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Na tentativa de burlar medida cautelar, Telexfree ataca

Jornal GGN - A Telexfree é alvo de inquéritos por todo o Brasil. O Acre, entretanto, através de ação de seu Ministério Público e coragem da Juíza Thaís Queiróz em deferir o pedido, conseguiu a suspensão de novos cadastros e pagamentos da Telexfree. Foi uma decisão ímpar, pois a empresa atua de forma muito pouco ética com relação a seus seguidores.

No entanto, foram veiculadas informações no site Acre Alerta sobre a existência de parecer favorável à TelexFree emitida pelo Desembargador Samoel Evangelista, do Acre. Nenhuma decisão tinha sido divulgada até então. A assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça do Acre informou que a decisão do Desembargador ainda não tinha sido disponibilizada, ou seja, havia previsão para ser divulgada na tarde desta segunda-feira e que passaria pela assessoria antes da divulgação para os meios de comunicação. O site em questão (Acre Alerta), não só afirmou ter a decisão como deu detalhes, engrossado pelo blog Folha Paranatinga que, em letras garrafais, colocou entre aspas da decisão do Desembargador. Depois do comunicado em letras maiúsculas, o texto continua em outro tom, dizendo que, “Naturalmente que não há confirmação dessa decisão de 2ª Instância”, eximindo-se da séria acusação de veicular notícia falsa. 

A página da TelexFree, entretanto, ainda mantém o aviso exigido pelo Tribunal de Justiça do Acre, em decisão da Juíza Thaís Queiróz Borges, informando que está vedada a inclusão de novos cadastros ou pagamento de proventos até decisão da Justiça. Veja como está a página do site.

Esta empresa veiculou, ainda, em junho, avisos dizendo que o Procon do Acre teria reconhecido a legalidade da empresa. A Fundação, prontamente, divulgou nota com desmentido, ao mesmo tempo em que afirmava estar a ação contra a TelexFree em andamento. Logo depois o Ministério Público do Acre entrou com mandato para suspender o ingresso de novos divulgadores e proibir o pagamento dos que já constavam na lista da empresa.

Veja o comunicado:

 

Anúncio de seguro contra perdas

 

Em notícia veiculada no mesmo portal Acre Alerta, confundido em um primeiro momento como de notícias mas ligado à promoção do marketing multinível (a qualquer preço), uma declaração do diretor da TelexFree, Carlos Costa, publicado hoje, 24 de junho, anunciando uma parceria entre a empresa e a Mapfre Seguros. Segundo o site, Costa diz que o contrato firmado entre TelexFree e Mapfre Seguros garantiria a todos os divulgadores os seus investimentos.

A Mapfre Seguros soltou nota esclarecendo que não tem nenhum tipo de vínculo com a TelesFree, afirmando que a sugestão de vínculo contratual é inverídica e que não existe no portfólio de produtos da seguradora nenhum produto que tenha as características apregoadas pela empresa de marketing multinível em questão.

Eis a íntegra da nota da Mapfre Seguros:

"A MAPFRE Seguros esclarece que não tem nenhum tipo de relação comercial ou de parceria com as empresas Telexfree e Ympactus Comercial Ltda.

A veiculação de informações que está sugerindo vínculo contratual de uma das Seguradoras do Grupo com essas empresas não é verídica. Houve apenas o recebimento de documentos para estudo de proposta de seguro, que não foi efetivada.

A MAPFRE Seguros informa ainda que tomará as medidas legais cabíveis pelo uso indevido de sua marca e por todos os danos eventualmente ocasionados.

Ressaltamos ainda que não existe no portfólio de Seguro Garantia da MAPFRE produto que assegure a empresa, nas condições divulgadas."

