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Servidores federais ainda estudam acordo

Do Correio Braziliense

Agência Brasil

Considerado um dia decisivo na negociação entre o governo e os servidores públicos federais, esse sábado (25/8) está chegando ao fim sem avanços. Até o começo da noite de hoje, todas as categorias que participaram de reuniões com o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, recusaram a proposta do governo de reajuste de 15,8%, escalonados até 2015.

Como era esperado, auditores e técnicos de fiscalização agropecuária e servidores de 22 carreiras do ciclo de gestão e trabalhadores ligados a Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef) não aceitaram a proposta. "Dificilmente essa proposta vai atender as categorias. Mas vamos levar às bases e trazer uma resposta até a terça-feira", disse o diretor executivo da Condsef, Pedro Armengol. Em contrapartida, a União das Carreiras de Estado (UCE) apresentou um contraproposta de reajuste de 25,9%, divididos em fatias anuais de 6%, 8% e 10% até 2015.

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A possibilidade de acordo com os novos patamares foi considerada improvável por Mendonça, mas o assunto deve ser avaliado pelo governo e voltar a ser discutido na segunda-feira (27/8).

A UCE representa cerca de 50 mil servidores de carreiras estratégicas do funcionalismo federal, entre eles, do Banco Central, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), da Receita Federal, do Ministério do Planejamento, do Tesouro Nacional, da Polícia Federal e da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

A menos de semana do prazo limite para o envio da proposta do Orçamento de 2013, que deve conter a previsão de gastos com a folha de pagamento, o governo só fechou acordos com servidores federais da educação, que deflagraram a greve em meados de maio. A Federação de Sindicatos de Professores de Instituições de Ensino Superior (Proifes), que representa a minoria dos docentes federais, e a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), representante dos técnicos administrativos universitários, aceitaram a proposta de 15,8% até 2015.

Mendonça ainda vai se reunir com servidores do Ministério do Meio Ambiente e de categorias ligadas ao Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação (Sinagências). Amanhã (26), prazo limite definido pelo governo para o fim das negociações, haverá reuniões com representantes dos controladores de voo, analistas de infraestrutura e trabalhadores das áreas de saúde e seguridade.

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"O esfarelamento  da Nação" à vista ??....

 

Dastanhêda

O que a Dilma oferece de aumento é imoral. Imoral não só pelos 15,8% oferecidos, mas  também pelo uso político da greve, atravéz de uma campanha midiática contra os servidores. Implicitamente, vende-se a idéia criminosa de que todos são marajás: trabalham pouco,  ganham muito e ainda gozam da estabilidade.  O aumento oferecido seria uma generosidade do governo, uma liberalidade apenas, porque não merecido.  Clássico argumento maquiavélico 

Os servidores do executivo federal, classe da qual faço parte, estão sem aumento desde 2009. De lá até 2012, a inflação acumulada, medida pelo IPCA, foi de quase 25%. O reajuste proposto, dividido em três parcelas de 5%, começando em 2013, cobriria apenas inflação futura, medida pelo mesmo índice.  

O governo oferece a inflação futura e manda esquecermos a inflação passada, pois ela seria sua "posse". Trocando em miúdos,  deseja abocanhar uma receita inflacionária de 25%, representada pela inflação passada, incidente sobre a folha de pagamento do executivo (período de 2009 a 2012 sem aumento). Observem que o sindicato propôs uma contraproposta de 25,9%, que é aproximadamente a recomposição das perdas salariais observadas no passado (2009 a 2012). 

E o governo tenta vender a mentira, facilmente comprada, de que a culpa pelas greves é unica e exclusiva nossa. O que ele que deseja na verdade é blindar as eleições de 2014 e a copa do mundo, além é claro de contabilizar votos em cima dos funcionários públicos.

Há outras mentiras ventiladas por aí, sobretudo a de que o custo para a burra estatal seria de aproximadamente R$ 95 bilhões, quando na verdade seria de no máximo R$ 22 bilhões. Omite-se propositadamente que o governo ganhou muito mais que isso com o receita inflacionária que incidiu sobre a folha de pagamentos de 2009 a 2012.

