as pesquisas eleitorais aí no Paraná...

 

Leider Lincoln

NAssif,

 

Tô querendo que a Dilma vença no primeir turno com 50% +1 dos votos. Só pra ver a cara de choro da rapaziada do Pig, tucanos e demos. hehehehe

 

Não tenho medo de um eventual segundo turno, o Serra perde duas vezes e pode acabar como Aickiminimo em 2006, com % menor de votos.
O duro é ter que aguentar a felicidade do Magnoli, as crônicas da Cantanhede, o cheiro de golpe, os factóides, os e-mails entupindo minha caixa de SPAM, as capas da Veja, a boquinha lateral da Fatima Bernardes... O duro é ver a Regina Duarte novamente no video, estampando seu medo fictício. A onda verde lentamente se dissipará em uma meleca marrom mal-cheirosa.

O duro será isto.

 

Manu, o PT precisa pensar grande, ganhar a eleição no próximo domingo é perfeitamente possível. Dilma pode até vencer no 2º turno, más seria uma vitória com sabor de derrota. Dilma pode ter ganhado a eleição devido ao bom desempenho que teve no debate da Record (o debate que teve mais audiência até o momento), isso dá mais tranquilidade para o confronto decisivo na Globo.

 

É isso mesmo Manu. O duro é aguentar essa negada.

mirtes

 

Excelentes!!!

Não sei o que achei melhor, o texto cristalinamente esclarecedor do "Observatório" ou o seu comentário engraçadíssimo, Manu. Ri muito.