Este tipo de informação para ludibriar o participante da pirâmide (e que entrou achando que o negócio era sério) não é nova. Há algum tempo atrás a TelexFree utilizou o nome da Liberty Seguros para dizer que os seus divulgadores estavam assegurados contra perdas. A Liberty soltou comunicado na mesma linha da Mapfre, desmentindo o fato e pedindo que a utilização do nome da seguradora deveria ser denunciado para que ela tomasse as medidas cabíveis. Eis o comunicado da seguradora:

COMUNICADO LIBERTY SEGUROS

 A Liberty Seguros informa que não tem nenhuma parceria estabelecida com a empresa TelexFREE. O  anúncio divulgado, apontando a Liberty Seguros como sua parceira de negócios, não tem fundamento e constitui propaganda enganosa. A Liberty Seguros comercializa seguros somente em parceria com corretores devidamente cadastrados na Susep (Superintendência de Seguros Privados). Qualquer oferta de produtos ou serviços da TelexFREE em nome da LibertySeguros deve ser desconsiderada e  encaminhada para o e-mail assuntoscorporativos@libertyseguros.com.br.”

A única menção à Mafre Seguros (sem o p) é obtida no Facebook, uma página recém criada e sem muitos seguidores, que não dá ciência do que faz, como faz, onde faz, ou seja, não existe nenhuma informação em que se agarrar para busca de idoneidade e ação. O que se consegue é, através do mapa, chegar à conclusão de que a empresa está sediada em Manaus-AM. A página é esta:

O jornal GGN entrou em contato com a Susep (Superintendência de Seguros Privados), que é quem normatiza e fiscaliza o setor de seguros no país, indagando sobre o caminho a ser tomado pelo consumidor em caso de falsa comunicação de parceria entre seguradoras e esta empresa. A Susep, através de sua assessoria de comunicação, informou que é sua função o que diz respeito ao mercado segurador. Assim, se uma empresa usa indevidamente o nome de uma seguradora para dar falsa sensação de normalidade e segurança ao consumidor, a própria seguradora deverá desmentir e o consumidor poderá, caso queira tomar atitude mais assertiva quanto ao tema, procurar o Procon de sua localidade. “A Susep não tem como atuar neste caso”, explica o assessor, “só se fosse por desvio de conduta da própria seguradora”, finaliza.

Mas, para não deixar o consumidor na mão, a orientação dada é que, ao tomar contato com qualquer empresa seguradora, visite o site da Susep (www.susep.gov.br) e faça, primeiro, pesquisa sobre sua existência ou não. Se a seguradora propalada não estiver cadastrada no site, significa que é uma empresa pirata, e a denúncia do consumidor levará a Susep a agir, tomando as medidas cabíveis.

Seae

A Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae, ligada ao Ministério da Fazenda) fez um nota técnica sobre a TelexFree, a pedido da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça. O encaminhamento se deu em 16 de maio e a nota foi publicada no site da Seae. Logo depois a Seae foi obrigada a retirar a notícia de seu site, em função de liminar judicial obtida pela Telexfree.

Veja a página da Seae com o comunicado:

Mas, mesmo proibida de veicular a notícia em seu site, a Seae não foi proibida de veicular nota técnica. Assim, qualquer cidadão ou meio de comunicação pode obter a nota técnica.  Para entender: a Seae tem a competência legal de autorizar captação antecipada de poupança popular, que é diferente de consórcio. A Secretaria recebeu denúncias de Ministérios Públicos Estaduais a respeito da TelexFree. Como não é competência da Seae ir atrás de fraude financeira, a nota técnica foi para definir se o que a empresa fazia era uma poupança popular ou um simples caso de fraude da pirâmide. A conclusão, é claro, foi de que a TelexFree é sim uma empresa que promove um esquema de pirâmide dando contornos de marketing multinível, não é uma captação de poupança popular.

Com a Nota Técnica pronta, a Seae enviou à Senacon. A Senacon, por seu turno, faz a interface com todos os Procons do país, uma capilaridade importante para coibir o abuso. A Nota Técnica traz características do que torna a Telexfree um golpe financeiro. “Pirâmide é altamente insustentável, quebra em algum momento e quanto antes quebrar, melhor, pois prejudicará menos consumidores”, diz Ricardo Faria, da Seae. E conclui afirmando que “a administração pública tem que intervir o mais rápido possível, para que o esquema prejudique menos pessoas”.

