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Trivial de Marinho Chagas

Marinho Chagas, a "bruxa loura"

Conhecido como “Bruxa Loura”, o craque Marinho Chagas promete ressuscitar na Copa de 2014
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08.06.2010 | Texto por Rodrigo Levino Fotos Giovanni Sérgio

Arquivo pessoal

 

“D-E-S-T-R-U-I-U tudo! Chiquinho, lateral esquerdo craque, craque, craque do Riachuelo, receba as nossas congratulações! É seu o troféu Motoradio de melhor jogador em campo, por unanimidade de votos!”, berrava Roberto Machado na cabine da rádio Nordeste AM, em Natal, no fim do empate de 1 a 1 entre o pequeno clube da periferia da capital potiguar e o ABC Futebol Clube. Era outubro de 1969. Quarenta e um anos depois, Francisco Chagas Marinho – o Marinho Chagas, nome que adotou desde aquela data e com o qual entrou para a história do futebol mundial – lembra de todas as frases do anúncio acima, impostando a voz e com o dedo em riste como se fosse o próprio locutor.

Trip o encontrou morando de favor na pousada de um amigo na praia de Ponta Negra, abalado pela perda recente do irmão mais velho e de uma irmã, três meses atrás. Com a morte do irmão, foram-se as poucas reservas financeiras que restavam. “Tudo que eu ainda tinha estava no nome dele. Agora os filhos vão tomar e eu não posso fazer nada”, lamenta.

A situação atual de Marinho em nada lembra o passado do “touro”, como o chamava o jornalista Franklin Machado, 66, à época comentarista e um dos votantes da eleição que premiava desde o começo dos anos 60 o craque das partidas de futebol profissional no Brasil com um rádio portátil movido a pilhas elétricas. “Marinho era indomável”, sentencia.

O Motoradio foi um rito de passagem para o moleque de 17 anos, peladeiro dos campos da Salgadeira e Sete Bocas, periferia à beira do mangue em Natal. Presenteado à mãe quando chegou em casa, o rádio foi o primeiro dos 47 com que foi agraciado Marinho Chagas ao longo de sua carreira.

CHAPÉU EM PELÉ

“Vamos ter cuidado com o galego. Dizem que é craque. E doido”, alertou Pelé ao time do Santos em 1972, na partida contra o Botafogo no Maracanã, em que se anunciava a estreia de Marinho como titular, recém-chegado do Náutico de Recife, -PE. “Quando vi Pelé em campo quase chorei.” Admiração, admiração, futebol à parte. No primeiro encontro dos dois “o doido” pôs o estádio abaixo com um chapéu que fez o rei perder o rumo. “No fim da partida ele veio até mim, apertou minha mão e disse: ‘Vê se me respeita, não vem com essa história de chapéu de novo, não, hein!’. Mandei ele tomar no cu e saí rindo.”

Arquivo pessoal

Com Pelé, que levou chapéu da bruxa

Com Pelé, que levou chapéu da bruxa

Era o segundo desaforo em menos de uma hora. Pouco antes, com o Botafogo perdendo por um gol, Jairzinho preparou a bola na entrada da área para bater a falta. Deu seis passos para trás e, dois antes de chutar, viu a pelota entrar no ângulo da trave pelos pés de Marinho, que lhe roubou a cobrança.
“Ele ficou muito puto! ‘Porra, que merda é essa!’ Eu falei: ‘Bicho, vai tomar no cu, o gol tá feito!’.” Marinho garantiu o empate.

"João moreira salles lembra “de um gigante com cabelos de viking que parecia ser uma força da natureza”

Até vestir a camisa do Botafogo, Marinho ziguezagueou do Riachuelo para o ABC e o Náutico. Dois fatos marcaram a passagem pelo clube pernambucano. No fim de uma série de amistosos no Caribe, surpreendeu-lhe a aclamação de um rastafári que cantou no intervalo de uma partida no estádio de Kingston, Jamaica. No vestiário, Marinho recebeu, além de um abraço, uma proposta de escambo de Bob Marley, o tal cantor: três discos em troca da camiseta que vestiu na partida.