Explico. O total da folha de pagamentos do executivo federal, incluindo pensionistas e aposentados, de 2009 a julho de 2012, foi de R$ 528 bilhões. Sobre esse valor incidiu o imposto inflacionário de 25%, o que resultou uma receita inflacionária de R$ 132 bilhões. Esse valor é muito maior  (considerando a proposta dos Sindicatos), do que o gasto que teria com os aumentos do pessoal do executivo de R$ 22 bilhões  ( eu mesmo extraí os  dados do Portal SIAFI, disponíveis em https://consulta.tesouro.fazenda.gov.br/cofin/desp_pessoal_poder.asp."). 

O trato da greve pela senhora Dilma é autoritária. O sindicato que representa a minha categória tentou mais de 30 vezes reunião com a ministra do Planejamento. Esforço inútil  em todas as tentativas.  A estratégia da Presidenta é empurrar as negociações até o final de agosto, quando encerra-se o prazo do envio da LOA ao legislativo. Disso todos sabem. O que poucos conhecem é que o legislativo tem até 22 de dezembro para deliberar sobre a LOA. Até lá o governo poderá, sem problemas, emendar a lei orçamentária sem problemas. As greves continuarão, caso não se chegue a um denominador comum. 

Em tempo. A maioria dos meus colegas, eu inclusive, é a favor do corte de ponto dos dias paralisados. Tenho certeza que quase todos são contra a paralização que não mantenha um número mínimo para atender os serviços públicos essenciais. 

"Quem não luta pelos seus direitos, não é digno deles", já dizia Rui Barbosa. 

 

 

 

 

Pelo visto o governo é da turma do Chacrinha, vieram pra confundir e não pra explicar, queriam dar o mesmo indice pra categorias que tem vencimentos díspares e com perdas diferentes, agumas receberam reajuste ha dois anos, outras ha mais de 4,5, 6 anos; agora estudam dar aumento diferenciado aumentando a disparidade e o descontentamento entre o funcionalismo, é isso que dá ficar empurrando a negociação com a barriga e querer resolver nos ultimos dias. 

 

O governo reservou R$ 22 bi para o pagamento de reajustes ao funcionalismo; a proposta de 5 + 5 + 5 por cento ao ano impacta em R$ 12 bi a folha. Ou seja, há verba de sobra para o governo melhorar a proposta. Pessoas do MPOG já confidenciaram aos líderes do funcionalismo que o que está pegando não é dinheiro, mas o autoritarismo de D. Dilma I. Disseram, inclusive, que se o presidente fosse o Lula a greve jamais teria tomado essa dimensão, já estaria resolvida, pois há recursos, já destacados inclusive!

Mas temos no poder a "gerentona", que a cada dia se derrete mais pela mídia, pelos militares, pela classe média tradicional... Entope de dinheiro a Volkswagen, a JBS Friboi, a Delta... "Concede" serviços e obras públicas, mas não exige que o empresário bote a mão no bolso, fornece de bom grado R$ 133 bi de dinheiro público pra essa turma executar o serviço e depois cobrar pedágios e taxas. Ou seja, nós pagaremos duas vezes! E tem tonto que ainda acha que isso é governo de esquerda!!!

Somos um milhão de servidores federais, D. Dilma. Contando com familiares, temos 4 a 5 milhões de votos.

O castigo pelo seu autoritarismo e arrogância vai chegar a cavalo, e quem vai pagar o pato vai ser seu partido, em outubro.

 

Os servidores Federais da Educação, que ganham bem menos que as categorias citadas no texto, aceitaram esta mesma proposta.

Se os servidores ainda em greve, conseguirem melhor reajuste;  a distorção entre salários irá aumentar ainda mais, e consequentemente, a insatisfação de muitos.

 

Não adianta, José. Mesmo com o portal da transparência mostrando o salário de todo mundo, as pessoas ainda pensam no funcionalismo público como todo mundo ganhando muito e pronto.

Se diminuíssem as incríveis distorções, incríveis mesmo, onde um funcionário do senado ganha por 5 funcionários da educação de mesmo nível, haveria plenas condições de proporcionar reajustes salariais justos e acabar com as greves.

Eu não entendo como a Dilma (e os leitores do Nassif) não enxergam isso.

 

As pessoas  simplesmente optaram por pensar assim. Não adianta a gente argumentar, provar por A+B (aí está o Portal da transparência) mas elas só acreditam no que querem acreditar.  É necessário defender a Dilma Thatcher a qualquer custo.

 

"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma".  Joseph Pulitzer

Não pensam não, Alexandre, elas não querem saber. Vai que um novo conhecimento balance suas crenças tão estabelecidas e confortáveis, e seus discursos repetidos?