Ricardo evidencia o elemento comum dos golpes financeiros: seus participantes fazem uma defesa apaixonada da legalidade. Para ele são dois grupos distintos: o primeiro entrou e recuperou seu dinheiro; e o segundo, entrou, mas não recuperou ainda e precisa que o esquema se mantenha para não perder seus recursos.

“Tem muita gente no prejuízo”, diz ele, “e o pior é que as pessoas estão nisso por falta de educação financeira, gente que não tem muito recurso e vai ser roubada”. “As pessoas mais simples são que causam pena”, diz o representante do Seae.

No caso da TelexFree, Ricardo aponta para o fato de que tentam criar a ideia de um falso produto que é vendido, o VoiP. O que as pessoas deixam de perceber é que o produto é extremamente caro, se comparado a outros do mercado, e ninguém compra fora da rede montada pelos divulgadores. “É uma cortina de fumaça para fazer dinheiro pela pirâmide”, diz ele. “Tem gente que está ganhando dinheiro e, às vezes, sem entender que está enganando outros”, lamenta Ricardo.

Assim, o Seae forneceu, com sua Nota Técnica, um conjunto mínimo de informações para ajudar na investigação. “Não se tem no Brasil um histórico de processos contra pirâmides financeiras”, relata Ricardo, sendo difícil a atuação dos Ministérios Públicos sem o apoio da nota estruturada pela Secretaria. O Seae entrou nesta história pela capacidade técnica adquirida com a captação de poupança popular, desta forma, analisou os planos de negócios da Ympactus, promotora da TelexFree no Brasil, e concluiu que não tem como se sustentar com venda de produto que não é vendável. “Chega-se a golpes financeiros quanto o fluxo de entrada começa a cair e eles sugerem aumento de ticket”, explica Ricardo.

Faria cita o caso da AmWay, que teve que adotar uma série de medidas para separar sua ação da suspeita de golpe de pirâmide. “Um rede não pode ter crescimento endógeno, isto é, venda por si mesmo, não pode ter estoque”, diz ele, e a TelexFree fomenta a formação de estoque, que é o aumento de ticket, recomprando depois com desconto. “É um esquema muito complicado”, diz Ricardo, “formando uma cortina de fumaça para enganar”, conclui.

Advocacia Geral da União

O Jornal GGN contatou a AGU – Advocacia Geral da União para entender porque é que a Seae ainda estava proibida de veicular a Nota Técnica sobre o esquema TelexFree. Segundo a assessoria da Advocacia Geral,  foi de que já estava em andamento o pedido para liberação da nota no site. Eis o comunicado enviado ao Jornal GGN.

“A AGU apresentou o Agravo de Instrumento n. 0021506-13.2013.4.01.0000 junto ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região buscando reformar a decisão, e consequentemente, permitir a publicação da nota no site. O Tribunal ainda não decidiu a respeito.”

Até a tarde desta segunda-feira, dia 24, a Nota Técnica não havia retornado ao site da Seae.

 

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Comentários

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Lucasneto

Matéria tendenciosa pra dizer

Matéria tendenciosa pra dizer o mínimo .

E para q fique claro, nao sou divulgador Telexfree

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Fernanda kti

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Anônimo

verdadeira denuncia

verdadeira denuncia

Pedimos encarecidamente ao Ministério Publico, mais que nunca empoderado pelas manifestações de rua, que investigue a sonegação da Globo, exija o ressarcimento dos cofres públicos e peça a condenação dos responsáveis. vejam isso e espalhem

http://correiodobrasil.com.br/noticias/brasil/denuncia-rede-globo-sonega...