Pelas mãos de outro cantor, seis meses depois, Marinho chegou ao Botafogo. Aguinaldo Timóteo, acompanhando o time numa partida contra o Náutico, em Recife, lançou por telefone um ultimato ao presidente do clube: “Marinho Chagas! É um menino, um monstro, tem que ir para o Botafogo!”. Foi.

Casado e pai de um filho, Marinho chegou ao Rio de Janeiro em 1972, meses antes de levar a esposa, Lucia, então com 16 anos. A senha para a permissividade estava do outro lado da rua: o mítico “balança mas não cai”, condomínio onde moravam as mais assediadas morenas do Sargentelli e as chacretes. “No dia em que aluguei o apartamento, as três primeiras coisas que comprei foram um colchão, um fogão e um binóculo. Eu ficava na varanda vendo todas elas nuas”, conta rindo e emenda: “Até que um dia eu estava do lado de lá”. Instado a listar as beldades inesquecíveis com as quais se envolveu, Marinho não titubeia: Fátima Boa Viagem e Regina Polivalente, dançarinas do Chacrinha.

O Rio foi tanto a consagração quanto a perdição de Marinho Chagas. Ganhando dinheiro como nunca, fez jus ao alerta de Pelé aos colegas de elenco de que “o galego é doido”. Impulsivo e vaidoso, não refugava os entreveros. Já conhecido pelo apelido que se aferrou à imagem, Bruxa Loura, alimentava a fama de mulherengo nas areias de Copacabana, que frequentava paramentado com roupas coloridas, uma faixa no cabelo e colares, as portas do Karman Guia abertas, no banco ficavam as caixas de som de uma radiola Philips que tocava os discos anos antes presenteados por Bob Marley. “Chovia mulher.”

No gramado, Marinho permanecia incansável, como recorda João Moreira Salles, documentarista e botafoguense ilustre: “Eu era pequeno, então me lembro de um gigante com cabelos de viking que parecia ser uma força da natureza. Era meio improvável, um lateral esquerdo que era destro. Tinha uma garra que depois eu viria a chamar de argentina. Quando ele entrava em campo, a gente não tinha medo de ninguém. Podia até perder, mas nunca entregar”.

"Marinho prenunciou a metrossexualidade de Cristiano Ronaldo e o descontrole de Edmundo Animal"

Ao mesmo tempo em que consolidava a posição hoje conhecida como ala esquerda, Marinho perdia pouco a pouco o controle sobre as finanças: “Gastei demais, demais...”. A metrossexualidade de Cristiano Ronaldo e o descontrole de Edmundo, o Animal, foram prenunciados por Marinho. Craque, habilidoso, revolucionário, mas emocionalmente instável. “Marinho foi um fenômeno como ala. Mas uma criança como profissional”, justifica o jornalista Juca Kfouri, entusiasta do jogador que, apesar dos percalços anunciados pelos excessos fora de campo, chegou à seleção brasileira em 1973 e seguiu até a Copa do Mundo do ano seguinte.

PORRADA EM LEÃO

Na Alemanha, sede da Copa, Marinho deu nos cascos de Emerson Leão, goleiro da seleção. A ousada movimentação de ataque que lhe rendeu a glória foi a mesma que fez João Saldanha, então comentarista de futebol, apelidá-lo de “Avenida Marinho Chagas”, tamanhos os espaços que deixava em campo quando precisava retornar à base. Numa dessas falhas, a Polônia avançou pela lateral e marcou o tento que tirou do Brasil o terceiro lugar naquele mundial. Marinho se defende: “Quando o jogador chegou à pequena área eu estava a um passo e meio. O problema é que o puto do Leão, que era como carrinho de sorvete na praia, só sabe ficar enterrado e, quando sai, sai errado, adiantou-se demais. Tomamos o gol”. Provocado por Leão no vestiário, foram aos sopapos. Da Fifa, veio um consolo: foi o único brasileiro a figurar na seleção do mundial eleito melhor lateral esquerdo do campeonato.

Giovanni Sérgio

Marinho mostra habilidade com a bola

Marinho mostra habilidade com a bola

Um ano depois da Copa, transferido para o Fluminense, onde permaneceu até 1979, Marinho pôs a paciência do cartola Francisco Horta no limite. Foi dele a ideia de levar pandeiros, chocalhos e tam-tans para a concentração. Virou hábito.

Não bastasse o barulho, na disputa do torneio Teresa Herrera, na Europa, em 1977, ia ao limite do bom senso nas cobranças de pênalti em que ensaiava o que hoje se chama “paradinha”. “Mas eu não parava. Eu girava na frente do goleiro, 360°. Quando eu chutava pra valer ele já estava no chão.” Do banco, Horta ameaçava prendê-lo no hotel se repetisse a malandragem. Ele a repetiu por três vezes durante a viagem. Marcou em todas elas.

ELE NÃO USA BLACK-TIE

No fim do campeonato no qual o Fluminense sagrou-se campeão vencendo em Corunha o Dukla Paha, o time carioca embarcou para mais dois amistosos na França. De Paris a Nice, Marinho viajou num Mercedes-Benz preto, conversível, com bancos de couro, alugado, para uma festa de gala em homenagem ao time carioca, dali a dois dias, num castelo da cidade litorânea francesa.

“Foi a primeira vez que usei black tie. Coisa fina. Muito artista, empresário e político no castelo. Enchi a cara e parti para a guerra. No meio da festa me apontaram a mulher mais bonita da noite e, quando me disseram quem era ela, não pensei duas vezes. Cheguei dançando, com uma taça de champanhe na mão, dei uma encoxada, encostei o pau devagar, esperando que ela pulasse fora. Mas ela riu. E, quando ela riu, eu tremi na base. Era demais pra mim; não tinha cacife pra comer uma princesa, jamais.” A mulher em questão era Grace Kelly, então princesa de Mônaco. Horta confirma o relato.

Depois de 1979, quando deixou o Fluminense, Marinho brilhou nos Estados Unidos na companhia de Pelé, Franz Beckenbauer e Michel Platini, no Cosmos de Nova York. Estava, enfim, à vontade em outro panteão depois da Copa de 74, a única que disputou, fechando 33 jogos com a camisa da seleção brasileira.

Do Cosmos até o fim da carreira, em 1988, passaram-se nove anos e sete clubes, incluindo três boas temporadas no São Paulo F. C., onde conquistou o Campeonato paulista em 1981, com atuações que lhe renderam a terceira Bola de Prata, prêmio da revista Placar aos melhores de cada campeonato. Foi um espasmo.

“Dei uma encoxada na grace kelly e ela riu. eu tremi na base. não tinha cacife pra comer uma princesa”

A irregularidade nas atuações o fez definhar. Bangu (RJ), Fortaleza E. C., América-RN e Los Angeles Heat (EUA) seguiram-se sem brilho digno de nota. Quando chegou para jogar na Alemanha, em 1987, onde um ano depois encerrou a carreira, uma manchete do jornal Sporting Bild deu conta “do perigo que a Bruxa representa para as jovens senhoras alemãs” mais do que para os adversários. Marinho havia se transformado em folclore.

UMA MÃO DE PLATINI

Hoje, morando novamente em Natal, financeira e fisicamente derrotado, pai de 13 filhos, cinco dos quais em países onde jogou (Alemanha e EUA) e com quem pouco mantém contato, enfrentando o alcoolismo, o ex-ala esquerdo não guarda vestígios da beleza e da forma física que possuiu na juventude.

Os problemas com hepatite C o levaram ao estaleiro por dois meses ano passado e mais 20 dias no início deste ano. Deprimido, separado da esposa e sem dinheiro, Marinho foi ajudado por uma campanha do ABC F. C., que destinou renda da venda de camisas especiais com o seu número para custear o tratamento.