ou

Para refletir, na minha posição de jurista, professor de direito: um banco obtem recursos pagando apenas 0,5% de juros ao mês e empresta estes a juros de 9% ao mês. Ou seja, em um ano temos uma rentabilidade 20 vezes maior, ao Banco. Indagação a) qual o produto em questão? Resposta: dinheiro. b) qual o índice de retorno? 20 vezes o valor recebido; c) qual a razão para este negócio não ser considerado um crime? o fato de existir uma regulamentação legal. Então já está na hora de termos uma legislação específica para o marketing de rede e evitar medidas arbitrárias como as que estamos vendo serem imputadas à TelexFREE.

e ai qual desses casos é mais piramide

querem continuar alienados pelo sistema ou idiotas mesmo

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JP

Telexfree

A Telexfree está se complicando cada vez mais. A Diretoria só faz besteira ao postar vídeos sem fundamentos na Internet . No entando, devem conseguir derrubar essa liminar do Acre em alguns dias, pois foge da alçada daquele tribunal uma decisão dessas a nível nacional. Mas outra virão logo em seguida... é questão de tempo. Tomara que ninguém tenha prejuízos financeiros.

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Cyber

Telexfree

Tenho varios amigos na rede da Telexfree, a maioria deles ainda não recuperou o "Investimento"

Ai acabo acompanhando os acontecimentos e discussões mesmo sem querer!

Ontem vi um video no qual o tal de Carlos Costa disse ter fechado um contrato com a Mapfre Seguradora, o video foi divulgado no perfil da empresa no facebook.

Hoje o mesmo Carlos Costa diz que teve problemas com uso indevido da marca de uma das seguradoras com as quais estão negociando por conta de uso indevido da marca da Mapfre pelos divulgadores,

Perai, num dia ele diz que tah todo mundo segurado pela Mapfre, no dia seguinte devido a Mapfre desmentir o fato ele joga a responsabilidade pros seus divulgadores???

É de matar a cara de pau desso povo, alías na minha concepção, todo e qualquer divulgador que insiste em que está trabalhando pra ganhar o dinheiro devia ser investigado tambem, ninguem paga 800 dolares mensais por anuncios gratis feitos em sites que ninguem vê, nao precisa nem investigar pra ver que a TELEXFREE/YMPACTUS não tem clientes, tem divulgadores! pelo visto só divulgadores! 

Hoje o tal de Carlos Costa deu a entender num video divulgado no face, que o DR. Otto Glasner que teve diversos cargos ligados a receita/fazenda/governo deu um parecer favoravel ao modelo de negocios da TELEXFREE/YMPACTUS.

Será????

 

Bora acompanhar o desenrolar dos fatos, torço pros meus amigos não perderam o dinheiro deles, mas sei que se eles não tiverem nenhum prejuizo é porque alguem vai ter, talvez alguem que precise mais do que eles!

 

 

 

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Anônimo

devoluçao do dinheiro

quando uma empresa vai a falencia ela geralmente da golpé nos seus associados. mas no caso da telexfree nao é falencia houve um embargo judicial das atividades até a conclusao geral da justiça . caso a justiça dê causa favoravel a telexfree, continuará suas atividades normais. caso contrario quem deverá receber primeiro deverá ser as pessoas que entraram no me3s de junho que nao tiveram rendimento nenhum. agora se for preciso entrar na justiça pra receber poder esquecer. porque a primeira coisa de quem esta no comando faz é fugir. e fica por isso mesmo. a justiça nao vai atras porque é mais facil a justiça embargar esswe tipo de comercio do que correr atras do prejuizo de pessoas que fizeram emprestimo no banco pra entrar na telexfree. porque fica mais fácil pra justiça dizer que evitou que outras pessoas tivessem prejuízo dom mandar pagar que entrou e ficou no prejuízo esse filme eu ja vi.

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Wilson Gomes

Concordo

Esse Carlos Costa é um cara de pau de alto nível!!! O vagabundo usa o nome da seguradora e joga a culpa nos divulgadores. Se eu fosse dono de um destes "templos" que existem hoje, esse cara já estaria contratado. Se eu o pego na rua, encho ele de porrada!!!

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