Há anos comenta-se à boca miúda uma ajuda de custo enviada por Platini, da França, fruto da amizade estreitada no Cosmos. “Já aconteceu, mas não quero falar sobre isso”, Marinho desconversa para em seguida arrematar uma volta por cima: “A Copa de 2014 vai ser a minha ressurreição. Quero escrever minha biografia até lá”, diz, com um rasgo de confiança que quase lembra o touro, o doido que foi em campo.

Agradecimentos Serhs Natal Grand Hotel

http://revistatrip.uol.com.br/revista/189/reportagens/marinho-chagas-a-quotbruxa-louraquot.html

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Ryszard - Polonia

Viva Brasil, bravo Francisco

Viva Brasil, bravo Francisco Marinho Chagas!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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 Os maiores laterais-esqurdos da História ;

 

Nilton Santos, Nilton Santos, Nilton Santos, Marinho Chagas.

Canarinho sempre voa dessa lista.

 

 

Abner

 

 

 

 

 

 

 

 

 Os maiores laterais-esqurdos da História ;

 

Nilton Santos, Nilton Santos, Nilton Santos, Marinho Chagas.

Canarinho sempre voa dessa lista.

 

 

Abner

 

 

 

 

 

 

 
 

Escreví alguma coisa outro dia,sobre a falta de um psicólogo nos clubes de futebol,principalmente naqueles formadores de craques,que logo que despontam e aparecem na mídia,começam a ser assediados por empresários inescrupulosos e "Marias-chuteiras"e se não tiverem uma assistencia tambem fora dos campos e dos clubes,tendem a "perder a cabeça"e daí para uma metamorfose total em suas carreiras,ou para a pêrda total dos recursos ganhos enquanto famosos,é iminente e constante,especialmente naqueles que tiveram uma má formação educacional,pois vieram de centros pequenos e deixaram-se levar pelas orgias e pelas mulheres.

O caso do Marinho Chagas,é o exemplo do que costumeiramente acontece com quem não tendo um acompanhamento extra-campo,nem uma família minimamente equilibrada,ao parar com as atividades,e sem ter aplicado corretamente o dinheiro ganho,ao "sair de cena"cai no alcoolismo ou começa a depender de drogas,e daí para a miséria,é um passo pequenino,como aconteceu com o Garrincha,com o Jorge Mendonça,com o Reinaldo,e agora acontece com o Marinho.

E em algns casos,a irresponsabilidade destes "novos ricos"acontece ainda durante suas fases de ouro,como foi o caso do Bruno,do Flamengo a quem a "facilidade"de conquistar quantas mulheres quisesse,sem pensar nas futuras consequencias,leva-os a encerrar suasbrilhantes carreiras,antes da hora.

Não estaria na hora dos clubes e empresários pensarem melhor,a respeito destes casos,e  mudarem seus métodos ?                                                             

 

 

O preço da liberdade, é a eterna vigilancia.

Raí, o Botafogo está dando um exemplo de como lidar com esta questão. O jogador Jobson foi pego no exame anti-doping e se declarou usuário de "crack". O clube, com seu presidente Maurício Assunção a frente, se epenhou na recontratação do jogador. No contrato o jogador se compromete a fazer tratamento e participar de programas de prevenção do uso de drogas para jovens.

PS. O presidente Maurício Assunção declarou em entrevista que perdeu um parente para as drogas. Daí, seu empenho pessoal para ajudar no resgate para a vida e  profissão do jogador.

 

Quando menino a melhor programacao das ferias na rua Soledade em Natal era acompanhar Marinho .Habitos simples uma pessoa do bem que so foi ruim para ele mesmo.O filho de doda DE DEUS e seu PEDRO TOMAS ,marcou a minha infancia e a de muitos outros da nossa rua.Hoje vejo MArinho precisando de ajuda.Nao me cabe culpa-lo.O fato nesse momento passa pelo reconhecimento a um Potiguar que fez historia e que sempre tera seu nome na galeria dos craques do futebol Brasileiro.

 

História bonita e ao mesmo tempo triste. Nosso ídolo, o maior lateral esquerdo do mundo depois de Newton Santos, mais um que não soube aproveitar a magia que Deus lhe deu. Vi Marinho jogar muitas vezes no tempo em que meu Botafogo entrava num período negro de sua história.Confesso que fiquei muito triste ao ler esta reportagem.

 

A bem da verdade, o nome correto é Nilton Santos.

 

Jorge, eu  ia comentar, quando vi o seu. Assino em baixo. Tive o privilégio de assistir a estréia do Marinho no Fogão. Foi do tipo"vim, vi e venci".

Quanto ao período negro, foram longos 21 anos sem ganhar campeonatos. Eu estava no dia dia que a agonia acabou, Botafogo 1 x 0 Flamengo. Gol do Maurício que naquele dia ressucitou a magia da camisa 7.

 

marinho chagas... que saudades do bruxa!!!

tb tava no maraca naquele jogo com o santos, demais, demais...

ele, heleno, garrincha e tantos outros carregam a sina trágica

que marca a história do meu botafogo.

tragédia grega da boa no campo e fora dele; vidas  vividas em seu limite, épicas, pagãs, inesquecíveis.

pecava-se com grandeza e coragem!

 

e esses mauriçolas de hoje morrem de medo té de falar palavrão: papai do céu castiga...

 

Evoé, bruxa! obrigado por tudo!!!!!

 

 

 

 

Taí; havia esquecido dele. Entra, sim, no meu rol de craques.

 

fiquei muito  emocionado ao ler esta reportagem, quase com lágrimas nos olhos. Sou botafoguense, carioca e frequentei muito o Maracanã na década de 70, quando se podia ir sem ter medo da violência, tenho 53 anos e vi grandes times do Fogão, mas só dois jogadores bastavam para eu ir ao estádio: Jairzinho, o furacão e Marinho Chagas. Eu fui à estreia dele neste jogo contra o Santos de Pelé, eu e a torcida toda do Bota, presente, sentimos que naquele jogo nascia para o futebol um dos maiores jogadores de todos os tempos, do mundo. Foi injusticado pele imprensa esportiva  da época por causa do seu estilo de vida e porque não dependia dela para se promover, ele só se bastava. Eu sabia que ele tem problemas com o alcoolismo, mas não sabia que a sua situacão financeira é tão ruim. Eu acho que nós botafoguenses que admiramos e curtimos com o futebol do Marinho temos a obrigacão de fazermos alguma campanha para ajudá-lo. Não importa que ele jogou fora tudo o que ganhou, se era boêmio, mulherengo ou playboy. Para nós torcedores o que importava era o que ele fazia dentro do campo, e o preco do ingresso era muito barato para as alegrias que ele nos dava, como o balão no "negão". Não vamos deixar ele se acabar como o Mané. Que as ideias sejam dadas para nós o ajudarmos. Botafoguenses uni-vos nesta campanha.      

 

Eu, também botafoguense, tive a sorte de morar na Morada do Sol na década de 70 e assistia aos treinos do Botafogo da janela do meu quarto.

 

Ô tédio...

 

fiquei muito  emocionado ao ler esta reportagem, quase com lágrimas nos olhos. Sou botafoguense, carioca e frequentei muito o Maracanã na década de 70, quando se podia ir sem ter medo da violência, tenho 53 anos e vi grandes times do Fogão, mas só dois jogadores bastavam para eu ir ao estádio: Jairzinho, o furacão e Marinho Chagas. Eu fui à estreia dele neste jogo contra o Santos de Pelé, eu e a torcida toda do Bota, presente, sentimos que naquele jogo nascia para o futebol um dos maiores jogadores de todos os tempos, do mundo. Foi injusticado pele imprensa esportiva  da época por causa do seu estilo de vida e porque não dependia dela para se promover, ele só se bastava. Eu sabia que ele tem problemas com o alcoolismo, mas não sabia que a sua situacão financeira é tão ruim. Eu acho que nós botafoguenses que admiramos e curtimos com o futebol do Marinho temos a obrigacão de fazermos alguma campanha para ajudá-lo. Não importa que ele jogou fora tudo o que ganhou, se era boêmio, mulherengo ou playboy. Para nós torcedores o que importava era o que ele fazia dentro do campo, e o preco do ingresso era muito barato para as alegrias que ele nos dava, como o balão no "negão". Não vamos deixar ele se acabar como o Mané. Que as ideias sejam dadas para nós o ajudarmos. Botafoguenses uni-vos nesta campanha.      

 

Eu fiquei observando a foto, e baixou um saudosismo... A camisa, limpa, só com o escudo do clube. Embora tenha o meu time (Cruzeiro), sou fascinado pelas camisas antigas de qualquer dos grandes (e alguns médios) clubes. Hoje é uma poluição horrorosa, parece macacão de piloto de fórmula um! As camisas de hoje, aliás, são o retrato do grande negócio em que se transformou o futebol. A pureza do passado (mesmo que houvessem maracutaias, isso sempre houve) foi substituída pela sede inescrupulosa de lucros. Uma pena...

 

Queres coisa pior do que o meu Flamengo, que agora tem camisa na cor do patrocinador - e do PSDB?? É de chorar, meu amigo.

 

Talvez o que pudesse conciliar a necessidade de os times se sustentarem e ao mesmo tempo um visual minimamente agradável seria a existência de áreas específicas em que se pudesse pôr anúncio. Talvez algo como nas camisas dos anos 1990, que tinham como áreas de patrocínio usuais a altura da barriga e da parte superior das costas.

Porém, o grande senão é que um número menor de patrocínios estampados na camisa iria tornar os times pequenos menos sustentáveis, em que pese transformarem suas camisas em verdadeiros anúncios classificados, quando conseguem um número razoável de empresas que lhes gere sustentabilidade.

Porém, em times grandes esse modelo realmente deixa a coisa bem poluída. Vide meu Corinthians e seus patrocínios diversos que podem sim gerar uma belíssima entrada de grana no caixa e o tornarem o time brasileiro que mais fatura, mas que também deixaram a camisa atual bem feia comparada com outras de outros tempos.

Em todo caso, mais nobre mesmo é o Barcelona, cuja única vez em que estampou algo na camisa foi o logo da Unicef, demonstrando que eles é que pagavam para a referida entidade pôr o nome em seu manto, em vez do oposto. E, como sabemos bem, o Barça é bem poderoso.

 

Rastreado 24 horas/dia via patrulha ideológica

Marinho, esta biografia vai bombar!

 

Região Serrana Fluminense:Vergonha!Vergonha!Vergonha!

tivemos e teremos excepcionais laterais esquerdos . marinho chagas jamais estará entre eles. o incidente com leão dava razão ao goleiro. deixou o contra ataque p o lato, foi mta irresponsabilidade.

 

O Leão nunca vai ter razão: é o maior mau caráter do futebol brasileiro. Os companheiros dele no tempo da "democracia Corintiana" que o diga. A história de que trocaram sopapos no vestiário, não corresponde ao que foi noticiado na época. O Leão o agrediu covardemente pelas costas. Essa matéria tem alguns furos: o Marinho não levou a esposa para o Rio meses depois de ter ido para o Botafogo, ele foi meu vizinho num prédio da Praia de Botafogo onde dividia um apartamento com Edmilson, um baiano que era lateral do Botafogo.

 

xará. fato um, o contra ataque foi nas costas de marinho chagas , sobrou p alfredo , encarar lato que vinha na velocidade. o brasil pode ter perdido o jogo nas costas de marinho. fato 2, leão é, até hj ,um tremendo mau caráter. fato 3, me referi ao jogo e usei a palavra incidente, não quis(tentei) entrar no mérito do que aconteceu no vestiário. td isso n muda o fato de que lato e a polônia, fizeram o gol nas costas de marinho , foi isso que abordei. aliás, a copa do mundo que marinho jogou foi no mínimo, comum. nesse jogo, paticipou, uma espécie de anti-marinho chagas, um jogador que de tão discreto passava quase desapercebido, nesse jogo foi vítima de uma grande injustiça, estou falando do gde ademir da guia, fico ollhando esses neófitos embevecidos com zidane e penso com os meus botões, esses caras não viram ademir jogar. nesse jogo contra a polônia, ademir foi substituído por zagalo com a justificativa de que ...era lento. marinho, sinceramente , um jogador mt badalado mas (o própro post comprova isso) , sempre na minha opinião, claro respeito a sua e a do blog, mas longe, mt longe de se perfilar aos maiores laterais esquerdos da história do futebol brasileiro. surgiu recentemente a expressão, jogador de mídia. van persie, por exemplo, é assim. marinho chagas era outro.

 

 Brasil x Holanda, segundo Marinho Chagas 

 beluiz1313 | 2 de julho de 2010

 

o passado é sempre revisitado. a tão badalada holanda de então parou diante do brasil no primeiro tempo, tivemos chances claras de sair na frente, com jairzinho e paulo césar. vi os jogos da holanda contra uruguai e argentina, foram verdadeiros massacres. contra o brasil, no primeiro tempo, a coisa foi diferente. no segundo tempo, p variar, teve gol que saiu pelo lado do marinho chagas. gols de contra ataque. foi uma das poucas vezes em q vi alguém encarar uma seleção brasileira, msm assim fizeram gols de contra ataque. e o orgulho que em geral carrega o jogador brasileiro em seleções , "vitimou" luis pereira que perdeu a cabeça e deu um pontapé em um jogador holandês. a propósito, na lista de homenagens procedentes. façam  posts sobre luis pereira e outro sobre ademir da guia. sou corinthiano mas digo...ah se ademir fosse francês ou espanhol. seria titular uns 20 anos nas seleções desses países. ademir, não tinha mídia , toninho guerreiro tb não.

 

A história que segue foi contada por Ziraldo.

Fim de tarde no Bar Antonio’s, Leblon, no Rio. Chico Buarque degusta calmamente um puro escocês, quando  surge de repente o jogador Marinho Chagas, ex-Botafogo, então no Fluminense (time do Chico). Ao ver o cantor, o craque dispara à queima-roupa:

– Chico Buarque? Canta um troço teu aí pra gente curtir.

Chico, em cima:

– Só se você fizer duzentas embaixadinhas pra gente ver.

Marinho foi à cozinha, trouxe uma laranja e fez as duzentas embaixadinhas.

Chico teve que se virar numa viola para pagar a dívida

http://www.ailtonmedeiros.com.br/esqueceram-de-marinho-chagas-ii/2009/02/07/comment-page-1/

 

Belo texto sobre um grande jogador.

É uma pena que, fora de campo, Marinho não tenha demonstrado a competência que lhe sobrava

nos gramados. 

Assisti a praticamente todas as suas partidas no São Paulo de 1981, quando foi bicampéão.

Marinho e Mário Sérgio, dois dos principais artífices daquela conquista, formavam uma dupla improvável:

ele, lateral esquerdo que era destro e que na prática era quase um meia ofensivo, tendo marcado vários gols. Mário Sérgio, ponta esquerda que atuava como um verdadeiro meia armador, na linha de Gerson.

Foi um dos melhores elencos do São Paulo.

Curiosamente, na estréia pelo tricolor, Marinho deu a impressão de que sua contratação havia sido

um grande erro. Era um amistoso no Morumbi contra o Flamengo e ele foi expulso de campo.  

Tomara que a idade lhe traga um pouco da sabedoria que lhe faltou na juventude.

 

 

 

Sem dúvida um dos maiores laterais que o Brasil já teve!

 

Só para gente bater mais um pouquinho na Folha.....

 

Olha só a manchete da Folha Online sobre o encontro da Dilma com a viúva do Roberto Marinho:

 

  "Se recebi Fidel, por que não o PT?", diz Lily Marinho sobre Dilma

 

A forçação de barra tá enchendo...será que a Folha não vê que isso é prejudical à ela própria?